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Hotéis no Rio - Accor quer dobrar de tamanho até 2016
Valor 06.10.2011 - O grupo Accor quer ao menos dobrar o número de hotéis que opera na região metropolitana do Rio até 2016, segundo o diretor geral de hotelaria da empresa para a América Latina, Roland de Bonadona. Hoje a rede tem nove hotéis operando no local e oito projetos em andamento.
Multinacionais confirmam planos de expansão no País
DCI 06.10.2011 - As multinacionais continuam apostando no mercado brasileiro. Uma prova disto são os investimentos anunciados por gigantes como a francesa Renault, a norte-americana Agco, a alemã Lanxess e até a fabricante alemã de veículos de luxo BMW. A montadora francesa Renault anunciou que aumentará investimentos no Brasil em R$ 500 milhões para elevar a capacidade de produção em 100 mil veículos, segundo o executivo-chefe, Carlos Ghosn. O valor se somará ao aporte de R$ 1 bilhão anunciado para o País no período de 2010 a 2015 e elevará a capacidade para 380 mil carros por ano. Já a fabricação de máquinas e implementos agrícolas Agco investirá R$ 100 milhões até 2012 para modernizar três unidades brasileiras.
De olho nas constantes expansões do mercado automobilístico brasileiro e seu potencial, a alemã Lanxess decidiu investir R$ 75 milhões no País para construir duas fábricas na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo, além da adequação de uma unidade localizada em Triunfo, no Rio Grande do Sulpara produção de borracha feita com base biológica (etileno derivado da cana-de-açúcar). Na Alemanha, jornal Handelsblatt informou que a fabricante de veículos de luxo BMW deve escolher a cidade de São Paulo para instalar sua primeira fábrica na América Latina. Citando fontes da companhia, o jornal disse que o conselho deve aprovar em dezembro todos os planos "porque os fornecedores importantes de peças estão lá".
Governo quer limitar geração de térmicas a gás
Valor 06.10.2011 - O governo vai limitar a obrigatoriedade de funcionamento das usinas termelétricas a gás até determinado limite de geração de energia (o chamado nível de inflexibilidade), disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. A medida visa otimizar o sistema de energia elétrica do país.
Até o último leilão, os níveis de inflexibilidade eram livres. No entanto, a Petrobras, principal fornecedora de gás, oferecia preços mais baixos para as usinas que apresentassem inflexibilidade mais alta, de até 70%. Com isso, as usinas que garantissem o funcionamento contínuo de até 70% da capacidade pagariam preços melhores pelo gás e poderiam concorrer em vantagem nas licitações de geração de energia nova.
Para a EPE, o nível de 70% trazia um "risco de desotimização do sistema". Por isso, para o próximo leilão de energia nova, a ser realizado em dezembro, o chamado A-5, a instituição estabeleceu limite máximo de 50%.
"No máximo, compraremos energia elétrica com inflexibilidade da usina de 50%, para evitar que, em um ano muito úmido, você esteja queimando gás e jogando água fora. Se você coloca uma térmica a gás que seja totalmente inflexível, você tem que queimar o gás mesmo que esteja com o reservatório cheio", disse Tolmasquim.
No leilão de dezembro, o governo deverá licitar em conjunto três usinas hidrelétricas no rio Parnaíba, no Maranhão. De acordo com Tolmasquim, a decisão é fruto da não atratividade de duas dessas usinas, que já entraram em leilão anteriormente e não tiveram nenhum interessado.
Ele explicou que estudos da EPE mostram que, se as usinas Estreito Parnaíba, Castelhano e Cachoeira forem licitadas em conjunto, poderá haver ganhos econômicos. "Duas usinas do Parnaíba estiveram no leilão passado e não atraíram investidores. Analisamos e vimos que existem sinergias, caso as plantas sejam construídas juntas", disse.
Das oito usinas hidrelétricas previstas para o leilão, com capacidade de geração total estimada em 1.750 megawatts, apenas duas já têm licença prévia para instalação do empreendimento. Mas Tolmasquim espera que a maioria consiga o documento a tempo de participar do leilão. Ele acredita que o leilão de A-5 poderá acabar tendo maior participação de outras fontes de energia não hidrelétricas, caso as licenças ambientais não saiam a tempo.
"A gente acha que sai a tempo do leilão. Mas sem licença não pode entrar no leilão", disse Tolmasquim. "Temos uma demanda que tem que ser atendida. Se tiver hidrelétricas, são a prioridade. Se não saírem, entram as outras fontes inscritas no leilão, como eólica, térmica, biomassa, que vão ser transmitidas com uma carga maior e vão disputar entre elas."
Empresas autoprodutoras de energia vão investir R$ 3,4 bi em usinas eólicas
Valor 06.2011 - Mário Menel: autoprodutores estão dispostos a "avançar nos planos". As indústrias eletrointensivas pretendem investir cerca de R$ 3,4 bilhões na construção de novos parques eólicos com capacidade para gerar até 1.000 megawatts (MW) de energia. O interesse é especialmente grande entre seis empresas: Alcoa, Camargo Corrêa Cimentos, CSN, MPX, Vale e Votorantim. Todas elas já iniciaram estudos sobre o tema.
Os investimentos devem ocorrer até 2020, segundo a Abiape, associação que representa os autoprodutores de energia elétrica, um grupo de 11 pesos-pesados da indústria. O planejamento das empresas que produzem energia para consumo próprio indica a intenção de ampliar a capacidade em 6 mil MW, por meio de diversas fontes. Um sexto disso seria por meio das eólicas, alternativa até então ignorada pelos grandes da indústria pesada.
Com pequenas mudanças regulatórias, os autoprodutores estão dispostos a "avançar nos planos", diz Mário Menel, presidente da Abiape. O barateamento da energia eólica já permite à indústria pensar em grandes investimentos no setor, "inclusive como alternativa à dificuldade para implantar usinas hidrelétricas", diz Menel.
A entrada das indústrias eletrointensivas na geração eólica pode marcar a quarta etapa de desenvolvimento da energia pelos ventos. Na primeira etapa, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, a criação do Proinfa deu um impulso às fontes alternativas, por meio de subsídios. Mas os preços se mantinham altos e havia pouca atratividade para novos projetos.
No fim de 2009, após insistentes pedidos do setor, o governo fez um leilão exclusivo para usinas eólicas. Isso foi o segundo paradigma de seu desenvolvimento, com queda superior a 20% nos preços. O terceiro salto veio neste ano, quando o leilão de energia realizado em agosto demonstrou o rompimento de uma barreira: o megawatt-hora da energia eólica (em torno de R$ 99) ficou mais barato que o das térmicas a gás.
Fornecedores estrangeiros de equipamentos passaram a deslocar parte de sua produção, com baixa demanda nos países ricos, para o Brasil. Isso ajudou a derrubar os preços. "Mas o ganho tecnológico foi brutal nos últimos anos", diz Élbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). O investimento necessário para 1 MW de nova capacidade instalada, segundo ela, caiu de R$ 7 milhões no início do Proinfa para os R$ 3,4 milhões atuais. Baseados nessa estimativa, os autoprodutores calculam seus investimentos em cerca de R$ 3,4 bilhões até 2020.
Esse grupo de indústrias, que fatura R$ 223 bilhões por ano, já possui um parque gerador de 7.045 MW em operação. Mas amargou oito anos sem novos projetos. As licitações de hidrelétricas privilegiaram a contratação de energia pelas distribuidoras - o chamado "mercado cativo". A estagnação só foi superada recentemente, com a entrada da Vale na sociedade de Belo Monte, com 9% de participação - o equivalente a 1.011 MW.
Diante da queda de preços e das dificuldades em viabilizar novos projetos, embora tenha obtido permissão do Ministério de Minas e Energia para ficar com até 20% das hidrelétricas que serão leiloadas em dezembro, os autoprodutores resolveram entrar também nas eólicas.
Menel sublinha, no entanto, uma dificuldade que as indústrias poderão enfrentar: as usinas eólicas geram energia apenas quando há vento, o que pode não coincidir com os períodos de pico da produção industrial. Para se blindar contra essa sazonalidade, os autoprodutores sugerem uma espécie de compensação: colocam a energia no sistema interligado, sempre que houver ventos suficientes, e depois retiram do sistema - quando necessário - a mesma quantidade de energia, sem pagar a mais por isso, não importando a fonte.
A Abeeólica apresentará oficialmente essa proposta a autoridades do setor elétrico, na próxima semana. "Um dos desafios da geração eólica agora é entrar no mercado livre de energia", diz Élbia Melo. Menel lembra a necessidade dos autoprodutores: hoje esse grupo de indústrias têm 5.657 MW médios de carga, que deve subir para 10.110 MW médios em 2020. "Temos que olhar todas as possibilidades."
CVM barra planos de incorporação da Inepar
Valor 06.10.2010 - Com a suspensão da incorporação de sua subsidiária de energia, a fabricante de máquinas e equipamentos Inepar corre contra o tempo para se adequar às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e dar sequência ao processo de reestruturação de sua dívida com o BNDES, que soma mais de R$ 600 milhões.
A assembleia para a incorporação da Inepar Energia, que deveria ter acontecido ontem, foi cancelada no começo da semana por conta de um questionamento da autarquia em relação à isenção do comitê especial independente que avaliou as condições da operação.
De acordo com Dionísio Leles, diretor de relações com investidores da Inepar, a CVM encaminhou um ofício apontando descumprimento das orientações do Parecer de Orientação nº 35. Procurada, a autarquia apenas salientou que recomenda aos administradores que observem determinados procedimentos durante a negociação desse tipo de operação, mas não comentou o caso específico da Inepar.
Divulgado em 2008, o Parecer 35 visa estabelecer os deveres dos administradores de companhias incorporadas pelas controladoras. Essas transações são usualmente alvo de críticas porque o controlador que incorpora é quem decide as condições, já que detém a maioria dos votos. A sugestão da CVM nesses casos é ou a abstenção do voto do controlador na assembleia da incorporação ou a formação de um comitê para negociar condições justas para a incorporada.
O comitê pode ter três formatos. Um deles é composto exclusivamente por administradores da companhia, em sua maioria independentes, isto é, sem vínculos com os controladores e sem cargo de direção da companhia.
O órgão pode ainda ser composto por não administradores com "notória capacidade técnica" ou por um administrador escolhido pela maioria do conselho de administração, um conselheiro eleito pelos não controladores e um terceiro - administrador ou não - escolhido em conjunto pelos outros dois membros.
Mas a Inepar não atendeu a nenhuma dessas orientações. O comitê formado pela companhia era composto por Dionísio Leles, diretor de relações com investidores de ambas as empresas, César Gogler, conselheiro fiscal não independente da Inepar, e José Bussolari, conselheiro independente também da controladora.
Os três estabeleceram relação de troca com base no valor patrimonial das companhias, de 27 ações da Inepar Energia para cada ação da controladora, tanto para ordinárias quanto para preferenciais. A avaliação implica um preço de R$ 4,7 para ambos os papéis da Inepar. As ONs da Inepar foram cotadas ontem na bolsa a R$ 3 e as PNs, a R$ 2,62. Já os papéis da controlada encerraram o pregão a R$ 0,24 e R$ 0,14, respectivamente.
Atualmente, a Inepar detém 42,12% do capital da subsidiária de energia, seguida pela BNDESPar, com 27,63%. Segundo apurou o Valor com fontes próximas à empresa, a BNDESPar não reclamou da relação de troca proposta.
De acordo com Leles, a Inepar pretende convocar até o fim da semana uma assembleia para deliberar sobre a formação de um novo comitê, desta vez composto apenas por não administradores. A aprovação desse formato implica uma alteração no estatuto social da companhia.
A incorporação da Inepar Energia tem como objetivo principal levar em frente a venda da participação de 16% que a empresa detém nas Centrais Hidrelétricas Matogrossenses (Cemat), avaliada em R$ 203 milhões. Trata-se do último ativo operacional da subsidiária, cujo valor seria usado para quitar parte de uma dívida com o BNDES.
Para se adequar ao cronograma de negociações com o banco de fomento, a venda da Cemat precisaria ocorrer até o fim deste ano. A incorporação deveria ser aprovada até o começo do próximo mês, já que, após ratificada por assembleia, ainda há um prazo de recesso de um mês para os acionistas que não concordarem com a operação.
Segundo Leles, a participação na Cemat seria vendida para a sua controladora, o grupo Rede, que já adquiriu a fatia da Inepar na Celpa, em 2002. O grupo Rede não quis se manifestar.
Eletrobras prepara estratégia para disputar participação na EDP
Valor 06.10.2011 - José da Costa Carvalho Neto, presidente da Eletrobras: "Somos parceiros da EDP no Brasil, onde construímos associações na construção de hidrelétricas".
A Eletrobras está firme na disputa pela aquisição de uma participação relevante de 21,5% no capital da EDP - Energias de Portugal, a elétrica portuguesa, colocada a venda pelo governo português, que detêm 25% da empresa. O negócio visa atender a programas de ajuste fiscal que Portugal tem que implementar por conta da crise na Zona do Euro. Para o presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, que falou ao Valor em telefonema da Bulgária, onde participou de um jantar em homenagem a presidente Dilma Rousseff, "o negócio é importante e estratégico para a Eletrobrás deslanchar seu programa de internacionalização". O mercado avalia a transação em US$ 2 bilhões.
A corrida pelas ações da EDP, que faturou € 14,2 bilhões em 2010, vai ser muito disputada, prevê o presidente da Eletrobras. A brasileira deve enfrentar concorrentes como a francesa EDF, a GDF Suez International Power, a alemã RWE e a chinesa Three Gorges Corporation. Mas a Eletrobras, segundo ele, está bem cotada entre as autoridades portuguesas com quem esteve recentemente. "Nos meus contatos, notei um interesse muito grande deles que a Eletrobras tenha êxito. Somos parceiros da EDP no Brasil, onde construímos hidrelétricas. Fazia parte do nosso plano comprar participação na EDP".
O valor de mercado da EDP é de € 8,6 bilhões. Em 2010, teve lucro de € 1,1 bilhão e fechou o ano com dívida líquida de € 16,3 bilhões..
As propostas de compra devem ser entregues ao governo português até o dia 21. São ao todo três tipos de propostas a serem entregues pelas interessadas no leilão. Uma conterá a parte financeira, outra a de projeto industrial e a terceira um modelo de governança e gestão para a companhia. A proposta industrial envolve o que a futura sócia majoritária da EDP vai propor para ampliar seu plano de negócios e a de governança, entre várias coisas, direitos de veto.
Segundo Carvalho explicou, a seleção da empresa vitoriosa deve acontecer em duas etapas, como prevê o edital de venda. Em uma primeira, todas as interessadas se apresentam e então, avaliadas as propostas, serão selecionadas entre duas a quatro empresas que apresentarem as melhores. Na segunta etapa, o governo português escolhe a vencedora. Todo o processo de venda da participação da EDP, incluindo o pagamento do negócio, deve ser fechado até o final do ano.
A Eletrobras, em princípio, deve correr sozinha na primeira etapa desse páreo, conforme destacou seu presidente. A estatal tem o apoio do governo brasileiro nessa empreitada, tanto que está trabalhando junto com o BNDES na estruturação financeira da operação. O assessor financeiro contratado é o Santander. Indagado sobre a possibilidade de vir a ter um sócio na operação, Carvalho Neto desconversou, mas acabou admitindo que isso talvez possa ocorrer na segunda etapa da licitação. "Sabemos que outros grupos brasileiros estão interessados. Eles podem até entrar sozinhos. Mas não fechamos portas do futuro".
No mercado, as conversas apontam CPFL e a Cemig como candidatas a uma possível sociedade com a estatal no leilão da EDP. Mas não há confirmação dessa notícia. O que se sabe é que as duas empresas estariam interessadas na EDP Brasil, num futuro processo de incorporação dos ativos dessa subsidiária, a qual é dona de duas distribuidoras: Bandeirante e Escelsa.
Carvalho informa que essa possibilidade em qualquer empresa não existe, pelo menos como desdobramento do negócio. "O edital não admite que o projeto industrial inclua qualquer proposta de retaliação da empresa. O que os portugueses desejam com esta proposta é manter a EDP coesa com seus ativos da Península Ibérica, que incluem uma distribuidora, uma geradora e uma distribuidora de gás, mais os ativos dos Estados Unidos e da Europa de energia renovável (eólicas). A EDP é a terceira maior de eólica no mundo, com produção entre 6 e 7 gigawatts e possui no portfólio mais 30 projetos. Para ele, a compra da EDP só vai adicionar fluxo de caixa à Eletrobrás, pois passam a participar de todas empresas do grupo.
Indagado sobre a usina Belo Monte, o executivo disse que há chances de Cemig e Light entrarem como sócios na usina. "Cemig e Light estão analisando e tem chance deles entrarem", declarou ao Valor, adiantando, porém, que "há outros interessados também no negócio". Ele evitou citar nomes. O executivo da estatal informou que a fatia acionária a venda é entre 5% e 10%, mas "é mais para 10% do que para 5%".
Entusiasmado com os contatos feitos com o governo búlgaro, o presidente da Eletrobrás adiantou que após seminário que tratou de temas ligados a energia, onde fez uma palestra, os dois governos devem estabelecer as bases para um memorando de entendimentos na área de energia elétrica e nuclear. "Podemos atuar numa parceria para desenvolvimento de fontes energéticas através de um acordo de cooperação e de negócios envolvendo projetos de geração de energia seja hidrelétrica ou eólica e de aperfeiçoamento e otimização da operação da rede elétrica integrada da Bulgária", disse.
A Bulgária, que tem um território de 110 mil km quadrados e uma população de 7 milhões de habitantes e uma renda per capita de US$ 7 mil, é exortadora de energia para seus vizinhos, no caso a Turquia, Romênia e Grécia.
Man fará investimento histórico no Brasil
Brasil Economico 05.10.2011 - Em relação a este ano, Roberto Cortes diz que o ano foi bom e que deve encerrá-lo com 10% de crescimento nas vendas.
Nos últimos dez anos, líder do mercado brasileiro de caminhões investiu R$ 2 bilhões no país.
A Man Latin America, líder do mercado brasileiro de caminhões com 30,5% de participação em volume, vai anunciar nos próximos dias um investimento vultuoso no Brasil, fruto do plano quinquenal que Roberto Cortes, presidente da companhia na América Latina, está prestes a fechar com a direção mundial do grupo, na Alemanha.
No próximo dia 12, Cortes segue para Munique para fechar um aporte que promete ser o maior da história da companhia no Brasil.
Nos últimos dez anos, a Man investiu R$ 2 bilhões no país, sendo R$ 1 bilhão a cada plano quinquenal.
A fabricante que comprou a Volkswagen Caminhões e Ônibus do Brasil, no final de 2008, por € 1,1 bilhão planeja ainda estrear janeiro de 2012 com os caminhões extra-pesados da marca Man nas ruas brasileiras.
Em relação a este ano, Cortes diz que o ano foi bom e que deve encerrá-lo com 10% de crescimento nas vendas.
Os novos caminhões da Man serão produzidos na unidade industrial de Resende, no Rio de Janeiro, que ganhou uma linha especial só para eles.
O anúncio será feito no final deste mês, durante o Fenatran - 18º Salão Internacional do Transporte, em São Paulo.
Oriflame avalia volta ao Brasil no médio prazo
Valor 06.10.2011 - O presidente mundial da sueca Oriflame, Magnus Brannstrom, disse ontem ao Valor que a empresa analisa a hipótese de voltar a operar no Brasil, mas a entrada no país seria possível apenas no médio e longo prazos. O executivo esteve na abertura da conferência regional da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), entidade que reúne as associações de vendas diretas no mundo. "Nós temos algumas prioridades como Rússia, Índia e China e o Brasil não está nesse grupo de países prioritários agora", disse ele. "Nós precisamos crescer em mercados onde já estamos para consolidarmos posição". A Oriflame é a oitava maior companhia de vendas por catálogo do mundo, soma 3,7 milhões de consultoras e alcançou € 1,5 bilhão em vendas brutas em 62 países no ano passado.
Questionado se essa entrada no país poderia acontecer dentro de até cinco anos, Brannstrom afirmou que dentro desse período é possível, e que o retorno da empresa ao Brasil poderia acontecer tanto organicamente quanto por meio de aquisições de companhias no país. "Os dois caminhos serão analisados".
Em setembro de 2010, o executivo havia mencionado em outro evento que o Brasil era um dos mercados mais interessantes em termos estratégicos para entrar naquele momento e que o grupo estava tentando achar o melhor "negócio possível" para a compra. Localizar o alvo certo para a aquisição era claramente uma questão relevante para a empresa.
"Isso é verdade, mas a informação de que já estamos comprando alguém são especulações", disse. "Achamos que o Brasil é um mercado enorme e com muito potencial e temos interesse no país. É que estamos com outros planos agora".
A Oriflame esteve no Brasil nos anos 90 com uma operação de vendas, mas pessoas ligadas à empresa na época informaram que a companhia decidiu sair do mercado local porque não conseguia crescer de forma consistente num período de incertezas econômicas. Dados do relatório de resultados de 2010 mostram que só 6% das vendas da Oriflame vêm da América Latina e 4% da força de vendas está nessa região - o grupo opera no Chile, Colômbia, Equador, Peru e México. A receita na região latina tem ficado numa média de € 20 milhões por trimestre nos últimos dois anos. Houve queda na margem operacional na América Latina de 3,5% de abril a junho para 2,8% no mesmo período de 2010.
No fim do ano passado, circularam informações no mercado de que a companhia teria sondado a Jequiti, do Grupo Silvio Santos, interessada na compra do negócio. Os rumores ganharam força depois que o empresário brasileiro disse que teria que se desfazer de alguns ativos para dar conta dos passivos gerados com a quebra do Banco Panamericano. Na época, conforme apurou o Valor, Silvio Santos não aceitaria menos de R$ 800 milhões pela Jequiti, e as ofertas na mesa de diferentes empresas não teriam passado de R$ 400 milhões. A Jequiti nega que esteve à venda em qualquer momento.
De acordo com executivos presentes no evento ontem, em Istambul, algumas questões delicadas, como legislação tributária complexa no país e a dificuldade de achar um ativo interessante, podem ter feito a Oriflame postergar eventuais planos no país. "Existem empresas brasileiras menores abertas a negociar, mas a Oriflame precisa de escala. E os negócios maiores não estão à venda ou encareceram muito", disse um executivo. Além disso, a Oriflame já tem planos de investimentos aprovados para outros mercados emergentes, como Rússia e Índia, e mencionou que planeja ampliar a margem bruta operacional da companhia nessas regiões.
Brasileiro sofistica o uso do desodorante
Valor 06.10.2011 - No primeiro semestre deste ano, 56% dos desodorantes e antitranspirantes vendidos no Brasil eram aerossol. Em 2010, pela primeira vez, a parcela de consumidores que optou por esse formato ultrapassou a metade do mercado, segundo a Nielsen. As vendas somaram R$ 1,3 bilhão, 23% a mais do que em 2009. Como o aerossol chega a custar o dobro dos formatos spray e "rollon", o movimento mostra a sofiticação do mercado brasileiro de desodorantes, o maior do mundo, em valor, segundo a Euromonitor.
O aerossol avançou de 31% para 52% de participação em quatro anos, segundo a Nielsen. Em um movimento contrário, o spray só encolhe. Usado por 35% dos consumidores em 2007, foi ultrapassado pelo aerossol em 2008, pelo "rollon" em 2009 e encolheu para 18% em 2010. O creme e o bastão têm juntos menos de 5% do mercado.
A Unilever, líder em desodorantes e antitranspirantes com as marcas Rexona, Axe e Dove, desacelerou há cinco anos as inovações em spray e hoje só mantem esse modelo para Rexona. "O spray é um mercado que vem perdendo totalmente a relevância. O consumidor entende que o aerossol e o 'rollon' entregam muito mais valor", diz a vice-presidente de cuidados pessoais da Unilever, Andrea Salgueiro.
Com vários lançamentos este ano, inclusive do primeiro aerossol sem perfume em julho, a Unilever quer pegar carona no crescimento do mercado para lançar, em novembro, um desodorante para os pés, em aerossol e talco. O discurso é que a transpiração dos pés é quatro vezes mais intensa do que a das axilas.
"Na medida em que as pessoas alcançam uma condição socioeconômica melhor, buscam produtos mais sofisticados. Vimos o mercado migrando para o 'rollon' e agora vemos esse movimento com aerossol", afirma a diretora de marketing de Nivea, Tatiana Ponce. A empresa também mantem o spray no portfólio, mas as inovações concentram-se em "rollon" e aerossol.
A migração para o aerossol não é uma questão exclusiva de tecnologia de embalagem. Segundo o diretor de Gillette, José Cirilo, o formato spray é adequado aos desodorantes, mas não aos antitranspirantes, que inibem o suor. "O spray é água com fragrância. É um produto com custo alto e baixo valor agregado, fórmula que não funciona para os fabricantes. É uma tecnologia fadada a morrer", afirma. A Gillette retirou há mais de dez anos o spray de seu portfólio.
Competindo com Gillette no mercado de desodorantes, a Procter & Gamble ampliou o portfólio da marca, que só tinha gel até 2009 e chega a 2011 também com "rollon", creme e aerossol. Este ano a marca lançou um linha de antitranspirantes, somente em aerossol, e dobrou o investimento em marketing com relação a 2010.
Com apenas 0,5% do mercado masculino de desodorantes em 2010, a P&G chegou a julho com 3,6% e tem meta de atingir 15% no fim do próximo ano fiscal, em julho de 2013, segundo Cirilo. Para ganhar espaço, quer trazer ao Brasil em 2012 o portfólio completo de Old Spice, voltada para o segmento masculino. Para concorrer também no mercado feminino, quer trazer também, em no máximo dois anos, a marca Secret.
Apesar de seguir uma trajetória quase estável, com pequena queda nos últimos anos, o "rollon" ainda tem uma participação expressiva, de 24% no primeiro semestre, e é alvo de lançamentos. Além de ainda ter a preferência de alguns consumidores de classes altas, tem boa penetração nas classes sociais mais baixas. "Nas gôndolas dos supermercados, o aerossol ocupa a maior parte do espaço e o 'rollon' aparece lá embaixo, mas nas pequenas lojas a maior penetração é de rollon", diz Cirilo.
A Hypermarcas, líder no mercado de spray, ainda resiste ao movimento contra o formato. "Investimos no mercado de desodorantes como um todo, porque o consumidor entra no mercado pela categoria spray e aspira chegar ao 'rollon' e ao aerossol", afirma a diretora executiva da empresa, Gabriela Garcia.
Além disso, segundo ela, as pesquisas da companhia mostram que trabalhadores da indústria pesada, como pedreiros, por exemplo, gostam da sensação de frescor trazida pelo spray, que em geral tem mais álcool do que os outros formatos.
Ao conquistar o cliente iniciante no mercado, a Hypermarcas acredita que terá uma vantagem competitiva quando ele decidir partir para um produto de maior valor agregado.
Em julho, a companhia lançou a linha de desodorantes da marca masculina Bozzano apenas em aerossol apostando principalmente na migração da classe C para esse formato.
A Hypermarcas também tem adicionado desodorantes, inclusive no formato aerossol, às marcas do portfólio que atuam em outros segmentos de higiene e beleza, como Monange.
Aerossol vem da Argentina
Valor 06.10.2011 - Oito em cada dez desodorantes e antitranspirantes de embalagem aerossol comprados no Brasil são importados da Argentina. Em 2010 entraram no país 234,3 milhões de unidades do produto, enquanto 49,9 milhões foram fabricadas no mercado brasileiro, de acordo com a Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes (Abas). De janeiro a agosto deste ano, as importações do produto somaram US$ 132 milhões.
O fabricante brasileiro, segundo a Abas, não consegue competir com o produto trazido de fora. "A Argentina subsidia os propelentes" diz o presidente da associação, Hugo Chaluleu, em referência aos gases butano e propano, presentes nas embalagens de aerossóis. Segundo ele, a tonelada do produto importado chega a ser US$ 1,2 mil mais barata.
"Gostaríamos de fabricar no Brasil, mas a indústria de aerossol está na Argentina. No dia em que em houver produção suficiente aqui, não tenho dúvida de que três ou quatro empresas de desodorantes movem a fábrica para cá", afirma José Cirilo, diretor de Gillette. Os desodorantes do tipo ""rollon"" da marca são fabricados no Brasil, mas todo o aerossol vem pronto da Argentina.
"Para ter a qualidade do gás produzido na Argentina é preciso pagar mais caro no Brasil", afirma Tatiana Ponce, diretora de marketing de Nivea, que também importa os desodorantes aerossol. O cheiro do gás, quando muito forte, pode prejudicar a fragrância. "Gostaríamos de produzir aqui, é o que todas as indústrias de desodorantes pleiteiam", diz.
A Unilever, que também fabrica na Argentina todo o produto aerossol vendido aqui, diz que essa é uma estratégia para otimizar a escala de produção.
Até a Hypermarcas, uma das poucas que ainda fabricam aerossol no país, avalia complementar a produção com importação da Argentina. "O problema no Brasil não é só custo, mas capacidade produtiva", diz a diretora executiva Gabriela Garcia.
A Abas reivindica junto ao governo brasileiro, segundo Chaluleu, controle de importação do produto. "Temos todo o necessário para produzir aqui".
Caixa afasta risco de bolha imobiliária
Estadão 05.10.2011 - 'A crise não chegou à Caixa', afirmou o presidende da instituição em evento pelo aniversário de 150 anos do banco.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Fontes Hereda, afirmou hoje que o banco está passando incólume às turbulências econômicas, embora reconheça um arrefecimento no ritmo de concessão de crédito. "A crise não chegou à Caixa", afirmou, em evento pelo aniversário de 150 anos do banco. Hereda também voltou a afastar o risco de bolha imobiliária no País. "Não vejo possibilidade de bolha e acho que é muito saudável termos uma tendência de crescimento (na concessão de crédito imobiliário) para o ano que vem um pouco menor", disse.
Até agosto, a alta na concessão de crédito imobiliário foi de 26% no ano em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de financiamento no segmento deve chegar a R$ 90 bilhões neste ano, contra pouco mais de R$ 76 bilhões do ano passado. A alta esperada de 18% é menor do que nos anos anteriores, numa desaceleração programada pelo banco. "Não dava para sair de R$ 5 bilhões em 2003 (de volume financiado) para quase R$ 77 bilhões em 2010 e continuar neste ritmo", disse. "Estamos numa batida esperada e vamos continuar nesta batida".
No Programa Minha Casa, Minha Vida, o presidente da Caixa disse que uma portaria assinada ontem no Executivo permitirá a aceleração do programa na faixa de 3 a 10 salários mínimos. "O (programa até 3 salários) está deslanchando agora, um pouco depois do que imaginávamos. Já o de 3 a 10 (salários) está num ritmo melhor do que o esperado", disse.
Mas Hereda confirma uma redução no ritmo de concessão de crédito. Houve diminuição da velocidade de vendas em São Paulo. "São ajustes importantes. O preço dos imóveis está muito valorizado. Mas não haverá bolha, este é uma resposta que o mercado dá ao aumento do preço". No Rio, houve ainda crescimento na velocidade das vendas, disse.
O presidente da Caixa lembra que os imóveis passaram muitos anos depreciados no País e que a ascensão de 30 milhões de pessoas à classe média aumentou a demanda por financiamentos e impulsionou os preços de imóveis. Ele lembra ainda que em geral o financiamento no Brasil é feito para a aquisição do primeiro imóvel e que a concessão de crédito é segura no Brasil. "Não é como nos Estados Unidos, na Europa, em que estavam comprando a terceira moradia", disse.
Teles avançam com serviços integrados
Valor 06.10.2011 - Formoso, da Embratel (à esquerda); Zenteno, da Claro; e Félix, da Net: mais integração para oferecer pacotes de produtos.
As operadoras Claro, Embratel e Net lançaram ontem uma oferta combinada de serviços de telefonia fixa, celular, banda larga e TV por assinatura. Foi a primeira ação conjunta dos três braços do grupo América Móvil, do mexicano Carlos Slim, no mercado brasileiro.
Paralelamente, a Telefônica anuncia hoje o lançamento de sua operação de telefonia fixa fora do Estado de São Paulo, apurou o Valor com fontes a par do assunto. Para isso, a empresa vai usar a infraestrutura da Vivo, operadora de celular que foi recentemente incorporada pelo grupo espanhol.
Os dois casos são os exemplos mais recentes do processo de consolidação dos serviços de telecomunicações em torno de grandes grupos, capazes de oferecer diversas tecnologias.
Não se trata de um fenômeno novo, mas ele ganhou fôlego renovado neste ano por conta de movimentos societários, inovações tecnológicas e mudanças no ambiente regulatório.
"Nossos clientes nos pediam uma solução de telecomunicações completa", afirmou o presidente da Claro, Carlos Zenteno, numa apresentação à imprensa ontem.
Com preços de R$ 399,90 até R$ 699,90, os planos anunciados pelo grupo vão exatamente nessa direção. Ao reunir serviços como telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel, acesso a redes Wi-Fi e TV em alta definição, a proposta é fazer da América Móvil o único provedor de telecomunicações do assinante.
A oferta combinada, entretanto, só foi possível porque as três operadoras avançaram na integração de suas estruturas. Embora continuem operando como empresas separadas, com marcas separadas, Claro, Embratel e Net passaram a compartilhar a gestão de suas redes e estão investindo em uma plataforma baseada em protocolo de internet (IP) para unificar a infraestrutura de cada uma. O atendimento aos assinantes dos novos planos será feito por meio de uma central única e chegará à casa do assinante uma só conta.
No mercado, é grande a expectativa de que o próximo passo seja a integração societária das três empresas. Falta, para isso, a Embratel assumir o controle acionário da Net, hoje nas mãos das Organizações Globos. A transferência, possível com a aprovação do projeto de lei 116 no Senado (PLC 116), já está prevista e o pedido de autorização para fazê-la será encaminhado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nos próximos dias. A Globo permanecerá no bloco de controle da Net, mas terá participação minoritária.
"Essa é uma parceria comercial. Quando chegar a hora correta, os acionistas deverão pensar no assunto", disse o presidente da Net, José Félix.
Segundo o presidente da Embratel, José Formoso, não está definido se as três companhias vão se juntar em uma única empresa: "Não é o único modelo possível."
A consolidação societária foi o caminho escolhido pela Telefônica para avançar na integração de serviços. Recentemente, os acionistas aprovaram a incorporação da Vivo pela antiga Telesp, reunindo numa só empresa todas as operações de telefonia do grupo espanhol. A expectativa é de que a união proporcione sinergias de R$ 8,2 bilhões a R$ 10,2 bilhões à companhia nos próximos três anos.
Antes da integração societária, a Telefônica já ensaiava a convergência entre serviços de telefonia fixa e móvel. Mas, a partir da incorporação da Vivo o movimento ganhou outra proporção. O lançamento da telefonia fixa fora do mercado paulista - que será anunciado hoje no Rio Grande do Sul - será o primeiro grande passo nesse sentido. É provável que, na sequência, a companhia também comece a oferecer TV por assinatura em todo o país, acirrando a concorrência com a Oi e com os mexicanos.
Com atuação nacional, a Oi já oferece, há alguns anos, planos que combinam telefonia fixa, celular, internet e TV. Batizado de Oi Conta Total, o produto tem 1,4 milhão de assinantes. "O aumento da competição não preocupa. A convergência traz suas dificuldades, como a unificação do atendimento e de sistemas e nós já passamos por isso", observou o diretor de produtos e mobilidade da companhia, Roberto Guenzburger.
De qualquer forma, a Oi está reforçando sua oferta. Neste mês, o serviço de TV passou a contar com canais da Globo, que antes não eram oferecidos.
No mês passado, foi a vez de a GVT estrear na TV paga, complementando a oferta de telefonia fixa e banda larga que a tele do grupo francês Vivendi tinha no país.
Entre as grandes operadoras, a TIM é a única que ainda não estreou na convergência, mas já tem planos para isso. Adquiriu a Atimus, empresa de infraestrutura de telecomunicações do grupo AES, e vai assumi-la até o fim do ano. Com isso, a operadora celular vai entrar na disputa pelo mercado de banda larga residencial em São Paulo e no Rio. Nesta semana, a TIM captou R$ 1,7 bilhão numa oferta primária de ações.
Fibra ótica pode dividir custo na linha do TAV
DCI 06.10.2011 - Em uma manobra que pode aumentar a atratividade do Trem de Alta Velocidade (TAV) para as empresas, o governo federal estuda instalar ao longo das rodovias linhas de transmissão no mesmo percurso do Trem de Alta Velocidade (TAV). "Os estudos apontam que isto só aumentaria entre 1% e 2% o custo de tal obra, ao passo que o ganho seria muito grande para o PNBL", diz o secretário de Telecomunicações, Max Martinhão.
'Simplicidade' é receita da Attachmate em aquisições
Valor 06.10.2011 - Jeff Hawn, executivo-chefe do Attachmate Group, que investiu mais de US$ 2,5 bilhões em aquisições: "Não queremos montar um mosaico complexo de ofertas".
Repetindo um movimento observado em outros segmentos econômicos, o mercado de tecnologia da informação (TI) vem se caracterizando por um forte processo de consolidação. Dados da Ernst & Young mostram que em 2010 o número de fusões e aquisições no setor cresceu 41% e alcançou a marca de 2,6 mil acordos.
A americana Attachmate - especializada em sistemas de gestão de infraestrutura de TI - é uma das companhias que vem contribuindo para impulsionar esses índices. Desde 2005, a empresa pertencente aos fundos Francisco Partners, Golden Gate Capital, Elliot Management e Thoma Bravo investiu mais de US$ 2,5 bilhões em aquisições para ganhar corpo.
Com as aquisições da Net IQ, em 2006, e da Novell, em 2010, a Attachmate saltou de uma receita inferior a US$ 500 milhões para um faturamento estimado de US$ 1,1 bilhão, em menos de dois anos. Por outro lado, a companhia vem enfrentando um desafio comum em processos desse porte: a integração das novas operações.
"Nossa filosofia é manter as coisas simples. Não queremos montar um mosaico complexo de ofertas", diz Jeff Hawn, presidente do conselho e executivo-chefe do Attachmate Group.
No comando da companhia desde o início da estratégia de aquisições, Hawn teve uma passagem anterior de dez anos como sócio da consultoria McKinsey. A partir das diversas fusões e aquisições de que participou ao longo desse tempo, ele diz acreditar que a busca pela simplificação é o ponto-chave para ser bem-sucedido nesses processos.
Essa abordagem no caso do Attachmate Group refletiu-se na decisão de manter quatro empresas com atuação e estruturas independentes. Além da Net IQ e da Novell, a relação inclui a própria Attachmate e a SuSE, companhia criada a partir das ofertas de Linux - sistema operacional de código aberto - da Novell.
Hawn afirma que a escolha por dar autonomia a cada uma das empresas aprimora e torna mais ágil o atendimento a demandas específicas dos clientes. Ao mesmo tempo, ele ressalta que esse modelo não exclui a possibilidade de aproveitar as oportunidades de vendas cruzadas de produtos. Os portfólios são complementares e isso abre espaço para ampliar a presença nos clientes, afirma.
Reforçando essa visão, o executivo diz que apesar da oferta de sistemas com diferentes finalidades e aplicações, há uma filosofia comum no grupo. "Nossa ideia é reduzir a complexidade nos ambientes de TI", afirma.
Sob o cenário recente de crescimento da operação, outra estratégia adotada pelo grupo foi manter-se como uma empresa de capital fechado. Essa decisão estendeu-se à Net IQ e à Novell, empresas que tinham ações negociadas na Nasdaq antes de ser adquiridas pelo grupo.
Hawn afirma que não há intenção de mudar essa abordagem em longo prazo. Para ele, as empresas de capital aberto acabam ficando muito sujeitas às oscilações das expectativas do mercado financeiro. Esse contexto se agrava no caso das companhias de software. "Há uma grande preocupação do mercado financeiro pelo próximo passo, pela inovação. E nem sempre o que é atraente para esses investidores é igualmente interessante para os clientes. Preferimos gastar nossa energia com nossos usuários", diz.
Em meio ao panorama de mudanças, o Brasil é apontado como um dos mercados de maior potencial e de crescimento mais rápido para a Attachmate. Atualmente, o país responde por 50% das receitas na América Latina.
Embora não revele mais números da operação local, Hawn explica que parte dessa expectativa está relacionada ao fato de que muitas empresas brasileiras estão investindo na expansão global de seus negócios, o que demanda mais investimentos em infraestrutura de TI. Esse mesmo movimento ocorre no plano das companhias globais que estão reforçando suas operações no país. Os segmentos apontados como mais promissores no Brasil são finanças, governo, varejo e transportes.
Mesmo sinalizando perspectivas mais positivas para a oferta dos sistemas da Net IQ e SuSE no Brasil, o executivo diz que as quatro empresas do grupo têm o mesmo potencial de crescimento no país. "Tenho quatro crianças. Fica difícil dizer de qual delas gosto mais", brinca.
Como parte da relevância que o Brasil e a América Latina vêm assumindo para a Attachmate, Hawn diz que o grupo prevê em curto prazo a ampliação do quadro de funcionários na região, que hoje é de 100 pessoas.
Hypermarcas
Folha 06.10.2011 - Luiz Eduardo Violland, que foi presidente da Nycomed, é quem vai ocupar a presidência da divisão farmacêutica da Hypermarcas. A chegada do executivo era esperada desde agosto, quando a companhia anunciou sua reorganização em duas divisões, após uma sequência de aquisições no setor farmacêutico.
A área, que a empresa chama de Farma, abrange as operações relacionadas a medicamentos, como OTCs, genéricos e cosméticos para pele. A parte de consumo, que inclui cosméticos, fraldas, limpeza e alimentos, é presidida por Nelson Mello. O novo contratado responderá ao presidente da empresa, Claudio Bergamo.
Câmara aprova MP que autoriza cobrança de IOF sobre derivativos
Reuters 05.10.2011 - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira medida provisória que autoriza a cobrança de imposto sobre operações com derivativos cambiais.
A MP, que autoriza a cobrança de até 25 por cento de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de derivativos, teve seu texto-base aprovado em votação simbólica. Todos os destaques propostos à matéria foram posteriormente derrubados.
Publicada em julho deste ano pelo Executivo, com o objetivo de diminuir a queda do dólar, a medida visa também evitar a especulação com o câmbio.
A MP autoriza ainda o Conselho Monetário Nacional a "estabelecer condições específicas para negociação de contratos de derivativos". Para a oposição a medida confere poder excessivo ao órgão.
"O texto traz uma característica que é própria do governo do PT. Ele é altamente intervencionista", declarou o líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA). "Eu me preocupo muito com as competências que estão sendo atribuídas ao Conselho Monetário Nacional."
Já o relator da proposta, deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), considera que a iniciativa é necessária por autorizar a atuação do governo nesse setor quando considerar necessário.
"Eu corro o risco de criar o instrumento e criar eventuais problemas que podem ser corrigidos. Mas é melhor esse risco do que não ter instrumento nenhum, como ocorreu em 2008", afirmou Stephanes.
O relator da proposta alterou o texto enviado pelo governo para compensar exportadores que utilizam operações de hedge. A solução encontrada pelo deputado foi permitir que exportadores usem o IOF pago como crédito em outros tributos devidos ou peçam restituição.
Outra mudança no texto original suspende a cobrança de IOF sobre contratos de derivativos ocorridos entre os dias 27 de julho e 15 de setembro.
De acordo com Stephanes, as datas coincidem com a publicação de dois decretos que regulamentam a taxação, mas que divergem na definição de quem seria responsável pelo recolhimento do tributo. A partir da validade da cobrança, quem fará o recolhimento são os próprios agentes financeiros e não mais a BM&F e a Cetip.
O governo prorrogou até 14 de dezembro o prazo para que as instituições comecem a informar o recolhimento do imposto. O tributo já havia tido pagamento adiado para outubro.
O texto aprovado pelos deputados segue para análise do Senado.
Banco Forbes & Manhattan avalia investir em ferro e etanol no Brasil
Estadão 05.10.2011 - Segundo presidente do banco canadense no País, instituição quer diversificar porfólio de projetos. O banco comercial canadense Forbes & Manhattan pretende entrar nos mercados de minério de ferro e etanol no Brasil para diversificar seu portfólio de projetos, de acordo com seu vice-presidente de operações no País, Hélio Diniz. "Estamos buscando uma diversificação maior em ferro no Brasil", afirmou Diniz, em entrevista nesta quarta-feira, acrescentando que a companhia já detém direitos de mineração para o material bruto no Brasil. "O mercado para ferro continuará forte."
Um projeto de etanol planejado no Brasil é, por enquanto, "algo novo" para o Forbes & Manhattan, segundo Diniz. Ele se recusou a dar mais detalhes sobre a proposta, já que o novo negócio ainda está em etapa de planejamento.
O Forbes & Manhattan começou a desenvolver projetos de mineração, petróleo e fertilizantes no Brasil em 2007 e deve investir cerca de US$ 6,5 bilhões no País até 2016. O banco pretende organizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) em uma companhia amazonense de potássio no ano que vem. E seu projeto mais avançado é uma mina de ouro que pode se tornar a segunda maior do Brasil a partir de 2014, de acordo com Diniz.
Fitch alerta Brasil que só China pode ser ameaça
DCI 06.10.2011 - Os países da América sofreriam impactos negativos se os Estados Unidos entrassem novamente em recessão ou se a economia da China passasse por uma desaceleração acentuada, de acordo com um relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings. O Brasil, no entanto, seria particularmente atingido pelo "pouso forçado" chinês, que pressionaria os preços das commodities e afetaria o equilíbrio das contas externas. Se a economia da China crescer 4% em 2012 e 5% em 2013, os países da América Latina seriam prejudicados, "mas na maioria dos casos as reservas externas evitariam uma crise cambial", disse Santiago Mosquera, diretor na Fitch.
Folha 05.10.2011 - Dona da Havaianas está entre as interessadas, segundo o jornal Folha de São Paulo. Metsavaht: segundo o jornal, a empresa estuda a possibilidade de parceria com três grupos. A grife carioca Osklen está à venda. O dono da marca, o estilista Oskar Metsavaht confirmou a informação para a coluna da Monica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.
Segundo o jornal, a empresa estuda a possibilidade de parceria com três grupos, sendo um europeu, um americano e um brasileiro. Um desses grupos seria a Alpargatas, dona da Havaianas, segundo o jornal.
A Osklen foi criada quando Metsavaht, então médico, começou a fazer casacos de frio para temperaturas extremas por causa de uma expedição ao monte Aconcágua, na Cordilheira dos Andes. A primeira loja foi aberta em Búzios em 1989. A segunda loja foi inaugurada no Rio de Janeiro. Hoje, a Osklen é tida como uma grife internacional de luxo com presença na Europa, Estados Unidos e Ásia.
Em maio, Metsavaht apareceu entre a100 personalidades mais inovadoras nos negócios na lista da revista americana FastCompany. Ele apareceu na 73ª posição. Outros brasileiros presentes no ranking foram o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX (na 58ª posição), o indígena Almir Suruí (na 53ª) e Nizan Guanaes (na 50ª), chairman do Grupo ABC.
Hypermarcas prepara a venda da marca Bozzano
Brasil Econômico 05.10.2011 - Mesmo após investimentos robustos em publicidade, o retorno não foi o esperado, levando companhia à opção de se desfazer da linha.
A Hypermarcas, gigante brasileira do setor de consumo, pode colocar mais uma marca à venda, além do sabão em pó Assim, da esponja de aço Assolan e dos atomatados Etti.
A tradicional Bozzano, que atua nos segmentos de cremes, espumas e aparelhos de barbear e também fixadores e estilizadores de penteado, transformou-se em uma espécie de elefante branco para a gigante que, após fazer inúmeras aquisições no país, agora parte para uma fase de alinhamento de seus negócios de forma a focar mais em saúde e beleza.
Segundo fontes de mercado, a companhia não sabe o que fazer com a Bozzano, que após receber gordos investimentos em publicidade, o que levou até a contratação de Ronaldo Fenômeno, não trouxe o retorno esperado."Eles investiram cerca de US$ 30 milhões nos últimos.
Coty vai produzir perfumes para a agência de modelos Elite
Valor 05.10.2011 - A fabricante de perfumes Coty fechou acordo com a agência de modelos Elite para desenvolver uma linha de fragrâncias. Quatro perfumes, segundo comunicado divulgado pelas empresas hoje, devem ser lançados em janeiro de 2012. Os termos do acordo não foram divulgados. O plano da Elite é “capturar o espírito das mulheres de hoje”, segundo o CEO da Elite World, Cristian D'Ippolito. O marketing dos perfumes da Elite “ vai expor o lado emocional da marca e expressar uma visão moderna e cosmopolita das mulheres," disse Jurgen Scharfenstein, vice-presidente sênior da Coty Beauty.
A Coty, fundada em Paris em 1904, é hoje uma empresa de faturamento anual de US$ 4 bilhões e opera em 90 países. A meta do CEO da Coty, Bernd Beetz, é chegar a 2015 faturando US$ 7 bilhões. A empresa já teve perfumes batizados com o sobrenome do fundador François Coty, mas abandonou a marca própria e especializou-se em fabricar fragrâncias para grifes de moda ( Balenciaga, Bottega Veneta, Calvin Klein, Cerruti e Chloe, por exemplo), artistas ( Lady Gaga, Jennifer Lopez, Gwen Stefani e Sarah Jessica Parker são clientes) e até para uma marca de guloseimas espanhola, a Chupa Chups.
A Elite, fundada em 1972, se considera a maior agência de modelos do mundo, com mais de 2.300 modelos contratados. Trabalharam na Elite tops como Claudia Schiffer, Naomi Campbell, e Gisele Bündchen. O portfólio atual inclui Alessandra Ambrosio, Constance Jablonski, Sigrid Agren, Eniko Mihalik e Fei Fei Sun, segundo a Elite.Voltar
EBX, de Eike, cria empresa para desenvolvimento de tecnologia
Folha 05.2011 - O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta quarta-feira a criação da SIX Soluções Inteligentes, que iniciou suas atividades pela área de automação industrial, com a aquisição do controle da AC Engenharia. Paralelamente, irá buscar as sinergias existentes com as outras companhias do Grupo EBX nos setores de infraestrutura e recursos naturais. "A SIX vai desenvolver tecnologia no estado da arte para o mercado. Arbitramos ineficiências e esse novo investimento eliminará gargalos nesse setor", disse, em nota, Eike Batista, presidente do Grupo EBX. Com 17 anos de experiência no mercado nacional e internacional de óleo e gás, a AC Engenharia tem sede no Rio de Janeiro e conta atualmente com cerca de 130 colaboradores. Esse total deverá mais que quadruplicar até 2015, segundo as previsões da EBX, chegando a 600 pessoas, "por conta do plano de investimentos agressivo da SIX".
Entre 2011 e 2019, está previsto um desembolso de R$ 100 milhões, destinados à pesquisa e desenvolvimento de inovações. Parte desses investimentos será direcionada para a montagem de centros de desenvolvimentos no Rio e em Macaé, no norte fluminense.
O Grupo EBX adquiriu uma participação de 70% no capital da AC Engenharia. Os 30% restantes permanecem com o fundador da empresa, Alexandre Caldas, que continuará no cargo de presidente.
"Com a entrada do grupo no negócio, a companhia fica mais robusta financeiramente, podendo participar de projetos maiores, inclusive por meio de parcerias com gigantes do setor de infraestrutura industrial", diz a nota divulgada pela EBX.Voltar
Cade aprova compra da cachaça Sagatiba pela Campari
Exame 05.10.2011 - Compra foi feita no mês de agosto, por US$ 26 milhões. Além desse valor, a Campari pagará pelos próximos oito anos o correspondente a 7,5% das vendas anuais da cachaça. A marca de cachaça brasileira Sagatiba é agora oficialmente italiana. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje a compra feita pela Campari-Milano, em agosto, por US$ 26 milhões. Além desse valor, a Campari pagará pelos próximos oito anos o correspondente a 7,5% das vendas anuais da cachaça.
De acordo com o relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, a Campari já produz e comercializa outras marcas no Brasil, como Dreher, Cynar, Drury's, Old Eight e Skyy Vodka, além da própria Campari. Também é a responsável pela importação dos licores Frangélico, Carolans e Illyquore.
A Seae identificou algumas sobreposições no mercado de destilados, já que a Sagatiba atua nos segmentos de cachaça destilada, cachaça velha e cachaça especial. Como a Campari já era responsável pela distribuição da Sagatiba no Brasil e América do Sul desde o ano passado, a relação vertical entre as requerentes já existia antes da operação. Atualmente, essa cachaça é vendida em 40 países do mundo.
A Secretaria explicou, porém, que, como a concentração de mercado está entre 0,01% e 10%, não houve necessidade de prosseguir a análise. Os órgãos de defesa da concorrência se debruçam sobre casos cujos porcentuais de concentração são superiores a 20%. No primeiro semestre do ano passado, o lucro líquido da Campari foi de 75,3 milhões de euros, 8,7% maior do que o do mesmo período do ano anterior.
NET, Embratel e Claro anunciam pacote conjunto de serviços
Folha 05.10.2011 - As operadoras de telefonia e TV a cabo NET, Embratel e Claro anunciaram nesta quarta-feira seus serviços convergentes. Por mensalidades entre R$ 399,90 e R$ 699,90 as empresas pretendem oferecer TV por assinatura em alta definição, vídeo sob demanda, banda larga fixa, sem fio (residencial e em lugares públicos), telefone fixo e celular. A data prevista para o inicio da oferta e 15 de outubro. Segundo as empresas --que terão quatro opções de planos-- o modelo traz economia de 30% sobre os produtos vendidos separadamente. A Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país, enquanto a Net detém mais de 40% do mercado de TV por assinatura brasileira e cerca 25% do de banda larga. A Embratel, por sua vez,possui a maior rede de telecomunicações do país.
Concorrencia: O setor de telecomunicações brasileiro vem passando por mudanças estratégicas, e o anúncio de hoje pode ser entendido como uma "resposta" das empresas do bilionário mexicano Carlos Slim à concorrência. Em julho do ano passado, a PT (Portugal Telecom) aceitou vender sua fatia na Vivo à Telefónica, com a qual dividia o controle da operadora móvel, por 7,5 bilhões de euros. As negociações pela Vivo começaram em maio. Ao mesmo tempo, o grupo português e a brasileira Oi anunciaram acordo para uma participação cruzada, de modo que a Portugal Telecom tenha mais de 20% da Oi, que adquire com o negócio 10% da portuguesa. A Telefónica pretende unir Vivo e Telesp, sua concessionária de telefonia fixa em São Paulo, ganhando força e escala para oferta combinada de serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV paga. E a Oi já tem pacotes multisserviços e será fortalecida com a injeção de capital novo no grupo.
Fundo de Armínio Fraga compra 5% de Odebrecht Óleo e Gás
Folha 05.2011 - O fundo Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, anunciou nesta quarta-feira a compra de 5% das ações da Odebrecht Óleo e Gás, empresa de prestação de serviços para o setor petrolífero controlada pelo grupo de mesmo nome. O valor da transação não foi revelado. Fraga disse que o investimento na OGG é o maior da Gávea, realizado por meio do quarto fundo da empresa.
Esse fundo, ainda aberto a captações, já levantou US$ 1,8 bilhão. A Gávea administra, ao todo, US$ 7,5 bilhões. Segundo Roberto Ramos, presidente da Odebrecht Óleo e Gás, os recursos aportados pelo Gávea vão ser usados no programa de investimentos, que prevê alocar US$ 5 bilhões entre 2006 e 2014. Desse total, US$ 2,5 bilhões serão investidos entre 2011 e 2014. A empresa presta serviços de operação de sondas de perfuração e plataformas de produção de óleo e gás, entre outros Tem como sócio também o fundo soberano de Singaputa Temasek, com 14%. Para Marcelo Odebrecht, presidente da Organização Odebrecht, o setor de óleo e gás está inume à crise e representa uma grande oportunidade no país. "É uma prioridade do governo promover o conteúdo nacional, mas para isso é preciso ter empresas capazes no Brasil".
Fraga não descarta novos investimentos em empresas de exploração e produção de óleo. Mas, diz, aportes em prestadoras de serviço estão vetados por conta de um possível conflito de interesses. O Gávea é sócio também de outra empresa do grupo, a Odebrecht Realização Imobiliárias, empresa da qual detém 14%.
AGCO investe R$ 100 milhões para ampliar produção no Brasil
Reuters 05.10.2011 - A multinacional AGCO, terceira maior no segmento de máquinas agrícolas, investirá cerca de R$ 100 milhões na modernização e ampliação de três de suas quatro unidades de produção no Brasil entre 2011 e 2012, informou o presidente da companhia nesta quarta-feira. Deste total, R$ 65 milhões serão investidos na fábrica de colheitadeiras em Santa Rosa e 10 milhões de reais na nova linha de produção de pulverizadores em Canoas, ambas no Rio Grande do Sul, e mais R$ 25 milhões em Mogi das Cruzes no interior paulista. O presidente-executivo global da AGCO, Martin Richenhagen, afirmou os investimentos para ampliar e reformular a capacidade de produção da companhia são destinados a manter a posição de mercado da companhia no Brasil. Os investimentos anunciados em coletiva realizada em São Paulo vêm logo depois da compra pela AGCO da multinacional do setor de armazenagem e equipamentos para o setor de carnes GSI Holdings, por 940 milhões de dólares.
Armazenagem e proteína: "A GSI nos proporcionará uma sólida posição nos segmentos de armazenagem de grãos e produção de proteínas", disse Richenhagen. Ele acrescentou que a companhia pode ganhar muito em sinergias, sobretudo em produção e distribuição. Apesar de trabalhar com um cenário otimista para as vendas de máquinas agrícolas, o vice-presidente sênior da AGCO América do Sul, André Carioba, ressaltou que a companhia pode perder um pouco de participação no mercado brasileiro.
Isso por conta do ritmo menor das vendas de tratores destinados ao programa Mais Alimentos, que tem taxas de juros mais baixas para aquisição de máquinas de menor potência agrícola. O executivo ressaltou que este mercado está praticamente saturado na região Sul, mas ainda tem bastante espaço para crescer no Nordeste do país.
Segundo Carioba, as vendas de tratores no Brasil recuaram cerca de 10% até setembro, por conta deste desaquecimento em máquinas de menor potencial, mas cresceram entre 8% e 9% no segmento de colheitadeiras, que inclui máquinas de maior potência. Os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) referentes a setembro devem sair esta semana.
"Os números do ano [para a venda de tratores e colheitadeiras] não devem mudar muito, e devem ficar bem perto destes níveis," afirmou Carioba.
Idade média das aeronaves brasileiras é de 25 anos, diz Abag
Valor 05.10.2011 - A idade média da frota brasileira de aeronaves, considerando-se a aviação geral, é de 25 anos, segundo levantamento divulgado hoje pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Conforme a entidade, 52% das aeronaves no país têm entre 21 e 40 anos e 29% da frota possui menos de 15 anos. Esses números revelam que há renovação da frota antiga, na avaliação da Abag.
Por outro lado, 7% das aeronaves de aviação geral têm mais de 40 anos. “Um dado muito interessante e que também indica o crescimento da aviação executiva no Brasil é o fato de 14% da frota apresentar entre um e cinco anos de idade”, afirma em nota o presidente da Abag, Francisco Lyra.
O levantamento aponta ainda que é crescente a participação de helicópteros e jatos na frota brasileira. Em média, dois novos jatos e 5,4 helicópteros por mês foram adicionados à frota.Voltar
Francesa Progisys inicia operação no RJ e investe R$ 1 mi em infra-estrutura
Monitor Mercantil 04.10.2011 - A empresa francesa da área de recursos humanos Progisys iniciará suas operações no Estado do Rio de Janeiro a partir de novembro e, até o final do ano, abrirá uma filial em Macaé. Para isso, a empresa está investindo, inicialmente cerca de R$ 1 milhão em infra-estrutura. E para o ano de 2012, está prevista a inauguração de duas filiais, uma em Vitória e outra em Santos, conforme disse nesta terça-feira ao MONITOR MERCANTIL, no Rio, seu presidente e fundador Bernard L. Pailler, para quem a empresa irá oferecer cursos de especialização para mais de 500 modalidades de serviços para diversos setores como, por exemplo, offshore, onshore, energia, mineração construção naval, entre outras atividades. A empresa, segundo ele, irá fazer a seleção e o recrutamento, o treinamento, gestão de pessoal durante a duração do projeto, ou seja, elabora treinamento para soldador até técnico de segurança do trabalho e supervisor. E acrescentou que, inicialmente, a empresa irá gerar cerca de 20 empregos diretor para atuar na área de infra-estrutura, logística, visto de trabalho, e recursos humanos.
- Temos vários clientes potenciais como, por exemplo, todas as companhias petrolíferas e mineradoras, além da construção naval - disse, acrescentando que o pré-sal brasileiro é ma grande oportunidade de negócios - "os investimentos da Petrobras neste segmento são gigantescos. Quando uma empresa do porte da Petrobras faz este tipo de investimento vai precisar de pessoas para gerir porque o investimento e a duração do projeto é por tempo determinado e vai precisar de pessoas para tocar este projeto".
Bernard Pailler disse ainda que, quando a empresa for inaugurada, irá fazer uma apresentação dos serviços que a Progisys oferece para os futuros clientes. E o treinamento de pessoal, diz, será feito na própria empresa. Além disso, ressaltou a parceria da Progisys com o Instituto Francês de Petróleo (IFP) para a formação de mão-de-obra especializada. Em novembro, conforme afirmou, ele virá ao Rio acompanhado de um representante do IFP para fazer a apresentação geral ao mercado fluminense.
Carlyle Group adquire controle da WorldStrides
Exame 05.10.2011 - Gestora comprou a empresa que realiza programas de viagens educacionais, sem divulgar os valores. A transação foi concluída ontem.
A gestora global de recursos Carlyle Group anunciou hoje que comprou o controle da WorldStrides, organização que realiza programas de viagens educacionais, sem divulgar os valores aportados. A transação foi concluída ontem.Conforme comunicado do Carlyle enviado à imprensa, a gestora adquiriu a participação do fundo de private equity Charlesbank Capital Partners e do Silverhawk Capital, grupo de investimento independente, que vão continuar com uma participação minoritária na WorldStrides. Não é de hoje que o Grupo Carlyle investe no segmento de educação. Dos investimentos que a gestora já fez neste setor estão Blackboard, Schoolnet, Catapult Learning, Wall Street Institute/Wall Street English, Apollo Global, HaoYue Education Group, NeWorld Education Group e Topia Education.
A WorldStrides, fundada em 1967, leva programas de viagens estudantis para mais de 80 países e atende a aproximadamente 200 mil alunos por ano. O Carlyle Group administra cerca de US$ 153 bilhões de ativos no mundo em 86 fundos e 49 fundos de fundos, segundo os dados mais recentes da gestora.
UBS: executivos de renda variável deixam cargos após perdas
Brasil Econômico 05.10.2011 - UBS terá lucro, mesmo com rombo de US$ 2,3 bilhões.
O UBS disse que François Gouws e Yassine Bouhara renunciaram à chefia compartilhada de renda variável global após as perdas que o banco teve com operações não autorizadas.
Mike Stewart será o chefe global de renda variável, disse o UBS.
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