Daily News
Versões genéricas não afetam a liderança do Cialis
Valor 18.10.2011 - Conforme Luciano Finardi, diretor de marketing da Eli Lilly no Brasil, a venda do Cialis Diário alcançou uma participação de 8,1% um ano após seu lançamento.
Quase um ano e meio depois do lançamento de medicamentos genéricos no país para combater disfunção erétil, a americana Eli Lilly, líder nesse segmento no Brasil com o Cialis, não teve sua participação de mercado abalada, mesmo com a disposição de "cópias" mais baratas de concorrentes.
"Não entramos na guerra de preços iniciada ano passado, com a chegada dos genéricos para esse segmento", afirmou ao Valor Luciano Finardi, diretor de marketing da farmacêutica no Brasil. Em junho de 2010, as primeiras versões genéricas do Viagra, da Pfizer, cuja patente expirou no ano passado no país, chegaram ao mercado, com preços até 70% mais baratos.
A estratégia da Eli Lilly, que parecia arriscada em um mercado em ebulição, trouxe impactos positivos à farmacêutica. Em setembro de 2010, a companhia começou a comercializar a versão Cialis Diário. O medicamento é vendido em uma cartela com 28 comprimidos de 5 mg para uso diário, como sugere o nome. Um ano depois do seu lançamento, a participação desse produto é de 8,1%, E desde 2003 o laboratório americano comercializa no país a versão convencional do Cialis (uso unitário), que promete 36 horas de eficácia para quem consome o produto, ante de quatro a seis horas, garantidos pelo Viagra e suas cópias, além dos produtos concorrentes.
A patente do Cialis expira no país a partir de 2015. Como não pretende começar a produzir medicamentos genéricos no país, pelo menos no curto prazo, a Eli Lilly está incluindo a versão diária do medicamento, cuja cartela custa cerca de R$ 240, em seu programa de fidelidade, o "Lilly Melhor para Você". Ao fazer o cadastro, a farmacêutica analisa os dados cadastrais do consumidor e poderá vender a cartela entre R$ 130 a R$ 190, dependendo do perfil econômico da pessoa. Outros três medicamentos da Eli Lilly já estão nesse programa que oferece descontos: Zyprexa (combate transtorno bipolar e esquizofrenia), Cymbalta (antidepressivo) e Byetta (antidiabético).
"Com a chegada dos genéricos, tivemos um impacto negativo na venda em volumes, mas não muito impacto em receita. Os médicos aumentaram a prescrição do uso do medicamento, de 17% em setembro de 2010, para 25,2% em agosto deste ano", disse Finardi.
O mercado de disfunção erétil no país movimenta por ano cerca de R$ 620 milhões. O Brasil é o segundo maior mercado global em vendas, atrás dos EUA. De janeiro a agosto deste ano, a venda de Cialis foi de 4,881 milhões de comprimidos. A versão Cialis Diário representou 9,82% no período. Em 12 meses (de setembro de 2010 a agosto de 2011), foram 7,4 milhões de unidades, com 8,16% de participação do Cialis Diário. A receita de janeiro a agosto ficou em R$ 147, 9 milhões e de R$ 223, 177 milhões nos últimos 12 meses. Em agosto de 2011, a fatia em volume da Lilly ficou em 14% e em receita, 35%. Em setembro de 2010, a fatia da Lilly em volume era 18% e em receita era de 37,3%. A participação das versões genéricas (cerca de 15 produtos) soma 44% no total.
A molécula do Cialis, a tadalafila, também é usada (em uma concentração maior) para combater uma doença rara: HAP (Hipertensão Arterial Pulmonar). O valor do tratamento mensal da HAP com a tadalafila fica em R$ 1.870,55 (ICMS/SP). A Eli Lilly negocia a inclusão desse tipo de tratamento na agenda do governo federal.
Com faturamento de cerca de R$ 1,023 bilhão em 2010, a companhia projeta para 2012 um crescimento da ordem de 15% a 20% para seus produtos, cujas patentes ainda estão na validade. "2012 será o ano do Cialis e da nossa plataforma de insulina", disse o executivo. A farmacêutica passa a comercializar no Brasil o Bybureon para combater a diabetes (trata-se de uma injeção para aplicar uma vez por semana). A empresa também colocou no mercado a Trayenta, para combater também a diabetes, em parceria com o laboratório Boheringer Ingelheim.
As apostas em medicamentos maduros também fazem parte da estratégia da companhia no Brasil. O Prozac é um dos exemplos. "O produto já perdeu a patente e tem vendas contínuas nos últimos anos, mesmo coma versão genéricas do produto", disse Lunardi. A estratégia do grupo é reduzir seu preço, dos atuais R$ 140 a caixa, para entre R$ 55 e R$ 60. "A expectativa é dobrar a venda nos próximos 15 a 18 meses. É que percebemos que o produto é fortemente prescrito pela classe médica."
Teles vão assumir controle de TVs a cabo
Folha 18.10.2011 - Globo pede autorização para transferir Net para a mexicana Telmex, e Abril, para conceder TVA à espanhola Telefônica.
Nova lei permite que operadoras assumam TVs a cabo e derruba obrigatoriedade de controle nacional.
As Organizações Globo pediram autorização à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para transferir o controle acionário da Net Serviços -maior operadora de TV a cabo do país- ao grupo Telmex, do empresário mexicano Carlos Slim.
Igual passo foi dado pelo grupo Abril, que solicitou anuência da agência reguladora para transferir ao grupo espanhol Telefônica o controle acionário de suas empresas de TV a cabo nas cidades de São Paulo, Curitiba e Foz do Iguaçu (PR), que operam com a marca TVA.
A família Marinho, proprietária das Organizações Globo, permanecerá na Net, como minoritária. Já a família Civita (proprietária do grupo Abril) decidiu se afastar em definitivo do negócio.
Nenhum dos dois grupos informou os valores envolvidos nas transações. A troca de controle da TVA e da Net era aguardada, em razão da assinatura da lei 12.485 (em 12 de setembro), que liberou a entrada das companhias telefônicas no mercado de TV a cabo e derrubou a obrigatoriedade de controle de capital nacional nessas operações. Os grupos brasileiros tinham o compromisso de transferir o controle acionário para seus sócios após a aprovação da lei.
Crescimento gradual: A aproximação da Telmex com a Net começou em 2004, pouco depois de a Embratel ter sido comprada pelo grupo mexicano. A Telmex comprou parte das ações pertencentes à família Marinho e a participação do BNDES, que era, então, o segundo maior acionista da Net.
Os mexicanos aumentaram gradativamente sua fatia na operadora. A Globo manteve a maioria do direito de voto (exigido pela lei) graças a um arranjo societário construído por advogados.
O mesmo se deu com a Telefônica e a Abril. Em 2006, a família Civita vendeu à Telefônica suas operações de TV paga com tecnologia de transmissão por micro-ondas, para as quais não havia restrição legal de venda.
Como a lei de TV a cabo proibia as teles de ter mais de 20% em empresas de TV a cabo, dentro de suas áreas de concessão de telefonia fixa, a Telefônica comprou 19,9% da TVA na cidade de São Paulo e 49% das operações no Paraná, onde ela não é concessionária.
Posteriormente, a Telefônica aumentou sua participação na TVA, comprando parte da Lemontree, empresa da Abril controladora da TVA.
Segundo o diretor de Gestão Corporativa da Globo, Jorge Nóbrega, a troca de controle se dará com a transferência de um pequeno lote de ações, para permitir que a Embratel aumente sua posição no capital votante de 49,9% para 51%. Os mexicanos já têm 100% do capital sem direito a voto da Net.
Nóbrega diz que a Globo continuará no negócio, em razão das perspectivas de crescimento da TV paga e da banda larga.
O diretor jurídico da Abril, Arnaldo Tybiriçá, informou que o grupo Abril perdeu o interesse pelo mercado de TV paga.
Oi TV passa a transmitir canais da Globosat
Exame 17.10.2011 - Com isso, a empresa fortalece seu posicionamento estratégico no mercado de telecomunicações e reforça sua atuação com ofertas quadri-play.
A Oi fechou o contrato com a Globosat e com a TV Globo para inclusão de novos canais na programação da Oi TV (tecnologia DTH), garantindo conteúdo ainda mais completo para seus clientes. Com este movimento, a Oi fortalece seu posicionamento estratégico no mercado de Telecomunicações e reforça sua atuação com ofertas quadri-play, que incluem telefonia fixa, móvel, internet de banda larga e distribuição de TV por assinatura. A partir do dia 19 de outubro, estarão disponíveis 14 novos pacotes que incluem os canais GNT, Globonews, Multishow, Sportv, Sportv 2, Sportv3, Viva, TV Futura, Canal Brasil e Universal Channel, dentre outros. Além disso, toda a base da Oi TV terá, automaticamente, incluídos os canais Universal Channel, TV Futura e 16 canais de áudio na grade de programação de seu pacote atual.
O sinal do canal aberto da TV Globo também inicia entrada na Oi TV para clientes da base e novos clientes. O lançamento da TV Globo será feito com sinal regional e de forma escalonada, começando pelo Rio de Janeiro, no dia 19. Até o final do ano, estará em Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Belo Horizonte. Mais localidades serão cobertas ao longo de 2012. Clientes Oi TV também poderão conferir, a partir de janeiro do ano que vem, a transmissão do Big Brother Brasil 2012, canais adultos, e o produto PFC, que inclui brasileirão, séries A, B e regionais. Com as novas opções de conteúdo, a companhia garante ao cliente a possibilidade de escolher o plano que melhor se adequa ao seu perfil. “O segmento de TV por assinatura é estratégico para a Oi, pois completa a nossa solução para a residência dos nossos clientes. Os conteúdos da Globosat e da TV Globo complementam nossa grade de canais, fazendo com que a Oi TV se firme no mercado ao apresentar ofertas ainda mais competitivas. Agora temos condições plenas de oferecer ofertas quadriple-play diferenciadas ao mercado”, afirma Ariel Dascal, diretor de Oi TV", diz Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat. “Este acordo é importante, do ponto de vista da Globosat, na medida em que amplia o espectro de distribuição de nossos canais para um operador com a envergadura e alcance da Oi. Espero que estes novos telespectadores de todo o país percebam a diferença dos conteúdos programados pela Globosat em seus diversos gêneros e segmentos. Os nossos canais e produtos têm a participação e dedicação de inúmeros talentos que se esforçam diariamente para levar entretenimento, informação e cultura de qualidade para todos os que apreciam televisão e conteúdos para múltiplas plataformas”, disse.
Aparelhos modernos desafiam suporte de operadoras a clientes
Valor 18.10.2011 - Luiz Pimentel, da Fast Shop: consumidores têm cada vez menos tempo e, paralelamente, equipamentos mais complexos.
As operadoras de telefonia, que sempre foram campeãs nos índices de reclamações de atendimento, estão às voltas com um novo desafio: atender clientes que usam e dependem cada vez mais de tecnologia.
Com dispositivos como tablets, smartphones e TVs com acesso à internet ganhando espaço nas casas dos assinantes, os atendimentos tradicionais sobre mudança de endereço, valor da conta, ou cancelamentos têm ganhando a companhia de dúvidas sobre configuração de rede sem fio e contas de e e-mail, instalação de programas e até a remoção de vírus. Para dar conta dessa nova demanda, as companhias têm investido na criação de centrais de atendimento especializadas, com treinamento específico em novas tecnologias.
Na Claro, uma equipe com mais de 300 pessoas resolve as dúvidas de clientes que compram um dos dez smartphones incluídos no serviço batizado de "Atendimento Smart". Lançado em junho com seis atendentes, o serviço recebe hoje cerca de 30 mil chamadas por mês, diz Erick Fernandes, diretor de marketing da operadora. "Dispositivos como smartphones e tablets estão chegando ao mercado com muitos recursos e em uma velocidade acelerada. Por isso, é importante ter, nesse início, atendimentos que ajudem as pessoas a entrar nesse mundo, ou aprender a usar melhor esses equipamentos", diz o executivo.
A Claro tem ainda um serviço de concierge - voltado a clientes com gasto mensal mais elevado - e acaba de se juntar à Net e à Embratel para lançar o Combo Multi, que integra produtos das três companhias e conta com uma central de atendimento específica, com profissionais treinados em tecnologias de TV, internet e voz.
Ensinar o cliente a tirar melhor proveito de seus dispositivos traz dois benefícios para a operadora: o primeiro é a redução nas queixas sobre os serviços de telefonia, pois, em alguns casos, o problema de acesso não está na rede, mas na configuração dos aparelhos. O segundo é financeiro. Ao conhecer melhor como usar seus dispositivos, o cliente pode comprar serviços que não usava antes, como acesso à internet pelo celular e pacotes de mensagens multimídia, o que gera receita para a companhia.
Para os profissionais que trabalham nessas equipes especializadas, a oportunidade também é boa. Segundo André Kriger, diretor de fibra óptica da Telefônica, os técnicos que fazem a instalação desse produto - uma unidade recém-criada que conta com 800 pessoas - podem ganhar até dez vezes mais do que um profissional iniciante. O serviço de fibra óptica da Telefônica tem 35 mil assinantes e a meta é chegar a 50 mil até o fim do ano.
Cada equipe de instalação conta com dois técnicos que recebem treinamento sobre a tecnologia de fibra e de comportamento na casa do cliente. "Eles são orientados a não se sentar no sofá, a entrar com a sola dos pés cobertos", diz Kriger. "O desafio é grande. Ainda há um ranço dos clientes por causa dos problemas que a Telefônica enfrentou num passado recente", afirma o executivo, referindo-se às falhas no serviço de banda larga Speedy, em 2009.
A Oi também treinou equipes de atendimento especificas com o objetivo de auxiliar clientes novos. Um primeiro time faz contato de forma pró-ativa com o assinante nos primeiros 20 dias de contratação dos serviços. O atendimento auxilia na configuração de equipamentos e de softwares. "O objetivo é assegurar que a primeira experiência com os nossos serviços seja clara e simples", afirmou a companhia por meio de nota enviada ao Valor. Além disso, nos primeiros 30 dias como cliente da operadora, os assinantes têm suas solicitações atendidas por um outro grupo especializado no esclarecimento de dúvidas técnicas.
"A complexidade da oferta na casa do cliente está aumentando, por isso a tendência é que se use mais o suporte técnico das operadoras", diz Marcos Takanohashi, diretor da área residencial da Motorola Mobility.
Há pouco menos de um ano, a GVT começou a usar uma tecnologia da companhia que permite à operadora dar suporte remoto ao serviço de banda larga. O sistema "enxerga" o modem por dentro e consegue identificar e corrigir boa parte das falhas sem necessidade de uma visita à casa do cliente. Agora, a tecnologia será estendida ao recém-lançado serviço de TV por assinatura da GVT e à plataforma que a operadora pretende usar para conectar todos os aparelhos eletrônicos da residência.
Takanohashi diz que a Motorola está em negociações para vender o serviço a outras operadoras. Segundo ele, a demanda por tecnologias desse tipo é crescente. "Nas grandes cidades, há muita competição entre as operadoras. Elas vão ter de oferecer um serviço de qualidade para segurar o cliente", avalia.
Dantas recupera espaço na Valepar
Valor 18.10.2011 - Daniel Dantas, do Opportunity: vitória em processo arbitral iniciado em 2007 aumenta poder em controladora da Vale.
O empresário Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, está prestes a obter uma fatia de cerca de 3% na Valepar, controladora da mineradora Vale.
Por meio da Elétron, que hoje detém 0,03% da holding Valepar, Dantas foi declarado titular do direito de compra de uma parcela maior das ações da companhia por um valor abaixo do mercado. A decisão foi dada por uma câmara de arbitragem responsável pelo julgamento do litígio que envolve a Elétron, de um lado, e suas sócias na Valepar - Litel Participações e Bradespar -, de outro. A sentença arbitral está sendo contestada pela Bradespar na Justiça.
O processo arbitral teve início em 2007 e foi realizado pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). Em uma primeira sentença, em dezembro de 2009, Daniel Dantas teve reconhecido o exercício de opção de compra das ações da Valepar feito em 1997, durante e logo após o leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, como era denominada à época. A sentença parcial garantiu esse direito ao empresário. Ou seja, a Bradespar e a Litel seriam obrigadas a vender ações da Valepar à Elétron. Também estabeleceu que, em um segundo momento, os árbitros definiriam o valor e o montante das ações a serem transferidos a ele, o momento em que isso deveria ocorrer e possíveis indenizações por perdas e danos, após a produção de provas pelas partes envolvidas. Agora, no início de setembro, a câmara de arbitragem deu a sentença final da disputa.
Embora as decisões dadas em procedimentos de arbitragem sejam sigilosas, o Valor apurou que Dantas garantiu uma fatia em torno de 3% da Valepar, aumentando imensamente sua participação na holding, que até então era de 0,03%. A Valepar tem hoje 52,7% do capital votante da Vale e tem como acionistas a Bradespar, braço de investimentos do Bradesco, com 21,21%; a Litel Participações, sociedade de propósito específico que reúne os fundos de pensão Petros, Funcef e Funcesp, liderados pela Previ, com 49%; a japonesa Mitsui, com 18,24%; e a BNDESPar, com 11,52%, além do Opportunity, por meio da Elétron.
A reportagem apurou ainda que as ações da Valepar serão transferidas por um preço inferior ao seu valor de mercado - não tão inferior como Dantas pediu, mas ainda longe do valor atual das ações da Valepar, como Bradespar e Litel ofereceram. "A Elétron vai pagar um preço para receber as ações, um preço de opção corrigido até uma determinada data", afirmou uma fonte que acompanhou o caso.
Embora favorável a Dantas, a sentença arbitral negou seu pedido de indenização por danos morais e por perdas e danos decorrentes do período em que o executivo não pode exercer seu direito às ações. "A Elétron não ganhou o direito às ações pelo valor que ela queria", disse ao Valor outra fonte, que também prefere não se identificar. "Não ganhou tudo, mas ganhou uma parte substancial do pleito dela."
A disputa entre a Elétron, a Bradespar e a Litel teve início em 2007, quando a primeira foi à Justiça com a alegação de que teria direito à compra de uma parte das ações da Valepar em poder das demais empresas em função de um aumento de capital promovido em 2002, que teria diluído sua participação na Vale.
A Justiça decidiu que quaisquer divergências entre as empresas deveriam ser resolvidas por meio da arbitragem, prevista em uma das cláusulas do acordo de acionistas da Valepar, da qual Bradespar, Litel e Elétron são signatárias.
A arbitragem foi instaurada no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem em 2007, quando foi composto um tribunal arbitral formado por três árbitros. Bradespar e Litel escolheram Gustavo Tepedino e a Elétron indicou Mário Sérgio Duarte Garcia. Os dois advogados, por sua vez, escolheram o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Francisco Rezek para presidir o tribunal. Em 18 de dezembro de 2009, o trio de árbitros entendeu, por unanimidade, que a Elétron é titular do direito à opção de compra das ações previsto no acordo de acionistas.
A sentença parcial foi contestada pela Bradespar e pela Litel na Justiça do Rio de Janeiro. Ambas pediram sua anulação com o argumento de que o árbitro Francisco Resek estaria impedido de julgar o tema porque atuou na defesa de Daniel Dantas em Milão, na Itália. Pela Lei de Arbitragem, não podem atuar como árbitros pessoas que tenham relação com as partes e os indicados devem revelar, antes de assumirem a função, qualquer condição que possa provocar impedimento. As duas empresas conseguiram suspender a sentença parcial na Justiça, mas a liminar obtida foi cassada logo em seguida. Com isso, a arbitragem teve continuidade, ainda que Resek tenha renunciado a ela. Um novo árbitro foi escolhido pelas partes e, em 5 de setembro, foi dada a sentença final, que garantiu à Elétron o direito às ações.
Agora, a Bradespar foi novamente à Justiça pedindo a produção antecipada de provas, com a promessa de que ingressará com um novo pedido de anulação da arbitragem. O argumento atual para a produção das provas é o de que o novo árbitro - o francês Yves Derains - não reside no país, o que demandaria urgência na tomada de seu depoimento. A Bradespar ainda argumenta, no pedido feito à Justiça, que Derains, árbitro de renome com 35 anos de experiência que já esteve à frente da International Chamber of Commerce (ICC), não poderia fazer parte do procedimento arbitral porque não teria conhecimento do sistema jurídico brasileiro e proficiência no idioma nacional.
De acordo com a petição anexada ao processo pela defesa da Bradespar, a segunda ação anulatória a ser proposta em breve "pleiteará a anulação da decisão arbitral final porque ela sustenta a validade da primeira decisão, chamada de parcial", que também é contestada na Justiça em um processo ainda sem decisão final. A juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou o pedido de urgência feito pela Bradespar e determinou a realização de uma audiência para o dia 22 de novembro.
Procuradas pelo Valor, a Bradespar e a Elétron não se pronunciaram sobre a disputa.
A Valepar é uma holding que controla a Vale com cerca de 33% do capital -- 52,7% das ações ordinárias (com direito a voto) e 1% das preferenciais. De 2002 - época do aumento de capital realizado na Valepar - até hoje, o valor de mercado da Vale teve um incremento de 443%, passando de R$ 38,789 bilhões para R$ 210,629 bilhões.
A Valepar não é listada na bolsa, portanto não existe cotação de mercado para as suas ações. Alguns analistas afirmam que, como a holding só possui ações da Vale, em sua maioria ordinárias, esse papel poderia ser usado como uma proxy para se chegar a um preço da Valepar. Em 2002, Vale ON estava cotada na casa de R$ 5 e, hoje, está acima dos R$ 40, conforme dados da Economática. Como a decisão da arbitragem ainda não foi tornada pública, não é possível saber a qual valor e quantas ações a Elétron poderá adquirir, aumentando, assim, sua participação na controladora da Vale.
Em seu formulário de referência, a Bradespar informa que a quantidade de papéis não poderá exceder 37,8 milhões de ações ordinárias da Valepar. Ainda sobre o processo arbitral, ela estima que esse poderá representar perdas de cerca de R$ 200 milhões, ou 2% do seu patrimônio líquido em 30 de junho, que era de R$ 7,74 bilhões.
Enquanto a disputa prossegue, a Vale anunciava ontem remuneração recorde aos acionistas em 2011, no valor de US$ 9,0 bilhões.
Gávea, de Armínio Fraga, compra participação minoritária na Camil
Folha 18.10.2011 - O fundo Gávea Investimentos é o novo sócio da Camil, empresa do setor alimentício que deve faturar R$ 1,8 bilhão neste ano.
O Gávea, que tem como um dos sócios o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, fechou a compra de 31,75% das ações da Camil por valor não revelado.
Com a transação, o Gávea pretende apoiar a expansão regional da marca no Brasil, na América do Sul e em outros tipos de alimento.
O negócio ocorre poucos dias depois de a Camil anunciar a aquisição da marca Coqueiro, do ramo de pescados.
A Gávea Investimentos tem sob sua gestão US$ 7,2 bilhões em participações em empresas ("private equity").
Camil vende participação a fundo gerido pela Gávea
Valor 18.10.2011 - A brasileira Camil Alimentos, maior indústria de beneficiamento de arroz e feijão da América Latina, anunciou ontem a venda de uma participação correspondente a 31,75% de seu capital social para um fundo de private equity gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.
O valor e os termos da negociação não foram divulgados pelas partes. Procuradas pela reportagem do Valor, Camil e Gávea não quiseram se manifestar.
Fundada em 1963 como uma cooperativa agrícola na cidade gaúcha de Itaquira, a Camil tornou-se uma sociedade anônima em 1996. Há quatro anos, a empresa deu início a um agressivo plano de expansão via aquisições no Brasil e no exterior.
O primeiro e maior passo foi dado em 2007, com a compra da concorrente uruguaia Saman por cerca de US$ 160 milhões. O investimento transformou a Camil na maior processadora de arroz da América do Sul, com capacidade para beneficiar mais de 1,3 milhão de toneladas do cereal.
A empresa presidida por Luciano Quartiero adquiriu ainda a Tucapel, líder em beneficiamento de arroz no Chile, em 2009. Neste ano, a empresa comprou a Compañia de Alimentos da América (Cada), líder em vendas de arroz e leguminosas como feijão e ervilhas no Peru, e entrou no segmento de pescados em conserva, com a aquisição da catarinense Femepe, dona das marcas Alcyon e Pescador.
O movimento mais recente foi realizado na última quinta-feira,, com o anúncio da compra da marca de pescados Coqueiro, pertencente à americana PepsiCo, também por valor não revelado. Com todos os investimentos, o faturamento da Camil mais que dobrou desde 2007, de R$ 500 milhões para R$ 1,2 bilhão no ano passado. Para 2011, a empresa prevê um volume de vendas de R$ 1,8 bilhão.
A entrada da Gávea Investimentos, que administra um patrimônio de mais de R$ 13 bilhões, sugere que a Camil pode demorar um tempo maior para concretizar o plano de abrir seu capital na bolsa. Em fevereiro deste ano, a empresa protocolou na Comissão de Valores Imobiliários (CVM) um pedido para realizar uma oferta inicial de ações na BM&FBovespa. No entanto, a empresa decidiu abandonar o processo em agosto passada, influenciada pelo mau momento do mercado de capitais.
Biossentiel
Folha 18.10.2011 - A marca francesa Biossentiel, de óleos essenciais orgânicos usados em aromaterapia, inicia operação no Brasil com a abertura de um ponto de venda em São Paulo e distribuição, a partir daqui, para Uruguai, Argentina, Bolívia e Colômbia.
"O produto vem a granel da França e montamos a estrutura em Porto Alegre. Do Brasil, serão usadas embalagens recicladas ou de fibra de bananeira feitas por comunidades locais", diz o químico Junior Diego Becker, 28, diretor-presidente da Biossentiel na América do Sul.
Há perspectiva de exportar as embalagens produzidas aqui. "China e Japão já estão interessados." A marca, que tem produtos como óleos, chás e sprays de ambiente, desenvolvidos pela perfumista Nelly Grosjean, é vendida no Marrocos, no Panamá, em países da Europa e outros.
O próximo passo é lançar uma linha de cosméticos, também orgânicos.
Só gigantes obtêm custo negativo para dinheiro
DCI 18.10.2011 - O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem que novos aportes financeiros na área de infraestrutura podem acontecer. Mas a prioridade por grandes obras começa a gerar muitas críticas dentro do próprio sistema financeiro nacional.
Coutinho citou particularmente dois projetos bilionários. A usina hidroelétrica Belo Monte e a fábrica de telas digitais e semicondutores da Foxconn.
Atualmente, o custo financeiro para o empréstimo, sob a óptica das empresas, é lucrativo. Descontada a inflação, os juros cobrados pelo órgão fomentador situam-se em terreno negativo de 1,31% ao ano. André Perfeito, economista da Gradual Investimentos, atenta para a contradição evidenciada pelos juros pagos pelo Tesouro Nacional e os recebidos pelo BNDES. "O retorno em diversas atividades vale mais que os juros atuais de 12%, não é preciso subsídio. Caso o retorno não fosse atrativo, ninguém investiria em empresas, apenas no tesouro", explica André Perfeito.
British Schools Group
Folha 18.10.2011 - Apesar de estar aberto há três meses, o The British College of Brazil, quarto colégio britânico de São Paulo, será inaugurado oficialmente apenas nesta semana.
A escola é a única que faz parte do British Schools Group, ONG que tem outras oito unidades no mundo -na China, na Espanha, na Malásia, no Uzbequistão e na Rússia.
No Brasil, a escola tem turmas para alunos de dois a oito anos. Há, porém, a intenção de criar um ensino médio.
Hoje, dos 80 estudantes matriculados, cerca de 30% são brasileiros. "A maioria dos pais que nos procuram querem que seus filhos tenham chance de estudar em universidades estrangeiras", diz o diretor Stuart Young.
Todos os professores são britânicos e a mensalidade varia de R$ 2.400 a R$ 3.300.
MRV bate recorde com lançamentos de R$ 1,4 bi no trimestre
Brasil Econômico 17.10.2011 - A MRV Engenharia comunicou nesta segunda-feira (17/10) que o terceiro trimestre foi o melhor da história da companhia em volume de lançamentos.
No período, os projetos alcançaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,448 bilhão, o que representa uma alta de 40,3% sobre o apurado em 2010.
Segundo a MRV, 91% dos lançamentos se enquadram no programa estatal Minha Casa, Minha Vida. Foram lançadas 13.882 unidades com um preço médio de R$ 104,4 mil.
No acumulado de janeiro a setembro, os lançamentos cresceram 17,8% ante o ano passado, alcançando a marca de R$ 3,243 bilhões.
A MRV fechou o trimestre com R$ 1,083 bilhão em vendas contratadas - marca recorde.
Volume de lançamentos e vendas sobe no 3º trimestre
Valor 18.10.2011 - Apesar do cenário de crescimento econômico menos acelerado, a maior parte das incorporadoras de capital aberto que divulgaram prévias dos resultados operacionais do terceiro trimestre lançou e vendeu mais que no mesmo período de 2010.
Das oito empresas que divulgaram prévias até o fechamento desta edição, seis apresentaram crescimento do Valor Global de Vendas (VGV) de lançamentos - PDG Realty, Cyrela Brazil Realty, MRV Engenharia, EZTec, Rodobens Negócios Imobiliários e Direcional Engenharia. Apenas Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) e Even Construtora e Incorporadora apresentaram VGV menor.
Cinco empresas tiveram aumento das vendas contratadas. As exceções foram CCDI, Rodobens e Even. A PDG, maior incorporadora do país e a primeira a divulgar prévias, apresentou recordes em lançamentos e vendas.
Ontem, foi a vez de MRV Engenharia divulgar recorde de lançamentos e vendas contratadas no terceiro trimestre. A companhia lançou VGV de R$ 1,449 bilhão no período, 40% a mais que no terceiro trimestre do ano passado. As vendas cresceram 22%, para R$ 1,083 bilhão. "A demanda continua muito forte no segmento popular", afirma o presidente da MRV, Rubens Menin. No acumulado dos nove meses, as vendas da MRV subiram 10,7%, para R$ 2,883 bilhões. A expectativa da MRV é de outro trimestre "bem forte" em lançamentos e vendas, conforme o executivo.
Já a Even, que também divulgou sua prévia operacional ontem, apresentou lançamentos de R$ 448 milhões, com queda de 22,35% ante o terceiro trimestre de 2010, e vendas de R$ 370 milhões, ou seja, 38,5% menores.
Seis incorporadoras tiveram queda na velocidade de vendas medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta). Apenas CCDI e Direcional tiveram alta no indicador, com patamares acima de 30%. O mercado entende como normal essa acomodação da velocidade de vendas e considera VSO "saudável" o patamar de 20% a 22%. No terceiro trimestre, a MRV registrou VSO de 25%, abaixo dos 33% do intervalo de julho a setembro de 2010. Conforme Menin, a queda deveu-se ao menor lançamento no terceiro trimestre de 2010. Na Even, a VSO recuou de 37% no terceiro trimestre de 2010, para 25%, devido à concentração de lançamentos no fim do trimestre. Conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da Even, Dany Muszkat, com estoque maior, cresce a possibilidade de vendas para consumidores interessados em unidades próximas da entrega. Além disso, a contabilização na receita é maior quanto mais avançadas as obras.
No trimestre, a Even comprou cinco terrenos, com VGV potencial de lançamentos de R$ 300 milhões. A companhia reduziu o ritmo de aquisições de novas áreas apresentado desde o início de 2010. Isso vai possibilitar que a Even alcance fluxo de caixa positivo do primeiro para o segundo semestre de 2012, e não somente no fim do próximo ano ou no começo de 2013.
No acumulado de nove meses, a Even lançou o correspondente a 68% de seu guidance para o ano. Somando o VGV até setembro aos projetos aprovados (já lançados no quarto trimestre ou com lançamento previsto para os próximos 30 dias), a Even chega a 94% do guidance para o ano.
Parte do setor precisará lançar mais de 40% no quarto trimestre se quiser cumprir a meta para 2011. Em função de fatores como menor velocidade de vendas e a estratégia das incorporadoras de privilegiar geração de caixa a volumes, já se considera, no mercado, que algumas empresas possam lançar, no ano, VGV menor do que o prometido.
Gol mantém a liderança no mercado aéreo nacional
Brasil Econômico 17.10.2011 - No mercado de voos internacionais, o Grupo Tam tem 88,85% de participação. A demanda por voos dentro do país cresceu 9,06% em setembro em relação ao ano passado, enquanto a oferta aumentou 15,04%.
No acumulado do ano, a alta na procura por voos já é de 18,52%, contra uma oferta 13,8% maior. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Gol manteve a liderança, ocupando 38,87% do mercado, seguida pelo Grupo Tam, com 38,22% do mercado. Hoje as empresas restantes cumprem uma fatia de 22,91% do mercado - um avanço frente aos 18,30% de participação de mercado do ano passado.
Os voos internacionais realizados por empresas brasileiras cresceram 6,57% em relação ao mesmo mês do ano passado. A oferta de voos, no entanto, avançou apenas 4,33% no período.
Nesse mercado, o Grupo Tam tem 88,85% de participação, contra 10% da Gol e 1,45% da Avianca.
LD segue em busca de capital
Valor 18.10.2011 - A busca da Louis Dreyfus Commodities (LDC) por capital voltou à tona nos últimos dias e, mais uma vez, o braço brasileiro de açúcar e etanol da multinacional de origem francesa, a LDC-SEV, está sob os holofotes.
Ontem, foi a vez da agência Dow Jones Newswires noticiar que a LDC está considerando uma fusão ou a abertura de capital da LDC-SEV na BM&F Bovespa. Para isso, informou, a empresa teria contratado os bancos J.P. Morgan e Bradesco para assessorá-la. O objetivo, segundo as fontes da agência, seria dobrar a capacidade brasileira de produção sucroalcooleira.
Na fim de semana, o jornal britânico "Financial Times" informou que a Dreyfus contratou o Credit Suisse para ajudá-la na abertura de capital da operação global ou na venda de participação para um fundo soberano, após a frustração nas negociações de fusão com as concorrentes Olam, Glencore e Bunge. Segundo o "Financial Times", uma decisão nesse sentido não deve sair antes do fim de 2012.
No Brasil, fontes ouvidas pelo Valor reiteram que o mandato concedido aos bancos para IPO ou outra operação estratégica em açúcar e álcool está em vigor há dois ou três anos e que, desde então, as instituições financeiras estão sempre avaliando quais oportunidades o mercado oferece. "Desde então as oportunidades não surgiram. E, se até pouco tempo atrás o mercado estava fechado para IPOs, neste momento está mais fechado ainda", disse um executivo que acompanha o processo.
Também citando fontes familiarizadas com a francesa, a agência Reuters noticiou que a LDC não está prevendo um IPO no curto prazo, mas que ainda considera opções para levantar capital em âmbito global. A busca teria como foco investidores privados, segundo a Reuters.
Aqces aproveita demanda logística de usinas de cana
Valor 18.10.2011 - Alysson Paolinelli, presidente da Aqces: planos incluem oferta pública inicial de ações, quando e se empresa alcançar nível robusto de faturamento.
Com a adesão das usinas sucroalcooleiras ao protocolo agroambiental do setor, assinado há quatro anos pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), os trabalhadores das lavouras passaram a ser definitivamente substituídos pelas máquinas de corte. Para reduzir os custos oriundos da mudança, grande parte das usinas está terceirizando o serviço para companhias de logística - que estão investindo no setor para aproveitar a nova demanda.
Essa é a estratégia da recém-criada Aqces Logística, que presta serviços do chamado CTT (corte, transbordo e transporte) da cana para a Raízen. A joint-venture entre Shell e Cosan, que hoje é responsável por cerca de 20% do faturamento da Aqces, anunciou que irá aumentar nos próximos meses de 60 milhões para 100 milhões de toneladas a capacidade de moagem. Na carona da expansão da produção, a Aqces espera que, nos próximos anos, os atuais R$ 40 milhões de receita anual com a logística da cana se transformem em R$ 350 milhões. Uma das ações para alcançar o objetivo é investir R$ 100 milhões no setor em 2012 - em caminhões, equipamentos e tecnologia.
O mercado tem grande potencial até 2014, quando se encerra o prazo dado pelo governo de São Paulo - principal Estado produtor de cana - para o fim da queima da palha da planta, procedimento necessário para a colheita manual (em áreas de declive, o fim das queimadas deve ocorrer até 2017). Além da Raízen, a Aqces tem contratos de logística de commodities agrícolas com a Fibria.
Criada em 2009 pela gestora de fundos de investimento Green Capital (controladora integral da companhia), a Aqces saltou de R$ 10 milhões de faturamento em seu ano inicial para R$ 110 milhões no segundo ano de atividade devido à compra de parte da Ultracargo, em 2010. Para este ano, o crescimento orgânico permite projeção de R$ 245 milhões. Ainda é uma cifra de empresa de média no mercado, mas a meta de faturamento é agressiva: a Aqces quer alcançar R$ 1 bilhão em 2014. "Chegaremos lá com crescimento próprio e aquisições de empresas que atuam nos mesmos mercados da Aqces", diz o presidente, Alysson Paolinelli - filho do ex-ministro da Agricultura de mesmo nome.
Entre empresas com mercados semelhantes (e, por isso, potenciais alvos de interesse), estão Luft, Expresso Nepomuceno e Gafor. Esta última, inclusive, recebeu aporte neste ano de R$ 70 milhões de um fundo da gestora NEO para investimentos no setor sucroalcooleiro e em outras atividades. Perguntado se já teve conversas sobre compra com as companhias, Paolinelli não comenta. Além das aquisições voltadas ao setor sucroalcooleiro, a Aqces planeja crescer em dois outros mercados.
O primeiro deles é o de serviços logísticos para empresas de mineração, que hoje não estão no portfólio da companhia. "Estamos conversando com potenciais clientes, como a Vale ". Paolinelli explica que o objetivo não é transportar minério, mas realizar serviços logísticos relacionados à cadeia de extração.
O segundo mercado enxergado como fonte de forte crescimento para a companhia é o de químicos, petroquímicos e combustíveis - já presente na carteira da empresa e hoje responsável por 40% de seu faturamento. Entre os principais clientes desses setores, estão Braskem e Oxiteno. O primeiro contrato da Aqces, inclusive, foi para transporte de combustíveis para aviação, com um contrato firmado em fevereiro de 2010 com a Shell.
Até hoje, a Green Capital já investiu R$ 50 milhões na companhia. A controladora pretende fazer, no futuro, uma oferta pública inicial de ações, quando e se a empresa conseguir alcançar um nível robusto de faturamento e lucro. "Desde o começo, trabalhamos para fazer nossa abertura de capital", afirmou Paolinelli.
No âmbito pessoal, o executivo diz que seus planos não incluem entrada na vida política, ao contrário do pai ex-ministro. "Minha carreira está baseada na iniciativa privada. Tenho uma carreira muito forte em logística e vou continuar nesse caminho", diz ele, que passou por cargos executivos em ALL, MRS, Ouro Verde e Brahma.
PPPs estaduais cumprem metas de desempenho
Valor 18.10.2011 - Os indicadores de desempenho têm sido cumpridos em 100% em três das quatro Parcerias Público-Privadas (PPPs) estaduais mais antigas. Apenas na rodovia MG-050 a média do índice está um pouco abaixo, em 96%. O resultado é apresentado pelos parceiros públicos como um sinal de sucesso das operações. A obtenção de notas máximas, que garante o recebimento da totalidade das contraprestações públicas, porém, pode servir de desestímulo ao aprimoramento dos serviços pelo parceiro privado, segundo opinam especialistas.
Três das primeiras grandes PPPs estaduais entraram totalmente em operação em 2011: a de ampliação da produção de água da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) no Alto Tietê, o emissário submarino de esgoto da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) em Salvador, e a de operação da Linha 4 do Metrô na capital paulista. Apenas a primeira foi inaugurada dentro do cronograma inicial. As outras duas sofreram aditamentos contratuais que adiaram a data em até dois anos. No Metrô, o atraso ocorreu na entrega da obra de responsabilidade do governo estadual.
A avaliação geral dos parceiros públicos, porém, é de que os resultados são positivos, considerando eficiência nos serviços e os ganhos obtidos em tempo de execução de obras em relação à realidade dos empreendimentos públicos, que sofrem com atrasos causados por inúmeras licitações e recursos.
"Foi um cronograma eficiente, o que é o ideal. Quanto mais eficiente é a execução do cronograma, mais você consegue aproveitar os recursos", diz a presidente da Sabesp, Dilma Pena, sobre a PPP da estação de tratamento de água de Taiaçupeba, inaugurada em março deste ano com a produção adicional de 5 metros cúbicos por segundo (m³ /s) de água para abastecer a região do Alto Tietê. A estação já produzia 10 m³ /s. Nesse caso, o cronograma foi adiantado a pedido da Sabesp com o tratamento de 12 m³ /s já em dezembro de 2010, dos quais 2 m³ /s eram resultado da PPP. Em março a Cab Spat passou a entregar os 15 m³ /s exigidos no contrato, mas a contraprestação mensal de R$ 7 milhões só passou a ser paga com a finalização das obras em agosto deste ano. "O escalonamento das obras não foi um problema, pois não tivemos falta de água e todas as mudanças no cronograma foram resolvidas em negociação com a Cab", diz Dilma.
O diferencial de uma PPP em relação às concessões tradicionais é remunerar a empresa privada a partir de metas de desempenho. Nos três projetos que entraram em operação em 2011, porém, não houve descontos devido a descumprimento de metas até o momento. Mesmo na PPP da Linha 4 do Metrô, que passou recentemente por paralisação do serviço por quatro horas, a Secretaria de Transporte Metropolitano estadual diz que só começarão a ser cobradas metas de desempenho três meses depois do dia 16 de outubro, que é quando a linha começou a funcionar integralmente. Também não foi considerada a aplicação de uma multa pela paralisação dos trens, apesar de a possibilidade estar prevista no contrato.
A inauguração das duas primeiras estações da Linha 4 ocorreu março de 2010, mas só agora a primeira fase do projeto ficou pronta, com a entrega de seis estações. A contraprestação mensal paga pelo governo paulista é de R$ 521 mil para cada um dos três trechos - estações Paulista e Faria Lima; estações Butantã e Pinheiros; e estações Luz e República.
A previsão na época da sua licitação, em 2006, era de que a primeira fase seria toda entregue em 2008. O projeto passou primeiro por atrasos relacionados a liminares questionando sua licitação. Depois de assinado, o contrato passou por quatro aditamentos devido à construção gradual das estações, de responsabilidade do governo estadual.
O adiamento das datas de entrega das estações fez com que a ViaQuatro pedisse reequilíbrio econômico-financeiro do contrato em agosto de 2010 e em agosto deste ano. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo, os pleitos ainda estão em análise pelo governo. A concessionária ViaQuatro foi procurada para tratar do assunto, mas respondeu, via assessoria de imprensa, que não está falando sobre esse tema.
Para o advogado Bruno Ramos Pereira, do portal PPP Brasil, o fato de as PPPs que começaram a funcionar este ano estarem recebendo 100% das suas contraprestações pode significar tanto um sucesso da operação quanto uma má concepção dos indicadores de desempenho, que estariam subdimensionando a capacidade de melhoria dos serviços pelas empresas. "Talvez os indicadores não tenham sido feitos de forma a dar incentivo para as concessionárias aprimorarem sua performance, exigindo pouco", diz.
Para Marcos Siqueira, coordenador da unidade PPP de Minas Gerais, a função dos índices de desempenho deve ser a de estímulo e não de punição. Dessa forma, a PPP da rodovia MG-050, a primeira a entrar em operação no país, em 2007, nunca recebeu 100% da contraprestação estipulada no contrato. "Os indicadores foram feitos para deixar sempre a cenoura na frente do coelho. Foram criados num nível muito bom de qualidade, para que a empresa tire uns 95%, mas sempre queira melhorar", diz. A Unidade PPP assessora a Secretaria mineira de Transportes e Obras, operadora do contrato dessa PPP.
Até o fim de julho o governo mineiro pagou R$ 25 milhões para a concessão. A média de desempenho da concessionária no período de julho de 2010 a junho de 2011 foi de 96%. "Acho importante desenvolver a cultura de que tirar nota abaixo de 100% não é ruim. É isso que cria incentivos para a adequação, para deixar espaço para que entrem novas tecnologias, já que o contrato é longo", diz Siqueira. A concessão da MG-50 é de 25 anos.
A prestação do serviço nas quatro PPPs tem sido fiscalizada pelos próprios parceiros públicos. É a Sabesp e a Embasa que acompanham o cumprimento das suas PPPs e no caso de Minas e do Metrô paulista são as secretarias de transporte que estão à frente da fiscalização.
Na PPP da Sabesp, há cerca de 50 fiscais acompanhando e cobrando um conjunto de aproximadamente cem índices de desempenho. Yves Besse, presidente da Cab Spat, concessionária da PPP de Taiaçupeba, diz que há tempo determinado para a realização dos serviços de manutenção e limpeza que são acompanhados pelos fiscais da Sabesp e que o não cumprimento causa o desconto de uma porcentagem no pagamento da contraprestação.
Há um caso de punição, devido à Cap Spat ter ultrapassado o tempo de manutenção, por causa de falta de energia no sistema. A empresa argumenta que não teve responsabilidade na falha. "Acho que tem sido um aprendizado para os dois parceiros. Até agora não recebemos penalidades, mas já discutimos algumas decisões da Sabesp na comissão técnica", diz o executivo.
No caso da PPP do emissário submarino da Embasa, na Bahia, o pagamento da contraprestação para a Foz do Brasil, do grupo Odebrecht, foi iniciado em junho deste ano e até o momento não houve nenhum desconto. A contraprestação mensal é de R$ 4 milhões e tem uma variável de 30% condicionada ao cumprimento dos indicadores de desempenho.
O contrato foi assinado no fim de 2006, mas sofreu três aditamentos contratuais em 2007, quando entrou o governo de Jaques Wagner (PT). Com a mudança de gestão, o contrato foi revisto e houve uma redução de 20% no investimento. A revisão também adiou a entrega do empreendimento de junho de 2010 para maio de 2011.
Incentivos fiscais crescem 529% em 10 anos e devem chegar a R$ 146 bilhões
Estadão 17.10.2011 - Estudo revela que as desonerações tributárias, usadas sem planejamento de longo prazo, subiram de 11,6% para 20% da arrecadação.
O governo vai injetar R$ 146 bilhões em vários setores da economia no ano que vem, por meio de programas que só o Executivo pode criar e cujos resultados não são avaliados. São os chamados incentivos fiscais, ou desonerações tributárias, medidas pelas quais o governo abre mão de tributar um ou outro setor.
Os gastos por meio de renúncias de receitas deram um salto a partir do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo aponta estudo elaborado pelo consultor da Câmara dos Deputados Marcelo Sobreiro Maciel.
Segundo levantamento feito com base nos dados da Receita Federal, os incentivos fiscais equivaliam a 11,6% da arrecadação federal em 2002. Em 2009, ela já estava em 18,9%. Em 2012, a conta se aproximará dos 20%, conforme os números da Receita consultados pelo Estado. A conta de incentivos, que era de R$ 23,2 bilhões em 2002, chegará a R$ 116 bilhões este ano e a R$ 146 bilhões no ano que vem. É um salto de 529%.
"Os incentivos são cada vez mais usados, mas são medidas pontuais, sem planejamento de longo prazo e cuja eficácia é questionável, pois não há avaliação", comentou o consultor. "São benefícios que fogem do Orçamento, estão cada vez mais sob controle do Executivo e sobre os quais há pouca exigência de transparência."
Em seu trabalho, ele afirma que o crescimento dos incentivos indica "um renascimento do Estado capitalista brasileiro, no que se refere aos instrumentos tributários utilizados". Ele embasa a crítica na comparação entre a forma como são gastos os recursos arrecadados e devolvidos à sociedade como despesas do Orçamento e os incentivos - dinheiro que deixa de ser entregue aos cofres públicos. Do ponto de vista das contas públicas, também é um gasto. Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda não se pronunciou.
Destinação. O dinheiro que passa pelo Orçamento tem sua destinação discutida pelo Congresso. Os deputados e senadores têm a prerrogativa de mudar a destinação de parte desses recursos, por meio de emendas à lei orçamentária. Depois de gasto, tudo é auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Com as renúncias fiscais, não há esse rigor. Primeiro, porque não são claros os critérios de favorecimento de um setor e não de outro. E, na prática, só o Executivo pode criar desonerações.
A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que propostas de medidas desse tipo devem vir acompanhadas da estimativa de renúncia fiscal. Mas só quem tem meios de fazer a estimativa é a Receita. Por isso, os parlamentares não conseguem propor desonerações. No máximo, pressionam para incluir mais setores nas medidas do Executivo.
Além disso, as informações são precárias. A melhor fonte de dados são os relatórios publicados pela Receita, que não refletem exatamente o que o governo deixou de recolher. "Eles informam apenas uma estimativa", disse Maciel. "E é uma estimativa incompleta, porque não contém as renúncias do Imposto sobre Produtos Industrializados."
As desonerações têm crescido ano a ano, sobretudo os cortes da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição ao PIS/Pasep. O relatório da Receita que acompanha a proposta do Orçamento de 2012 aponta 35 programas que contam com a desoneração de tributos, que vão do Simples à fabricação de medicamentos, dos investimentos da Copa à fabricação de biodiesel.
Na prática, uma reforma: Os incentivos fiscais, que não param de ser criados, são a verdadeira reforma tributária em curso no País, avalia o consultor da Câmara dos Deputados Marcelo Sobreiro Maciel. Ele avalia que há mais estímulos para o governo lançar mão desses instrumentos do que batalhar pela simplificação do sistema tributário.
Para o Executivo, desonerar determinados setores é uma forma rápida e segura de fazer políticas públicas, observa o pesquisador. E não há oposição a que o governo aja dessa maneira.
Para o empresariado, os incentivos fiscais são vistos como uma forma viável de ganhar competitividade. Também por essa razão, os parlamentares tampouco se opõem aos cortes tributários. Pelo contrário, eles pressionam para incluir outros beneficiados nos programas.
Assim, os incentivos fiscais ganham trânsito livre no Congresso, enquanto as propostas de reforma tributária clássica fracassaram uma a uma, pois elas impõem perdas a Estados e setores da economia.
Essa é a análise que consta da tese de mestrado em Ciências Políticas de Maciel pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).
"Imaginar que uma reforma abrangente aconteça facilmente é utópico", disse o consultor da Câmara dos Deputados Marcelo Sobreiro Maciel. "Mas, ao mesmo tempo, o sistema tem passado permanentemente por reformas."
Ele avalia que, tal como as tentativas anteriores desde a Constituição de 1988, a proposta do governo de Dilma Rousseff para simplificar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não vai prosperar. "Ainda mais com essa crise internacional chegando", observou.
Naufrágio: As tentativas anteriores naufragaram por razões variadas. A tentativa do governo de Fernando Collor de Mello de simplificar o ICMS naufragou porque desembarcou no Congresso dias antes do início do processo de impeachment.
O governo de Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, se deu por satisfeito após a aprovação da Lei Kandir, que desonerou produtos básicos e semielaborados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Obstáculos: As crises do final dos anos 1990 impediram que as mudanças fossem adiante, devido às restrições fiscais que não permitiam ao governo correr o risco de perder arrecadação.
No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de reforma tributária deixou de ser prioridade com a crise de 2008 e 2009.
Agora, Maciel avalia que não há real interesse por parte do Executivo.
Há uma iniciativa dos senadores em pauta, a redução do ICMS interestadual nas importações, que foi encampada pelo Executivo. No entanto, não se vê movimentação em favor da proposta.
O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, tem dito que se dedicará a negociar mudanças no ICMS depois de resolvida a questão dos royalties do petróleo. No entanto, essa discussão ainda está longe de um acordo.
Na lógica do governo, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e os royalties do petróleo são dois temas que estão entrelaçados. A ideia é contrabalançar eventuais perdas com a reforma do tributo estadual com ganhos que a maior parte dos Estados terá com a nova divisão de recursos do petróleo.
Companhia de investimentos RJCP passa a ter ações em circulação
Valor 17.10.2011 - A companhia de investimentos em capital de risco Rio de Janeiro Capital Partners Equity (RJCP) anunciou hoje que passou a ter ações em circulação.
De acordo com o comunicado ao mercado, a acionista Metynis Participações, que detinha 16,7% do capital total da RJCP em junho, vendeu 4% de suas ações em uma transação privada. A operação foi realizada no dia 14, quando foi aprovada uma subscrição privada de ações, que aumentou em quatro vezes o capital social da RJCP, de R$ 4,2 milhões para R$ 20,4 milhões. A RJCP está listada em bolsa desde junho, mas não fez uma oferta pública inicial de ações. A listagem teve como objetivo apenas tornar a empresa conhecida pelos investidores, segundo o presidente e acionista controlador, Marcelo Bastos.
A empresa tem um fundo em fase de estruturação de capital e terá como foco o investimento em empresas novatas do setor de energia renovável.
Por ora, a RJCP tem apenas uma participação minoritária na Novaenergia, que atuará na transformação de lixo plástico em petróleo, em parceria com a Wastech, empresa baiana especializada no tratamento de resíduos.
Mineração brasileira salta para quarto lugar no ranking mundial
Valor 17.10.2011 - A indústria de mineração do Brasil galgou quatro posições no ranking mundial em 30 anos, tornando-se a quarta do mundo ao final da década passada, com valor de US$ 36,8 bilhões. O estudo, da United States Geological Survey (USGS), entidade americana que é referência mundial do setor, foi reportado pela publicação especializada “Brasil Mineral”.
O levantamento da USGS, divulgado recentemente com dados globais até 2009, não inclui informações dos chamados minerais energéticos – petróleo, gás e carvão.
Conforme o estudo, a indústria mineral brasileira, com valor de US$ 4,3 bilhões, estava em oitavo lugar em 1978. Ficava atrás da chilena, chinesa, australiana, canadense, sul-africana, americana e soviética e apenas à frente de Peru e Índia, entre as dez maiores do mundo.
Nas estatísticas de 1993 da USGS, a mineração brasileira triplicou seu valor e saltou para a sexta posição, tendo à frente Rússia, África do Sul, EUA, China e Austrália.
Na mais recente compilação de dados, o Brasil deixou para trás os EUA, Rússia e África do Sul, tendo à frente dois outros países integrantes dos Brics – China, na liderança, e Índia, em terceiro lugar. A indústria mineral australiana, na ponta no estudo de 1993, perdeu o posto para a chinesa.
Funcionários de aeroportos vão parar 5ª e 6ª contra privatização
Folha 17.10.2011 - Os aeroportuários que trabalham no aeroporto internacional de Cumbica (Guarulhos), em São Paulo, aprovaram nesta manhã uma paralisação na próxima quinta (20) e sexta-feira (21) contra o modelo de privatização proposto pelo governo federal. O protesto vai acontecer também no aeroporto de Brasília, segundo decisão tomada na semana passada. Os aeroportuários de Viracopos (Campinas), também em São Paulo, definem em assembleia amanhã se participam do movimento, segundo o diretor jurídico do Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), Ademir de Oliveira.
Na semana passada, o presidente da entidade, Francisco Lemos, havia dito que a privatização levará "à precarização do trabalho". Ele afirma que o ato contará com a participação de "movimentos sociais", como sem-terra e catadores de papel.
Leilão: O governo decidiu realizar os três leilões de privatização "no mesmo dia e na mesma hora", em 22 de dezembro. "Ao optar pelo leilão simultâneo, nosso objetivo é aumentar a competição entre os interessados e garantir o melhor serviço no futuro ao usuário", justificou o ministro Wagner Bittencourt (Aviação Civil) na ocasião.
Para o governo, um modelo de leilões em datas diferentes pode reduzir o número de competidores: o vencedor de um leilão pode desistir de disputar outro, beneficiando seus adversários. Os editais de licitação vão conter um "gatilho de investimento" para tentar evitar gargalos e deficiências de serviços nos aeroportos. Sempre que a capacidade de um aeroporto e/ou sua qualidade de serviço estiverem próximas de atingir um nível considerado de risco, o dono da concessão será obrigado a fazer investimentos.
O governo vai usar os níveis de serviços estabelecidos pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) para definir o gatilho de investimento e também as metas para cada aeroporto.
Investimentos: O governo federal vai exigir investimento mínimo de R$ 13,2 bilhões, em valores de hoje, no aumento da capacidade dos três aeroportos que serão transferidos à gestão da iniciativa privada. O prazo da concessão varia de 20 a 30 anos. Um terço deverá ser gasto para equipar o sistema para a Copa. Os números fazem parte dos estudos econômicos da concessão, que o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, entregou na semana passada ao TCU (Tribunal de Contas da União). Além do investimento, os consórcios vencedores terão de aplicar mais R$ 11,6 bilhões na manutenção da operação dos terminais. Também foram confirmados os valores da outorga fixa, que os vencedores terão de recolher ao governo. O mais caro é Cumbica, com R$ 2,29 bilhões, seguido de Viracopos, R$ 521 milhões, e Brasília, R$ 75 milhões. O governo ainda vai receber como contrapartida, em média, 10% da receita em todo o período da concessão. A partir de agora, o TCU tem 45 dias para analisar os estudos antes de dar aval para que a Anac publique os editais.
Rede PBF prevê abertura de 10 novas unidades no Rio de Janeiro
MonitorMercantil 17.10.2011 - Com cerca de 200 escolas e mais de 100 mil alunos nas principais capitais, a Rede PBF de Ensino de Idiomas, da Fundação Fisk, deve aumentar em 20% o número total de alunos e abrir 40 novas escolas no prazo de dois anos. A área prioritária para expansão da rede é a região Sudeste (São Paulo, Rio e Minas) e o Estado do Paraná. Com 11 unidades no Estado do Rio de Janeiro, a Rede prevê a abertura de 10 novas escolas nos próximos dois anos em todo o estado. Haverá contratação, com cerca de 200 novas vagas. A rede PBF de Idiomas oferece aulas de inglês e espanhol para todas as faixas etárias. Rio de Janeiro e demais regiões são estratégicas para este projeto de expansão, em função também de Copa do Mundo e Olimpíadas. Em virtude destes eventos, a rede PBF lançou recentemente o "May I Help You ?", curso direcionado para profissionais de turismo, hotelaria, taxistas, garçons, recepcionistas, monitores de museus, entre outros profissionais que irão atender o turista nos próximos anos. - Nossa estratégia é reforçar a identidade da marca e aumentar gradativamente o surgimento de escolas em regiões que ainda permitem este crescimento - afirma Christian Ambros, diretor da Fundação Fisk, detentora da rede PBF.
Yoki investe em alimentos prontos.
MonitorMercantil 14.10.2011 - A Yoki Alimentos apresenta uma nova linha de alimentos prontos, a Yoki a Vapor, que chega para facilitar e ajudar quem tem uma atribulada rotina e precisa preparar as refeições diárias para o consumo pessoal ou para toda a família. Com distribuição nacional, a linha chega com dez produtos, todos já cozidos, o que torna o trabalho de elaboração muito menor. As opções são: canjica de milho, canjica amarela, feijão-carioca e feijão-preto - na versão de 500 g (com duas porções de 250 g no pacote); e feijão-branco, grão-de-bico, ervilha, lentilha, soja e trigo - na versão de 250 g.
Para o lançamento dos novos produtos, além de investir em tecnologia, a Yoki buscou o que há de mais avançado no mercado internacional em embalagens, pois os produtos a vapor vêm em uma embalagem especial Retort Pouch. Flexível e esterilizável, ela é constituída de uma estrutura laminada, capaz de acondicionar produtos alimentícios que necessitem de esterilização, para garantir uma shelf life longa. Não possui necessidade de refrigeração e nem adição de conservantes.
PepsiCo encara sua pior crise de imagem no país
Brasil Economico 17.10.2011 - Operação brasileira da multinacional enfrenta três problemas em pouco mais de um mês e se esforça para manter reputação de suas tradicionais marcas no mercado.
Presente no Brasil há mais de 50 anos, a multinacional americana PepsiCo passa por seu pior momento no mercado local por causa de uma série de incidentes que atingiram suas principais marcas em apenas um mês.
A promoção mal planejada do refrigerante Pepsi e a contaminação do achocolatado Toddynho por detergente vão exigir da companhia cuidados redobrados para evitar novos episódios e esforços para retomar a reputação de suas marcas junto aos consumidores. "Sabemos que situações como essas deixam alguma sequela, mas estamos confiantes de que agimos de forma correta", afirmou Vladmir Maganhoto, diretor da unidade de negócios Toddynho, sobre a falha ocorrida na produção da bebida. Em comunicado em seu site, a empresa afirma que o problema ocorreu com 80 unidades de Toddynho e que tratou-se de um erro pontual, já corrigido.
"A PepsiCo deu o suporte necessário a todos que contataram nosso serviço de atendimento, incluindo a disponibilização de ajuda médica e de assistentes sociais", argumenta o executivo.
Para complicar ainda mais o cenário negativo da empresa, na última semana uma consumidora denunciou a PepsiCo por ter encontrado um rato morto dentro de um pacote de salgadinhos Elma Chips.
Reconstrução da imagem: O desafio da empresa agora é a reconstrução da imagem desses produtos junto aos consumidores para estancar a queda nas vendas.
"No momento estamos conduzindo pesquisas com consumidores para averiguar a percepção sobre o episódio e o melhor plano de ação a ser adotado", comenta Maganhoto.
De acordo com especialistas em marcas, a companhia deve evitar que os problemas enfrentados pelas marcas Pepsi e Toddynho afetem outros produtos de seu portifólio.
"Apesar de serem situações totalmente diferentes, casos negativos em sequência tendem a formar um quadro negativo para toda a companhia", avalia Gilberto Galan, professor da pós-graduação em comunicação corporativa da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
De acordo com Galan, a PepsiCo deve entrar numa fase de "tolerância zero" aos erros de gerenciamento. Afinal, qualquer novo deslize provocará impacto em dobro na imagem da empresa.
"O caso Toddynho envolveu uma série de órgãos importantes que ficaram contra a companhia", apontou o professor, ao citar a intervenção do Ministério Público, do Procon e da Vigilância Sanitária no caso.
Os problemas com a marca Toddynho se restringiram ao mercado do Rio Grande do Sul a partir de um lote que foi fabricado na unidade de Guarulhos (SP) da companhia. Segundo levantamento da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), as vendas do achocolatado caíram 30% desde o início das reclamações dos consumidores.
Sobre o impacto do problema na comercialização do produto com as redes varejistas, o consultor do segmento e professor da FGV, Maurício Morgado, avalia que os estabelecimentos não deixarão de colocar Toddynho em suas prateleiras. "O varejo não deve fazer retaliações pois se trata de um produto que é líder de mercado. E a PepsiCo agiu rápido para conter a situação", disse.
No terceiro trimestre, a companhia, presidida por Indra Nooyi, registrou lucro global de US$ 2 bilhões, 4,1% maior em relação ao mesmo período no ano passado.
As vendas saltaram 13% entre os intervalos e alcançaram US$ 17,58 bilhões.
Balança comercial registrou superávit de US$ 304 milhões na semana passada
Agência Brasil 17.10.2011 - A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 304 milhões, com média diária de US$ 76 milhões, nos quatro dias úteis (10 a 16) da semana passada, informou nesta segunda-feira (17) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No período, as exportações chegaram a US$ 4,41 bilhões, com média diária de US$ 1,102 bilhão. As importações ficaram em US$ 4,106 bilhões, com média de US$ 1,026 bilhão por dia útil. Nos nove dias úteis de outubro, as exportações somaram US$ 9,81 bilhões, com média diária de US$ 1,09 bilhão. As importações do período chegaram a US$ 8,934 bilhões e registraram média diária de US$ 992,7 milhões. Com esses resultados, o superávit comercial de outubro até a semana passada, ficou em US$ 876 milhões (média diária de US$ 97,3 milhões). Na comparação com a média diária do saldo de outubro de 2010 (US$ 91,4 milhões), o crescimento é de 6,5%. Em relação a setembro deste ano (US$ 146,4 milhões), houve queda de 33,5%.
Do período de janeiro à semana passada, com 198 dias úteis, as vendas ao exterior somaram US$ 199,809 bilhões (média diária de US$ 1,009 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 778,9 milhões), as exportações cresceram 29,6%. As importações foram de US$ 175,898 bilhões, com média diária de US$ 888,4 milhões. O resultado está 26% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 704,8 milhões). No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 23,911 bilhões, crescimento de 66,4% em relação ao mesmo período de 2010 (US$ 14,372 bilhões). Na comparação pela média diária, o crescimento foi de 63% em relação a igual período do ano passado (US$ 74,1 milhões).
Herdeira da L'Oréal é considerada incapaz de administrar patrimônio
Valor 17.10.2011 - A herdeira da empresa francesa de cosméticos L’Oréal, Liliane Bettencourt, foi considerada mentalmente incapaz pela justiça francesa. Com a decisão, a administração de seus bens foi transferida para a filha Françoise Meyers-Bettencourt. Liliane, considerada a terceira pessoa mais rica da França, tem 88 anos. O advogado dela, Jean-Rene Farthouat, vai recorrer da decisão, que afirma ser “contra o bom senso”. O juiz baseou a decisão em um relatório médico com diagnóstico de mal de Alzheimer “moderadamente grave”.
O processo judicial partiu da própria filha de Liliane, em 2007. Ela alega que a mãe estava sendo manipulada por amigos e conselheiros. Para um fotógrafo, por exemplo, teria dado presentes no valor de US$ 1,4 bilhão. A fortuna dela foi estimada em US$ 23,5 milhões de acordo com o levantamento realizado pela revista Forbes.
A família Bettencourt tem 30,85% da L’Oréal. A decisão não afeta o acordo da empresa com a Nestlé, proprietária de 29,6% da empresa, segundo a família da empresária afirmou em comunicado.
Os acionistas aprovaram a decisão da justiça. As ações da empresa sobem desde cedo na bolsa de Paris.
Nenhum comentário:
Postar um comentário