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Com BTG, Tok&Stok busca comprador
Valor 14.10.2011 - O comando da rede de móveis e acessórios para casa Tok&Stok busca novos rumos para o negócio. A companhia contratou o banco BTG Pactual para buscar compradores, segundo fontes próximas à empresa.
Há dois anos, o casal Regis Dubrule e Ghislaine Dubrule, empresários que fundaram a empresa em 1978, passou a discutir a possibilidade de abrir o capital do grupo. Esse movimento criaria espaço, futuramente, para os dois controladores saírem do negócio com a venda da totalidade das ações a potenciais interessados. Com a volatilidade dos mercados em 2010 e a crise no exterior ganhando força neste ano, cresceu dentro da empresa a hipótese de venda do negócio, sem passar por uma oferta inicial de ações (IPO). É essa questão que está na mesa neste momento.
O valor da empresa gira em torno de R$ 800 milhões, mesmo patamar do faturamento das 34 lojas. O casal de controladores com mais de 60 anos (Regis tem 62 e Ghislaine, 61) tem um dos filhos, Paul Dubrule, à frente do negócio. Amigos próximos da família contam que os dois fundadores tinham plano antigo de sair da operação ao completar 60 anos de idade.
Procurada, a empresa se manifestou por meio de nota. "Sempre há especulações desse tipo [venda do negócio]. Não temos nada a comentar a respeito", informou Paul Dubrule, gerente de expansão da Tok&Stok. O BTG Pactual não comenta a informação.
Pelo quadro atual do varejo de móveis e objetos de decoração, a dificuldade pode ser localizar compradores com interesse ou recursos disponíveis. A rede Etna, concorrente da Tok&Stok, que poderia ser vista como compradora, teria dificuldades de caixa para fazer uma operação desse tipo.
A Etna soma 14 lojas no país e há informações no setor de que a varejista busca sócios investidores para fazer uma capitalização no negócio. A companhia, controlada pelo empresário Nelson Kaufman, não confirma. De acordo com uma fonte próxima à Etna, a direção da rede de varejo tem prospectado uma injeção de capital no negócio desde o ano passado.
Além dessas informações que circulam no mercado, ainda há uma questão pessoal que poderia atrapalhar uma negociação entre as duas empresas.
A relação entre os fundadores da Tok&Stok e da Etna não seria das mais amigáveis. "Eles não se falam", diz um executivo ligado à Tok&Stok. "Regis prefere vender para alguém lá fora, que ele nem conhece, a deixar na mão do Nelson [ Kaufman, sono da Etna]". Quando a Etna abriu a primeira loja no Brasil em 2004, os dois se estranharam em um episódio que se tornou público. Dubrule teria enviado uma carta para Kaufman reclamando da forma antiética, na visão da Tok&Stok, pela qual a Etna havia entrado no mercado. Dubrule dizia que a Etna estava tirando muitos funcionários da Tok&Stok e também que havia procurado os seus fornecedores.
Fora do país, um possível interessado na Tok&Stok seria a sueca Ikea, uma das maiores empresas de móveis e decoração do mundo. A sua direção já declarou que considera o Brasil um país com alto potencial de consumo, mas o mercado não é prioridade para a companhia. Uma das principais razões seria o elevado imposto de importação de produtos no Brasil.
Com €23,1 bilhões de faturamento em 2010 e quase 8% de crescimento no mundo em 2010, a Ikea tem 1,3 mil fornecedores em mais de 50 países no mundo. A base de seu sucesso está em oferecer peças com design por preços baixos - e isso é possível em regiões com baixo custo de operação.
Há dois anos, a Tok&Stok enfrentou uma situação delicada. A empresa entrou na Justiça em 2009 com uma ação contra o Itaú BBA por conta de perdas com contratos de derivativos cambiais que poderia chegar a R$ 55 milhões. O banco se defendeu da acusação. As partes não comentam o assunto e não há informações de uma acordo entre as partes.
Camil compra Coqueiro para ir além do arroz com feijão
Exame 13.10.2011 - Aquisição da marca de pescados da PepsiCo é parte do processo de expansão iniciado em 2007. Camil Alimentos: empresa estima faturamento de 1,8 bilhão de reais.
A Camil Alimentos anunciou nesta quinta-feira a compra da Coqueiro, até então de propriedade da PepsiCo, depois de três meses de negociação. A operação, de valor não divulgado, inclui a marca e as duas fábricas da Coqueiro em São Gonçalo (RJ) e Itajaí (SC) e a incorporação dos seus cerca de 1.500 funcionários.
A Coqueiro, marca brasileira que era a única operação de pescados que a PepsiCo mantinha globalmente, está presente em 200.000 pontos de venda no Brasil. A Camil Alimentos atua no segmento de pescados com as marcas Alcyon e Pescador.
A aquisição indica a diversificação que a Camil busca para ir além do arroz com feijão. “Atualmente, o segmento de grãos representa 80% dos negócios da companhia e, com a aquisição, o segmento de pescados deverá representar, num prazo de cinco anos, 30% dos negócios da companhia”, afirma a Camil em comunicado.
A Camil iniciou o processo de expansão por meio de aquisições em 2007, quando comprou a produtora de arroz Saman, no Uruguai. Dois anos depois adquiriu a chilena Tucapel. No ano passado, comprou Neste ano comprou a maranhense B.B. Mendes e neste ano adquiriu a produtora de arroz peruana Cada. Agora, a Camil comercializa seus produtos em mais de 60 países.
Fundada em 1963 como Cooperativa Agrícola Mista Itaquiense Ltda, em Itaqui, no Rio Grande do Sul, a empresa iniciou suas operações comercializando arroz em sacos e outros cereais. Nos anos 80, tornou-se líder de mercado em São Paulo. A partir de 1996, quando se tornou S/A e após várias aquisições -- incluindo as instalações industriais de Recife (PE), em 2001, e Camaquã (RS), no ano seguinte, a Camil se consolidou como a maior empresa de arroz do Brasil.
Para este ano, a empresa estima um faturamento de 1,8 bilhão de reais. A empresa conta com 23 unidades produtivas na América Latina e capacidade de produção de 2,1 milhões de toneladas de arroz e 140.000 toneladas de feijão.
Wal-Mart prioriza investimentos no Brasil, China e México
Agência Estado 13.10.2011 - A companhia também quer reduzir significativamente as despesas operacionais como um porcentual das vendas nos próximos cinco anos
A rede varejista norte-americana Wal-Mart divulgou seu plano de crescimento para o próximo ano fiscal, afirmando que o principal objetivo é o crescimento das vendas no conceito de mesmas lojas, além do crescimento de novas lojas, por meio de investimentos de capital disciplinados e mais produtivos. A companhia também quer reduzir significativamente as despesas operacionais como um porcentual das vendas nos próximos cinco anos.
O grupo elevou a previsão de despesas de capital para o atual ano fiscal (que termina em 31 de janeiro de 2012) para a faixa entre US$ 13 bilhões e US$ 14 bilhões. Na unidade Wal-Mart International esses investimentos ficarão entre US$ 4 bilhões e US$ 4,5 bilhões, subindo para US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões no próximo ano fiscal.
"Nós continuamos a priorizar nossos investimentos em mercados emergentes como China, Brasil e México", disse Doug McMillon, executivo-chefe e presidente do Wal-Mart International. "Nós continuamos focados no crescimento e na melhora dos nossos retornos gerais. Nós vamos construir escala nos mercados existentes e continuaremos a estudar aquisições para entrar em novos mercados de maior crescimento", acrescentou.
Arval Brasil
Folha 14.10.2011 - A Arval Brasil, subsidiária do banco BNP Paribas especializada no aluguel de automóveis para empresas, vai investir R$ 270 milhões no país até 2014.
O valor será utilizado para a expansão da frota e o desenvolvimento de novas plataformas de atendimento aos clientes. "Com a crise na Europa, voltamos nossa atenção para outros mercados", diz o presidente da companhia, Arnault Leglaye.
A Arval atua em 39 países e espera iniciar suas operações na China em 2012, segundo Leglaye. Nos últimos três anos, a frota da companhia no Brasil aumentou 390%. O número de carros da empresa deve passar dos 10 mil atuais para 20 mil, até o final de 2014. "As pessoas precisam de carro para seus negócios, então somos menos afetados pela crise." A companhia, no Brasil desde 2006, estuda abrir um centro de operações no Nordeste nos próximos anos. As principais concorrentes da Arval são Total Fleet, Locamérica e Unidas.
Cetip cai com boato de venda de ações por sócio
Valor 14.10.2011 - Nos dois pregões do início desta semana, as ações da Cetip, maior depositária de títulos de renda fixa do país, acumularam desvalorização de 8,6%. Na avaliação do mercado, algum acionista relevante da companhia estaria se desfazendo de sua posição na empresa. No pregão de ontem, porém, as ações tiveram recuperação, fechando em alta de 3,6%.
Uma possibilidade seria a venda de papéis por ex-sócios da GRV Solutions, responsável pelo Sistema Nacional de Gravames, comprada pela Cetip no fim de 2010 por R$ 2 bilhões. Nessa transação, 77,75% do valor foi pago em dinheiro e o restante, com a entrega de 23,485 milhões de papéis aos acionistas da GRV, equivalentes a 9,4% do capital da empresa.
Procurada pelo Valor, a Cetip informou que 71,91% das ações que foram recebidas pelos ex-acionistas da GRV estavam sujeitas à restrição de venda ("lock-up") integral até junho. A partir de então, 3,6% dos papéis são liberados mensalmente, até que a restrição seja extinta, em fevereiro de 2013. Se esses 3,6% forem colocados à venda, cerca de 700 mil ações irão para a bolsa por mês.
Segundo operadores, apenas no pregão de segunda-feira foi possível identificar um lote de 1 milhão de ações à venda. Por essa razão, há analistas que acreditam que outro sócio relevante, como por exemplo bancos que possuem fatia relevante na Cetip, poderiam estar se desfazendo da posição.
Segunda-feira era feriado nos Estados Unidos e, portanto, dia de reduzida liquidez no Brasil.
Na terça-feira, como a pressão vendedora continuava, o papel se desvalorizou 7%. O giro financeiro alcançou R$ 115 milhões, muito acima da média diária do papel, que neste ano é de R$ 18,8 milhões. Houve quem apostasse também que a queda teria disparado o encerramento de posições vendidas na ação.
3 razões por que a Suframa pode não salvar a Gradiente
Exame 13.10.2011 - Empresa conta com a devolução de impostos pagos para reforçar o caixa, mas talvez não seja tão fácil assim.
Desde junho, quando a Gradiente ganhou a ação contra a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), muitas expectativas foram criadas em relação ao valor da indenização e o prazo em que ela será paga.
No início desta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou o acórdão de todos os votos dos ministros sobre a decisão, que negou recurso da Suframa. Isso significa que a Superintendência não tem mais como recorrer da decisão e terá que devolver à Gradiente valores de impostos pagos pela companhia durante nove anos.
Segundo Raymundo Nonato Botelho de Noronha, advogado que representa a Gradiente, o valor corrigido não deve passar de 200 milhões de reais. “O mercado especula muito e, se fosse mesmo esses 500 milhões de reais que estão falando, eu estaria com a minha vida ganha”, brincou Noronha, ao falar com a EXAME.com.
Qualquer quantia, neste momento, seria bem-vinda, uma vez que a companhia está prestes a voltar a operar no mercado. Mas o valor da indenização que será paga pela Suframa pode não ser a salvação da empresa.
Veja, a seguir, 3 razões por que a Suframa pode não ajudar a Gradiente (pelo menos agora):
1º - Paciência: Nem mesmo o advogado de defesa da Gradiente sabe precisar qual o prazo máximo para a Gradiente reaver o valor que pagou indevidamente à Suframa por quase uma década. Segundo Noronha, isso pode levar dez anos ou mais.
“Mesmo já sendo causa ganha, o processo ainda seguirá um trâmite legal e passará por outros órgãos até chegar à vara de origem, em Manaus, quando será decidido como e quando ele será pago”, disse o advogad
2º - Não é tudo isso: Segundo rumores de mercado, o valor da causa pode chegar a quase meio bilhão de reais. Mas, de acordo com Noronha, não deve ser mais do que 200 milhões de reais, já com todas as correções cabíveis.
A Suframa tem ainda a opção de propor um acordo à Gradiente e, com isso, reduzir o montante. Pagando à vista, o valor pode ser negociado, afirmou o advogado.
3º - “Pago quando puder”: Como a Suframa é uma autarquia pública, é muito provável que o caso vá parar na fila dos precatórios do governo. Segundo Noronha, caso isso ocorra, a Gradiente pode levar até dez anos para reaver o valor pago.
Com os títulos do governo, no entanto, a companhia tem condições de negociar débitos pendentes com os credores.
Itaú nega que esteja negociando compra de parte do HSBC no Brasil
Exame 13.10.2011 - Em resposta à CVM, banco afirma que não há conversas em andamento. O banco não está interessado nas operações do HSBC.
O Itaú negou, nesta quinta-feira, que esteja negociando, pelo menos, uma parte das operações do HSBC no Brasil. O informe foi uma resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que solicitou uma manifestação formal do banco.
No texto, o Itaú afirma que “não há fundamento” na notícia de que, após a aquisição das operações de varejo premium do HSBC no Chile, as conversas tenham se estendido para um eventual acordo no Brasil.
À CVM, o Itaú descartou “a aquisição de parte, ou partes, de operação no Brasil com o HSBC.” O banco observou, porém, que “está sempre considerando opções para expandir suas operações no mercado financeiro.”
Rumores: Na sexta-feira, correu no mercado a notícia de que o Itaú poderia comprar uma parte do HSBC no Brasil. O acordo mais provável envolveria a área de varejo do banco britânico, que passaria a se concentrar em segmentos de maior margem, como o corporativo e a gestão de fortunas.
Na ocasião, fontes ouvidas por EXAME.com dos dois bancos afirmaram que a expectativa de um negócio era grande, a ponto de a informação circular livremente por diversas diretorias.
MRS investe para ampliar mercado de carga geral
Valor 14.10.2011 - Para ampliar sua participação no segmento de carga geral, a MRS Logística fechou neste mês encomenda de 218 vagões destinados a esse tipo de negócio. O contrato, de R$ 48,3 milhões, foi firmado com Maxion e Randon, duas grandes fabricantes de equipamentos ferroviários do país.
Eduardo Parente, presidente da MRS, disse que o objetivo da concessionária é duplicar o volume de carga geral transportado hoje. Segundo informou, esse tipo de carga responde por 20% a 25% do total que a empresa faz anualmente, prevista em 154 milhões de toneladas em 2011. O minério de ferro é o carro-chefe.
Os produtos que compõem a chamada carga geral são aço, celulose, cimento, ferro-gusa, sucata, contêineres, entre outros, além de grãos (soja e milho) e açúcar. Parente disse que desde o início da concessão, em 1996, a MRS quadruplicou o volume de carga geral. Embora a margem de ganho seja "muito apertada", o executivo observou que a empresa fez acordos de longo prazo com seus principais clientes, com condições vantajosas, o que justificou fazer esse investimento.
A MRS é controlada por Cia. Siderúrgica nacional (CSN), Usiminas, Gerdau (três grandes fabricantes de aços planos e longos no país) e pela Vale (maior produtora brasileira de minério de ferro).
A encomenda elevará em 15% a frota de vagões hoje dedicada ao transporte de produtos siderúrgicos. Os novos vagões para essa carga, informou Parente, vão trazer maior ganho de escala e desempenho, pois terão capacidade de até 98 TUs (toneladas úteis) de carga. Os atuais são de 70 TUs. "Como rodam menos por mês, em relação aos de minério de ferro, os novos vagos terão maior produtividade", disse. Neste ano, a previsão é carregar 6 milhões de toneladas de aço.
Com isso, informou o executivo, a MRS estará apta a atender o crescimento previsto de 12% na demanda de produtos siderúrgicos no próximo comparado à de 2011. Ao mesmo tempo, a empresa está investindo em uma rede de terminais de contêineres em São Paulo em parceria com a Contrail / EDLP para capturar 1,2 milhão de contêineres que se destinam ao porto de Santos por ano.
O investimento contará com financiamento da linha Finame do BNDES - 80% do valor total, com amortização em dez anos. O cronograma de entrega dos vagões prevê 68 unidades em dezembro e 150 em janeiro e fevereiro.
Leilão dará ao menos R$ 2,9 bilhões para aeroportos menores
Reuters 13.10.2011 - O governo arrecadará pelo menos 2,9 bilhões de reais somente com a outorga das concessões dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) à iniciativa privada.
O valor corresponde à soma dos lances mínimos estipulados para os três terminais no leilão e, como vence quem pagar mais, o montante deve subir. Esse dinheiro deverá ser investido em obras nos aeroportos de menor porte, que permanecerão sob controle público.
O governo anunciou na manhã de quinta-feira os detalhes econômico-financeiros do leilão, após apresentá-los ao Tribunal de Contas da União (TCU).
A concessão dos terminais à iniciativa privada é a aposta do governo para viabilizar os investimentos necessários para adaptar os aeroportos para o crescimento da demanda esperado com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Na extensa apresentação de 64 páginas, repleta de números, o governo, porém, não dirimiu dúvidas quanto à data da licitação.
No espaço dedicado ao cronograma, a Secretaria de Aviação Civil agendou audiências públicas presenciais para 27 e 28 de outubro, mas deixou em branco os espaços dedicados às datas de publicação de edital e leilão.
Inicialmente, o governo havia agendado o leilão dos aeroportos para 22 de dezembro.
Mas o cumprimento da data é complicado: apesar de o presidente do TCU, ministro Benjamin Zymler, ter afirmado que o tribunal trabalhará "sábado e domingo" para agilizar a apreciação dos documentos, a casa costuma trabalhar com um prazo de 30 dias para analisar seus processos. Somente depois do aval do TCU é que o governo pode publicar o edital, com exigência de outros 45 dias até a realização do leilão.
Oficialmente, porém, o governo não fala em novas datas.
Parcelas anuais: O montante a ser desembolsado pelos concessionários que arrematarem os aeroportos será pago em parcelas anuais ao longo do contrato de concessão.
A esses valores se somam ainda uma contribuição variável anual atrelada à receita bruta, de 10 por cento em Guarulhos, 5 por cento em Viracopos e 2 por cento em Brasília.
Somando as duas contribuições, mais as projeções totais de investimentos e os impostos, os valores a serem desembolsados pelos concessionários até o fim dos contratos são expressivos: 18,6 bilhões de reais em Guarulhos ao longo de 20 anos, 16,2 bilhões de reais em Viracopos em 30 anos e 5,5 bilhões em Brasília em 25 anos. Todos essas cifras a valores presentes. Apenas para as outorgas os lances mínimos são de 2,3 bilhões de reais para Guarulhos, 521 milhões de reais por Viracopos e 75 milhões de reais por Brasília.
Para as três concessões, o governo estipulou a mesma taxa de retorno do capital investido, de 6,46 por cento. Os investidores privados terão participação de até 51 por cento nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que serão criadas para as privatizações. A Infraero, estatal que atualmente administra os aeroportos brasileiros, terá fatia de até 49 por cento. O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse que a estatal vai exercer o direito a ter 49 por cento de participação, mas afirmou que um porcentual ainda a ser definido será destinado aos funcionários da empresa.
Para garantir a entrega das obras dentro dos prazos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aplicará multas por descumprimento. No caso de não entrega dos projetos previstos para os primeiros 18 meses, por exemplo, a agência aplicará punição de cerca de 150 milhões de reais.
Lance mínimo por Cumbica em leilão será de R$ 2,3 bilhões
Brasil Econômico 13.10.2011 - Os vencedores dos aeroportos terão, ainda, de pagar ao governo uma contribuição variável.
O governo fixou em R$ 2,3 bilhões o valor mínimo a ser pago ao poder público pelo vencedor do leilão de concessão do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos.
A informação foi dada nesta quinta-feira (13/10) pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt.
Para a concessão do aeroporto de Viracopos (SP), o lance mínimo no leilão ficou em R$ 521 milhões. Para o de Brasília, o valor foi definido em R$ 75 milhões.
Vencerão a disputa empresas ou consórcios que oferecerem o maior montante ao governo, a partir desses três lances mínimos.
O dinheiro será arrecadado na forma de uma contribuição e será usado pelo governo para obras em outros aeroportos, que permanecerão sob controle público.
Bittencourt entregou nesta quinta-feira ao Tribunal de Contas da União (TCU) os dados econômico-financeiros do edital de concessão dos três aeroportos.
Além dos lances mínimos, o ministro apresentou as projeções de investimentos previstos a serem feitos pelos concessionários nos terminais.
O maior investimento será em Viracopos, com projeção de R$ 9,9 bilhões. Em Guarulhos, o valor ficará na casa dos R$ 5,2 bilhões, enquanto em Brasília o total estimado é de R$ 2,7 bilhões. Bittencourt estima que, ao longo da concessão, a receita não-tarifária do aeroporto de Guarulhos deva chegar a R$ 804 milhões em 2032, frente aos R$ 373 milhões estimados para 2012. As receitas não-tarifárias são aquelas obtidas, por exemplo, com estacionamentos, aluguéis de lojas e publicidade.
A receita com tarifas em Guarulhos deve alcançar R$ 888 milhões em 2032, em relação aos R$ 718 milhões projetados pelo governo para o ano que vem.
De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, o retorno sobre o capital investido nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília é previsto em 6,46 por cento.
Contribuição variável: Os vencedores dos aeroportos terão, ainda, de pagar ao governo uma contribuição variável. No caso de Guarulhos, ela foi fixada em 10% da receita bruta.
No aeroporto de Viracopos (SP), essa contribuição será de 5%, enquanto que em Brasília (DF) ficará em 2% da receita bruta, segundo Bittencourt.
O ministro evitou falar sobre a data do leilão - inicialmente previsto para 22 de dezembro. A publicação da versão definitiva do edital depende, agora, do aval do TCU.
O presidente do TCU, ministro Benjamin Zymler, disse que equipes do tribunal trabalhão até nos fins de semana para garantir rapidez na tramitação do edital.
Concessionárias que não cumprirem prazo de entrega das obras serão multadas
Agência Brasil 13.10.2011 - As concessionárias que não cumprirem os prazos previstos para a entrega das obras de ampliação dos aeroportos internacionais de Guarulhos, Viracopos e Brasília terão de pagar multa de R$ 150 milhões. De acordo com o secretário executivo da Secretaria de Aviação Civil, Cleverson Aroeira, nos primeiros 18 meses da concessão dos aeroportos, as empresas são obrigadas a fazer investimentos. “O contrato prevê uma série de multas e retenção de receitas tarifárias. Esses valores podem variar e uma série dessas multas são aplicáveis até 2013”, disse. Companhias deverão pagar tarifa de conexão de até R$ 7 por passageiro. O ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, entregou ao Tribunal de Contas da União (TCU) os estudos técnicos e econômicos das concessões dos três aeroportos.
Foram apresentados os lances mínimos para leilão, o prazo de concessão e os investimentos que serão feitos pela iniciativa privada.
O valor mínimo que as empresas precisam desembolsar é R$ 2,29 bilhões, para a concessão do aeroporto de Guarulhos; R$ 521 milhões para o aeroporto de Viracopos, em Campinas; e R$ 75 milhões para o aeroporto de Brasília.
De acordo com o edital, grupos estrangeiros poderão participar dos certames, desde que associados a empresas brasileiras. Companhias aéreas não poderão participar da composição dos consórcios concorrentes.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá participação de até 49% nos consórcios que vão operar os terminais. As empresas vencedoras vão assumir a operação dos aeroportos até maio de 2012.
Além disso, os passageiros que fizerem conexão nos três aeroportos concedidos à iniciativa privada pagarão uma taxa de R$ 7 para as companhias aéreas. A chamada taxa de conexão deverá ser paga tanto em voos domésticos, quanto em internacionais. A tarifa deve cobrir os serviços que os concessionários prestarão aos usuários nos aeroportos.
O leilão dos aeroportos está previsto para o dia 22 de dezembro, no entanto, Bittencourt disse que o pregão pode ser transferido para 2012.
Infraero desperdiça milhões com projetos
Folha 14.10.2011 - Estudo da consultoria EBP para o novo terminal de passageiros de Guarulhos é o terceiro contratado desde 1996. Valor de R$ 7 milhões deve ser pago pelo consórcio vencedor do leilão de concessão, a ser realizado em janeiro.
O projeto apresentado pela consultoria EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos) para o terceiro terminal de passageiros de Guarulhos é o terceiro a ser contratado para a ampliação do aeroporto desde 1996.
O custo de R$ 7 milhões será pago pelo consórcio vencedor do leilão de concessão. A Infraero será sócia com até 49% de participação. Somente com o projeto anterior, a estatal gastou R$ 22 milhões. Os dois primeiros foram para "a gaveta".
O novo projeto é assinado pelos arquitetos Sérgio Athié e Ivo Wohnrath, em parceria com um escritório americano associado à consultoria de aeroportos Leigh Fisher.
Ele é mais flexível que os anteriores: prevê ampliações graduais, em quatro fases, ao longo dos próximos 30 anos. O investimento previsto é de R$ 5,2 bilhões, valor que inclui, além do terminal de passageiros, outras melhorias.
O primeiro projeto para o terceiro terminal de Guarulhos foi contratado em 1996, junto à consultoria de projetos de engenharia Figueiredo Ferraz. Procurada, a Infraero não informou, até a conclusão desta edição, quanto pagou pelo projeto.
Ele previa um terminal para 12 milhões de passageiros a um custo de R$ 711 milhões. O projeto foi questionado e refeito até que, em 2004, as obras já estavam orçadas em mais de R$ 1,1 bilhão.
A Infraero chegou a abrir licitação para a execução das obras. Mas o processo não passou da fase de pré-qualificação de propostas e foi revogado em 2008.
Em 2009, a Infraero abandonou oficialmente o trabalho da Figueiredo Ferraz e abriu concorrência internacional para a elaboração de um novo projeto.
Desta vez, o vencedor foi o consórcio MAG (PJJ Malucelli, Andrade e Rezende Engenharia de Projetos e Gabinete de Projetação Arquitetônica). O projeto custou R$ 22,6 milhões à Infraero e previa um terminal com capacidade para 42 milhões de passageiros. O desenho é assinado pelo escritório paulistano de arquitetura Mario Biselli e Artur Katchborian, em coautoria com Gicele Alves. A previsão de investimentos era R$ 716 milhões na primeira fase, até 2013 (equivalente a 40% do total da obra).
De acordo com o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittenncourt, a Infraero vai oferecer o projeto do consórcio MAG para o vencedor do leilão de Guarulhos. "O vencedor está livre para executar o projeto [arquitetônico e de engenharia] que desejar. Não precisa seguir nem o da EBP."
No entanto, para cumprir as metas de conforto e capacidade do edital, será preciso seguir um projeto flexível, que permita ampliações graduais, como o da EBP.
Terminal da BTP é pivô de disputa em Santos
Valor 14.10.2011 - A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) determinou que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informe a área exata a ser explorada pela Brasil Terminal Portuário (BTP) no porto de Santos, sob pena de paralisar as obras do empreendimento. A resolução nº 2.254 da Antaq, publicada no fim de setembro, exige ainda que a Codesp comprove que está auditando e fiscalizando os investimentos. Avaliado em R$ 1,6 bilhão, o terminal da BTP é hoje o maior investimento privado multiuso em área pública do porto. Será destinado à movimentação de contêineres e de granéis líquidos.
Paralelamente, a empresa Deicmar, arrendatária de um terminal de veículos próximo à construção da BTP, entrou na Justiça com mandado de segurança contra a Codesp. A empresa argumenta "falta de publicidade" da estatal em relação ao projeto da BTP, o que estaria frustrando seus planos de expansão.
O contrato de arrendamento da BTP foi aprovado em 2009 pela própria Antaq, com área de aproximadamente 342 mil m². Mas o tamanho final do terminal será maior porque o contrato prevê a remediação ambiental da área, trabalho ainda não concluído. O empreendimento está sendo erguido sobre uma região que foi por mais de 50 anos local de descarte de resíduos, razão pela qual virou lugar comum dizer que a tabela periódica está enterrada no local. Dos R$ 1,6 bilhão previstos pela BTP, R$ 300 milhões serão apenas na recuperação ambiental, diz a empresa. Além da dimensão exata da remediação para definir o desenho final do terminal, a Codesp afirma depender da conclusão de um projeto de novos berços públicos para líquidos que serão feitos ao lado da BTP. Segundo a Antaq, a Codesp já enviou relatórios detalhando os passos da obra, que estão agora sob análise na agência. "Tivemos de cobrar de forma mais incisiva porque ao longo do tempo pedimos algumas informações que não foram dadas", afirmou o superintendente da Antaq, Giovanni Paiva. "Ainda não temos como mensurar o tamanho, vai depender da remediação", afirma o diretor de desenvolvimento comercial da Codesp, Carlos Kopittke.
A história da BTP no porto começou em 2004, quando a empresa comprou quatro contratos para movimentação de granéis líquidos então inoperantes. Juntos, eles perfaziam aproximadamente 148 mil m2. Comprometendo-se a remediar o passivo ambiental, a BTP conseguiu três aditivos (todos no ano de 2007) que totalizam os 342 mil m2 aprovados em 2009 pela Antaq. Em nota, a BTP disse que sua área final será de 490 mil m2, sendo que 148 mil m2 deles representam construção sobre a lâmina d'água. O valor de outorga do terminal será definido de acordo com o tamanho final do empreendimento.
"É bom que se diga que a Antaq não está deixando que a BTP assuma áreas de arrendamento sem licitação. A BTP só adquiriu os quatro arrendamentos porque se comprometeu a sanar um passivo ambiental", afirma Paiva.
A falta de informações públicas sobre a dimensão da BTP levou a Deicmar a entrar com mandado de segurança contra a Codesp no fim de setembro. A empresa opera um terminal de veículos no porto e tem um plano de expansão que conflita com a construção da BTP. As instalações são separadas pelo Rio Saboó.
Segundo a Deicmar, um dos píeres da BTP está sendo erguido na direção da área onde pretende construir dois berços de atracação. O projeto da Deicmar é avaliado em R$ 200 milhões e ampliaria em 36% a capacidade anual de movimentação de veículos da empresa, saindo de 220 mil para 300 mil unidades. A empresa afirma ter apresentado o plano à Codesp em 2007. Desde então, porém, a empresa diz não ter recebido resposta da estatal para tocar o projeto.
"A construção do berço de atracação da BTP está avançando defronte a área arrendada à Deicmar e defronte o nosso espelho d'água, para o qual nós temos um projeto desenvolvido e em fase de licenciamento ambiental", afirma o diretor da empresa, Gerson Foratto.
A Codesp diz não reconhecer o projeto de expansão porque o contrato da Deicmar venceu neste ano. Segundo o presidente da estatal, José Roberto Serra, todos os contratos firmados antes da lei dos portos (1993) serão licitados quando terminarem.
"Não existem contratos a serem prorrogados no Saboó (local onde a Deicmar está), então não há porque se falar de Deicmar após o prazo do contrato dela. A Deicmar está fazendo um licenciamento ambiental por conta dela. Eu não a autorizei a fazer nada, portanto, não existe projeto de berço da BTP avançado áreas do Saboó", diz Serra.
A estatal afirma que o porto terá um novo terminal para movimentação de veículos no novo plano de Desenvolvimento e Zoneamento. Será um terminal multipropósito a ser erguido no conjunto de áreas do Saboó, cujos contratos têm vencimento entre 2011 e 2013. De acordo com o diretor comercial da Codesp, Carlos Kopittke, o terreno somará quase 400 mil m2.
Scotiabank foca infraestrutura
Valor 14.10.2011 - Com cerca de US$ 600 bilhões em ativos pelo mundo, o banco canadense Scotiabank chega agora ao Brasil com o objetivo de fechar negócios com empresas ligadas aos setores de infraestrutura, principalmente de energia, petróleo, gás e agricultura.
Para garimpar essas oportunidades no Brasil, o Scotiabank chamou Armando Mariante, que ocupava a vice-presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as áreas de indústria, comércio exterior e operações internacionais.
Depois de mais de uma década no setor público, com duas passagens pelo BNDES e uma pelo Inmetro, Mariante diz, em tom de brincadeira, que resolveu se "privatizar" depois de conhecer a instituição canadense em uma visita ao banco estatal brasileiro. O nome do executivo, porém, ainda depende da aprovação do Banco Central.
"O Scotia quer replicar no Brasil aquelas atividades que conhece bem, em que o banco já é forte no Canadá", diz Mariante. A instituição tem, por exemplo, uma unidade dedicada apenas às transações de fusões e aquisições da área de óleo e gás, a Scotia Waterous.
O banco canadense abriu suas portas oficialmente no Brasil em 3 de outubro, depois de obter do Banco Central a autorização para comprar a subsidiária no país do alemão Dresdner, do grupo Commerzbank. A transação, que demorou um ano para ser aprovada, não teve seu valor divulgado.
O Scotia já estava presente em diversos países da América Latina, como Chile, México, Peru, Uruguai e Colômbia, e rondava o Brasil fazia anos, segundo Mariante. No mundo, tem atividades em 50 países. "O banco dá preferência a aquisições e não tinha encontrado uma boa oportunidade ainda. Mas é fato que as perspectivas de crescimento do Brasil nas diversas áreas de infraestrutura atraíram a matriz", diz o presidente do banco.
Além da licença para atuar como banco múltiplo, com o Dresdner, o Scotia já herdou uma equipe de cerca de 50 funcionários, que passaram ao comando da instituição canadense. Porém, o grupo já está sendo ampliado para atender aos planos futuros do Scotia.
"O Dresdner tinha boas pessoas para o banco de investimento, mas não para a atividade de crédito", afirma Mariante. A preferência do banco, diz, é por começar o relacionamento com uma empresa por meio da atividade de crédito e depois oferecer serviços típicos de um banco de investimento.
Para abastecer as companhias, o banco canadense trouxe ao Brasil um capital inicial de cerca de US$ 150 milhões. Esse valor, entretanto, deve crescer em breve. Sem explicitar valores, Mariante diz que o Scotia não impôs limitações de capital ao Brasil.
Por isso, a equipe está sendo reforçada. Especializado na área de agronegócios, Alexandre Marcondes Costa saiu da Bunge. E Paulo Andre Bernardo, que atua com empresas de óleo e gás, trabalhou no banco BBVA.
Os bancos canadenses têm atravessado a crise que assola a Europa sem solavancos, o que tem deixado espaço para aquisições. No mês passado, o Scotia fechou a compra de 20% do chinês Bank of Guangzhou por US$ 728 milhões.
Siderurgia deve arcar com margens fracas novamente
Brasil Economico 13.10.2011 - A alta recente do dólar ainda não caberá no cálculo do trimestre, mas deve oferecer um conforto para resultados do quarto trimestre.
Baixo preço do dólar e importação de aço tendem a continuar gerando impacto sobre os balanços de siderúrgicas nacionais. Embora o terceiro trimestre seja apontado como o principal período do ano, as expectativas para o setor de siderurgia não são das melhores.
No Brasil, a baixa do dólar ante o real deve continuar repercutindo sobre os números dessa indústria ainda nos resultados a serem divulgados nas próximas semanas.
Mais do que a importação do próprio aço, a entrada de maquinário externo no país - cujo aço é a matéria-prima - também desbancou a indústria nacional, tirando ainda mais a demanda pelo produto nacional.
"Esse cenário de oferta aquecida pressiona ainda mais as margens", avalia Gustavo Hon, analista da Um Investimentos, que conta com estreitamento de margens já nos próximos resultados.
A alta recente do dólar ainda não caberá no cálculo do resultado do trimestre, mas deve oferecer um conforto compensatório para os resultados da última parte do ano.
Empresas: Entre as principais competidoras do setor, o destaque deve seguir com a CSN, que se beneficia do fato de ter uma grande diversidade de atividades.
"A CSN está exposta ao setor de cimentos, energia e mineração, isso acaba sustentando um bom resultado", defende Hon.
Por outro lado, o analista entende que ainda é cedo para avaliar a exposição ao mercado internacional como sorte ou revés no cenário atual.
"A Gerdau, por exemplo, é muito dependente do mercado de construção civil, por conta dos vergalhões. Enquanto aqui o cenário piorou, nos Estados Unidos a construção de casas tem avançado", explica.
"Ainda é cedo para ver esses reflexos nos resultados."
Neste sentido, William Alves, analista da XP Investimentos, espera um resultado semelhante ao do trimestre passado para a siderúrgica, considerada a preferida do setor para a corretora.
Alves destaca que o aumento nos preços da sucata e do carvão devem também colaborar para espremer as margens de resultados na América Latina, ainda que tenha havido um aumento de preços no produto final.
"Houve um aumento em toda a matriz de custos", destaca.
Para a Usiminas, a boa nova deve vir do trabalho de redução dos custos da operação.
No entanto, a dependência da compra de minério de ferro para sustento da sua operação a coloca como refém das altas praticadas pelo mercado de mineração.
"As investidas da Usiminas em aumento de volume não devem surtir resultados no curto prazo. É preciso vencer a volatilidade dos custos", aponta Alves.
Indicador do BC mostra desaceleração da economia
Reuters 13.10.2011 - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) sofreu queda de 0,53 por cento em agosto contra julho, salientando a desaceleração da economia brasileira há menos de uma semana da próxima reunião do Comitê de Política Econômica (Copom).
Em julho ante junho, o IBC-Br, que é considerado um indicador antecedente do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,34 por cento, dado dessazonalizado e revisado da leitura preliminar de 0,46 por cento.
"Não imaginava um dado tão ruim (para agosto)", afirmou o economista-chefe do Gradual Investimentos, André Perfeito, que apostava em resultado mais próximo de zero ou apenas ligeiramente negativo.
Ele atribuiu a queda às medidas de aperto monetário promovidas pelo governo até julho, incluindo alta de 1,75 ponto na taxa básica de juro, contingenciamento de despesas orçamentárias e aumento do compulsório bancário.
Apesar do cenário ruim, ele calcula que o BC se manterá fiel ao discurso de "moderação", e cortará a Selic em mais 0,5 ponto percentual na próxima semana. Se concretizado, o movimento será igual ao dado em agosto e levará a taxa para 11,50 por cento ao ano.
Pesquisa da Reuters mostrou que a maior parte dos economistas aposta agora em mais um corte de 0,5 ponto na próxima reunião do comitê na semana que vem e em novembro, último encontro do ano.
O número de junho do IBC-Br também foi revisado para pior, de queda preliminar de 0,26 por cento para baixa de 0,33 por cento.
Em relação a agosto de 2010, o IBC-Br cresceu 2,02 por cento. No ano, o IBC-Br acumula alta de 3,43 por cento, e de 4,07 por cento em 12 meses.
"O crescimento está acomodando em ritmo maior do que o esperado, provavelmente já refletindo os primeiros sinais das recentes turbulências no mercado e o aumento da incerteza gerados pela crise da dívida europeia", afirmaram em relatório os economistas do Barclays Capital Guilherme Loureiro e Marcelo Salomon, em comentário sobre o IBC-Br.
O indicador do BC veio em linha com outros dados da economia que mostram arrefecimento. As vendas no varejo brasileiro, por exemplo, registraram em agosto a primeira queda mensal desde abril passado, de 0,4 por cento, frente a julho, informou nesta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Consumo das famílias explica 68% das fusões e aquisições fechadas no ano
Valor 14.10.2011 - Luis Motta, sócio da área de fusões e aquisições da KPMG: "O terceiro trimestre foi o segundo melhor da série". O ritmo de fusões e aquisições fechadas no mercado brasileiro continua forte e os gastos das famílias são o motor por trás da maior parte dos negócios. No terceiro trimestre, segundo a KPMG, foram fechadas 227 operações, elevando o acumulado no ano para 606 transações. Desse total, 414, ou 68%, estão ligadas ao consumidor final.
"O terceiro trimestre foi o segundo melhor da série histórica, iniciada em 1994", diz Luis Motta, sócio da área fusões e aquisições da KPMG. O período é superado apenas pelo terceiro trimestre de 2007, quando foram registrados 235 negócios. "Acredito que o quarto trimestre será fortíssimo. O único entrave seria o agravamento da crise no exterior", diz Motta.
O consumidor final - seja comprando roupa e sapato em shopping centers, comida em supermercados, usando planos de saúde ou pagando a faculdade - aparece como um fator importante para a realização de fusões e aquisições no país. Tanto o capital nacional quanto o estrangeiro continuam apostando na força do mercado brasileiro.
Empresas brasileiras fazendo negócios entre si aparecem no levantamento da KPMG como as campeãs - no trimestre e no acumulado dos primeiros nove meses do ano. Das 227 operações fechadas entre julho e setembro, 118 são entre brasileiros. Nesse mesmo período o capital estrangeiro participou de 88 negócios.
A internacionalização das empresas brasileiras - ou seja, quando o capital nacional compra empresas estrangeiras estabelecidas fora do Brasil - perdeu ritmo no terceiro trimestre, quando foram fechadas 15 operações. No trimestre anterior, foram 23 negócios. No ano, até setembro, foram fechadas 47 transações desse tipo.
A preferência do capital nacional pelo mercado doméstico é clara. Foram 124 negócios fechados em território brasileiro no terceiro trimestre e 324 no ano, até setembro.
"A presença do capital estrangeiro vem crescendo desde o segundo trimestre de 2010", observa Motta. Se forem consideradas aquisições, pelo capital estrangeiro, de empresas brasileiras e estrangeiras operando no país, foram apurados 86 negócios no trimestre e 239 no ano, até setembro. Até agora, a crise na Europa e nos Estados Unidos tem atraído o capital estrangeiro ao mercado brasileiro, onde o Produto Interno Bruto (PIB) cresce a taxas mais altas do que nas maiores economias do mundo.
Se a crise lá fora agravar-se e o ambiente de otimismo no Brasil for contaminado por um sentimento de insegurança, 2012 deve começar em ritmo mais lento para o mercado de fusões e aquisições. Para este ano, porém, Motta prevê número recorde de negócios, além dos 726 fechados em 2010.
Cai venda de imóveis em SP, mas dispara procura por unidades de dois dormitórios
Folha 14.10.2011 - A procura por apartamentos de dois dormitórios cresceu muito na cidade de São Paulo em agosto. A participação dos imóveis com este perfil nas vendas totais, que habitualmente fica em torno de 40% a 45%, subiu para quase 70% em agosto, segundo pesquisa do Secovi (sindicato da habitação) que será divulgada hoje. "Isso mostra agilidade do mercado. E ocorre em todas as faixas", diz Celso Petrucci, economista do Secovi-SP. O aumento na demanda, entre outros fatores, está relacionado à alta dos preços. Em alguns bairros, onde antigamente só havia imóveis de quatro quartos, hoje, pelo mesmo preço, são lançados modelos com apenas dois.
"Temos hoje bairros mais caros onde o dois dormitórios cai bem, como Vila Olímpia, Itaim, Vila Mariana." Os preços dos apartamentos de dois quartos variam de R$ 150 mil a R$ 600 mil. "Há desde opções no Minha Casa, Minha Vida, até as de bairros mais caros." Mais da metade do volume vendido corresponde a unidades com área útil média entre 46 m2 e 65 m2. No volume total de imóveis novos residenciais vendidos no mês na cidade de São Paulo, que superou 2.230 unidades, o movimento foi de queda ante as 2.722 de julho. A queda geral em relação às vigorosas vendas de 2010 devem perder força. "No começo do ano, estávamos com 50% a menos do que 2010, mas deve cair para 5% a 10% em dezembro."
Dono de fundo especulativo é condenado a 11 anos de prisão
GPdeLondrina 13.10.2011 - Co-fundador do bilionário fundo de hedge Galleon Group, Raj Rajaratnam foi considerado culpado em um dos maiores casos de informação privilegiada, que envolveu empresas como Intel e IBM. O co-fundador do bilionário fundo de hedge Galleon Group, Raj Rajaratnam, foi condenado nesta quinta-feira (13) a 11 anos de prisão, por obter informações privilegiadas, a pena mais longa já aplicada pelo crime de uso de informações sigilosas para obter mais lucros no mercado, segundo reportagem do "New York Times".
O juiz Richard J. Holwell também determinou o pagamento de US$ 10 milhões de multa para Rajaratnam. Em maio, o réu foi considerado culpado em um dos maiores casos de informação privilegiada, que envolveu empresas como Intel, IBM e a consultoria McKinsey & Company em operações ilícitas que geraram lucro de mais de US$ 70 milhões.
O promotor do caso disse que o co-fundador do Galleon Group era "a face moderna do crime de informação privilegiada". "Informação privilegiada é um ataque ao mercado livre. Este crime é como um vírus na nossa cultura de negócios, que precisa ser erradicado", declarou o juiz.
Os procuradores pediram que o juiz condenasse Rajaratnam a pelo menos 19 anos e meio de prisão, já que o crime prevê até 24 anos de reclusão.
Já os advogados de Rajaratnam pediram uma pena menor, entre seis e nove anos, alegando problemas de saúde não especificados.
Lance mínimo por Cumbica em leilão será de R$2,3 bi
Exame 13.10.2011 - O vencedor do leilão de concessão do aeroporto deve pagar a cifra bilionária como valor mínimo, segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. O governo fixou em 2,3 bilhões de reais o valor mínimo a ser pago ao poder público pelo vencedor do leilão de concessão do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), informou nesta quinta-feira o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Para a concessão do aeroporto de Viracopos (SP), o lance mínimo no leilão ficou em 521 milhões de reais. Para o de Brasília, o valor foi definido em 75 milhões de reais.
Vencerão a disputa empresas ou consórcios que oferecerem o maior montante ao governo, a partir desses três lances mínimos. O dinheiro será arrecadado na forma de uma contribuição e será usado pelo governo para obras em outros aeroportos, que permanecerão sob controle público. Bittencourt entregou nesta quinta-feira ao Tribunal de Contas da União (TCU) os dados econômico-financeiros do edital de concessão dos três aeroportos.
Além dos lances mínimos, o ministro apresentou as projeções de investimentos previstos a serem feitos pelos concessionários nos terminais. O maior investimento será em Viracopos, com projeção de 9,9 bilhões de reais. Em Guarulhos, o valor ficará na casa dos 5,2 bilhões de reais, enquanto em Brasília o total estimado é de 2,7 bilhões de reais.
Bittencourt estima que, ao longo da concessão, a receita não-tarifária do aeroporto de Guarulhos deva chegar a 804 milhões de reais em 2032, frente aos 373 milhões de reais estimados para 2012. As receitas não-tarifárias são aquelas obtidas, por exemplo, com estacionamentos, alugueis de lojas e publicidade. A receita com tarifas em Guarulhos deve alcançar 888 milhões de reais em 2032, em relação aos 718 milhões de reais projetados pelo governo para o ano que vem. De acordo com a Secretaria de Aviação Civil, o retorno sobre o capital investido --conhecido como Wacc-- nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília é previsto em 6,46 por cento.
Contribuição variável: Os vencedores dos aeroportos terão, ainda, de pagar ao governo uma contribuição variável. No caso de Guarulhos, ela foi fixada em 10 por cento da receita bruta.
No aeroporto de Viracopos (SP), essa contribuição será de 5 por cento, enquanto que em Brasília (DF) ficará em 2 por cento da receita bruta, segundo Bittencourt.
O ministro evitou falar sobre a data do leilão --inicialmente previsto para 22 de dezembro. A publicação da versão definitiva do edital depende, agora, do aval do TCU.
O presidente do TCU, ministro Benjamin Zymler, disse que equipes do tribunal trabalhão até nos fins de semana para garantir rapidez na tramitação do edital.
Compra de equipamentos nacionais para a Copa é isenta de IPI
Valor 13.10.2011 - A compra de equipamentos produzidos pela indústria nacional relacionados à realização da Copa do Mundo de 2014 está isenta, a partir desta quinta-feira, 13, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A desoneração, no entanto, só serve para subsidiárias da Fifa (Federação Internacional de Futebol, na sigla em francês) ou empresas indicadas pela Fifa. Se os bens vendidos pela indústria nacional às empresas que organizarão a Copa estão desonerados de IPI, as importações de bens relacionados ao mesmo evento estão isentas de mais impostos: Imposto de Importação, Cide, PIS/Cofins, além do IPI.
Administradoras de cartão são multadas em R$ 254 milhões
Estadão 13.10.2011 - Empresas descumpriram a ordem judicial que determinava a suspensão de cobranças ilegais de juros indevidos nas faturas
Oito administradores de cartão de crédito foram multadas em R$ 254 milhões por descumprimento da ordem judicial que determinava a suspensão de cobranças ilegais em suas faturas. A decisão é da Justiça Federal, no Rio, e válida em todo o País. As oito administradoras têm 15 dias para efetuar o pagamento da multa, a partir da data de publicação da decisão da 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Caso as empresas não paguem dentro do prazo, o débito sofrerá um acréscimo de 10%. O valor das multas será revertido para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos, que financia projetos em áreas como defesa do consumidor e meio ambiente.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, em dezembro de 2006, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região acatou recurso do MPF e determinou em decisão liminar que as empresas administradoras de cartão de crédito Banco Citicard, Real, Itaucard, Ourocard, Bradesco, Banerj Cartões, Banco Fininvest e Federal Card (Caixa) suspendessem a cobrança de juros indevidos em casos de atrasos ou inadimplência de suas faturas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Apesar de intimadas pela Justiça para comprovarem o cumprimento da liminar - que teve vigência até julho de 2008 - as administradoras de cartão nunca o fizeram, gerando uma multa de mais de R$ 31,8 milhões para cada uma.
Carrefour estima queda de até 20% no lucro operacional em 2011
Valor 13.10.2011 - O Carrefour revisou sua estimativa de queda para o lucro operacional deste ano de “cerca de 15%” para uma projeção ainda mais pessimista de recuo, na faixa de 15% a 20% com relação a 2010. A varejista francesa reportou nesta quinta-feira vendas praticamente estáveis no terceiro trimestre, com crescimento de 0,3%, para 22,8 bilhões de euros, ou cerca de US$ 31,1 bilhões. De acordo com o Carrefour, desconsiderados os efeitos do calendário e do preço do petróleo, as vendas para mesmas lojas caíram 4,4% na França. O recuo foi considerado um impacto inicial do plano de recuperação, em que a companhia afirma ter reduzido o número de promoções. Para os formatos menores, de conveniência, houve um avanço de 17%. Os resultados ruins na França e no restante da Europa foram compensados por um “crescimento sólido” nos mercados emergentes, segundo afirmou a varejista em nota. Na América Latina, desconsiderada a variação cambial e o efeito calendário, o avanço foi de 9,9%. Na Ásia a alta foi de 4%, puxada pela expansão chinesa.
Telebras fará aumento de capital de até R$ 300 milhões
Valor 13.10.2011 - A estatal Telebras foi autorizada pelo governo a realizar um aumento de capital no valor de até R$ 300 milhões. A informação consta em decreto publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU). O aumento será feito por meio da emissão de novas ações. Conforme a companhia, os recursos recebidos até o fim do ano deverão ser capitalizados em assembleia geral de acionistas até 30 de junho do ano que vem. Em entrevista ao Valor no mês passado, o presidente da estatal, Caio Bonilha, afirmou que tem disponibilidade orçamentária garantida para 2011 e 2012 – cerca de R$ 400 milhões -, apesar da intenção do governo federal de cortar gastos. Segundo o executivo, as redes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que cortam o interior do país e o litoral estão garantidas, assim como os R$ 200 milhões necessários à infraestrutura da Copa do Mundo de futebol de 2014.
Portos do país movimentaram 2,45 milhões de contêineres no 1º semestre
Valor 13.10.2011 - Os portos brasileiros movimentaram 2,45 milhões de contêineres no primeiro semestre de 2011, movimento liderado pelo porto de Santos, com 891,7 mil unidades, seguido de Itajaí, com 289 mil; Rio Grande, 195,8 mil e Paranaguá, 197,2 mil. Os números são da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec). A entidade mantém a previsão de que o Brasil deve fechar 2011 com mais de 5 milhões de contêineres movimentados, com alta de 10% sobre o ano passado. Em 2010, o Brasil movimentou 4,79 milhões de contêineres. Se a previsão da Abratec se confirmar, significa que este ano o país poderá movimentar o recorde de 5,27 milhões de contêineres, usados no comércio exterior para transportar produtos de maior valor agregado. Sérgio Salomão, presidente da Abratec, disse que o crescimento será sustentado pelas operações de transbordo e de cabotagem, além da navegação de longo curso. O transbordo consiste em transferir cargas de navios maiores para navios menores, utilizados na navegação costeira, a cabotagem.
Um empresário do setor disse que o crescimento do primeiro semestre foi mais forte porque a base de comparação, no mesmo período do ano anterior, era baixa. Mas previu que o crescimento no segundo semestre será mais lento porque os volumes movimentados no mesmo período de 2010 foram mais altos. “Crescer 10% em um ano de crise é espetacular”, afirmou.
Eztec espera fechar o ano mais de R$ 1 bi em lançamentos
Brasil Econômico 13.10.2011 - No ano, a Eztec soma R$ 634,8 milhões em vendas
A incorporadora de imóveis Eztec anunciou que, no acumulado dos noves meses do ano, somou R$ 778,4 milhões em Valor Geral das Vendas (VGV) de lançamentos próprios.
Na prévia dos números do terceiro trimestre, a empresa informa que lançou em São Paulo o empreendimento residencial Sophis Santana, com VGV próprio de R$ 108,5 milhões.
A meta da Eztec é lançar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão em VGV próprio neste ano.
Já as vendas contratadas (líquidas de corretagem) atingiram a cifra de R$ 161,3 milhões no trimestre. O resultado é 35,7% superior ao visto no mesmo período do ano anterior.
No acumulado do ano, a companhia soma R$ 634,8 milhões em vendas, volume 16,3% superior ao mesmo período do ano anterior.
Terrenos: No terceiro trimestre, a empresa fez a aquisição de três terrenos, sendo dois em São Paulo e um na cidade de Santos. Os empreendimentos devem adicionar R$ 347,7 milhões em VGV próprio ao landbank (estoque de terrenos) da companhia. No ano, a empresa já adquiriu 10 terrenos.
Petrobras assina acordo com empresa privada para desenvolver tecnologias para o pré-sal
Agência Brasil 13.10.2011 - A Petrobras assinou um acordo de cooperação técnica com a empresa BG Brasil para o desenvolvimento de tecnologias para a exploração e produção de petróleo da camada pré-sal. Com o acordo, as duas empresas vão investir juntas R$ 60 milhões para o desenvolvimento de soluções para a construção de poços e a otimização da produção.
O acordo entre as duas empresas tem a vigência de três anos. A BG Brasil é parceira da Petrobras na exploração de petróleo do pré-sal em cinco blocos nos campos de Lula, Cernambi, Iara, Carioca e Guará, na Bacia de Santos. 80% dos lares brasileiros podem ter internet até 2015.
Internet no Brasil
Folha 13.10.2011 - Ao longo dos próximos quatro anos, a internet brasileira poderá chegar a 80% dos lares do país, segundo o CGI.br (Comitê Gestor da Internet). Hoje, 35% de residências do país possuem computadores. Do total de lares, apenas 27% tem conexão à rede, segundo o conselheiro do CGI.br, Demi Getschko. "Hoje, 4,5 milhões de domicílios possuem PCs sem internet. Entre os fatores que poderão ajudar a massificar as conexões são o triunfo de projetos como o Programa Nacional de Banda Larga, a ascensão social e ainda a criação de novos planos de acesso para incluir a população", afirmou Getschko durante a abertura do I Fórum de Internet no Brasil. O CGI também fez projeções mínimas de conexão para o período. Caso os programas não sejam suficientes para popularizar a rede na velocidade esperada, pelo menos 52% dos lares deverão estar incluídos. O levantamento considerou ainda a expansão do acesso às redes sociais. Segundo o levantamento do CGI, há a expectativa de que os 67% dos internautas brasileiros presentes hoje nesses ambientes passem a 100% até 2014. Segundo Getschko, até lá, no entanto, questões relativas à privacidade e segurança da rede ainda precisam ser discutidas para garantir acesso saudável à população."Precisamos criar medidas preventivas que previnam que os usuários fiquem totalmente nus perante as empresas de internet, que conhecem os hábitos de navegação, ao mesmo tempo em que não se comprometa a liberdade de uso", disse. Liberdade e qualidade de rede: Sérgio Amadeu, professor e conselheiro do CGI representante do terceiro setor, considerou a internet um direito humano fundamental e defendeu a liberdade da rede para garantir o consumo e a produção de conteúdo criativo. "A web está sob ataque no mundo inteiro. Setores que chegaram atrasados na era da rede querem coibir o fato de que é possível criar conteúdo sem pedir autorização para ninguém. Precisamos manter a cultura da liberdade que está acima da cultura da autorização, e não podemos criar legislações que restrinjam liberdades", disse. Amadeu ressaltou ainda que políticas para a qualidade da banda larga devem ser criadas rapidamente de forma a garantir que o usuário pague pelo uso real do serviço. Atualmente a maioria das operadoras de telefonia e acesso à internet garante um décimo de velocidade de conexão que o usuário contratou. "Uma das medidas mais urgentes é que a Anatel aprove critérios de qualidade pela banda larga para garantir que o usuário receba o que pague, assim como paga pela água em sua casa e não apenas 10% do serviço", disse. O I Fórum da Internet no Brasil acontece até amanhã, em São Paulo, e reúne integrantes da sociedade civil, governo, reguladores de internet e usuários de rede.
Fiat fecha crédito de 1,95 bi de euros com 18 bancos
Veja 13.10.2011 - A Fiat informou ter fechado acordo com 18 bancos para uma linha de crédito de 1,95 bilhão de euros com vencimento em três anos. A nova linha substituirá a de 1 bilhão de eurosnegociada originalmente em fevereiro de 2009. As ações da montadora fecharam com queda de 5,53%. A mais recente linha de crédito tem um valor maior devido ao grande número de subscrições feitas pelas instituições de crédito, disse a montadora. O acordo foi feito em um momento em que líderes de pequenas empresas da Itália estão abertamente preocupados com uma crise de crédito devido aos fracos balanços de bancos locais.
Os bancos envolvidos no negócio são: Intesa Sanpaolo, Barclays, BNP Paribas, Citigroup, Crédit Agricole, Mediobanca, Société Générale, Royal Bank of Scotland Group, Unicredit, Banco do Brasil, Goldman Sachs, UBS, Banco Santander, Bank of America, Commerzbank, JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Natixis. As principais operações da Fiat estão na Itália, no Brasil e na Polônia. A montadora é a controladora majoritária da Chrysler Group.
Os bancos envolvidos no negócio são: Intesa Sanpaolo, Barclays, BNP Paribas, Citigroup, Crédit Agricole, Mediobanca, Société Générale, Royal Bank of Scotland Group, Unicredit, Banco do Brasil, Goldman Sachs, UBS, Banco Santander, Bank of America, Commerzbank, JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Natixis. As principais operações da Fiat estão na Itália, no Brasil e na Polônia. A montadora é a controladora majoritária da Chrysler Group.
Rebaixamentos de bancos
Valor 14.10.2011 - Os bancos UBS, Llyods e Royal Bank of Scotland tiveram o rating de longo prazo de Probabilidade de Inadimplência do Emissor (IDR) rebaixados pela Fitch Ratings.
Junto com o corte, a agência colocou as classificações de sete outros bancos -incluindo Deutsche Bank, Societe Generale e Barclays - em perspectiva negativa, o que pode levar a rebaixamentos futuros. O rating do UBS foi cortado para "A", de "A+". A agência justificou o rebaixamento com o distanciamento entre o governo suíço e o banco.
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