terça-feira, 25 de outubro de 2011

Azul.CA.25.10

Daily News


Perda com fraude reduz lucro do UBS no 3º trimestre
Valor Econômico 25.10.2011 - O UBS, maior banco suíço, registrou lucro líquido (atribuível aos acionistas, usado para o cálculo de pagamento de dividendos) de 1,018 bilhão de francos suíços (US$ 1,151 bilhão) no terceiro trimestre, ou 0,27 franco por ação, uma queda de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado inclui a perda de 1,8 bilhão de francos suíços do banco com uma fraude anunciada em setembro. As despesas com reestruturação somaram 387 milhões de francos de julho a setembro e fazem parte do programa de corte de custos de 2 bilhões de francos em curso no UBS. Em comunicado, a instituição destacou a forte volatilidade nos mercados durante o terceiro trimestre, inclusive no mercado de câmbio, com a valorização do franco suíço, que levou, inclusive, o governo a adotar um limite para a moeda do país. A receita do grupo caiu 4% no terceiro trimestre, para 6,412 bilhões de francos. Os ativos totais do banco avançaram 9,8% no período, na comparação anual, e alcançaram 1,447 trilhão de francos.
O capital de referência Tier 1 do UBS passou de 17,8% ao final de setembro de 2010 para 18,4% no encerramento do mês passado.
Segundo comunicado do banco, as posições financeira, de capital e de financiamento da instituição permanecem sólidas e as medidas adotadas agora vão fortalecer o UBS para entregar valor aos acionistas. Em entrevista após a divulgação do balanço, o diretor financeiro do UBS, Tom Naratil, disse que a reorganização da unidade de banco de investimento pode levar a corte de vagas na unidade.

Produtores de leite têm a menor margem do setor
DCI 25.10.2011 - Os preços do leite no Brasil chegaram a seus mais baixos patamares, apertando a margem de lucro dos produtores, que recebem, em média, R$ 0,85 por litro. Ao mesmo tempo, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), o varejo, em itens como o leite em pó, chega a receber margem superior a 80%.
De acordo com a entidade, o leite longa-vida é cotado hoje a pouco mais de US$ 1 (cerca de R$ 2,50) na cidade de São Paulo. Já Pequim, na China, figura como a cidade onde o produto é mais caro, sendo vendido a US$ 3,76. "Na cidade de São Paulo se paga mais caro por quase tudo: aluguel, transporte, alimentação. No entanto, o leite consumido aqui é um dos mais baratos do mundo", afirmou o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez.
Rubez afirmou que devido aos valores mais baixos no Brasil, os produtores têm baixa lucratividade. Em sua opinião, "se o setor fosse unido nós tentaríamos represar as entregas para pressionar a indústria a pagar mais, mas falta organização".

Mexicana Femsa quer expandir negócios no Brasil
Folha 25.10.2011 - A mexicana Femsa, principal acionista da maior engarrafadora de Coca-Cola, planeja expandir seus negócios no Brasil. O crescimento ocorrerá em ao menos dois segmentos nos próximos anos: o das lojas de conveniência Oxxo e o da fabricante de refrigeradores comerciais Imbera.
Existe ainda a possibilidade da compra de franquias no país. "Não temos um nome definido, mas estamos em busca de oportunidades", diz José Antonio Fernandéz Carbajal, presidente do conselho de administração e diretor-geral executivo da Femsa. Segundo Carbajal, há diversas possibilidades de negócios no Brasil. "Queremos chegar com a Oxxo em menos de cinco anos", afirma.
No caso da Imbera, empresa da Femsa Insumos Estratégicos, o prazo é menor. A companhia estuda a abertura de uma nova fábrica em até três anos no Nordeste.
Atualmente, fabricamos 30 mil refrigeradores por ano no país. A meta, em cinco anos, é chegar aos 150 mil, de acordo com Mariano Montero, diretor de insumos estratégicos da Imbera.
Essa será a segunda fábrica no Brasil. A empresa inaugurou, em dezembro de 2010, uma unidade em Itu (101 km de São Paulo) com investimentos de US$ 13 milhões. A Imbera está presente ainda no México e na Colômbia. A companhia pretende também tornar as unidades locais fornecedoras de exportações para Argentina e África. "No entanto, o câmbio valorizado é uma preocupação. Estamos estudando."
Padarias: O prazo de abertura da Oxxo no país foi determinado para que a Femsa possa estudar as diferenças entre os consumidores mexicanos e brasileiros. Em 2008, a empresa já tinha planos de vir para o Brasil.
Uma das preocupações é com as padarias, concorrentes potenciais do modelo da loja. "Há hábitos culturais que precisam ser analisados para que façamos adaptações", diz Manuel Filizola, diretor-financeiro da Oxxo. A rede é líder no México. Além de seu país de origem, está presente na Colômbia há cerca de dois anos. São mais de 9.000 lojas.
"Nossa ida à Colômbia nos tem ajudado a entender como funciona um mercado diferente do nosso. No Brasil, por exemplo, há o hábito de tomar cerveja com os amigos. Já os mexicanos tomam muitas vezes sozinhos, então não é necessário dispor um local para que se sentem. São detalhes que vamos vendo com o tempo", diz. A companhia também quer fazer no Brasil uma loja de conveniência diferente das que já existem no país. "Queremos abrir uma loja de bairro, com mais variedade e com preços mais acessíveis."
Segundo o diretor, os pontos não estarão necessariamente localizados em postos de combustíveis, como ocorre com outras redes no Brasil.
"Não faremos necessariamente uma aliança com alguma grande rede de postos, mas se houver pontos estratégicos que nos interessem nestes locais, podemos abrir", diz.

Novartis tem lucro maior e anuncia corte de 2 mil empregos
Valor Econômico 25.10.2011 - A farmacêutica Novartis, segunda maior companhia europeia do setor, informou hoje que planeja cortar cerca de 2 mil postos de trabalho nos Estados Unidos e Suíça, ao mesmo tempo em que deverá abrir 700 vagas na China e Índia. A companhia avalia a medida em razão dos impactos negativos da redução dos preços de medicamentos.
A reestruturação foi anunciada junto com os resultados do terceiro trimestre, que mostraram alta de 18% nas vendas líquidas e de 7% no lucro da companhia. No intervalo, a farmacêutica obteve ganho líquido de US$ 2,49 bilhões e receita líquida de US$ 14,84 bilhões. A melhora operacional, conforme a farmacêutica, reflete sobretudo o bom desempenho das vendas de lançamentos.
Conforme a Novartis, o número de cortes planejados equivale a 1% de sua força de trabalho e a medida deve ser implementada em um período de três anos a cinco anos.
A farmacêutica planeja ainda encerrar as operações em uma fábrica na Suíça e em duas unidades químicas italianas. O impacto da reestruturação, no balanço do quarto trimestre, será equivalente a custo de US$ 300 milhões.

Jirau faz nova acusação à Santo Antonio
Valor Econômico 25.10.2011 - Victor Paranhos, presidente da ESBR: aumento do reservatório da usina vizinha compromete a barragem de Jirau, provocando danos estruturais inaceitáveis.
A guerra declarada pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), controlada da francesa GDF Suez e que constrói a hidrelétrica de Jirau, contra o projeto de expansão da usina Santo Antônio, ganhou novo episódio: o envolvimento de autoridades ambientais. As duas hidrelétricas, no rio Madeira (RO) têm investimentos totais previstos de R$ 28 bilhões. Em carta ao presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, o presidente da ESBR, Victor Paranhos, advertiu que o projeto de expansão de Santo Antonio Energia terá grandes impactos ambientais que não foram previstos nos estudos de inventário e de viabilidade e no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) das obras.
Segundo ele, envolve a nova configuração da divisão de quedas do Madeira. Na carta, Paranhos diz que o aumento do reservatório de Santo Antônio, tanto para 70,5 metros, já aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), quanto para a cotas de 71,3 metros pedidos por Santo Antônio, pode alagar trechos da BR-364 e elevar em 15,76 km2 e 44,98 km2, respectivamente, a área inundada.
Isso corresponderia a cerca de 15% e 42% do tamanho do futuro reservatório. É uma área equivalente a 4.500 campos de futebol, afirmou o executivo ao Valor.
A ESBR aponta cálculos feitos pela consultoria Andrade & Canellas para mostrar os impactos a várias autoridades: o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Ibama. Os riscos de engenharia associados à nova configuração da usina Santo Antonio, em construção pela Odebrecht, já foram expostos pelo presidente da GDF Suez, Maurício Bähr, em entrevista publicada no Valor. Paranhos reforça isso e. diz que, se for aprovado, o aumento do reservatório da usina vizinha compromete a barragem de Jirau, que fica antes de Santo Antonio, considerando-se o fluxo do rio Madeira, ou à jusante, no jargão técnico. Segundo ele, são efeitos inaceitáveis sobre Jirau, que vão provocar danos estruturais que comprometem a operação da usina."A tendência é do vertedouro (de Jirau) descolar. O aumento da cota do reservatório de Santo Antonio representa esforço adicional de 1,2 tonelada por m2. São impactos estruturais. Não vamos aceitar esse tipo de risco", afirma, ressaltando que se trata de investimento de R$ 13 bilhões, até o momento. Além das questões ambientais e de engenharia, a disputa envolve o direito de Jirau produzir, e vender, 299 MW de energia adicionais ao fixado no contrato de concessão, em 2008. Por outro lado, Santo Antonio também pretende se beneficiar, alegando que um aumento de cota do seu reservatório após a barragem de Jirau permitirá agregar 416,2 MW, dos quais 209,3 MW seriam capturados por Jirau e 206,9 MW por Santo Antonio. Como já vendeu seu "take" no último leilão de energia (A-3) por R$ 5,6 bilhões (em 30 anos de contrato), Jirau perderia o "direito" sobre essa energia restante, ou seja, deixaria de fazer a venda de 90,6 MW adicionais.
A ESBR entende que ao usar seu direito, dentro da condições do edital, o governo estaria promovendo uma quebra de contrato e se prepara para uma batalha judicial. Já recebeu autorização do MME para aumentar o número de máquinas e a potência instalada da usina para 3.740 MW, elevando a garantia física de geração - volume de energia efetivamente contabilizado pelo sistema interligado ao longo de um período extenso, que leva em conta cheias e estiagem que afetam a vazão do rio - de 1.973,3 MW para 2.184,6 MW. Santo Antonio Energia aguarda decisão da Aneel, que depende do parecer da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ibama, para levar adiante seu projeto. A usina ganhará seis novas turbinas, somando 50 máquinas, com investimento de R$ 1,2 bilhão.
Para Paranhos, SAE tenta contornar problemas do baixo rendimento de suas máquinas. "O pedido da usina liderada pela Odebrecht para mudar a cota de operação da usina a 71,3 metros visa mascarar os problemas de eficiência energética que existem [no projeto], pois o ganho real de energia das seis máquinas adicionais seria de apenas 93 MW médios, alagando uma área equivalente a 4.500 campos de futebol". A SAE rebate a acusação e diz que não é verdade. Enquanto as empresas se digladiam, o governo não se manifesta. O Valor tentou falar com o ministro Édison Lobão e o secretário de Desenvolvimento Energético, Altino Ventura Filho, mas não teve retorno. O efeito, coma redução da queda d'água dos atuais 20 para 18,7 metros, é a perda de 99,3 MW, os quais seriam vendidos no próximo leilão de energia, em dezembro, para entrega em 2016 (A-3). "Com a proposta de Santo Antônio Energia, só adicionamos 209,3 MW à nossa geração apesar de investirmos R$ 800 milhões para elevar a potência em 299 MW", resume.
A única forma de compensar isso, teoricamente, seria Jirau elevar também sua cota além dos 90 metros previstos no edital da hidrelétrica. Mas, isso parece impossível, pois haveria inundação na Bolívia. Procurada, Santo Antônio Energia (SAE) informou, por meio de nota, que "as alegações (da ESBR) são todas infundadas e todas as informações que a SAE tinha que dar foram encaminhadas à Aneel e ao Ministério de Minas e Energia".

Cemig e Light serão confirmadas hoje como sócias de Belo Monte
Valor Econômico 25.10.2011 - A entrada da Cemig e da Light no consórcio Norte Energia, dono da concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte, deve ser oficializada hoje pela assembleia geral de acionistas da concessionária, segundo fontes ligadas ao empreendimento. A informação foi antecipada pelo Valor há dois meses e já dava conta de que as empresas teriam, juntas, cerca de 10% do capital total da hidrelétrica, o que será confirmado hoje. Com isso, as duas companhias serão responsáveis por um investimento da ordem de R$ 3 bilhões no empreendimento.
A assembleia de hoje também deve referendar a ampliação da participação do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômico Federal (Funcef). Desta forma, as empreiteiras deixam de ser acionistas do consórcio Norte Energia e permanecem apenas como prestadoras de serviços na construção das obras da usina. Desde que o Norte Energia venceu o leilão, no ano passado, a sociedade foi totalmente alterada. A nova formação, que agora parece ser definitiva, terá na composição acionária, além de Cemig e Light, a Neoenergia, com 10%, os fundos de pensão Petros e Funcef - cada um também com 10% - e a Eletrobras e suas subsidiárias Eletronorte e Chesf, que, juntas, totalizam 49% da sociedade. Os autoprodutores de energia sócios de Belo Monte são a Vale, com 9%, e a Sinobras, com 1%.
Originalmente, o consórcio tinha uma empresa do grupo Bertin como o principal autoprodutor, além das construtoras OAS, Queiroz Galvão, J. Malucelli, Contern, Serveng, Cetenco, Galvão Engenharia e Mendes Júnior. As construtoras já tinham reduzido sua participação no período pós-leilão e ainda detêm juntas 12,5% da sociedade. A entrada da estatal mineira no negócio foi toda "costurada" pela construtora Andrade Gutierrez, que detém 33% das ações da Cemig e é a empreiteira que lidera o consórcio construtor da usina. A Cemig e a Light (que tem a Cemig como principal acionista) devem formar uma sociedade de propósito específico para compor a sociedade. O negócio vai acrescentar 440 MW médios de energia, direta e indiretamente, ao portfólio da Cemig. Em capacidade instalada serão mais de 1.000 MW. A empresa já é sócia da Eletrobras na usina hidrelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída pela Odebrecht e Andrade Gutierrez no rio Madeira, em Porto Velho. Se considerada a Light isoladamente, a capacidade instalada da empresa vai saltar de 855 MW que tinha no fim de 2010 para 1.400 MW quando a usina estiver em pleno funcionamento.
A usina hidrelétrica de Belo Monte terá no total 11.233 MW de capacidade instalada e está sendo construída próximo à cidade de Altamira, no Pará. Os donos do empreendimento, entretanto, ainda terão que enfrentar uma série de ações judiciais que estão sendo promovidas pelo Ministério Público Federal, que tenta embargar a obra.

Cade pede informações sobre alteração no capital da Cimpor
Valor Econômico 25.10.2011 - "Qualquer mudança no quadro societário que altere o que foi apresentado no início gera preocupações", diz Octaviani, do Cade.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a Camargo Corrêa e a Votorantim apresentem informações sobre o eventual aumento de participações no capital da Cimpor.
As empresas estão sob investigação desde janeiro de 2010, quando a Camargo comprou 31,8% da cimenteira portuguesa e a Votorantim adquiriu 21,2%. As aquisições ocorreram um mês depois de a CSN oferecer US$ 5,53 bilhões pela Cimpor - proposta que foi recusada. O temor dos órgãos de defesa da concorrência do governo é o de que as aquisições tenham o objetivo de impedir a entrada da CSN no mercado de cimento. Esse receio foi reforçado na semana passada, quando foi divulgado na imprensa que a Camargo e a Votorantim estariam planejando adquirir a cota restante da Cimpor.
"Qualquer mudança no quadro societário que altere o que foi apresentado no início (do processo, em janeiro de 2010) certamente gera preocupações ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência", afirmou o relator do processo, conselheiro Alessandro Octaviani. Partiu dele a iniciativa de consultar as empresas a respeito do controle da Cimpor. As informações devem ser enviadas até hoje para o Cade.
O resultado dessa consulta pode ter impacto direto no julgamento que será feito pelo órgão antitruste sobre as aquisições de participações da Cimpor. Em fevereiro, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda concluiu um parecer em que pediu ao Cade a adoção de restrições à Camargo Corrêa e à Votorantim. Na ocasião, a Seae recomendou que as duas empresas fossem obrigadas a vender fábricas de cimento e de concreto em várias regiões do Brasil para manter os percentuais acionários que adquiriram da Cimpor.
Caso se confirme que as duas empresas estão aumentando ainda mais as suas participações, a tendência no Cade seria a de impor medidas ainda mais drásticas do que as sugeridas pela Fazenda.
A análise feita pela Seae mostrou que a união da Cimpor com Camargo e Votorantim levaria a concentrações superiores a 20% em diversos Estados. No caso da Camargo, os problemas estariam na Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe. Já no caso da Votorantim, a preocupação seria no Sergipe, na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco, em Goiás, no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O percentual de 20% é tido como um sinal de alerta pelos órgãos antitruste. De acordo com a Lei de Defesa da Concorrência (nº 8.884), as empresas que fazem negócios que concentrem mais de 20% de um mercado num determinado local devem notificá-los para a realização de um julgamento em que são aprovados ou não. A Seae indicou outra solução para a Votorantim: a empresa poderia adotar medidas de caráter societário para demonstrar ao Cade que não detém poder de controle nas decisões da Cimpor. Com isso, não estaria obrigada a vender ativos, como fábricas de cimento, em alguns Estados para concorrentes. Resta ao Cade verificar se, diante de notícias de novas aquisições da Cimpor, essas soluções seriam aceitas ou se são necessárias medidas mais restritivas às empresas.

EcoTech investe R$ 350 mi em sistema de "tapa-buraco"
Valor Econômico 25.10.2011 - Com algum esforço de memória, é possível lembrar de um produto, no mínimo excêntrico, exibido alguns anos atrás que prometia redenção aos acometidos pela calvície. Em segundos, um spray era aplicado nas clareiras abertas no couro cabeludo, dando um aspecto discutível de rejuvenescimento. Pois é acreditando em algo semelhante - porém de eficácia bem mais reconhecida - que a empresa paulista EcoTech vai investir R$ 350 milhões até 2016. Após dois anos em ritmo pré-operacional, a empresa iniciou suas atividades em junho, quando foi contratada pela Prefeitura do Recife para cuidar das esburacadas ruas e avenidas da cidade. Até então, a EcoTech se dedicava em pôr para funcionar a tecnologia que comprou da americana Patch Management, que utiliza método incomum no tratamento da malha viária de metrópoles como Nova York, Chicago e Washington. A solução: um sistema de spray ecológico para reparação de estradas e operações de tapa-buraco.
Presidente-executivo da EcoTech, o português João Coragem conta que a exclusividade para o uso da tecnologia no Brasil custou a maior parte dos R$ 24 milhões que a empresa investiu até agora. Na prática, um composto chamado tecnicamente de emulsão asfáltica catiônica é misturado a grãos de borracha, processado a quente em um caminhão especial e injetado por um braço mecânico diretamente nos buracos e rachaduras da pista. "O método é muito mais rápido que o tradicional. Um buraco que leva 30 minutos para ser tapado, com a nossa tecnologia leva de quatro a cinco minutos", afirmou Coragem.
Já foi firmado contrato com São Bernardo do Campo e há negociações com Brasília e cidades de Santa Catarina. A agilidade do sistema foi confirmada ao Valor por Fernando Melo, diretor da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). Na sua avaliação, porém, o maior benefício do "spray de asfalto" é a possibilidade de operação durante o período de chuvas, que na capital pernambucana vai de maio a agosto. Segundo o presidente da EcoTech, a mistura da emulsão asfáltica à borracha resulta em um processo de secagem extremamente veloz. De julho até agora, a empresa diz ter tapado 22 mil buracos no Recife. Há, porém, o contraditório. A eficácia do produto com tempo chuvoso só é garantida sob precipitações leves ou moderadas. Debaixo de chuva forte, é grande a chance de tudo dar errado, como chegou a acontecer em algumas vias da capital pernambucana. Coragem garante que seu sistema também é mais barato. Cada caminhão da EcoTech, chamado nos EUA de "pothole killer (exterminador de obstáculos)", opera com dois trabalhadores, que conseguem tapar um maior número de buracos do que uma equipe com seis pessoas no método convencional. "A durabilidade proporcionada pela borracha é outro diferencial. As vias demoram mais a apresentar novos defeitos", garante o português. Questionado, o diretor da Emlurb ponderou. Segundo ele, em tempo seco, o custo dos dois sistemas é compatível. Com apresentações Brasil afora, Coragem vai conquistando clientes. Em setembro, firmou contrato para cuidar das ruas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Já há, segundo o executivo, negociações adiantadas em Brasília e em alguns municípios de Santa Catarina, além de um segundo em Pernambuco: Abreu e Lima, na região metropolitana da capital. A meta é operar em 15 Estados até o fim de 2012 e, então, iniciar processo de internacionalização na América Latina. Colômbia, Chile e Argentina foram os escolhidos.
Para pôr em prática a estratégia, serão desembolsados R$ 70 milhões por ano entre 2012 e 2016, uma parte com dinheiro próprio (40%) e o restante, emprestado. A maior fatia, cerca de 85%, será direcionada à compra de equipamentos e instalação das novas bases operacionais. Será necessário, por exemplo, incremento relevante do número de caminhões, que são customizados para o tipo de serviço que a empresa executa. Os veículos, hoje apenas 21, são fornecidos pela Volkswagen e adaptados pela própria empresa, em uma unidade no município de Palhoça (SC). O objetivo é elevar a frota para 300 caminhões em cinco anos.
O executivo esclarece que o spray de asfalto não serve apenas para tapar buracos, mas também para evitá-los. Isso explica os ambiciosos planos da EcoTech, assentados na já consagrada cultura rodoviária do transporte brasileiro. Segundo Coragem, no ano passado foram gastos cerca de R$ 60 bilhões em projetos rodoviários no país, montante que, segundo ele, deve ser 30% maior em 2012. Somente o governo federal deverá direcionar R$ 12 bilhões. Controlada pelo grupo paulista Casablanca, especializado na produção e distribuição de conteúdo audiovisual, a EcoTech também aposta no apelo ambiental de seu negócio. Em tempos de sustentabilidade, a utilização de granulados de pneus velhos na composição da emulsão asfáltica poderá ajudar na atração de novos clientes. Coragem informou que um caminhão, operando somente em dias úteis, pode consumir até 21 mil pneumáticos no período de um ano. O trabalho no Recife já resultou na eliminação de 18 mil pneus velhos. Ao menos para este tipo de careca, o spray funcionou.

BNDES aprova crédito de R$ 2,46 bilhões para a Braskem
Folha 25.10.2011 - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou limite de crédito para a Braskem S.A. no valor de R$ 2,46 bilhões. Os recursos são para apoiar o plano de investimentos de R$ 4,27 bilhões da empresa petroquímica nos Estados da Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Os investimentos para o período de 2011 a 2013 incluem implantação, ampliação e modernização de ativos, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos sociais, ambientais e em tecnologia e inovação. O prazo máximo de utilização do limite de crédito do BNDES é de 120 meses (dez anos) a partir de sua contratação e mediante a apresentação dos projetos específicos de financiamento.
Pela modalidade de limite de crédito, o banco concede um crédito rotativo, com valor máximo definido pelo BNDES, para o apoio financeiro a empresas ou a grupos econômicos com baixo risco. Ele se destina à execução de investimentos correntes em seus respectivos setores de atuação e a investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Produtora de resinas termoplásticas, a Braskem atua nos mercados de polietileno, polipropileno e PVC. Conta com aproximadamente 5.000 empregados diretos em 19 unidades industriais localizadas em Camaçari (BA), Maceió e Marechal Deodoro (AL), Triunfo (RS) e Paulínia (SP). O controle da Braskem é compartilhado entre o Grupo Odebrecht e a Petrobras.

Comgás renegocia contrato com vencimento em 2012
Estadão 25.10.2011 - A Comgás está renegociando um contrato de fornecimento de gás com a Petrobras no volume de 1 milhão de metros cúbicos de gás natural, que tem término previsto para dezembro de 2012. A ideia da companhia é mudar o modelo do contrato que atualmente é "firme flexível" para "firme", visando o atendimento da expansão da demanda da distribuidora, informou o diretor vice-presidente Comercial, Planejamento e Suprimento de Gás da Comgás, Sérgio Luiz da Silva. Pelo contrato "firme flexível", a Petrobras fornece o gás natural ou ressarce o custo adicional referente ao consumo de combustível alternativo, e o suprimento de gás pode ser interrompido a critério da estatal. Já no contrato "firme", o suprimento não pode ser interrompido. A Comgás possui mais dois contratos firmes. Um outro com a Petrobras, de 4,15 milhões de metros cúbicos diários, que vence em dezembro de 2013. E outro de gás proveniente da Bolívia, de 8,10 milhões metros cúbicos diários, com vencimento em junho de 2019.Nas contas do executivo, a Comgás tem atualmente 14 milhões de metros cúbicos/dia contratados, volume suficiente para atender a atual demanda da companhia, que hoje é de 13,2 milhões de metros cúbicos diários e também para fazer face à prevista expansão do consumo no próximo ano. "Nosso crescimento acompanha o PIB (Produto Interno Bruto). Portanto, precisamos por ano de cerca de 500 mil metros cúbicos diários adicionais", disse Silva. O executivo vê necessidade de contratos adicionais em 2013 e 2014. Silva não descarta a possibilidade de contar com a BG, controladora da Comgás, como fornecedora. A companhia britânica detém 25% de participação no campo de Lula (ex-Tupi), onde atualmente já há produção de gás por meio de projeto piloto. "Em um ou dois anos, pode ser que a BG seja um fornecedor nosso."

Grupo EBX e Orascom investirão R$ 3 bi em novo complexo
Brasil Econômico 25.10.2011 - Grupo EBX e a Orascom Construction Industries (OCI), planejam desenvolver um complexo integrado para produção de fertilizantes nitrogenados na área industrial do Superporto do Açu.
O investimento total estimado para o projeto poderá alcançar US$ 3 bilhões.
O complexo de fertilizantes deverá ter até 3 milhões de toneladas por ano de capacidade e produzir um portfólio diversificado de fertilizantes nitrogenados.
O Grupo EBX e a OCI pretendem formar uma joint-venture, a qual estará sujeita a um processo de due diligence e elaboração da documentação final, bem como todas as aprovações societárias e regulatórias.
O Superporto do Açu está estrategicamente localizado no norte do estado do Rio de Janeiro, na região Sudeste do país, responsável por aproximadamente 75% do PIB brasileiro.

ClickOn aposta em segmentação do site
Valor Econômico 25.10.2011 - Ribenboim, novo CEO: marcas novas para categorias como viagens e estética. Em novembro, o ClickOn começa a colocar em prática a nova estratégia da empresa. O plano de um dos três maiores sites de compras coletivas do país é segmentar seus principais serviços. A companhia também vai investir mais em ofertas personalizadas e, para isso, vai investigar com mais profundidade quem são os consumidores e o que eles desejam. O processo de segmentação será gradativo. De acordo com a empresa, ainda não será feito um novo site por categoria, mas o usuário terá a percepção de que houve mudanças e de que pode encontrar todos os dias ofertas nos segmentos de viagens, restaurantes, estética, produtos e serviços automotivos. O ClickOn vai criar marcas para cada um desses segmentos, mas ainda está estudando como será o modelo. "Pode ser que a gente tenha verticais [um site para cada categoria]", diz o novo CEO, Guilherme Ribenboim, que assume o cargo em novembro. "Eu acho que um dia vamos ter um 'head' [diretor] para cada um". Para ele, esse processo pode durar entre dois e quatro anos. No segmento de viagens, os passos estão mais acelerados. No início do mês, o ClickOn anunciou a contratação de Maíra Barcellos como diretora de turismo. Maíra tem passagens por empresas como B2W Viagens (Americanas, Submarino e Shoptime), Expedia e Peixe Urbano. O objetivo é aumentar a fatia do ClickOn nas vendas de serviços turísticos feitos por sites de compras coletivas de 11% para 30%. "Essa é a área em que é mais simples segmentar", diz Ribenboim. As ofertas de viagens podem ser oferecidas para usuários do país todo. No caso de restaurantes, por exemplo, são mais locais.
O número de ofertas do ClickOn, hoje em torno de 100 ao dia, vai aumentar. Tanto a segmentação como a personalização das promoções serão responsáveis por esse crescimento.
O site já elevou o número de informações cadastrais requisitadas ao internauta no primeiro semestre. "O próprio consumidor está pedindo uma coisa mais personalizada", diz Claudia Woods, diretora de marketing do ClickOn. A partir de novembro, o perfil dos clientes será ainda mais valorizado. "Vamos aumentar os dados pessoais e começar a entrar em 'interesses'", diz Claudia. O tipo de e-mail que a pessoa abrir e as ofertas em que clicar também serão analisados. "Nosso sonho é que o usuário deixe de usar mais os e-mails para acessar as ofertas e entre diretamente no site, inclua isso na rotina", diz Ribenboim. O executivo, ex- gerente geral do Yahoo para a América Latina, foi anunciado como CEO do ClickOn no fim de setembro. Em maio, a Mosaico, das Organizações Globo, comprou 40% do ClickOn. A empresa espera crescer acima do mercado de e-commerce, que vai aumentar entre 30% e 40% em 2012, calcula Ribenboim. Só o segmento de compras coletivas deve registrar faturamento de R$ 1 bilhão no Brasil em 2011.

Infraero recorre a regime diferenciado para licitar obra em aeroporto na PB
Valor Econômico 25.10.2011 - Sem divulgar nenhum valor previamente, a Infraero inaugurou ontem o uso do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) pela administração federal, aplicando a nova legislação para licitar estudos e projetos de ampliação do estacionamento do aeroporto de João Pessoa (PB). A estatal usou o artigo da lei que permite sua aplicação em cidades localizadas a até 350 quilômetros das sedes de grandes eventos esportivos, como a Copa de 2014, que motivaram a criação do novo regime.
A Infraero considera lançar, nos próximos dias, outras duas concorrências pelo RDC: a construção da nova torre de controle do aeroporto de Salvador e a de modernização do sistema de esteiras para bagagens do Galeão.
No edital recém-publicado, que não se rege pela Lei de Licitações, a estatal convoca empresas interessadas a apresentar suas ofertas no dia 16 de novembro, em pregão presencial, na superintendência do Nordeste, em Recife. De acordo com José Eirado, diretor de administração da Infraero, a ideia foi usar uma licitação relativamente simples para "fazer um teste" e "ganhar aprendizado" no uso do RDC. "Precisamos aprender a trabalhar com esse processo." A empresa calcula que o tempo de contratação nesse caso, com a aplicação do novo regime, será encurtado de 120 dias para cerca de 60 dias. A partir de agora, segundo ele, "a tendência da Infraero será usar esse processo". A reforma e ampliação do terminal de passageiros de Fortaleza, uma obra com investimento estimado em R$ 350 milhões e com entrega prevista para dezembro de 2013, também deverá usar o RDC. Os projetos de engenharia estão sendo finalizados.
O edital lançado ontem prevê a contratação de empresa para execução dos levantamentos topográficos, geotecnia, projetos básicos e executivos necessários para a "ampliação, recuperação das áreas pavimentadas, drenagem, sistema de iluminação, urbanização, paisagismo e acessibilidade" do estacionamento do aeroporto de João Pessoa. O contrato tem vigência de 320 dias. A Infraero diz que o terminal dá suporte a duas cidades-sede da Copa: Recife e Natal. O valor máximo para a apresentação de ofertas não foi divulgado, usando uma possibilidade permitida pela lei. O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público podem pedir esclarecimentos a qualquer momento - a Infraero está obrigada a atender -, mas o público em geral e as próprias empresas interessadas não têm acesso prévio ao dado. "O valor do contrato só será conhecido no ato de adjudicação", disse Eirado. Para ele, isso puxa o preço para baixo. Criado em março, por medida provisória, o RDC foi regulamentado por decreto no dia 11 de outubro. Nos casos em que a concorrência for definida por menor preço, existe a possibilidade de a comissão de licitação reabrir a disputa sempre que a diferença entre a primeira e a segunda melhor oferta for superior a 10%. A regulamentação também prevê a hipótese de escolha do vencedor por "melhor técnica ou conteúdo artístico". A Procuradoria-Geral da República já enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade contra o RDC. Para o órgão fiscalizador, a legislação contraria a vertente da legalidade. A Procuradoria argumenta que o novo regime não fixa parâmetros mínimos de identificação de obras, serviços e compras que devam seguir o RDC. Lucro da Reckitt Benckiser, dona do Veja, cresce 10% no terceiro trimestre
Nos países em desenvolvimento, lucro operacional da companhia aumentou quase 50% no período. Reckitt Benckiser: países em desenvolvimento apresentaram crescimento mais expressivo na comparação com os mercados maduros. A Reckitt Benckiser, dona dos produtos de higiene e limpeza Veja e Vanish, somou lucro líquido de 460 milhões de libras no terceiro trimestre de 2011. O valor é 10% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nos países em desenvolvimento onde a companhia mantém operação, como o Brasil, por exemplo, o lucro operacional ajustado aumentou 48% em relação ao terceiro trimestre de 2010, totalizando 99 milhões de libras.
Segundo a empresa, todos os países em desenvolvimento apresentaram crescimento similar. A receita líquida nessas regiões totalizou 599 milhões de libras, alta de 25%. Produtos como a cera depilatória Veet, Vanish e Harpic impulsionaram as vendas.
Na Europa,o faturamento líquido da Reckitt totalizou pouco mais de 1 bilhão de libras, alta de 17% na comparação com o terceiro trimestre de 2010. Já na América do Norte e Austrália, a receita da companhia evolui apenas 5%. De acordo com Rakesh Kapoor, diretor-executivo da Reckitt, o trimestre foi positivo para a empresa. "Esperamos fechar 2011 com crescimento de mais de 10% tanto na receita quanto no lucro da companhia na comparação com o ano anterior", disse o executivo, em nota.

Fitch: Brasil deve considerar pacote de estímulo fiscal
Estadão 25.10.2011 - A agência de classificação de risco Fitch afirmou que o governo do Brasil deve atingir a meta de um superávit primário no setor público de 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, graças ao robusto crescimento das receitas e à contenção de despesas. Mas os desafios fiscais devem aumentar em 2012, em função da expansão econômica moderada e do forte aumento no salário mínimo.
"Além disso, um pacote de estímulo fiscal não pode ser descartado se a desaceleração econômica se intensificar", diz a agência no relatório divulgado hoje, quando reiterou o rating soberano do País em BBB, com perspectiva estável. A Fitch prevê que o déficit em conta corrente do Brasil vai continuar administrável no período analisado. Os investimentos estrangeiros diretos no País têm crescido, enquanto os voláteis fluxos de portfólio têm diminuído nos últimos meses, diz a agência. Isso melhora a composição dos fluxos para financiamento do déficit.
A agência afirma ainda que, embora as políticas econômicas tenham sido mantidas pelo governo de Dilma Rousseff, as projeções para o curto prazo para reformas estruturais significativas para impulsionar as finanças públicas e/ou melhorar o ambiente empresarial são limitadas.
"Uma melhora sustentada nos balanços fiscal e externo do Brasil, novas melhoras nas dinâmicas do crescimento econômico e a continuação da consolidação da estabilidade macroeconômica forneceriam suporte positivo para o rating", diz a Fitch no relatório. Ainda de acordo com a agência, reformas econômicas que melhorem as projeções de investimentos do Brasil e a competitividade, além de abordar fraquezas estruturais das finanças públicas, seriam positivas para o rating do País. Do outro lado, um aumento acentuado na dívida pública ou a cristalização de passivos inesperados do setor financeiro podem prejudicar a qualidade do crédito brasileiro, argumenta a Fitch.


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