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Cade suspende fusão entre Amil e Dasa
Valor 26.10.2011 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça suspendeu, há pouco, a fusão entre a Diagnósticos da América (Dasa) e a MD1 Diagnósticos, do grupo Amil. Pela decisão, que foi tomada em acordo com representantes das empresas, elas terão de manter a administração de seus estabelecimentos totalmente separadas. Os grupos não vão poder adotar políticas comerciais uniformes. A suspensão do negócio foi antecipada pelo Valor em 28 de julho. O acordo foi assinado para preservar a estrutura de cada uma das empresas nas mesmas condições que existiam antes das aquisições. Com isso, o Cade vai poder determinar a venda de ativos se achar que essa medida é necessária para preservar a competição. Pelo acordo, as empresas terão que manter nível de emprego e de investimento em marketing nos laboratórios e estabelecimentos de saúde nos montantes anteriores à aquisição. “As medidas são aptas a preservar as condições de mercado até o julgamento do mérito da operação”, afirmou o conselheiro Ricardo Ruiz, relator dos processos.
Será contratada auditoria independente para observar o cumprimento das medidas.
Dasa diz que o Cade não reverteu os efeitos da incorporação da MD1
Valor 26.10.2011 - A Diagnósticos da América (Dasa) informou que o acordo celebrado, hoje pela manhã, com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça não obriga a companhia a reverter as medidas de integração com a MD1 Diagnósticos.
Pelo acordo, as empresas devem manter as marcas, os laboratórios e o nível de emprego em cada uma de suas estruturas. Mas, o Cade não proibiu a continuidade da incorporação da MD1. Desde que a fusão teve início, em agosto de 2010, as empresas da MD1 viraram subsidiárias integrais da Dasa. Essa medida não foi revertida pelo órgão antitruste. A incorporação da MD1 está marcada para 1º de novembro. Segundo a Dasa, esse cronograma foi mantido. O relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, explicou que o objetivo do acordo foi o de preservar as condições de mercado até o julgamento do mérito da operação.
“Trata-se de medida preliminar, preparatória que de forma nenhuma adianta o julgamento de mérito das análises”, completou o presidente do Cade, Fernando Furlan.
Governo decide congelar fusões na saúde
Folha 26.10.2011 - Conselho de defesa econômica se preocupa com 20 operações nos últimos 3 anos, 7 envolvendo a mesma empresa. Diagnóstico é que aumento de concentração deixa consumidores, médicos e hospitais sem opção. O governo está preocupado com as sucessivas compras de hospitais, laboratórios e empresas menores por operadoras de plano de saúde, o que tem elevado a concentração no setor. Chamaram a atenção das autoridades reguladoras principalmente as movimentações envolvendo a Amil. De cerca de 20 operações incluindo planos de saúde nos últimos três anos, ao menos 7 foram feitas pela empresa. Há o temor de que poucas empresas fiquem "grandes demais", diminuindo a concorrência no setor e deixando consumidores, médicos e hospitais sem opção.
Por causa disso, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai congelar algumas operações até que elas sejam analisadas definitivamente pelo órgão.
A primeira delas será a compra da rede de laboratórios Dasa pela MD1, empresa controlada pela Amil. O conselho deverá firmar com as empresas, na reunião de hoje, acordo prevendo que os dois negócios sejam mantidos separados até a análise final do órgão. Em julho, a procuradoria do Cade chegou a pedir que fosse adotada uma medida cautelar obrigando a separação das operações, mas o relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, preferiu dar mais prazo para que os dois lados chegassem a um consenso. Negociações semelhantes estão em curso também no caso da compra da Medial pela Amil. Parecer da Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico) pediu que o conselho determine a venda de ativos da Medial em São Paulo para dar o aval ao negócio. Não há prazo para que o acordo seja firmado.
Estudos: Por conta do aumento de operações nesse mercado, o Cade pediu ajuda à ANS (Agência Nacional de Saúde), que está estudando o mercado para levantar o tamanho do problema.
Segundo o diretor da agência Bruno Sobral, a compra de hospitais e laboratórios por operadoras de plano de saúde pode trazer benefícios ao reduzir custos e integralizar as operações, mas é preciso saber até onde vão esses efeitos. "Isso não vai ser positivo se tiver uma só prestadora com poder de mercado para deter o único hospital de uma determinada região", afirma.
Para Luiz Delorme Prado, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ex-conselheiro do Cade, a formação de cadeias integradas nesse setor pode ser prejudicial à concorrência.
"As opções para o consumidor ficam muito restritas. O ideal é que você tenha um sistema em que ele possa escolher onde ser atendido", afirmou.
Procurada, a Amil não se pronunciou.
Cade congela compra da Webjet pela Gol
Folha 26.10.2011 - O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) congelou nesta quarta-feira duas operações no setor de aviação e saúde: a compra da Webjet pela Gol e da rede de laboratórios Dasa pela Amil. Foram firmados acordos com as companhias nos quais elas se comprometem a manter as operações separadas até o julgamento definitivo da fusão.
No caso das empresas de aviação, as duas companhias terão que manter as rotas separadas. O conselho permitiu apenas que fossem feitas alterações em rotas que se sobrepunham, mas os horários não puderam ser mudados em mais de uma hora.
As duas companhias, porém, foram autorizadas a remanejar passageiros entre elas. Um passageiro que comprar uma passagem para voar pela Gol, por exemplo, poderá ser colocado em um avião da Webjet, e vice-versa.
Laboratórios: O Cade congelou também a compra dos laboratórios Dasa pela MD1, empresa controlada pela Amil, como antecipou reportagem da Folha publicada na edição de hoje.
O conselho proibiu ainda a participação dos acionistas da Amil na administração da Dasa. A Dasa tem uma das maiores redes de laboratórios do país e atua principalmente em São Paulo.
Banda larga popular chega a Minas e a São Paulo até janeiro
Exame 26.10.2011 - Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, as obras para instalação começaram em Brasília e chegaram a Itumbiara (GO) até o momento.
Paulo Bernardo disse que, com a aprovação dos contratos pelo TCU, deve ser compensado o atraso que houve até agora na implantação da rede. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (26) que as conexões do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) devem chegar a São Paulo em janeiro. Segundo ele, as obras de infraestrutura para instalação da rede começaram em Brasília e já chegaram a Itumbiara (GO), cerca de 400 quilômetros da capital federal. Até chegar em São Paulo, outras cidades no caminho, como as do Triângulo Mineiro, serão conectadas. Bernardo disse que, com a aprovação dos contratos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), deve ser compensado o atraso que houve até agora na implantação da rede. Após constatar sobrepreço em contratos que tiveram origem em pregões eletrônicos para fornecimento de infraestrutura, o tribunal determinou a suspensão de novas ordens de serviço. Feitas as renegociações com as empresas envolvidas, que resultaram em redução de R$ 43,9 milhões para as regiões Sudeste, Nordeste e Sul, o TCU autorizou a Telebras a fazer contratos para equipar os pontos de presença, que são as estações que abrigam a infraestrutura e os equipamentos para o funcionamento das fibras óticas do PNBL. Em audiência na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, o ministro disse que o Ceará será o primeiro estado do Nordeste atendido pelo PNBL, conectado a Brasília. A Região Norte, onde a Telebras não teve sucesso na renegociação dos contratos considerados de valores elevados pelo TCU, passará por outra licitação.
Paulo Bernardo também disse que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve votar amanhã (27) o regulamento que estabelece as metas de qualidade para o serviço de internet fixa. O ministro disse que as empresas terão um prazo para se adequar às novas regras, previsto inicialmente em 180 dias. Mas terão incentivos fiscais para investir. “A internet no Brasil é cara e não tem uma qualidade suficiente”, diagnosticou ele. A crise mundial, segundo o ministro, não deve afetar os investimentos das empresas de telecomunicação no país, previstos em R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos. Bernardo disse que a parte brasileira das empresas multinacionais “estão se tornando as maiores do grupo” e que não faz sentido retirar investimentos de onde estão vindo os maiores lucros.
Segundo o ministro, a proposta do Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga, que estabelece a desoneração de impostos para equipamentos e obras necessários à implantação de redes de banda larga, deve ser encaminhada esta semana para a Casa Civil e, posteriormente, ao Congresso Nacional.
BC bane executivos do PanAmericano
Folha 26.10.2011 - Ex-dirigentes e conselheiros da instituição ficarão impedidos de trabalhar no setor financeiro por até 20 anos. Cabe recurso administrativo no próprio Banco Central; executivos preferem não comentar o caso. O BC decidiu banir de atuar no Sistema Financeiro Nacional por até 20 anos os principais executivos e conselheiros do Banco PanAmericano, que foram considerados responsáveis ou omissos pelo rombo de R$ 4,3 bilhões. A decisão saiu há dois dias e foi resultado de um processo administrativo sigiloso que apurou o caso. A pena é a inabilitação por um período que varia de acordo com o nível hierárquico e o grau de responsabilidade dos executivos envolvidos. Rafael Palladino e Wilson de Aro, respectivamente, ex-presidente e ex-diretor financeiro do banco, não poderão atuar no setor por 20 anos. Os demais diretores ficarão afastados por 15 anos, e os membros dos conselhos de administração e fiscal, por oito anos. Embora não tenham exercido atividades diretas no banco, Guilherme Stoliar, sobrinho de Silvio Santos e diretor do SBT, e Luiz Sandoval, presidente do grupo Silvio Santos, também ficarão impedidos de atuar no mercado financeiro por oito anos. Os executivos ainda podem recorrer da decisão no próprio Banco Central. A Folha apurou que praticamente todos os funcionários que participaram da fraude que levou ao rombo foram demitidos, uma exigência imposta pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que cobriu o rombo contábil.
Investigações: A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) também abriu processos administrativos para apurar a manipulação da contabilidade e a fraude na gestão de fundos de investimento que aplicavam em créditos do PanAmericano. Os processos na CVM ainda não têm data para conclusão. Entre outros crimes, o PanAmericano vendia empréstimos para outros bancos e não dava baixa na contabilidade, inflando o balanço. Procurado, o Banco Central informou que não pode comentar o caso, sob a alegação de que o processo é protegido por sigilo legal. A Folha não conseguiu falar com Rafael Palladino. Luiz Sandoval e Guilherme Stoliar foram orientados a não comentar o caso, mas pretendem recorrer. Os advogados de Wilson de Aro não ligaram de volta.
OSX obtém financiamento de US$ 850 milhões para nova plataforma
Folha 26.10.2011 - A OSX, empresa do grupo EBX dedicada ao setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de óleo e gás, obteve um financiamento no valor de US$ 850 milhões, que será captado por um conjunto de bancos internacionais liderado pelo ING, Itaú BBA e Santander.
O investimento será destinado à construção e instalação da unidade de produção, armazenamento e descarga de óleo e gás FPSO OSX2. Segundo a companhia, o empréstimo foi inicialmente subscrito pelos três bancos líderes. As demais instituições financeiras participantes do sindicato são HSBC, Citibank, ABN Amro Bank, Banco do Brasil e NIBC.
Pelos termos do acordo, a companhia pagará taxa de juros média de Libor acrescida de 4,41% ao ano e terá prazo de repagamento de 12 anos a partir da data da assinatura do contrato.
A plataforma FPSO OSX2 será afretada pela OGX pelo prazo de 20 anos e tem como destino final a acumulação de Waimea, na Bacia de Campos, com início da produção de óleo previsto para 2013.
BRF mantém negociações para compra de unidade da Doux
Valor 26.10.2011 - A BRF Brasil Foods continua em negociações para a aquisição de ativos ligados à operação de produção e abate de suínos da francesa Doux Frangosul, em Caxias do Sul (RS), afirmou hoje o presidente da companhia, José Antonio do Prado Fay, no 22° Congresso Brasileiro de Avicultura, em São Paulo. Segundo Fay, o negócio cumpriria as exigências impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a criação da empresa - a BRF terá de vender um bloco de unidades e marcas. “É uma compra de ativos e não de marcas”, afirmou. No exterior, as aquisições da companha continuam “ativas”, lembrou Fay, fazendo alusão à recente compra de uma unidade de abates de frango na Argentina, país que, segundo ele, “tem potencial igual ou até superior ao do Brasil”, maior exportador mundial de frango. O presidente de BRF explicou ainda que o processo de alienação de ativos da companhia está em fase de estudos por parte das empresas interessadas “Nós sabemos o quanto eles [os ativos] valem, mas as empresas interessadas precisam avaliar”, disse ele. Sem citar nomes, Fay reconheceu que há companhias estrangeiras e nacionais interessadas. “É um conjunto muito interessante. Tem espaço para todo mundo”, afirmou.
Questionado sobre o embargo russo às carnes brasileiras, Fay disse governo trava uma luta “inglória” com a Rússia, já que as razões para o embargo vão além de questões sanitárias, segundo Fay. “São barreiras muito complicadas de ultrapassar”.
Na opinião do presidente da BRF, as duas principais motivações para o embargo são a aceitação da Rússia na Organização Mundial de Comércio (OMC) e a pretensão do país tornar-se autossuficiente em suínos e frangos até 2020, protegendo para issso os produtores locais.
Aquisição
Revista IstoéDinheiro 26.10.2011 - Novos sócios: Manuel Tavares de Almeida Filho, acionista e presidente do Conselho do Banco Luso Brasileiro, ganhou dois sócios. Vendeu um terço da instituição ao Grupo Ruas, e outro terço para o Grupo Amorim, dono do maior banco privado português. Os aportes devem chegar a R$ 100 milhões.
Sem Banco Postal, Bradesco eleva custos com atendimento
Brasil Economico 26.10.2011 - Domingos Abreu: outro fator que pressionará as despesas do Bradesco até o final do ano é o reforço do atendimento no Rio de Janeiro.
Lucro do Bradesco cresce 11,4% e soma R$ 2,815 bi. Lucro do Bradesco é o segundo maior da história.
A necessidade de expandir fortemente a rede de atendimento em um curto espaço de tempo fez o Bradesco elevar a projeção para o crescimento das despesas operacionais no ano.
A instituição espera uma elevação de 15% a 18% para esses gastos, ante projeção anterior de 11% a 15%. Uma das razões para o aumento das despesas acima do esperado é o empenho feito pelo banco para compensar a perda, a partir de janeiro, das cerca de seis mil agências dos Correios que operavam como Banco Postal -o Bradesco explorava esse serviço de correspondente bancário há dez anos, mas perdeu a licitação para o Banco do Brasil."Essa perda demandará um esforço de crescimento em nossos canais de atendimento", explica o vice-presidente da instituição, Domingos Abreu. O executivo acrescenta, no entanto, que apenas parte do Banco Postal será substituída por novas agências. A maior parte será substituída por novos correspondentes bancários - chamada de Bradesco Expresso, que são estabelecimentos comerciais que prestam serviços aos clientes do banco. Só no terceiro trimestre essa rede teve um incremento de 2.109 novos pontos, chegando a 31.372 correspondentes bancários, um crescimento de 7,2% no terceiro trimestre em relação ao segundo e de 26,1% em relação a setembro de 2010. Outro fator que pressionará as despesas do Bradesco até o final do ano é o reforço do atendimento no Rio de Janeiro.
A instituição saiu vencedora do leilão do Berj e por essa razão passará a administrar, a partir de janeiro, a folha de pagamento dos 465 mil funcionários públicos e pensionistas do Estado.
Abreu não revelou quantas agências serão abertas no estado, mas que isso será necessário para atender a esse novo público - que representa cerca de um terço da atual base de clientes no Rio - e para não deteriorar o atendimento da atual base de correntistas.
Embora o pagamento de salários só tenha início em janeiro, o Bradesco já iniciou a abertura de novas contas correntes para esse público. Para isso, montou um centro de atendimento na Cidade Nova, na capital fluminense.Ao todo, são 18 pontos para abertura de contas dos servidores.
No Brasil todo, o Bradesco contabilizava 3.945 agências, sendo que 269 foram abertas só no terceiro trimestre e 317 nos nove primeiros meses do ano.
Para trabalhar nessas novas agências, e também para elevar a força de vendas em todos os canais de atendimento, a instituição elevou o seu quadro de colaboradores em 3,1% no trimestre, para 101.334 pessoas. As despesas operacionais no terceiro trimestre somaram R$ 6,285 bilhões, um crescimento de 8,7% em relação ao segundo trimestre e de 18,6% na comparação com o período de julho a setembro do ano passado. No acumulado do ano até setembro, as despesas somam R$ 17,645 bilhões, um acrescimento de 17,3%. Segundo Abreu, esses valores já levam em conta o efeito do dissídio da categoria, anunciado em outubro, sobre os salários de setembro e provisões para férias e décimo terceiro.
Cachaça a peso de diamante
Estadão - 26.10.2011 - Velho Barreiro lança edição a R$ 212 mil a garrafa. Foi-se o tempo em que cachaça era bebida dos menos abastados. A partir de hoje, os consumidores poderão adquirir uma garrafa de 700 ml da tradicional marca Velho Barreiro por R$ 212 mil. A novidade é chamada de Velho Barreiro Diamond e carrega o título de cachaça mais cara do mundo.
A marca é tradicional, mas a nova edição - que é limitada em 60 garrafas - promete inovar o segmento, com a conquista de um novo nicho de mercado: a classe A. "Queremos um status maior para a cachaça", admite o idealizador da ideia, Cesar Rosa, CEO da Velho Barreiro e que também é presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac).
O preço é alto não por conta do líquido, mas pela garrafa. Além de ter o vidro importado de Paris - porque no Brasil não há tecnologia para fabricar a garrafa no formato que a Velho Barreiro imaginava -, logo abaixo do gargalo há uma peça de prata, coberta de ouro e cravejada com 211 diamantes. "Além da classe A que já está consolidada, temos uma classe emergente pujante que quer consumir esse tipo de produto", diz Rosa.
A bebida, segundo ele, é a melhor que a Velho Barreiro já fez. "Buscamos o que há de melhor no alambique", diz o presidente da companhia. Ele diz que a cachaça fica cinco anos no processo de envelhecimento em alambiques de jequitibá rosa e, depois, em carvalho. "Muita gente vai trocar o uísque", diz o executivo.
Também há a possibilidade de comprar a Velha Barreiro Diamond sem o adorno de joalheria. Neste caso, destinado ao varejo, o preço da garrafa é de R$ 120.
O preço da edição especial é exorbitante. Mas Rosa garante que, em uma pesquisa de mercado entre pessoas da classe A sobre a nova edição da cachaça, dois empresários brasileiros já reservaram as suas.
Mercado externo. A ideia da Velho Barreiro com a edição Diamond também é conquistar mercados internacionais. "Já estamos em mais de 40 países, temos um escritório de lobby nos Estados Unidos, além de uma parceria com a OMC (Organização Mundial do Comércio) para promover o produto cachaça", lembra Rosa.
Com o requinte da Diamond, porém, a Velho Barreiro acredita em uma conquista de mercado mais rápida.
Fibria tem prejuízo de R$1,1 bi no 3o trimestre por câmbio
Estadão 26.10.2011 - A Fibria teve prejuízo líquido de 1,1 bilhão de reais no terceiro trimestre, contra lucro de 303 milhões de reais um ano antes.
O prejuízo contábil foi decorrente, sobretudo, do resultado financeiro negativo. Quase a totalidade da dívida da Fibria é denominada em moeda estrangeira e o dólar teve valorização de cerca de 20 por cento sobre o real ao longo do terceiro trimestre. Analistas consultados pela Reuters já previam resultado final negativo para a maior fabricante mundial de celulose de eucalipto. O prejuízo veio exatamente em linha com a média das estimativas de cinco analistas. A empresa contabilizou uma despesa financeira líquida de 2 bilhões de reais, contra resultado positivo financeiro de 248 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida de julho a setembro foi de 1,4 bilhão de reais, queda de 8 por cento na comparação anual. O volume de vendas de celulose foi de 1,2 milhão de toneladas, acréscimo de 7 por cento frente ao terceiro trimestre de 2010. O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 476 milhões de reais, abaixo dos 717 milhões de reais de m ano antes. O Ebitda reportado é ajustado em itens não recorrentes sem impacto caixa, segundo a companhia. A empresa terminou setembro com dívida líquida de 9,5 bilhões de reais, alta de 20 por cento sobre o final de junho, embora 6 por cento inferior ao terceiro trimestre do ano passado.
Bradesco lucra R$ 2,8 bi no 3º trimestre, alta de 11,4%
Estadão 26.10.2011 - O Bradesco anunciou na manhã de hoje lucro líquido contábil de R$ 2,815 bilhões no terceiro trimestre de 2011, aumento de 11,4% na comparação com o mesmo período de 2010 e de 1,1% ante o segundo trimestre. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o ganho foi de R$ 8,302 bilhões, crescimento de 18%. A expansão do resultado do Bradesco foi puxada pelo crescimento de dois dígitos do crédito e pela expansão das vendas de seguro, que responde por cerca de 30% do lucro. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 22,4%. A carteira de crédito total, incluindo avais e fianças, fechou o mês de setembro em R$ 332,3 bilhões, aumento de 22% ante o mesmo mês do ano passado, com destaque para linhas como financiamento imobiliário. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o crescimento foi de 3,9%.
O Bradesco fechou o terceiro trimestre com ativos totais de R$ 722,3 bilhões, avanço de 18%. O patrimônio líquido ficou em R$ 53,7, alta de 16,5%.
Lucro ajustado: O banco também anunciou lucro líquido ajustado de R$ 2,864 bilhões no terceiro trimestre, alta de 13,7% ante os meses de julho a setembro de 2010. A diferença entre o resultado se deve a diversos fatores. Entre eles, a constituição de provisão adicional para devedores duvidosos de R$ 1 bilhão e reversão de provisões para riscos fiscais de R$ 2,1 bilhões. O retorno patrimonial sobre o lucro ajustado ficou em 22,7%.
O Bradesco é o primeiro grande banco a apresentar o balanço do terceiro trimestre. Amanhã, o Santander divulga seus números antes da abertura do mercado. Na semana que vem será a vez de Itaú (dia 1º) e Banco do Brasil (dia 3).
Usinas siderúrgicas tentam evitar cortes na produção
IstoéDinheiro 25.10.2011 - As usinas siderúrgicas em todo o mundo estão tentando ganhar market share para não terem de abrir mão de parte da produção. De acordo com o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, as companhias estão se aproveitando do preço do minério de ferro mais barato, que chegou ontem a US$ 138,5 a tonelada, para reduzirem o preço do aço, com o intuito de brigar por uma participação maior nos mercados. "Com os custos um pouco menores, as empresas estão diminuindo preços antes de decidirem fechar capacidade", disse o executivo. Com isso, a expectativa é de que a ociosidade do setor siderúrgico em todo o mundo siga elevada. De acordo com o presidente do Inda, o custo de produção da tonelada do aço caiu aproximadamente US$ 64 devido à redução em US$ 40 da tonelada do minério registrada nas últimas semanas. Do lado da distribuição, Loureiro afirmou que as margens, que estão comprimidas desde o ano passado, devem melhorar com o ajuste de estoques da rede, fato que é aguardado para novembro. O nível de estoques considerado ideal para o setor é um giro de 2,5 meses. Em setembro, esse giro ficou em 2,7 meses."Com os estoques ajustados, as margens melhoram e as compras da distribuição ficam iguais às vendas", disse. O presidente do Inda afirmou que, com os estoques caindo e as margens melhorando, os preços da distribuição registraram, em média, leve alta de 2% em outubro em relação a setembro. No entanto, o executivo não vê um cenário para novas altas até o fim do ano. "Esse aumento em outubro foi fruto de uma melhora nas margens", disse. Ele afirmou ainda que a expectativa é de que de as importações de aço nos meses de novembro, dezembro e janeiro recuem. Entre as razões, Loureiro apontou a volatilidade do dólar e dos mercados financeiros.
Lucro da Comgás despenca com impacto do dólar
Valor 26.10.2011 - A variação do câmbio atingiu em cheio os resultados da Comgás, distribuidora de gás no Estado de São Paulo, no terceiro trimestre do ano. A companhia apurou lucro líquido de R$ 40,3 milhões, 78,5% menor que o valor de R$ 188 milhões reportado um ano atrás. O resultado da companhia antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 186,7 milhões, o que corresponde a uma queda de 46,8% em relação ao montante de R$ 351,1 milhões registrado no ano passado. O endividamento líquido subiu de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,6 bilhão em um ano.
A receita líquida teve um crescimento modesto, totalizando R$ 1,09 bilhão no período entre julho e setembro, o que representou um avanço de 1,3% sobre o faturamento registrado um ano atrás. O crescimento foi sustentado principalmente pelo aumento do volume vendido de gás para os clientes industriais, de comércio e consumidores residenciais. Hoje, os clientes industriais da Comgás - controlada pela British Group e pela Shell - são o principal carro-chefe da companhia, respondendo por cerca de 80% do volume de gás vendido.
Segundo Roberto Lage, diretor de relações com investidores da Comgás, a empresa absorveu a variação do câmbio no período e só poderá repassar os custos para os clientes em maio do próximo ano, quando será permitido fazer o reajuste das tarifas.
"O ideal é que a tarifa fosse reajustada automaticamente, mas o contrato de concessão só prevê o ajuste anual", diz Lage. "Chegamos a pagar R$ 1,85 no preço do gás. A formação da tarifa está com base em dólar cotado a R$ 1,62", afirma. Ainda de acordo com o executivo, o custo do endividamento também subiu para financiar a conta corrente e os investimentos da empresa. A conta corrente é regulatória, ou seja, absorve a volatilidade do preço em dólar do gás comprado pela companhia durante o período. O saldo poderá ser compensado na época de reajuste de tarifas.
Esse prazo para reajuste poderá mudar. Isso porque há cerca de 20 dias a Arsesp, agência reguladora de saneamento e energia de São Paulo, colocou em consulta pública a discussão sobre a criação de um "gatilho" para permitir o reajuste para os clientes, a cada três meses, por exemplo, em casos de variação brusca do preço do gás. O "gatilho" pode ser uma variação correspondente a 5% da receita líquida.
Questionado sobre os planos para a migração da empresa para o Novo Mercado, segmento de negociação da BM&FBovespa que exige critérios de governança mais rigorosos, Lage afirmou que não há previsão de conclusão dos estudos. Hoje, a Comgás está listada no segmento tradicional da bolsa.
Para o executivo, o ingresso no Novo Mercado poderá facilitar a captação de recursos. Mas, diz, o cenário econômico atual não é o melhor momento para uma captação na bolsa. "O melhor momento é o mercado com espaço para demanda por boas companhias, o Brasil com crescimento razoável, a bolsa em 70 mil pontos e o pré-sal em desenvolvimento", diz o executivo.
Cemig e Light adquirem participação em Belo Monte
Brasil Econômico 26.10.2011 - A usina de Belo Monte está em construção no Rio Xingu, estado do Pará.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Light anunciaram a compra de participação na Hidrelétrica de Belo Monte, com o investimento de R$ 118,7 milhões.
As duas empresas vão adquirir, juntas, 9,77% do capital social da Norte Energia, concessionária da usina de Belo Monte.
A compra será feita por meio de uma sociedade de propósito específico, da qual a Cemig detém 74,5% do capital total (49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais), enquanto a Light possui os demais 25,5% (51% das ações ordinárias). A usina de Belo Monte está em construção no Rio Xingu, estado do Pará, e quando concluída terá uma capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW). A potência é próxima a da usina de Itaipu, que possui uma capacidade instalada de 14 mil MW. O início da operação comercial está previsto para fevereiro de 2015 e o prazo de concessão é de 35 anos.
A compra será feita por meio de uma sociedade de propósito específico, da qual a Cemig detém 74,5% do capital total (49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais), enquanto a Light possui os demais 25,5% (51% das ações ordinárias). A usina de Belo Monte está em construção no Rio Xingu, estado do Pará, e quando concluída terá uma capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW). A potência é próxima a da usina de Itaipu, que possui uma capacidade instalada de 14 mil MW. O início da operação comercial está previsto para fevereiro de 2015 e o prazo de concessão é de 35 anos.
De acordo com a Cemig, a aquisição é mais um passo para atingir sua meta de 20% de participação de mercado nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
A operação permitirá um acréscimo de 818 MW ao parque gerador da Cemig, assim como um aumento da participação de mercado de 7% para 8% em geração de energia.
Para a Light, a operação vai permitir um acréscimo de 280 MW a seu parque gerador.
Eletrosul planeja crescer em eólica
Valor 26.10.2011 - Mescolotto, presidente da Eletrosul, planeja ser a maior geradora eólica até 2020.
Única das grandes subsidiárias da Eletrobras a ter tido seus parques de geração e de transmissão de energia totalmente privatizados, em 1998, a Eletrosul está disposta a retomar e ultrapassar sua antiga capacidade geradora e planeja chegar a 2020 como a maior produtora de energia eólica do país. A empresa tem participações em hidrelétricas e eólicas já licitadas que somam 1.848 megawatts (MW) que representam quase metade da capacidade de 3.719 MW que detinha quando privatizada. "Há males [a privatização] que trazem o bem. A empresa ficou enxuta e quem permaneceu ficou com vontade enorme de reconstruir", disse o presidente da estatal, Eurides Mescolotto. Ele afirmou que a empresa desenvolveu uma forte cultura inovadora, daí os investimentos em eólica e a intenção de ser, no futuro, importante produtora de energia solar. Atualmente a companhia tem participação acionária em quatro projetos eólicos que somam 580 MW dos quais aproximadamente 316 MW pertencem a ela. Além disso, a Eletrosul está construindo, em sua sede administrativa, em Florianópolis, um parque gerador de energia solar de 1 MW cuja produção será colocada na rede de distribuição.
O primeiro leilão para gerar energia ganho pela estatal após a privatização ocorreu em 2005, com a usina hidrelétrica Passo de São João (RS) de 77 MW que deverá entrar em operação no começo de 2012. Mas a primeira geração após a venda dos antigos ativos ocorreu em junho, com as primeiras unidades geradoras do complexo eólico de Cerro Chato, em Santana do Livramento (RS). O parque, parceria com a fabricante de aerogeradores Wobben (90% são da Eletrosul), terá 90 MW de potência e tem licitada uma ampliação de 78 MW, dos quais a Eletrosul é dona de 49%.
A estatal ganhou em agosto, no leilão A-3, em parceria com o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Rio Bravo, o direito de construir dois parques eólicos, em Garibatu e Chuí, ambos no Rio Grande do Sul, totalizando 402 MW. A Eletrosul detém 49%. Na área hidrelétrica, os maiores projetos são as usinas de Jirau, no Rio Madeira (RO), com até 3.750 MW e com obras em andamento, e na usina Teles Pires, no rio do mesmo nome, no Pará, cujas obras estão previstas para começar ainda este ano e que terá potência de 1.820 MW. Em Jirau a Eletrosul detém 20% e em Teles Pires, 24,5%.
Mescolotto disse que, no caso das grandes hidrelétricas, a participação da Eletrosul foi determinada pela Eletrobras. Por conta disso, a expansão nesse segmento dependerá do planejamento da controladora que, segundo o executivo, "está disposta a disputar todos os projetos nacionais e internacionais" compatíveis com sua operação, como, por exemplo, a interligação Brasil e Uruguai.
Já em eólica, Mescolotto ressaltou que a Eletrosul entrou por iniciativa própria, fruto da sua vocação. Ele destacou que com a carteira que detém a empresa já é a maior geradora eólica estatal do país e que não pretende parar. "Temos estudos em andamento de diversos projetos eólicos, especialmente no extremo Sul do país", disse. "Temos tudo para sermos, por volta de 2020, a maior produtora do país de energia eólica".
Para Mescolotto a geração eólica terá forte presença no Brasil nos próximos anos, devendo ultrapassar a geração térmica, a partir do gás natural, como fonte suplementar à geração hidrelétrica. Em relação à energia solar, ele avalia que ela também terá um papel importante, só que em um futuro mais distante. "Por enquanto é, praticamente, uma espécie de promessa", disse, ressaltando a importância para o desenvolvimento dessa fonte que o Brasil domine a tecnologia do silício, fato do qual, segundo ele, o país não está distante.
Decisão sobre formação de novo comitê avaliador na Inepar Energia é adiada
Valor 26.10.2011 - A assembleia para ratificação do novo comitê independente que avaliará a incorporação da Inepar Energia pela controladora Inepar Indústria e Construções, que seria realizada na segunda-feira, não ocorreu por falta de quórum. De acordo com Dionísio Leles, diretor de relações com investidores de ambas as companhias, uma nova assembleia será convocada para o dia 3 de novembro.
Para a aprovação do novo comitê, era necessária a presença de dois terços dos acionistas com direito a voto. A assembleia, contudo, contou somente com a participação da controladora, que detém 60% dos papéis ordinários (ON). A BNDESPar é o segundo maior acionista votante, com 13,3% das ações ON, enquanto os 26,7% restantes estão nas mãos de minoritários.
Segundo Leles, a falta de quórum já era esperada e não deve atrasar a operação, que, de acordo com o cronograma da companhia, sairá até o fim do ano. "Na segunda convocação, precisamos apenas de maioria simples. Até o fim da próxima semana isso deve estar liquidado."
A incorporação tem como objetivo a venda da participação de 16% que a subsidiária detém nas Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat), seu último ativo operacional, avaliado em R$ 203 milhões. Esse valor será utilizado para quitar parte de uma dívida de R$ 600 milhões com o BNDES.
A incorporação, que seria alvo de deliberação por parte dos acionistas no dia 5 deste mês, foi interrompida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Dois dos três membros que formavam o comitê de avaliação da controlada prestaram serviços à Inepar Indústria e Construções ou a sua controladora, a Inepar Administrações e Participações (IAP), nos últimos anos, contrariando o Parecer de Orientação nº 35 da autarquia, que rege os deveres dos administradores nos casos de incorporação de companhias subsidiárias por parte das controladoras.
No novo comitê proposto pelo conselho de administração da Inepar Energia foi mantido o nome do economista Ciro Mauro de Carvalho Giannini e, em substituição aos consultores Willian Peixoto Coura e Silmar Marques Palumbo - alvo dos questionamentos da CVM -, foram incluídos os contadores Alberto Studart Maia e Bruno Oshiro.
BNDES já financiou R$ 12 bi em investimentos internacionais
Brasil Econômico 26.10.2011 - Ainda que sejam poucas as empresas já beneficiadas pela linha de crédito, o BNDES entende que a tendência já está estabelecida.
Com linha de crédito específica para comércio exterior e investimentos fora do país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já ofereceu cerca de R$ 12 bilhões em financiamentos.
A melhora do posicionamento do Brasil frente aos principais participantes do mercado internacional criou uma nova demanda para as instituições financeiras.
Faz-se necessário um suporte para as empresas brasileiras que resolvem encarar um processo de internacionalização.
O BNDES já faz parte da história de 12 empresas que resolveram investir fora do Brasil.
Após uma mudança na regulamentação dos financiamentos em 2009, tornou-se possível para um empresário brasileiro buscar o suporte do BNDES para internacionalizar suas operações.
O BNDES já faz parte da história de 12 empresas que resolveram investir fora do Brasil.
Após uma mudança na regulamentação dos financiamentos em 2009, tornou-se possível para um empresário brasileiro buscar o suporte do BNDES para internacionalizar suas operações.
Segundo Denise Andrade Rodrigues, assessora da presidência do BNDES, já foram cerca de US$ 12 bilhões financiados pela instituição. A expectativa é que esse aumento continue crescendo.
"As empresas brasileiras têm condições de competição internacional. Nesse sentido, os setores mais maduros acabam saindo na frente."
Ainda que sejam poucas as empresas já beneficiadas pela linha de crédito, Denise entende que a tendência já está estabelecida.
"Não temos uma série histórica ainda, mas é visível o quanto cresceu o número de empresas em busca de oportunidades no exterior", avalia.
Ela lembra que há dinheiro do BNDES em 140 empresas que atuam fora do Brasil.
Outro diferencial desta linha de crédito é que ela pode ser direcionada a joint ventures para compra de empresas fora do Brasil ou instalação de uma nova unidade.
Outro diferencial desta linha de crédito é que ela pode ser direcionada a joint ventures para compra de empresas fora do Brasil ou instalação de uma nova unidade.
Não há limites de financiamento nem focos em setores específicos. A demanda deverá pautar a liberação de verbas.
Nesse sentido, Denise comenta que o escritório do BNDES em Londres deve ganhar mais importância nos próximos meses.
"Esse escritório vai crescer muito", antevê. Em Montevidéu, as atividades do escritório da instituição estão em pleno funcionamento. "As empresas brasileiras que estão fora do país também precisam do nosso suporte."
Nesse sentido, Denise comenta que o escritório do BNDES em Londres deve ganhar mais importância nos próximos meses.
"Esse escritório vai crescer muito", antevê. Em Montevidéu, as atividades do escritório da instituição estão em pleno funcionamento. "As empresas brasileiras que estão fora do país também precisam do nosso suporte."
Empresas brasileiras correm ao Paraguai
DCI 26.10.2011 - Em busca de uma alternativa mais barata para produzir, com mão de obra mais barata e carga tributária menor, grandes empresas brasileiras investem e ainda vão investir pesado no Paraguai, com o objetivo de exportar inclusive para o próprio Brasil. Com esta motivação, foi realizado ontem o evento Paraguay Invest, a fim de exibir as vantagens competitivas. Segundo a Red de Inversiones y Exportaciones (Rede de Investimentos e Exportações - Rediex), TAM, Camargo Corrêa Cimento, Itaú e Petrobras já desfrutam das benesses subsidiadas pelo governo local.
Oscar Stark, diretor da Rediex, revela que o país vê o Brasil como seu mais importante parceiro comercial. "Nosso esforço está praticamente todo concentrado no Brasil. Trabalhamos com a meta de que 50 empresas invistam no Paraguai cerca de US$ 5 milhões cada uma até 2012", afirma.
De acordo com a Rediex, em 2010, US$ 413 milhões oriundos do Brasil foram aportados no Paraguai. O valor expõe um crescimento de quase 300% do que foi registrado cinco anos antes. O país dispõe de dispositivos que diminuem o custo de produção e torna atrativos investimentos em empresas que fabricam artigos de maior valor agregado.
Paralelamente à tendência de busca das empresas brasileiras por novos mercados, os estrangeiros continuam mandando seus dólares ao País. O Banco Central divulgou ontem os números das contas externas em setembro. De acordo com o documento, os investimentos estrangeiros diretos (IED) somaram ingresso líquido de US$ 6,3 bilhões em setembro. Em agosto, o total chegou a US$ 5,6 bilhões. No ano, o ingresso líquido soma US$ 50,5 bilhões. Segundo o Banco Fator, o ingresso de investimentos estrangeiros até o 21º dia de outubro somou US$ 3,4 bilhões.
Após fusão, Drogasil e Droga Raia terão capital bem pulverizado
DCI 26.10.2011 - Duas empresas familiares viram numa fusão com pulverização do capital o seu futuro. A Droga Raia e a Drogasilterão de 52% a 53% de free float (ações com minoritários, em livre circulação na Bolsa) no Novo Mercado da BM&FBovespa, calculou o presidente da Droga Raia, Antônio Carlos Pipponzi, no Congresso Internacional de Governança Corporativa. "Os dois grupos familiares,a Droga Raia e a Drogasil, terão cerca de 41% do capital. Seremos a única companhia de varejo no Novo Mercado", adiantou Pipponzi. A operação é uma tendência de posicionamento das famílias para controlar grandes corporações. O presidente da Mangels, Robert Mangels, de 60 anos, já decidiu que seu sucessor será um profissional. Ele tem cinco anos para encontrar um substituto, já que deixará o cargo aos 65 anos.
Louis Vuitton investe no Brasil
Valor 26.10.2011 - Carcelle, presidente da Louis Vuitton, no Brasil há 22 anos: "Tivemos altos e baixos nesse período, mas não desistimos".
Presente há mais de 20 anos no Brasil, a grife francesa Louis Vuitton decidiu acelerar fortemente seus projetos de expansão no país. Em 2012, três lojas serão abertas, aumentando a rede no país para nove unidades. "Nos últimos dois anos, sentimos que a economia brasileira realmente decolou. Isso nos dá vontade de investir", disse ao Valor o presidente da Louis Vuitton, Yves Carcelle.
Serão abertas uma loja-conceito (ou "global store") no shopping Cidade Jardim, em São Paulo; uma na Barra da Tijuca, no Rio, no shopping Village Mall; e uma em Curitiba, a primeira na capital paranaense, no shopping Patio Batel. Em apenas um ano, a grife irá abrir no Brasil a metade do total de butiques inauguradas desde 1989 no país. Atualmente, são quatro em São Paulo, uma no Rio e uma em Brasília. A loja de mais de mil m² em São Paulo, que terá linha completa de moda masculina da LV, vai substituir a loja já existente no shopping Cidade Jardim. Carcelle frisa que a marca não descobriu o Brasil porque o país está na moda: "Tivemos altos e baixos nesse período, mas não desistimos. Somos talvez a única grife internacional a manter em permanência as atividades no país durante duas décadas". As três novas lojas no Brasil em 2012, que devem abrir a partir de setembro, representam boa parte do número de inaugurações que a marca estima como média anual no futuro. Após atingir um pico anual de 35 novas butiques há três anos, hoje "são menos de dez, algo entre seis ou sete", diz Carcelle. Com 469 lojas em 64 países, a Louis Vuitton estima já ter implantado uma rede mundial bem abrangente. Na China, são 39 butiques. Mas "a conquista do mundo", em países onde a grife ainda não está presente, e também de novas cidades, como é o caso de Curitiba, continua, diz Carcelle. Neste ano, a marca inaugura uma loja na ilha de Barbados. Em 2012, será a vez da Jordânia e do Cazaquistão.
A Louis Vuitton, que integra o grupo LVMH, líder mundial em produtos de luxo, vem sobretudo ampliando a área de lojas já existentes para dar espaço a outros artigos e serviços lançados mais recentemente. Foi o que ocorreu em Londres e na butique de Milão, reinaugurada em setembro. A loja de Roma será triplicada e outros projetos estão em andamento.
"As butiques que estão sendo reformadas foram abertas há sete ou oito anos. Naquela época, as coleções de roupas e sapatos eram menores e não havia as linhas de relógios e de joalheria nem o serviço de personalização de bolsas", diz Carcelle. Sob seu comando, a grife criada em 1854 e conhecida por suas malas e bolsas realizou grande diversificação de produtos.
Como a Louis Vuitton não divulga números de faturamento (estimado por analistas em € 5,5 bilhões), Carcelle prefere não dar detalhes sobre a evolução das vendas no Brasil, que vêm superando as expectativas da marca nos últimos anos. Mas ele dá um grande sorriso ao comentar que os dois dígitos da faixa de crescimento anual são "dois dígitos muito fortes".
Os brasileiros são bastante assíduos nas lojas da grife na Europa e nos Estados Unidos. O que contribuiu para que eles entrassem, nos últimos dois anos, no ranking mundial dos dez mais importantes grupos de clientes da Louis Vuitton. O Brasil, a Rússia, a Índia e a China, que formam o BRIC, já representam pouco mais de 30% das vendas da marca.
Carcelle ressalta que apesar das taxas mais elevadas de crescimento das atividades ocorrerem nos países emergentes, as economias ricas continuam tendo papel fundamental no desempenho da marca. "O mercado também está crescendo fortemente nos Estados Unidos, está resistindo bem na Europa e se recuperando no Japão. Pode haver casos de países com excelentes resultados, como o Brasil, mas globalmente nosso crescimento não é desequilibrado, baseado apenas nos emergentes", afirma, acrescentando que não há "desmoronamento" das vendas nos países avançados.
Segundo o presidente, os turistas dos países emergentes contribuem em parte para o aumento das vendas nos mercados maduros. Não são os únicos responsáveis por esse crescimento. "Nos Estados Unidos, 80% da clientela é local", diz ele. "As pessoas com alto poder aquisitivo não deixam de comprar uma bolsa ou um par de sapatos, mesmo que suas finanças tenham sido afetadas pela desvalorização das ações", afirma Carcelle.
Ele ressalta que até o momento a grife não sofreu "nenhuma consequência" da crise na Europa, que já provoca desaceleração da economia mundial. "Somos mais prudentes em relação ao que pode ocorrer em termos de variação cambial, isso é mais problemático para nós do que reduções do crescimento do PIB".
As crises econômicas anteriores não atrapalharam a expansão das vendas das famosas bolsas da grife. Nos últimos cinco anos, a produção dobrou, segundo Carcelle. De 1990 até 2012, ela terá sido multiplicada por 12, diz ele, que entrou na empresa em 1989 e assumiu o comando em 1998. Para suprir a demanda crescente, a Louis Vuitton inaugurou em junho um novo ateliê de produção de bolsas, em Marsaz, no Sudeste da França, o 14° da marca. Carcelle, de 63 anos, já anunciou que deixará o comando da Louis Vuitton no início de 2013 para dirigir a fundação da grife. Ele não descarta que até lá possam sair de seu escritório, a poucos metros do Pont Neuf, em Paris, novas ideias de projetos no Brasil. "Isso vai depender da velocidade com a qual a economia vai se desenvolver. O Brasil nos surpreendeu nos últimos anos. Vamos ver se o país continuará nos surpreendendo".
Rede americana de frango grelhado busca parceiros no país
Valor 26.10.2011 - Marc Mushkin, responsável pelas negociações da Pollo Tropical no Brasil: meta é ter trinta unidades em três anos.
A rede americana de alimentação Pollo Tropical, especializada em frango grelhado, colocou o Brasil no centro de suas prioridades. A empresa, que faturou US$ 187,3 milhões em 2010, busca parceiros para abrir as primeiras unidades no país em 2012. Hoje são 90 pontos próprios nos Estados Unidos e 31 franquias em outros nove mercados, incluindo Venezuela e Equador. A meta para o Brasil é ter 30 restaurantes entre três e quatro anos. Fundada em 1988, a empresa foi comprada dez anos depois pela Carrols Corporation, que também opera os 170 restaurantes de comida mexicana Taco Cabana e é a maior franqueada da rede de lanchonetes Burger King, com 306 lojas nos Estados Unidos. O vice-presidente sênior de desenvolvimento internacional da Pollo Tropical, Marc Mushkin, está no país desde domingo para prospectar parceiros. Participa da Expo Florida 2011, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele tem se reunido com empresas e investidores do Sul e do Sudeste do país.
"O ideal é que sejam parceiros regionais, mas talvez possa ser um grupo nacional forte", diz. A ideia é começar com dois ou três grupos. "O parceiro ideal é aquele que já tem marcas de restaurantes, preferencialmente, ou de hotéis". Curitiba e Brasília devem capitanear a entrada no mercado nacional.
"Os primeiros restaurantes serão adaptados ao mercado brasileiro, em cidades médias, para depois chegarmos ao maior mercado, São Paulo", diz Mushkin. O frango marinado e grelhado é o carro-chefe, responsável por 70% das vendas. "Nosso frango não é processado nem congelado, é fresco", diz ele. O cardápio inclui diversos cortes de frango e outros tipos de carne, com opções de acompanhamento, como arroz, feijão, saladas, mandioca frita, banana doce e molhos. O menu será adequado às preferências nacionais.
A aposta são os shoppings centers, fora de praças de alimentação. Em dez a 15 anos, Mushkin espera ter "algumas centenas" de lojas no Brasil. A rede opera com formatos variados de loja, desde o modelo tradicional de lanchonete (pedidos feitos no balcão) até restaurantes com serviço de mesa. "Não sabemos qual modelo vai dominar no Brasil, vamos ver o que se adapta melhor ao mercado", diz Mushkin.
" Não estávamos prontos para entrar num país grande como o Brasil até agora. A marca era muito pequena, mas seu reconhecimento vem crescendo", diz Mushkin. A empresa é sediada em Miami, destino turístico de muitos brasileiros.
CVM absolve Sadia no caso da venda da Concórdia
Valor 26.10.2011 - Para a relatora Luciana Dias, Concórdia não era subsidiária integral da Sadia.
Foi encerrado mais um capítulo das investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o processo de perdas com derivativos financeiros que levaram à venda da Sadia para a Perdigão, com a formação da BRF- Brasil Foods. A autarquia absolveu ontem por unanimidade os dez acusados de irregularidade no processo de venda da Concórdia. A alienação era exigência da Perdigão na fusão com a Sadia, então controladora da holding financeira. O próximo passo da CVM será o julgamento, no dia 8, de 11 acusados de terem vendido ações da Sadia antes do anúncio da empresa ao mercado a respeito das perdas com derivativos, em setembro de 2008. A autarquia julgou ontem a denúncia de que a Sadia não teria ofertado aos minoritários, em igualdade de condições, ações que caberiam a estes no capital da Concórdia Holding, detentora do banco e da corretora de mesmo nome. A diretora da CVM e relatora do processo, Luciana Dias, considerou que a Concórdia não poderia ser caracterizada como uma subsidiária integral da Sadia, já que tinha mais de um acionista. Essa caracterização seria necessária para a exigência de realização de oferta a acionistas minoritários.
Em seu voto, a diretora ressaltou ainda que, como não houve incorporação de ações, não se aplicaria a necessidade de extensão do direito de preferência aos minoritários.
Com a decisão, foram absolvidos os irmãos Luiz Fernando Furlan e Diva Helena Furlan, bem como os ex-conselheiros Cassio Casseb Lima, Celso Clemente Giacometti, Eduardo Fontana D'Ávila, Roberto Faldini e Vicente Falconi Campos, e os ex-conselheiros independentes Manoel Ferraz Whitaker Salles, Marcelo Ganguçu de Almeida e Marcus Antonio Rodrigues Tavares.
O voto de Luciana foi baseado em um precendente aberto no início deste ano, quando a Lightger teve parte de suas ações vendidas para a Cemig. O colegiado da autarquia entendeu que, por a empresa não desenvolver atividades operacionais e pela alienação de parcela de seu capital não representar um "esvaziamento disfarçado" da sua controladora, a Light, "não havia motivos para declarar que a Lightger era subsidiária integral da Light".
Para o advogado de defesa de quatro dos acusados, Erasmo Valladão, o voto de Luciana reforça o precedente e ainda vai além, ao entender que o direito de preferência seria necessário apenas nos casos em que há incorporação de ações. A venda da Concórdia foi parte do movimento para salvar a Sadia após a empresa ter perdido cerca de R$ 2,6 bilhões com operações de derivativos em 2008. Na ocasião, a holding financeira foi vendida para uma chamada "sociedade veículo", a HFIN, que venderia posteriormente os ativos. O banco acabou nas mãos do Rendimento, do empresário Abramo Douek, e a corretora ficou com o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, herdeiro de uma das famílias que fundaram a Sadia.
Ex-dono do Assaí negocia fatia da Ricoy
Valor 26.10.2011 - O empresário Rodolfo Nagai, ex-dono da rede de atacado Assaí, está em negociação para adquirir uma participação minoritária na Ricoy Supermercados, com 74 lojas na cidade de São Paulo e faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2010. A Ricoy passa por uma diligência para que o negócio possa ser fechado. A rede Ricoy e o empresário foram procurados, mas não comentaram a informação. Nagai deve adquirir 33% da varejista por valores próximos a R$ 280 milhões, conforme apurou o Valor com fontes próximas à cadeia supermercadista. Deve ser o retorno do empresário ao varejo, após Nagai passar por um período de "quarentena" - a venda do Assaí por R$ 383 milhões para ao grupo Pão de Açúcar aconteceu em duas etapas, sendo a primeira fatia vendida em 2007. O fundador da cadeia atacadista precisou ficar afastado do setor de varejo por um período, segundo regras de contrato com o Pão de Açúcar.
A aquisição de fatia da Ricoy deve envolver mudanças na rede de supermercados A ideia é que o fundador do Assaí atue à frente da companhia, com foco principal na área estratégica. "Ele vai ajudar a tocar a Ricoy", disse uma fonte próxima à rede. Executivos do varejo ligados a Nagai, que passaram pelo Assaí, devem ser contratados para a diretoria da Ricoy - entre eles, José da Silva Melo, diretor de operações do Assaí até o início do ano. Outros dois ex-executivos da rede de atacado devem começar a trabalhar na Ricoy.
Dessa forma, os fundadores da supermercadista Paulo Tadao e Hermes Kinshoku devem sair dos cargos de diretoria e ocupar posições no conselho de administração da varejista. É uma profissionalização que tem a ver com a necessidade de fazer a empresa crescer de forma mais rentável e ao mesmo tempo, com um projeto de longo prazo melhor estruturado.
Os recursos que entram na empresa com a chegada de Nagai devem ser utilizados em novos investimentos e na redução de dívidas, apurou o Valor.
"Eles acham que dá fazer a Ricoy ser mais eficiente do que ela é hoje. A rede cresceu rapidamente e ajustes sempre precisam ser feitos depois de um tempo", conta uma pessoa próxima a rede, com lojas na capital e no interior paulista. "Os donos da Ricoy e o Rodolfo são amigos antigos e se entendem bem. Isso deve facilitar as conversas".
A entrada de Nagai ainda pode ser positiva para os negócios do ex-dono do Assaí. O empresário fundou em 1992 a Vencedor Laticínios, uma das maiores fabricantes nacionais de muçarela em peça. Com sete fábricas e um centro de distribuição, o grupo fatura mais de R$ 200 milhões ao ano. E parte dos resultados tem a ver com os negócios que a empresa manteve com o Assaí, mesmo após a venda para o Grupo Pão de Açúcar.
Mais de metade da produção da Vencedor Laticínios é direcionada para a cadeia Assaí.
A parceria com a Ricoy deve ajudar a ampliar os negócios com a indústria de Nagai, que tem recebido novos investimentos. A Vencedor Laticínios construiu uma fábrica na cidade de Terenos (MS) para a produção de leite em pó, leite longa vida, queijos entre outros produtos. O investimento na nova unidade deve atingir R$ 30 milhões.
A parceria com a Ricoy deve ajudar a ampliar os negócios com a indústria de Nagai, que tem recebido novos investimentos. A Vencedor Laticínios construiu uma fábrica na cidade de Terenos (MS) para a produção de leite em pó, leite longa vida, queijos entre outros produtos. O investimento na nova unidade deve atingir R$ 30 milhões.
Gasto com TI no Brasil deve atingir US$ 144 bi em 2012
Exame 26.10.2011 - O investimento no setor aumentou em 10,1% sobre os dados registrados em 2010. Os gastos com tecnologia da informação (TI) no Brasil podem chegar a US$ 143,8 bilhões em 2012, o que representaria um aumento de 10,1% sobre os US$ 130,6 bilhões registrados em 2010, de acordo com levantamento da consultoria especializada no setor Gartner. A taxa de crescimento anual média prevista até 2014 é de 9,9% no país, conforme dados apresentados hoje, em em São Paulo. O vice-presidente do Gartner, Peter Sondergaard, aponta como tendências as tecnologias de computação em nuvem (cloud), redes sociais, mobilidade e arquitetura de informações, com múltiplos sistemas para gestão dos dados empresariais. "O impacto dessas forças fará com que as arquiteturas dos últimos 20 anos fiquem obsoletas", afirma Sondergaard, em nota.
O Gartner chama a atenção para o fato de que 1,2 bilhão de pessoas estão conectadas nas redes sociais, cerca de 20% da população mundial. "A computação social está em uma nova fase. Os líderes de TI devem incorporar imediatamente as capacidades de software social em seus sistemas empresariais", diz o executivo.
Netflix não consegue adquirir filmes nacionais
Folha 26.10.2011 - O Netflix, serviço de vídeos on-demand via internet, que chegou a quase dois meses ao Brasil, está tendo problemas para acrescentar filmes brasileiros ao seu catálogo.
Dos quase 10 mil títulos disponíveis, apenas sete são nacionais: "Tropa de Elite", "Cidade de Deus", "A Arte do Insulto", "Tainá 2", "Didi, o Cupido Trapalhão" e as novelas da Band "Meu Pé de Laranja Lima" e "Água na Boca". A empresa diz que tem enfrentado resistência de emissoras de TV e produtoras nacionais.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (26). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Net Fortaleza fecha com Globosat e lançará Muu em novembro
Exame 26.10.2011 - Até então, apenas assinantes da Net Serviços tinham acesso ao conteúdo dos canais pagos da Globosat
Letícia Cordeiro, do A operadora de cabo Net Fortaleza (Videomar Rede Nordeste) é a segunda operadora de TV por assinatura a fechar parceria com a Globosat para a oferta do conteúdo do Muu, a plataforma de TV everywhere da programadora. Até então, apenas assinantes da Net Serviços tinham acesso ao conteúdo dos canais pagos da Globosat. “E uma terceira operadora deve ser anunciada ainda em novembro”, comemora o diretor de novas mídias da programadora, Gustavo Ramos. A Net Fortaleza está finalizando ajustes técnicos e a expectativa da operadora é lançar o serviço, no mais tardar, na primeira semana de Novembro.
“Só podemos saber que conteúdos o usuário pode acessar através da operadora de TV paga e os bancos de dados são bem diferentes entre prestadoras, mas não é nada impossível de se fazer”, explica Ramos.
Road map: O acesso aos conteúdos pode ser feito no portal do Muu na Internet ou por meio de aplicativos para iPhones e iPads. Em breve também será expandido para outros sistemas operacionais. “Parte da possibilidade de sucesso desse negócio está em uma distribuição ampla, para todos os dispositivos, desde smartphones e tablets a consoles de videogame, TVs e caixas conectadas”, afirma Ramos.
Até o final do ano devem ser lançados os aplicativos Muu para tablets e smartphones Android e para Windows Phone. TVs conectadas de duas fabricantes já têm protótipos rodando e, na sequência, consoles de videogames da Sony e da Microsoft também passarão a integrar o app.
A iniciativa da Globosat é uma medida de defesa da cadeia de valor da TV por assinatura, frente à ameaça dos serviços over-the-top (OTT), como as locadoras online Saraiva Digital, NetMovies e, mais recentemente, a Netflix. “O Muu é oferecido de graça para o cliente de TV por assinatura e a operadora nos paga um fee bem pequeno. Não é um projeto em que estejamos visando o lucro, mas o modelo de TV everywhere faz sentido para a gente e para outros players no mundo. Queremos defender a cadeia de valor da TV paga e, no fundo, o trabalho conjunto é para sempre trazer um beneficio maior para assinante”, avalia Ramos.
SVOD: E os planos da Globosat não param no Muu. A programadora pretende lançar também produtos de subscription video on demand (SVOD) e de compra de conteúdos avulsos, no modelo transacional. “Serão produtos possivelmente aliados a canais específicos, com a marca do canal, como Premiere FC.com, voltado para os assinantes do Premiere FC que queiram acompanhar os jogos longe do ponto de TV por assinatura”, detalha Ramos. O produto está em testes e deve começar a ser vendido a partir de janeiro do ano que vem.
Para Ramos, cobranças adicionais só terão sentido pra produtos ao vivo de grande valor no tempo, quando o assinante estiver fora do ponto de TV e o acesso ao conteúdo naquele momento for mais importante do que a qualidade, como é o caso de partidas de futebol, o último capítulo de uma série ou novela ou mesmo para uma notícia de grande impacto.
Uma outra possibilidade é a criação de pacote de assinatura para filmes de segunda janela. “O Telecine poderia ter, por exemplo, entre 30 e 50 filmes gratuitamente para assinantes no Muu, ter mais um produto de SVOD com títulos de segunda janela e, ainda, vender lançamentos blockbuster no modelo tradicional”, detalha o executivo. “Vejo a possibilidade de fechar 2012 com o Muu e mais dois ou três produtos de SVOD, utilizando as plataformas de VOD das operadoras para oferecer qualidade de som e imagem e também em outros dispositivos, para agregar mobilidade”.
Concessionárias brasileiras buscam internacionalização
Valor 26.10.2011 - Fonseca, da Corporação Andina de Desenvolvimento: empresas brasileiras têm expertise reconhecida no setor.
Enquanto se preparam para disputar as próximas concessões de rodovias federais brasileiras, uma com edital já publicado, grupos brasileiros do setor estão estudando expandir sua atuação para outros países da América Latina. No foco de atenção, Colômbia e Chile estão entre os que mais atrairão investimentos privados para as estradas nos próximos anos.
O governo colombiano pretende fazer a concessão de mais de seis mil quilômetros de rodovias em 2012 e 2013, em contratos que podem durar até 50 anos e taxas de retorno real que chegam a 11%. O Chile pretende passar às mãos da iniciativa privada seis rodovias em até dois anos. Somados, os dois países têm projetos de concessões no setor que somam US$ 14,6 bilhões em investimentos.
As oportunidades de investimento nesses países foram apresentadas durante congresso de empresas concessionárias de rodovias realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo especialistas, há uma disposição dos próprios governos dos países vizinhos em chamar empresas brasileiras a participar de seus processos de concessão, inclusive a fim de que haja mais competição. "As empresas brasileiras têm uma expertise reconhecida. É interessante para os governos de cada país que contem com a participação delas em seus processos de licitação", analisa Diego Sánchez Fonseca, especialista da Corporação Andina de Fomento (CAF), ao Valor.
Em Bogotá serão quatro concessões em treze ruas, com custo total de quase US$ 4 bilhões, com financiamento de 60%
Além dos projetos de rodovias intermunicipais, Colômbia e Chile estão finalizando os estudos para algo ainda inexistente no Brasil: a concessão de vias urbanas, nas capitais Bogotá e Santiago, respectivamente. Entre os objetivos dos governos em implementar o pedágio nas ruas, estão os de reduzir os congestionamentos, adequar a cidade a metas ambientais e incentivar o uso de transporte público.
Além dos projetos de rodovias intermunicipais, Colômbia e Chile estão finalizando os estudos para algo ainda inexistente no Brasil: a concessão de vias urbanas, nas capitais Bogotá e Santiago, respectivamente. Entre os objetivos dos governos em implementar o pedágio nas ruas, estão os de reduzir os congestionamentos, adequar a cidade a metas ambientais e incentivar o uso de transporte público.
Em Bogotá, onde os estudos estão mais adiantados, serão quatro concessões em treze ruas, com custo total de quase US$ 4 bilhões, com possibilidade de financiamento de 60%. O prazo de concessão é de 30 anos e a taxa de retorno é de 11% sobre o capital investido, segundo a Corporação Andina de Desenvolvimento. O pedágio seria cobrado eletronicamente, por antenas que captam o tráfego de veículos por meio de um dispositivo (o tag) - sistema chamado de "free-flow". Para efeitos de comparação, existem hoje 1,3 milhão de automóveis na capital colombiana - quase metade de usuários do sistema brasileiro de pagamento eletrônico de pedágio e estacionamento Sem Parar/ViaFácil, que registrou receita líquida de R$ 300 milhões no ano passado. Empresas brasileiras já notaram as oportunidades de negócios em concessões de rodovias nos países vizinhos. Neste ano, a Odebrecht começou a construir um trecho de 530 km da Ruta del Sol, estrada de 1 mil km que ligará Bogotá à costa do Caribe. O investimento da empresa no empreendimento está previsto em US$ 1,06 bilhão. Após construída, a empresa será a concessionária do trecho. Seguindo o exemplo do grupo compatriota, a CCR está estudando atualmente potenciais concessões rodoviárias em países da América Latina - entre eles Peru, México e Chile. Segundo os especialistas do setor, é interessante para os grupos brasileiros expandirem as atividades para os países vizinhos, já que projetos de concessão de rodovias no Brasil não acontecem com uma frequência garantida. "Não temos um grande número de projetos. Mesmo que contemos as concessões feitas pelos governos estaduais, não serão em número expressivo para os próximos anos", diz Moacyr Duarte, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias. Atualmente, o único processo licitatório em andamento no Brasil é o da BR-101, no trecho do Espírito Santo. A rodovia está na 3ª etapa de concessões da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Outras duas, que também compõem a 3ª etapa, devem ter edital publicado até o fim do ano (trata-se da BR-040, no trecho entre Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Brasília; e BR-116, da divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro até os limites de fronteira de Minas com a Bahia). Depois disso, não há previsão de novas concessões nas estradas. Mesmo assim, a ANTT diz que estuda novos trechos. "Sempre estudamos novos projetos. Hoje não temos novidades, mas é possível que tenhamos novas concessões nos próximos anos", diz Mario Mondolfo, superintendente de exploração de infraestrutura rodoviária da ANTT. Segundo ele, rodovias com mais de quatro mil km já garantem um faturamento viável para concessão. Enquanto não há garantia de novas concessões, especialistas dizem que, além dos projetos fora do Brasil, o instrumento das parcerias público-privadas (chamadas PPP e que podem ser propostas pelas empresas ao poder público) são uma alternativa de negócios aos grupos.
Ocean Rig responde criticas da Sete BR
Valor 26.10.2011 - A Ocean Rig do Brasil está tentando manter-se viva na licitação da Petrobras para contratar serviços de afretamento de 21 sondas de perfuração marítima a serem construídas no Brasil. O Valor apurou que a empresa, controlada pela Dryships Inc., apresentou à Petrobras argumentos para que a estatal desconsidere recurso da empresa Sete Brasil (Sete BR), que pediu a desclassificação da Ocean Rig da concorrência.
A Ocean Rig entrou no limite do prazo, na segunda-feira, com o pedido de impugnação do recurso da Sete Brasil, empresa da qual a Petrobras é sócia junto com bancos e fundos de pensão. A discussão entre a Sete BR e a Ocean Rig era esperada por parte do mercado. A disputa surgiu depois que a Ocean Rig foi classificada em primeiro lugar no lote da licitação que prevê a contratação de navios-sonda.
A empresa apresentou proposta para alugar à Petrobras cinco unidades a serem construídas no Brasil com taxas diárias de afretamento de US$ 584 mil por navio. A Sete ficou em segundo lugar nesse lote e em primeiro em outro, que prevê a contratação de unidades semi-submersíveis. A partir da divulgação do resultado, a Sete BR pediu a desclassificação da Ocean Rig com base em uma série de argumentos.
Questionou o fato de o CNPJ do concorrente ter sido emitido depois do envio do convite para participar da concorrência; ponderou que a Ocean Rig não teria cumprido determinadas especificações técnicas; levantou dúvidas sobre o projeto a ser utilizado nos navios; e, por fim, colocou em dúvida a capacidade financeira do grupo controlador da Ocean Rig, a empresa de navegação Dryships.
Nos documentos encaminhados à Petrobras, a Ocean Rig rebateu todos os pontos. Afirmou, segundo fontes, que o contrato social da empresa é de maio, anterior, portanto, ao convite da licitação, feito em 3 de junho. As fontes disseram que a Ocean Rig tentou mostrar à comissão de licitação que tem experiência em atividades de perfuração de poços de petróleo, inclusive em águas ultraprofundas. Uma fonte disse que a Ocean Rig fez contratos de prestação de serviços com a Petrobras no Brasil e que subsidiárias internacionais da estatal também contrataram a empresa para realizar operações no exterior.
Essa experiência teria servido, inclusive, como base para a Ocean Rig questionar o fato de a Sete BR ter sido criada recentemente e não ter tradição no segmento que pretende operar. Uma fonte disse que a Sete BR não é operadora nem construtora e comparou a função da empresa a de um intermediador. Procurada, a Sete BR não se pronunciou. A Petrobras não comenta processos licitatórios em andamento. A reportagem procurou a Ocean Rig do Brasil, mas não conseguiu falar com seus representantes.
A Ocean Rig também aproveitou para defender o sistema de perfuração proposto para seus navios-sonda, baseado em projeto da holandesa Huisman. Uma fonte disse que a Petrobras teria autorizado a utilização do projeto Huisman na licitação. A tecnologia é conhecida como "dual drilling" e permite aumentar a velocidade de operação da sonda. Essa característica tornou a proposta da Ocean Rig mais competitiva na concorrência, segundo analisam fontes do setor. Os argumentos da Ocean Rig também passam, segundo fontes do setor, pela defesa da situação financeira do grupo, colocada em dúvida pela concorrente. A frota do grupo inclui, segundo as fontes, seis unidades de perfuração. Fontes de mercado disseram que para construir os cinco navios-sonda no Brasil, caso ganhe as unidades, a Ocean Rig iria se valer de financiamentos bancários e da emissão de títulos.
Headhunters se unem para defender seleção mais ética
Valor 26.10.2011 - Para Glade, da Association of Executive Search Consultants (Aesc), é preciso combater empresas que tratam a seleção de executivos apenas como uma transação comercial.
Um grupo com algumas das mais importantes e tradicionais empresas de seleção de executivos para o alto escalão em atuação no país decidiu, pela primeira vez, unir forças. O objetivo é difundir seu trabalho e, assim, se defender da concorrência das novas empresas de recrutamento especializadas na média gerência que ganham espaço no país.
A responsável pela proeza de juntar na mesma mesa os principais executivos da Amrop Panelli Motta Cabrera, Heidrick & Struggles, Russell Reynolds, Spencer Stuart, Fesa, Robert Wong, Abrahams Executive Search e Caccuri Consultores foi a Association of Executive Search Consultants (Aesc).
Essas companhias farão parte do primeiro comitê da associação no país, lançado esta semana pelo diretor da Aesc, Brian Glade. "Não espero que eles compartilhem todas as suas melhores práticas, isso seria ingenuidade. Mas sei que eles querem restabelecer a credibilidade da área de 'executive search', pois sabem que isso beneficiará a todos", disse Glade ao Valor.
O líder do comitê será Luiz Carlos Cabrera, sócio fundador da Amrop Panelli Motta Cabrera. "No Brasil, existem hoje muitos consultores que não seguem os princípios éticos da profissão e que estão conquistando uma grande fatia do mercado, deixando para trás as empresas que fazem um trabalho de qualidade superior."
Presente em 74 países e com 300 firmas associadas pelo mundo, com escritórios em Nova York e em Bruxelas, a entidade é muito prestigiada entre os headhunters. No Brasil, tem mais de 20 empresas participantes. Em seu plano estratégico para os próximos cinco anos está ampliar a sua atuação no país. "Queremos ajudar a educar o mercado brasileiro", diz.
O comitê pretende promover discussões, treinamentos e dividir com outros países informações sobre o país "Embora esteja mais morno nesse momento, ele deve crescer muito e queremos evitar os problemas que acontecem hoje na China", analisa Glade. Ele conta que, no mercado chinês, o índice de retenção nas empresas é baixíssimo e, por isso, encontrar candidatos é muito mais fácil. "Os executivos mudam de emprego a cada 18 meses, basta oferecer dinheiro e um cargo novo."
Com isso, empresas que recrutam pela internet e que estão mais preocupadas com o lucro do que com a adequação do candidato à necessidade do cliente ganham espaço rapidamente. "Isso está acontecendo em muitos lugares do mundo", afirma. Glade explica que o que diferencia o trabalho de uma empresa de "retained search" de outras formas de recrutamento é que elas funcionam como uma consultoria para o cliente. "Não se trata de simplesmente encontrar um candidato, mas de entender a cultura da empresa, conhecer o negócio e realizar uma pesquisa aprofundada antes de indicar alguém. A lista é curta e existe uma relação forte de confiança envolvida", ressalta. Ele critica as companhias que apenas apresentam nomes e tratam o trabalho de seleção como uma transação comercial. Outro diferencial é quanto à forma de pagamento. Enquanto nas empresas de "retained search" o pagamento geralmente é realizado na hora da contratação do serviço ou diluído em parcelas, em um processo que pode levar meses, nas outras ele acontece no ato da apresentação dos candidatos. "Isso acelera todo o processo." A indústria de seleção de executivos movimentou este ano cerca de U$ 11 bilhões mundialmente. Segundo Glade, o número é bastante animador e deve superar o ano de 2008, um dos melhores já registrados nesse segmento. Para engordar suas receitas, a maior parte dessas empresas tem oferecido, além da seleção de executivos no alto escalão, serviços como avaliação de executivos (assessment), aconselhamento (counseling), treinamento de líderes (coaching) ou ajuda na escolha de membros para os conselhos de administração. "Essa é uma tendência", diz Glade.
Algumas companhias, no entanto, veem essa diversificação como a única forma de garantir a lucratividade no longo prazo. "Elas dizem que isso será o futuro da indústria, o que para mim soa muito ambicioso. Outras empresas, mais conscientes, percebem isso apenas como um valor adicional e sabem que essa não será uma parte tão grande do negócio".
Para 2012, Glade diz que é difícil prever o cenário. "O mundo está muito conectado. Nos Estados Unidos falamos sobre uma nova recessão, na Europa vemos as dificuldades na zona do euro", diz. Embora o panorama seja de incerteza, ele prevê um crescimento em torno de 10% na indústria de "executive search" em países da Ásia e também no Brasil.
De acordo com o diretor da Aesc, a maioria dos contratos ainda vem dos mercados americano e europeu, mas o maior crescimento se concentra atualmente nos países emergentes. "Com o tempo, eles vão superar os mais estabelecidos e tradicionais".
OCDE prevê três anos de crescimento ‘abaixo do potencial’ para o Brasil
Estadão 26.10.2011 - Organização afirma que economia brasileira deverá crescer 3,6% neste ano, 3,5% em 2012 e 4% em 2013. A economia brasileira deverá crescer 3,6% neste ano, 3,5% em 2012 e 4% em 2013, prevê a organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima em um relatório divulgado nesta quarta-feira que o desempenho está "bem abaixo da taxa potencial de 4,5% ao ano". Essas projeções dependem ainda, segundo a organização, de um cenário econômico global "relativamente favorável".
"Há riscos negativos ao redor deste cenário, e o desempenho econômico do Brasil depende da materialização de um cenário relativamente favorável para a economia mundial", diz o relatório Estudos Econômicos sobre o Brasil. Segundo a organização, a demanda interna, "estimulada por um investimento vigoroso, deverá provavelmente continuar sustentando a atividade econômica, mas deverá se atenuar progressivamente" em razão do aperto das políticas macroeconômicas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou em Paris há cerca de duas semanas que o PIB brasileiro deverá crescer entre 3,5% e 4% neste ano e 5% em 2012, "mesmo com uma piora internacional", previsão bem acima da anunciada nesta quarta pela OCDE.
Mantega também afirmou na ocasião que a desaceleração econômica no segundo e terceiro trimestres havia sido "programada" e foi decorrente de medidas adotadas para atenuar o nível de atividade em um cenário inflacionário, como o aumento dos juros.
Inflação: A OCDE prevê ainda que a inflação brasileira poderá se reduzir progressivamente, mas deverá se manter na parte superior da meta estipulada pelo governo, que neste ano é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Segundo a organização, a inflação brasileira deverá ser, portanto, de 6,5% em 2011. Ela cairá em 2012 para 6,2% e para 5,1% em 2013.
Para a OCDE, o principal desafio macroeconômico do Brasil "consiste ainda em reduzir a inflação sem atrair capitais voláteis". As atuais condições econômicas internas e internacionais representam um desafio para a política monetária", diz a OCDE, acrescentando que as autoridades terão de enfrentar a difícil tripla tarefa de manter a independência da política monetária, a estabilidade da taxa de câmbio e a flexibilidade dos movimentos de capitais."Aumentar a taxa de juros para abrandar o crescimento econômico pode atrair capitais de curto prazo, alimentar a expansão econômica e provocar novas pressões de alta sobre o real", diz o relatório.
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