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Suzano deve vender parcela em usina até fim de 2011
Exame 28.10.2011 - Empresa deve decidir até dezembro sobre venda de participação que a companhia detém no complexo hidrelétrico de Amador Aguiar.
Exame 28.10.2011 - Empresa deve decidir até dezembro sobre venda de participação que a companhia detém no complexo hidrelétrico de Amador Aguiar.
As duas usinas do complexo de Amador Aguiar, com 450 MW, têm também como sócios a Vale, Cemig e Grupo Votorantim. A Suzano Papel e Celulose deve decidir até dezembro sobre venda de participação que a companhia detém no complexo hidrelétrico de Amador Aguiar, no rio Araguari (MG), como forma de reduzir a alavancagem da companhia. A produtora de papel e celulose possui 17 por cento no empreendimento, o que corresponde a 51 megawatts (MW) médios de energia assegurada, segundo o presidente Antonio Maciel Neto. "A Suzano usa entre 40 e 50 MW para rodar suas máquinas. Essa usina faz um hedge perfeito", afirmou o executivo a jornalistas nesta sexta-feira.
Maciel explicou ainda que a unidade de Imperatriz (MA), cujo início das operações está previsto para 2013, produzirá 100 MW de energia, por meio de cogeração, o que resultaria em um excedente de energia. Entre a possível venda da participação e o início da entrada em operação da fábrica do Maranhão a Suzano teria então que adquirir energia no mercado.
As duas usinas do complexo de Amador Aguiar, com 450 MW, têm também como sócios a Vale, Cemig e Grupo Votorantim. "Os sócios têm direito de preferência", disse Maciel, sem divulgar o valor que poderia ser obtido com a venda da participação.
No início de 2012, a companhia deve decidir também sobre a possível entrada de sócios no capital da Suzano Energia Renovável e sobre a venda de terrenos que a empresa detém no Estado de São Paulo, em uma região próxima ao município de Ribeirão Preto.
Além disso, ao longo de 2012 a empresa também decidirá acerca de uma eventual entrada de um sócio minoritário nos projetos de expansão em celulose da companhia, que consiste na fábrica maranhense, uma segunda no Piauí e uma terceira em local ainda não definido.
A Suzano fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 425,5 milhões de reais, ante lucro de 272,85 milhões de reais no mesmo período de 2011. O resultado ficou pouco abaixo da média de quatro analistas consultados pela Reuters, que apontava perda de 458,8 milhões de reais.
Em 30 de setembro, a Suzano registrava dívida líquida de 5,291 bilhões de reais, crescimento de 37,4 por cento em relação ao mesmo período do ano passado e de 26,1 por cento ante o segundo trimestre, por conta da variação cambial, visto que cerca de 50 por cento da dívida da empresa é em moeda estrangeira. A relação entre dívida líquida e Ebitda, por sua vez, ficou em 4,2 vezes, acima da meta da própria companhia de 3,5 vezes.
Suzano tem prejuízo líquido de R$ 425,5 mi no terceiro tri
Exame 28.10.2011 - No acumulado de 2011, a Suzano registra prejuízo líquido de R$ 178,2 milhões. A Suzano Papel e Celulose encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 425,5 milhões de reais, ante lucro de 272,85 milhões de reais registrados no mesmo período do ano passado.
Exame 28.10.2011 - No acumulado de 2011, a Suzano registra prejuízo líquido de R$ 178,2 milhões. A Suzano Papel e Celulose encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 425,5 milhões de reais, ante lucro de 272,85 milhões de reais registrados no mesmo período do ano passado.
O resultado veio pouco diferente da média de quatro analistas consultados pela Reuters, que apontava prejuízo de 458,8 milhões de reais. No acumulado do ano, a Suzano registra prejuízo líquido de 178,2 milhões de reais. O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização-- totalizou 261,29 milhões de reais, queda de 36 por cento ante 408 milhões de reais obtidos no período entre julho e setembro de 2010. No ano, o recuo foi de 33 por cento, para 886,6 milhões de reais. A estimativa dos analistas para o Ebitda era de 247,7 milhões de reais para o terceiro trimestre. A receita líquida da companhia, por sua vez, foi de 1,23 bilhão de reais de julho a setembro, o que representa avanço de 6 por cento ante os mesmos meses do ano passado. O número ficou em linha com a previsão de 1,2 bilhão de reais. No terceiro trimestre, a Suzano produziu 445 mil toneladas de celulose e 322 mil toneladas de papel, avanço de 12,5 por cento e 13,1 por cento ante o terceiro trimestre de 2010, respectivamente. Em 30 de setembro, a Suzano tinha um endividamento líquido de 5,29 bilhões de reais, com relação entre dívida líquida e Ebitda de 4,2 vezes.
Rei da soja faz fortuna com terra arrendada
Folhapress 28.10.2011 - Maior produtor Argentino, presente em 8 Estados no Brasil, fala da gentão agrícola. O empresário e engenheiro agrônomo argentino Gustavo Grobocopatel.
Folhapress 28.10.2011 - Maior produtor Argentino, presente em 8 Estados no Brasil, fala da gentão agrícola. O empresário e engenheiro agrônomo argentino Gustavo Grobocopatel.
Conhecido como "o rei da soja", o argentino descendente de ucranianos Gustavo Grobocopatel, 49, comanda uma empresa que fatura US$ 900 milhões ao ano exportando grãos.
Presente na Argentina, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai (com 3 milhões de toneladas de grãos por ano), o grupo Los Grobo foi criado há 28 anos por Gustavo e seu pai. Os primeiros passos do grupo foram em Carlos Casares (província de Buenos Aires), e a internacionalização começou nos anos 2000, após a crise argentina de 2001. Grobocopatel desenvolveu um modelo de negócio em que produz arrendando terras, sem ter um único hectare próprio. Com investimentos em oito Estados brasileiros, ele afirma que fazer negócio com o Brasil não é fácil, por conta das diferenças de impostos e de leis entre os Estados. Sobre uma possível desaceleração da China, não é catastrofista. Pensa que é bom que o país asiático cresça menos, porque ficaria difícil atender a demanda daqui para frente. Homem grande e de fala tranquila, dedica-se em suas horas livres à fotografia e à música folclórica argentina. "Adoro cantar", afirma.
Folha - Seu modelo de negócio tem uma particularidade, o sr. produz soja sem ter terra. Como isso funciona?
Gustavo Grobocopatel - É um modelo em que o importante é a gestão do conhecimento. Não importa tanto o proprietário dos fatores de produção, que no campo são terra, trabalho e capital. Podemos fazer agricultura sem ter força de trabalho própria, porque a terceirizamos. A chave desse modelo é a capacidade de gestão. A ideia de que para ser produtor não é necessário ser proprietário da terra rompe um paradigma antigo de que os produtores são filhos de fazendeiros. Agora um produtor pode ser um bom aluno de agronomia. É um processo de democratização de acesso à produção da terra.
Gustavo Grobocopatel - É um modelo em que o importante é a gestão do conhecimento. Não importa tanto o proprietário dos fatores de produção, que no campo são terra, trabalho e capital. Podemos fazer agricultura sem ter força de trabalho própria, porque a terceirizamos. A chave desse modelo é a capacidade de gestão. A ideia de que para ser produtor não é necessário ser proprietário da terra rompe um paradigma antigo de que os produtores são filhos de fazendeiros. Agora um produtor pode ser um bom aluno de agronomia. É um processo de democratização de acesso à produção da terra.
Sua empresa não tem um hectare de terra?
Não. Mas o Google também não tem a propriedade dos computadores. O campo sempre foi um setor primitivo, que teve uma estrutura de capital e negócios primitivos. Queremos modernizá-lo.
Não. Mas o Google também não tem a propriedade dos computadores. O campo sempre foi um setor primitivo, que teve uma estrutura de capital e negócios primitivos. Queremos modernizá-lo.
O sócio local ajuda a superar obstáculos?
Sim, nosso negócio é conhecer a forma de produção, a tecnologia, que precisa ser adaptada ao local, o conhecimento das pessoas. Não se pode plantar soja sem conhecer o solo, o clima, quem vai fazer o plantio, a colheita.
Sim, nosso negócio é conhecer a forma de produção, a tecnologia, que precisa ser adaptada ao local, o conhecimento das pessoas. Não se pode plantar soja sem conhecer o solo, o clima, quem vai fazer o plantio, a colheita.
A relação com esses locais funciona como em uma cooperativa?
Os donos são os produtores, que plantam juntos, que têm parcerias para desenvolver determinado produtos. Há programas de incentivo, e todos são sócios no resultado. É o que chamamos de desenho em rede.
Os donos são os produtores, que plantam juntos, que têm parcerias para desenvolver determinado produtos. Há programas de incentivo, e todos são sócios no resultado. É o que chamamos de desenho em rede.
É fácil fazer negócio no Brasil?
Para mim, é [risos]. Não tem sido fácil nem para os argentinos no Brasil nem para os brasileiros na Argentina. A estrutura tributária do Brasil é alta e muito complexa, por causa das diferenças entre os Estados. Cada Estado tem uma particularidade, uma legislação, uma maneira de investir. Por exemplo, é muito complicado plantar em um Estado e querer processar o produto em outro. Mas a cultura da soja no Brasil está crescendo. A agricultura vai crescer no cerrado. O Brasil produz em 55 milhões de hectares, e o mundo espera que chegue a 80 milhões de hectares.
Para mim, é [risos]. Não tem sido fácil nem para os argentinos no Brasil nem para os brasileiros na Argentina. A estrutura tributária do Brasil é alta e muito complexa, por causa das diferenças entre os Estados. Cada Estado tem uma particularidade, uma legislação, uma maneira de investir. Por exemplo, é muito complicado plantar em um Estado e querer processar o produto em outro. Mas a cultura da soja no Brasil está crescendo. A agricultura vai crescer no cerrado. O Brasil produz em 55 milhões de hectares, e o mundo espera que chegue a 80 milhões de hectares.
Os produtores de soja brasileiros ainda são primitivos?
Por enquanto, ser dono de terra está veiculado à renda, é como ter um apartamento. Mas a produção da terra é outro negócio e depende daqueles que sabem produzir. Na Argentina, 70% da produção está em terra arrendada. No Brasil é muito menor.
Por enquanto, ser dono de terra está veiculado à renda, é como ter um apartamento. Mas a produção da terra é outro negócio e depende daqueles que sabem produzir. Na Argentina, 70% da produção está em terra arrendada. No Brasil é muito menor.
Como analisa a possibilidade de desaceleração na China, que poderia afetar os preços das commodities como a soja?
É bom que a economia chinesa se desacelere um pouco. Se o país seguir crescendo 10% e a demanda crescer no mesmo nível, a produção de grãos hoje não é suficiente para satisfazer isso. Falo de um crescimento chinês de 6%. Vai haver volatilidade, é a dinâmica do mercado, mas os preços estão num nível que dobrou o valor que tínhamos há dez anos.
É bom que a economia chinesa se desacelere um pouco. Se o país seguir crescendo 10% e a demanda crescer no mesmo nível, a produção de grãos hoje não é suficiente para satisfazer isso. Falo de um crescimento chinês de 6%. Vai haver volatilidade, é a dinâmica do mercado, mas os preços estão num nível que dobrou o valor que tínhamos há dez anos.
"A ideia de que para ser produtor não é necessário ser proprietário da terra rompe um paradigma antigo de que os produtores são filhos de fazendeiros. Agora um produtor pode ser um bom aluno de agronomia"
"O Google também não tem a propriedade dos computadores. O campo sempre foi um setor primitivo, que teve uma estrutura de capital e negócios primitivos. Queremos modernizá-lo"
"É bom que a economia chinesa se desacelere um pouco. Se o país seguir crescendo 10% e a demanda crescer no mesmo nível, a produção de grãos hoje não é suficiente para satisfazer isso"
IMC anuncia recompra sete meses após chegar à bolsa
Valor 28.10.2011 - Sete meses depois de estrear na bolsa, a International Meal Company (IMC), dona das redes de restaurante Viena e Frango Assado, anunciou ontem uma recompra de ações.
Valor 28.10.2011 - Sete meses depois de estrear na bolsa, a International Meal Company (IMC), dona das redes de restaurante Viena e Frango Assado, anunciou ontem uma recompra de ações.
Na abertura de capital, os papéis da empresa foram vendidos a R$ 13,50. No fechamento de ontem, valiam R$ 10,80, após alta de 3,85%. Por essa cotação, a empresa recompraria seus papéis com um desconto de 20% em relação ao preço de venda aos investidores. As ações da IMC tiveram um pico na casa dos R$ 17 em maio, mas desde agosto acumulam queda sem superar a cotação da oferta inicial.
Em comunicado, a empresa informa que o objetivo da recompra é aplicar os recursos disponíveis para maximizar valor aos acionistas. A recompra costuma ser vista pelos investidores como uma sinalização da companhia de que não há melhor investimento para os recursos que possui em caixa do que comprar os seus próprios papéis. Para os acionistas, se as ações forem recompradas e canceladas, eles terão a sua fatia na empresa ampliada. Além dessa finalidade, a IMC informou que poderá usar os papéis para o programa de remuneração de executivos. Os recursos sairão das reservas de lucro e capital.
A quantidade máxima a ser recomprada é de 10% da quantidade de ações em circulação, limite permitido por lei. No total seriam 3,379 milhões de ações, que, pelo fechamento de ontem, movimentariam R$ 36,5 milhões.
Em sua oferta inicial, a empresa captou R$ 474,2 milhões. A maior parte, R$ 330,8 milhões, foi para o caixa. Os R$ 143,4 milhões restantes foram embolsados pelos vendedores, o Fundo de Investimento em Participações Brasil Empreendimentos, da gestora Advent, que reduziu sua fatia na empresa de 75% para 59,75%. No mercado ficou em circulação 40,25% do capital da empresa. No entanto, dias após o fechamento da operação, três gestores declararam fatia superior a 5% do total de ações da IMC: o americano Capital Group International (5,85%); o londrino Newton (8,17%); e o Credit Suisse, que ficou com 5,59%, para atividades de estabilização das ações da companhia após a oferta.
Somando as posições dos três gestores, cerca de 19,6% dos papéis estavam concentrados por eles. A liquidez das ações em bolsa é pequena.
A empresa ainda possui cerca de R$ 300 milhoes em caixa. Desde a abertura de capital, anunciou a aquisição da Aeroservicios de La Costa, que fornece refeições para companhias aéreas, e o fechamento de contratos para abrir restaurantes em três aeroportos operados pela Airplan, dois em Medellín e um em Montería, na Colômbia.
TNK-BP está prestes a comprar 45% da HRT
Valor 28.10.2011 - As negociações entre a HRT e a anglo-russa TNK-BP avançaram no início da noite de ontem, chegando a um consenso em um dos pontos pendentes para fechamento da operação de compra de 45% das ações da petrolífera brasileira. Um dos entraves envolvia uma cláusula que permite o aumento da participação da TNK-BP na operação da HRT futuro com aquisição de lote adicional de ações, o que a tornaria virtualmente a operadora dos 21 blocos da HRT na bacia do Solimões. Ter a companhia brasileira como operadora sempre foi um ponto de honra para Márcio Melo, sócio fundador da HRT, que gostaria de manter a parte brasileira da sociedade à frente das decisões. O Valor apurou que um acordo permitirá que a TNK-BP passa a comandar a área de desenvolvimento da produção da HRT na Amazônia, o que dá controle sobre os investimentos. Outro ponto envolve a Petra Energia, que era dona dessa participação e está saindo da empresa. A Petra negocia com HRT participação nos ganhos futuros da HRT caso haja sucesso da campanha exploratória de seus ativos. O fechamento da operação por US$ 1,05 bilhão, com pagamento em duas parcelas, era esperado para ontem e não tinha sido anunciado até o fechamento dessa edição. A operação tem de atender os interesses tanto de HRT, que exerceu direito de compra dos 45% em maio por R$ 1,29 bilhão, quanto da Petra, que quer se apoderar da diferença (US$ 204,3 milhões) e garantir ganhos adicionais no futuro sobre novas descobertas na área. Uma coisa parece certa no mercado: se a TNK-BP não entrar na HRT as ações da companhia brasileira podem cair, pois ela terá usado seu caixa para quitar o negócio com a Petra sem contar com a entrada de dinheiro novo e ir ao mercado em busca de um novo sócio. A HRT tem pela frente um programa de investimentos de US$ 12 bilhões (no caso de sucesso exploratório que leve a novos investimentos em logística de escoamento), sendo US$ 3,2 bilhões até 2014. A TNK-BP é 50% controlada pela petrolífera inglesa BP e 50% pela holding AAR, que tem o comando compartilhado por três megaempresários russos e administra US$ 35 bilhões em ativos. A companhia é a terceira maior petrolífera da Rússia, com produção de 1,78 milhão de barris ao dia.
Valor 28.10.2011 - As negociações entre a HRT e a anglo-russa TNK-BP avançaram no início da noite de ontem, chegando a um consenso em um dos pontos pendentes para fechamento da operação de compra de 45% das ações da petrolífera brasileira. Um dos entraves envolvia uma cláusula que permite o aumento da participação da TNK-BP na operação da HRT futuro com aquisição de lote adicional de ações, o que a tornaria virtualmente a operadora dos 21 blocos da HRT na bacia do Solimões. Ter a companhia brasileira como operadora sempre foi um ponto de honra para Márcio Melo, sócio fundador da HRT, que gostaria de manter a parte brasileira da sociedade à frente das decisões. O Valor apurou que um acordo permitirá que a TNK-BP passa a comandar a área de desenvolvimento da produção da HRT na Amazônia, o que dá controle sobre os investimentos. Outro ponto envolve a Petra Energia, que era dona dessa participação e está saindo da empresa. A Petra negocia com HRT participação nos ganhos futuros da HRT caso haja sucesso da campanha exploratória de seus ativos. O fechamento da operação por US$ 1,05 bilhão, com pagamento em duas parcelas, era esperado para ontem e não tinha sido anunciado até o fechamento dessa edição. A operação tem de atender os interesses tanto de HRT, que exerceu direito de compra dos 45% em maio por R$ 1,29 bilhão, quanto da Petra, que quer se apoderar da diferença (US$ 204,3 milhões) e garantir ganhos adicionais no futuro sobre novas descobertas na área. Uma coisa parece certa no mercado: se a TNK-BP não entrar na HRT as ações da companhia brasileira podem cair, pois ela terá usado seu caixa para quitar o negócio com a Petra sem contar com a entrada de dinheiro novo e ir ao mercado em busca de um novo sócio. A HRT tem pela frente um programa de investimentos de US$ 12 bilhões (no caso de sucesso exploratório que leve a novos investimentos em logística de escoamento), sendo US$ 3,2 bilhões até 2014. A TNK-BP é 50% controlada pela petrolífera inglesa BP e 50% pela holding AAR, que tem o comando compartilhado por três megaempresários russos e administra US$ 35 bilhões em ativos. A companhia é a terceira maior petrolífera da Rússia, com produção de 1,78 milhão de barris ao dia.
Em relatório para clientes do Credit Suisse, o analista Emerson Leite atribuiu a volatilidade das ações da HRT, que caíram 10% entre sexta (dia 21) e segunda-feira (24), às notícias de saída de Maxim Barskiy, vice-presidente do conselho da TNK-BP. Ele deixará a companhia dia 1º de novembro e foi responsável por grande parte das negociações com a HRT. Mas ele lembra que uma das grandes forças condutoras da internacionalização da petrolífera é Mikhail Fridman, um dos principais acionistas (ele controla o Alfa Group) e que se manterá na presidência executiva da companhia até 2013. Ontem, as ações da HRT fecharam com alta de 5%, o que ajudou a reverter a queda acumulada entre os dias 21 e 24. Entre o dia 21 e ontem, os papéis acumularam alta de 2,46%.
OSX registra lucro de R$ 33,2 milhões no terceiro trimestre
Exame 28.10.2011 - Faturamento somou R$ 29,2 milhões; lucro foi impulsionado pelos resultados financeiros. OSX: lucro da companhia foi impulsionado pelos resultados financeiros.
Exame 28.10.2011 - Faturamento somou R$ 29,2 milhões; lucro foi impulsionado pelos resultados financeiros. OSX: lucro da companhia foi impulsionado pelos resultados financeiros.
A OSX, braço de equipamentos e serviços do grupo EBX, registrou lucro de 33,2 milhões de reais no terceiro trimestre. Um ano antes, a companhia havia acumulado prejuízo de quase 50 milhões de reais.
Os ganhos da companhia de Eike Batista foram impulsionados, principalmente, pelos resultados financeiros da empresa, que no período somaram 97,3 milhões de reais.
A receita no terceiro trimestre totalizou 29,2 milhões de reais. No acumulado do ano, o faturamento foi de 64,1 milhões de reais.
O caixa consolidado da OSX e de suas controladas encerrou o trimestre em 1,6 bilhão de reais, redução de 11% na comparação com o mesmo período de 2010.
O endividamento consolidado da companhia no final do trimestre somou 903,8 milhões de reais.
Segundo Luiz Eduardo Carneiro, diretor-presidente da empresa, a OSX vem obtendo significativas conquistas. "Já somamos uma carteira firme de pedidos da ordem de 5 bilhões de dólares, composto por sete unidades, sendo 5 FPSOs e 2 plataformas fixas para atender à demanda de nossa cliente âncora OGX", disse o executivo em nota. No trimestre anterior, a OSX havia registrado prejuízo de 10,9 milhões de reais.
Segundo Luiz Eduardo Carneiro, diretor-presidente da empresa, a OSX vem obtendo significativas conquistas. "Já somamos uma carteira firme de pedidos da ordem de 5 bilhões de dólares, composto por sete unidades, sendo 5 FPSOs e 2 plataformas fixas para atender à demanda de nossa cliente âncora OGX", disse o executivo em nota. No trimestre anterior, a OSX havia registrado prejuízo de 10,9 milhões de reais.
Brasil Brokers compra 70% da Imóveis No Morumbi
Folha 28.10.2011 - A Brasil Brokers, grupo de empresas de intermediação e consultoria imobiliária, anuncia hoje a aquisição de 70% da Imóveis No Morumbi, com sede em São Paulo. Com investimento estimado em cerca de R$ 14 milhões, o grupo aumenta a sua penetração no mercado de imóveis prontos e usados na região do Morumbi.
Folha 28.10.2011 - A Brasil Brokers, grupo de empresas de intermediação e consultoria imobiliária, anuncia hoje a aquisição de 70% da Imóveis No Morumbi, com sede em São Paulo. Com investimento estimado em cerca de R$ 14 milhões, o grupo aumenta a sua penetração no mercado de imóveis prontos e usados na região do Morumbi.
A Brasil Brokers foca aquisições de empresas do mercado de imóveis usados. Essa é a quarta compra realizada neste ano, com investimentos que somam cerca de R$ 70 milhões. "Tínhamos uma lacuna da nossa presença no Morumbi. Vamos agora assumir a liderança na região", diz Julio Piña, vice-presidente de operações da Brasil Brokers. A empresa tem em andamento outras negociações de aquisição que devem ser anunciadas ainda neste ano, tanto em São Paulo como em outros Estados.
"O mercado de imóveis usados está em crescimento. O volume de lançamentos de novos dos últimos anos também alavancou o mercado de usados", diz Piña. "Não existe uma 'bolha imobiliária'. Os preços tiveram um ajuste normal."
Fabricante de Brastemp e Consul vai cortar mais de 5 mil empregos
Valor 28.10.2011 - A Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, anunciou hoje que vai cortar mais de 5 mil empregos, primeiramente na América do Norte e na Europa, o que corresponde a uma redução de cerca de 10% no número de empregados dessas regiões.
Valor 28.10.2011 - A Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, anunciou hoje que vai cortar mais de 5 mil empregos, primeiramente na América do Norte e na Europa, o que corresponde a uma redução de cerca de 10% no número de empregados dessas regiões.
A expectativa é que a capacidade total de produção da empresa seja reduzida em 6 milhões de unidades de eletrodomésticos. A economia de custos anual é estimada em US$ 400 milhões até o fim de 2013. “Como tínhamos indicado previamente, em um período de crescimento econômico e demanda do consumidor incertos, estaríamos preparados para tomar as ações necessárias a fim de ampliar nossas margens operacionais e melhorar nossos lucros. Dado o enfraquecimento do ambiente econômico global, estamos anunciado hoje planos agressivos que vão resultar em reduções de custo e capacidade substanciais”, disse o presidente da empresa, Jeff Fettig. Segundo o executivo, os cortes resultam de uma revisão global de todas as operações da empresa. Os planos incluem o fechamento da fábrica de geladeiras em Fort Smith, no estado americano de Arcansas, até o meio de 2012. A empresa considerou que a combinação desses planos com aumentos de preços devem acelerar o crescimento das margens a partir de 2012.
Abilio sinaliza entendimento com Casino
Folha 28.10.2011 - Presidente do conselho do Pão de Açúcar diz que conversou com a rede francesa na semana passada em Paris.Durante evento, Abilio levantou a bandeira branca ao afirmar que empresários não devem brigar.O presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz, sinalizou ontem que as relações com o sócio francês Casino caminham para um entendimento. ”Eu estive com o Jean-Charles [Naouri, presidente do grupo Casino] em Paris na sexta-feira e disse para ele: 'Não dá para esquecer os meses de junho, julho e agosto, mas tivemos 12 ótimos anos antes disso'."
Folha 28.10.2011 - Presidente do conselho do Pão de Açúcar diz que conversou com a rede francesa na semana passada em Paris.Durante evento, Abilio levantou a bandeira branca ao afirmar que empresários não devem brigar.O presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz, sinalizou ontem que as relações com o sócio francês Casino caminham para um entendimento. ”Eu estive com o Jean-Charles [Naouri, presidente do grupo Casino] em Paris na sexta-feira e disse para ele: 'Não dá para esquecer os meses de junho, julho e agosto, mas tivemos 12 ótimos anos antes disso'."
As conversas de Abilio com o Carrefour, para um projeto de aquisição que levaria à criação do segundo maior varejista do mundo, desagradaram ao Casino, que foi surpreendido com a notícia da negociação pelos jornais. Irritado com o sócio brasileiro, Naouri abriu processo contra Abilio em uma câmara de arbitragem em Paris. Durante o CEO Summit, evento sobre empreendedorismo organizado pela ONG Endeavor, Abilio levantou a bandeira branca ao afirmar que empresários não devem brigar.
"Empresários não brigam, empresários negociam. Briga é coisa para namorados." Para uma plateia de jovens empreendedores, Abilio recomendou que escolham muito bem os sócios e que prestem bastante atenção na hora de firmar contratos societários. "Coloquem tudo por escrito", disse.
Em tom de brincadeira, Abilio disse que nos últimos meses tem andado cercado de advogados: "Metade dos escritórios de advocacia do mundo está comigo. A outra metade está do outro lado". E disse que os advogados estavam muito preocupados com o que ele iria falar durante o evento. Essa preocupação não o impediu de fazer comentários sobre a disputa com o Casino.
"O que eu queria? Fazer o GPA ser o segundo maior grupo do mundo. Mas, por circunstâncias, a coisa não foi para a frente e nos curvamos às dificuldades. Era um grande plano, sensacional e pode ser um grande plano ainda." Depois do evento, questionado se a negociação com o Carrefour poderia ainda ser retomada, Abilio declarou: "Não existe plano B. Está tudo para ser construído e para ser feito".
Lucro da CSN sobe 49% no terceiro trimestre
Estadão 28.10.2011 - Siderúrgica registrou lucro líquido de R$ 1,097 bilhão no período. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido de R$ 1,097 bilhão no terceiro trimestre do ano, alta de 49% ante os R$ 738 milhões registrados no mesmo período de 2010. A receita líquida da companhia cresceu 7% no último trimestre, para R$ 4,241 bilhões.
Estadão 28.10.2011 - Siderúrgica registrou lucro líquido de R$ 1,097 bilhão no período. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido de R$ 1,097 bilhão no terceiro trimestre do ano, alta de 49% ante os R$ 738 milhões registrados no mesmo período de 2010. A receita líquida da companhia cresceu 7% no último trimestre, para R$ 4,241 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado atingiu R$ 1,703 milhões no terceiro trimestre desse ano, queda de 8% ante os R$ 1,847 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda registrou recuo de 7 pontos porcentuais, para 40%.
O caixa da empresa ficou ainda mais robusto ao fim do terceiro trimestre do ano. A siderúrgica informou em seu balanço que o caixa aumentou 36% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, para R$ 15,635 bilhões. Na comparação com o intervalo de abril a junho deste ano quando o caixa era de R$ 11,685 bilhões o crescimento foi de 34%.
Ainda no balanço, a CSN lembrou que no mês de agosto ela contratou com a Caixa Econômica Federal uma operação de Crédito Especial Empresa - Grandes Corporações, por meio da emissão de Cédula de Crédito Bancário no valor de R$ 2,2 bilhões, com prazo final de amortização de 108 meses. No mesmo mês, a CSN emitiu debêntures não conversíveis em ações, no montante de R$ 1,15 bilhão, com vencimento em oito anos.
Triunfo forma joint venture de serviços de cabotagem com Nippon
Valor 28.10.2011 - A Triunfo Participações e Investimentos, divulgou hoje que a controlada Maestra Navegação e Logística firmará uma joint venture com o armador japonês Nippon Yusen Kabushiki Kaisha. De acordo com o memorando firmado entre as empresas, a Nippon deterá inicialmente 10% das capital social total e votante da Maestra, com a possibilidade de elevar sua participação para até 20%. Até agora, a Triunfo controlava 100% do capital da Maestra Logística, empresa constituída para operar no segmento de cabotagem. A Maestra foi criada para atuar em cinco portos da costa brasileira.
Valor 28.10.2011 - A Triunfo Participações e Investimentos, divulgou hoje que a controlada Maestra Navegação e Logística firmará uma joint venture com o armador japonês Nippon Yusen Kabushiki Kaisha. De acordo com o memorando firmado entre as empresas, a Nippon deterá inicialmente 10% das capital social total e votante da Maestra, com a possibilidade de elevar sua participação para até 20%. Até agora, a Triunfo controlava 100% do capital da Maestra Logística, empresa constituída para operar no segmento de cabotagem. A Maestra foi criada para atuar em cinco portos da costa brasileira.
O objetivo da parceria é a prestação de serviços de cabotagem, além de soluções logísticas e transporte terrestre para seus clientes. A Nippon Yusen Kabushiki Kaisha é uma empresa global de logística e transportes integrados do mundo e iniciou suas atividades em setembro de 1885 em Tóquio, no Japão.
Escolas americanas querem alunos brasileiros
Valor 28.10.2011 - Anne Nemer, da Universidade de Pittsburgh, diz que planeja aumentar em 30% sua turma de MBA executivo oferecido no Brasil.
Valor 28.10.2011 - Anne Nemer, da Universidade de Pittsburgh, diz que planeja aumentar em 30% sua turma de MBA executivo oferecido no Brasil.
O Brasil está chegando ao topo da lista de prioridades das escolas de negócios dos Estados Unidos. Afetadas pela crise global e, em alguns casos, pela queda de matrículas de estudantes europeus e americanos nos últimos anos, elas têm se movimentado para conquistar alunos nos mercados emergentes. As recentes visitas dos representantes das instituições ao Brasil são um termômetro do interesse pelos potenciais candidatos do país. Nos últimos dois meses, por exemplo, seis escolas de MBA consideradas de primeira linha estiveram em São Paulo para divulgar seus programas.
Algumas das instituições chegaram a mudar seus cronogramas de visitas internacionais para incluir o Brasil em etapas que antes não contemplavam o país. É o caso da Wharton School, que já vinha anualmente divulgar seus programas e este ano irá trazer seu comitê de admissões à capital paulista para entrevistar candidatos. "A inclusão de São Paulo é um reflexo do forte interesse de Wharton pelos brasileiros", justifica Kathryn Bezella, diretora associada sênior de admissões.
Na Harvard Business School, as entrevistas presenciais no Brasil começaram a fazer parte da rotina há dois anos. "Dentre as 70 nacionalidades que compõem nosso quadro, os brasileiros estão entre os 'top 10'", revela Deirdre Leopold, diretora de admissões do MBA da escola.
A disputa está acirrada pelos potenciais candidatos da América Latina. Um estudo elaborado pelo Graduate Management Admission Council (GMAC), empresa que aplica o principal exame de admissão usado pelas escolas de negócios, revela que a preferência dos candidatos da região por instituições americanas tem diminuído gradualmente.
Peter Salovey, diretor acadêmico de Yale, admite que crise afetou inscrições.
Elas continuam sendo as mais populares - 74% dos latino-americanos tentaram ingressar em MBAs dos Estados Unidos em 2010-, mas o percentual já foi maior (78% em 2006 e 84% em 2000). "Uma das razões disso é que bons programas de educação executiva em diferentes regiões do mundo estão despontando e ganhando reconhecimento nos rankings globais", explica Alex Chisholm, gerente sênior de análise estatística do GMAC. Para Seda Mansour, diretora associada de admissão da Stanford Graduate School of Business, há também uma tendência de os estudantes internacionais procurarem instituições em outros países com custo mais baixo. "Escolas americanas que estavam habituadas a atrair esses candidatos já não têm a mesma facilidade", afirma. Seda, que trouxe o reitor de Stanford ao Brasil em setembro, porém, ressalta que a escola ainda não enfrenta esse problema. Outra tendência é a preferência cada vez maior por programas com um ano de duração. Populares na Europa e no Canadá, eles rivalizam cada vez mais com os tradicionais MBAs americanos de dois anos. "Os estudantes estão pesando os custos de ficar dois anos desempregados, pagar pelo curso e perder possíveis oportunidades profissionais", afirma Peter Von Loesecke, CEO do The MBA Tour, feira itinerante que traz escolas de negócios globais ao Brasil todos os anos.
Elas continuam sendo as mais populares - 74% dos latino-americanos tentaram ingressar em MBAs dos Estados Unidos em 2010-, mas o percentual já foi maior (78% em 2006 e 84% em 2000). "Uma das razões disso é que bons programas de educação executiva em diferentes regiões do mundo estão despontando e ganhando reconhecimento nos rankings globais", explica Alex Chisholm, gerente sênior de análise estatística do GMAC. Para Seda Mansour, diretora associada de admissão da Stanford Graduate School of Business, há também uma tendência de os estudantes internacionais procurarem instituições em outros países com custo mais baixo. "Escolas americanas que estavam habituadas a atrair esses candidatos já não têm a mesma facilidade", afirma. Seda, que trouxe o reitor de Stanford ao Brasil em setembro, porém, ressalta que a escola ainda não enfrenta esse problema. Outra tendência é a preferência cada vez maior por programas com um ano de duração. Populares na Europa e no Canadá, eles rivalizam cada vez mais com os tradicionais MBAs americanos de dois anos. "Os estudantes estão pesando os custos de ficar dois anos desempregados, pagar pelo curso e perder possíveis oportunidades profissionais", afirma Peter Von Loesecke, CEO do The MBA Tour, feira itinerante que traz escolas de negócios globais ao Brasil todos os anos.
A crise que afeta países europeus e os Estados Unidos também pode estar entre as explicações mais prováveis para o aumento do interesse por economias como o Brasil. O diretor acadêmico da Universidade de Yale, Peter Salovey, que visitou São Paulo na primeira semana deste mês, admite que houve uma pequena queda nas inscrições para o programa de pós-graduação em 2010 por conta de incertezas no mercado de trabalho. "A crise também afetou a quantidade de doações que recebemos e, consequentemente, alguns investimentos como contratações e construção de prédios", diz. O diretor adianta, porém, que o ano de 2011 deve se encerrar com um cenário de recuperação. Na Universidade de Pittsburgh, o panorama é o mesmo: em 2010, o número de matrículas de europeus e americanos caiu 20%. "Houve uma melhora em 2011, mas já esperamos nova queda para 2012 por conta da turbulência global", afirma Anne Nemer, diretora dos programas de educação executiva. A escola planeja, contudo, aumentar em 30% sua turma de MBA Executivo oferecido no Brasil. Pioneiro, o curso é oferecido há doze anos e tem demanda crescente. "Nosso foco no país não mudou nem mesmo nos períodos de instabilidade. É um dos mercados onde mais crescemos e estamos investindo em novos cursos", diz. A trajetória da Pittsburgh, no entanto, não deve ser seguida por outras escolas. Todas as universidades consultadas pelo Valor - Harvard Business School, Universidade de Yale, Stanford Graduate School of Business, NYU Stern, Universidade de Michigan e Wharton School -não têm planos de instalar unidades no país no curto prazo. Apesar disso, o Brasil é considerado por elas um dos mercados mais importantes. "Fora dos Estados Unidos, é um dos locais de onde mais recebemos estudantes", afirma Paula Goldfarb, diretora executiva da NYU Stern. "O país está entre os cinco mais representativos", diz Soojin Koh, diretora de admissões da Universidade de Michigan. Em todas as instituições ouvidas, a presença dos brasileiros aumentou com o tempo, assim como a participação internacional nas salas de aula de uma maneira geral. Essa diversidade, na opinião das escolas, é vantajosa tanto para os alunos quanto para a própria educação executiva. "Atualmente, é preciso ser global", afirma Deirdre Leopold, da Harvard Business School. Peter Salovey, da Universidade de Yale, defende que o resultado de um corpo de alunos multicultural pode ser percebido na qualidade da educação. "Diferentes nacionalidades e religiões melhoram a discussão em classe. Para os americanos, os estudantes internacionais são um grande presente."
Lucro da americana Merck vai a US$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre
Valor 28.10.2011 - A Merck Co., gigante do setor farmacêutico com sede em Nova Jersey, registrou lucro de US$ 1,692 bilhão no terceiro trimestre, com forte crescimento ante os US$ 342 milhões verificados um ano antes. As vendas globais da companhia no período somaram US$ 12,022 bilhões, com alta de 8% na comparação anual, beneficiadas pela demanda maior por medicamentos indicados para o tratamento de asma e diabetes. As vendas mundiais dos medicamentos para diabetes Januvia e Janumet avançaram 41% no intervalo, para US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2011, impulsionadas pelo crescimento em todas as regiões. Já os negócios globais com o Singulair, medicamento indicado para o tratamento de asma crônica, subiram 10% na mesma base de comparação, para US$ 1,3 bilhão.
Valor 28.10.2011 - A Merck Co., gigante do setor farmacêutico com sede em Nova Jersey, registrou lucro de US$ 1,692 bilhão no terceiro trimestre, com forte crescimento ante os US$ 342 milhões verificados um ano antes. As vendas globais da companhia no período somaram US$ 12,022 bilhões, com alta de 8% na comparação anual, beneficiadas pela demanda maior por medicamentos indicados para o tratamento de asma e diabetes. As vendas mundiais dos medicamentos para diabetes Januvia e Janumet avançaram 41% no intervalo, para US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2011, impulsionadas pelo crescimento em todas as regiões. Já os negócios globais com o Singulair, medicamento indicado para o tratamento de asma crônica, subiram 10% na mesma base de comparação, para US$ 1,3 bilhão.
Em comunicado, o presidente da farmacêutica, Kenneth C. Frazier, destaca que a melhora significativa dos resultados ao longo de três trimestres consecutivos reflete a “capacidade de desempenho consistente e, ao mesmo tempo, executar os investimentos estratégicos para o futuro.”
Estratégia de crescimento da Procter & Gamble tem investimento bilionário
Newtrade 28.10.2011 - A maior fabricante mundial de bens de consumo, em vendas, prometeu o investimento durante o anúncio do balanço trimestral. O fechamento mostrou queda de 2% no lucro líquido, para US$ 3 bilhões, e aumento de 8,9% nas vendas líquidas, para US$ 21,9 bilhões, graças principalmente à expansão em países emergentes.
Newtrade 28.10.2011 - A maior fabricante mundial de bens de consumo, em vendas, prometeu o investimento durante o anúncio do balanço trimestral. O fechamento mostrou queda de 2% no lucro líquido, para US$ 3 bilhões, e aumento de 8,9% nas vendas líquidas, para US$ 21,9 bilhões, graças principalmente à expansão em países emergentes.
O diretor de finanças da Procter & Gamble, Jon Moeller, reconheceu que as despesas gerais da empresa calculadas como porcentagem das vendas estão muito altas e disse estar comprometido a reduzi-las. No trimestre encerrado em 30 de setembro, a margem operacional da Procter & Gamble caiu 2,6 pontos porcentuais, para 19,8%. A empresa atribuiu a queda à inflação das commodities. A Procter & Gamble conseguiu concretizar menos de 70% dos aumentos que planejava para compensar a alta das commodities. As vendas da Procter & Gamble cresceram 9% nos países emergentes e 1% nos desenvolvidos, excluindo variações cambiais e aquisições ou vendas de operações.
Pacote agiliza licenciamento ambiental e reduz custo de obras
Estadão 28.10.2011 - Sete portarias publicadas na edição desta sexta-feira, 28, do Diário Oficial permitem regularizar obras anteriores a 1983, o que facilitará a execução de melhoramentos nas rodovias e portos. Um conjunto de sete portarias publicadas na edição de hoje do Diário Oficial vai reduzir o custo dos empreendedores com compensação de impacto de grandes obras. O licenciamento ambiental não poderá mais impor condicionantes à liberação de empreendimentos que não tenham relação direta com o impacto da obra. Um exemplo citado pela cúpula da área ambiental do governo foi a exigência de tratamento dentário a populações quilombolas próximas à passagem de uma rodovia, exigida em licença recente.
Estadão 28.10.2011 - Sete portarias publicadas na edição desta sexta-feira, 28, do Diário Oficial permitem regularizar obras anteriores a 1983, o que facilitará a execução de melhoramentos nas rodovias e portos. Um conjunto de sete portarias publicadas na edição de hoje do Diário Oficial vai reduzir o custo dos empreendedores com compensação de impacto de grandes obras. O licenciamento ambiental não poderá mais impor condicionantes à liberação de empreendimentos que não tenham relação direta com o impacto da obra. Um exemplo citado pela cúpula da área ambiental do governo foi a exigência de tratamento dentário a populações quilombolas próximas à passagem de uma rodovia, exigida em licença recente.
"Ficam afastadas as condicionantes que não têm nada a ver com os impactos dos empreendimentos", disse o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, sobre um dos pontos do pacote que agilizará o processo de licenciamento, principalmente das linhas de transmissão, rodovias, portos e do setor de petróleo e gás.
O governo prevê que, nos próximos 10 anos, crescerá a demanda pelo licenciamento ambiental de empreendimentos no país. Serão mais 31,5 mil megawatts de novas hidrelétricas, 32 mil quilômetros de linhas de transmissão, 16 mil quilômetros de rodovias e 32 mil quilômetros de ferrovias já previstos, além do licenciamento da exploração de petróleo no pré-sal.
"As portarias vão acelerar o licenciamento, sem perder a qualidade. A agilização virá de um processo mais eficiente", insistiu Trennepohl, que resiste a expressões como "facilitar", "apressar" ou mesmo "flexibilizar" as regras de avaliação do impacto de empreendimentos de infraestrutura. São sete as portarias publicadas hoje.
Um dos mecanismos que ajudará nas novas licenças é o limite de pedidos de complementação de estudos de impacto ambiental. A partir de amanhã, o órgão ambiental federal só poderá pedir informações complementares uma única vez, e os empreendedores deverão responder aos pedidos de uma única vez. Se a resposta não for considerada suficiente para esclarecer dúvidas, a licença será recusada. Um ajuste importante é o estabelecimento de prazo de 60 dias para órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se manifestarem sobre os estudos de impacto ambiental. "Na prática, não se fazia valer nenhum prazo até aqui", observou Trennepohl.
Consultorias - Outra novidade é a possibilidade de o Ibama validar informações contidas num determinado estudo para que outros empreendimentos não precisem repetir estudos. "Quem não vai gostar são as consultorias", disse Marília Marreco, assessora da ministra do Meio Ambiente.
Na área de petróleo e gás e no licenciamento de linhas de transmissão, as portarias estabelecerão procedimentos diferentes por potencial de impacto. Nem todos os empreendimentos de linhas de transmissão, por exemplo, exigirão estudos de impacto ambiental. O licenciamento de poços de petróleo será feito por blocos.
Antes de 1983 - O pacote de portarias também prevê a regularização de empreendimentos anteriores a 1983, ano da regulamentação da lei com regras para o licenciamento ambiental. O país tem 55 mil quilômetros de rodovias não licenciadas e mais 40 portos em funcionamento sem autorização prévia, segundo dados do Ibama. A regularização facilitará obras de melhoramento das rodovias e nos portos. O mecanismo não alcançará o asfaltamento de estradas como a Transamazônica e a polêmica BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus.
Ibama muda para agilizar emissões de licenças
Brasil Econômico 28.10.2011 - "Se formos analisar a lei no sentido mais duro até uma obra de tapa buraco precisaria de licenciamento ambiental", diz Curt Trennepohl.
Brasil Econômico 28.10.2011 - "Se formos analisar a lei no sentido mais duro até uma obra de tapa buraco precisaria de licenciamento ambiental", diz Curt Trennepohl.
Um conjunto de portarias publicadas no Diário Oficial da União traz novos procedimentos para avaliação de projetos dos setores de energia elétrica, portos, rodovias e petróleo e gás.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) adota novas regras que visam agilizar a emissão de licenças ambientais que autorizam a construção de projetos de infraestrutura no país.
As mudanças foram elaboradas especificamente para obras de transmissão de energia elétrica, de portos, de rodovias e do setor de exploração de petróleo e gás.
Um conjunto de sete portarias, publicadas nesta sexta-feira (28/10), no Diário Oficial da União (DOU), especificam as alterações que afetam os procedimentos do Ibama e definem prazos para a emissão de pareceres de órgãos vinculados aos ministérios da Justiça, Saúde e Cultura que são partes inerentes do processo de licenciamento ambiental. Entre os novos procedimentos estão regras que permitirão ao empreendedor ter apenas uma oportunidade para complementar informações técnicas exigidas pelo Ibama. A ideia é que não se estenda muito as contestações sobre as exigências do órgão e que atrasam a emissão de licenças. No âmbito da perfuração de poços de petróleo, uma das principais novidades se dará sobre a emissão de licenças considerando a sensibilidade da área de exploração - em regiões com uma sensibilidade menor em termos ambientais, a avaliação técnica será mais simples. No entanto, o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, deixa claro que as mudanças não significam flexibilização das exigências previstas na lei de proteção ambiental, mas trata-se de uma modernização dos procedimentos do instituto para analisar as obras demandadas pelo país. Segundo Trennepohl, era necessária até para aumentar o grau de especificidade no tratamento da lei ambiental. As regras definidas até aqui pecavam por definirem um mesmo procedimento para projetos com características diferentes. "Se formos analisar a lei no sentido mais duro até uma obra de tapa buraco precisaria de licenciamento ambiental", diz Trennepohl.
Ainda que, na prática, as medidas tragam mais celeridade nas análises de processos, a diretora de licenciamento ambiental do Ibama, Gisela Fiorattini, defende que por outro lado o órgão não pode ser responsabilizado pelos atrasos na concessão de licenças ambientais, pecha que lhe atribuem empreendedores.
No balanço deste ano, o Ibama contabiliza média de emissões de 2,2 licenças por dia (total de 414 licenças neste ano), um índice alto considerando o nível das obras analisadas, da usina nuclear de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte, para um efetivo de analistas de apenas 372 profissionais. "Usamos criatividade as vezes buscando analistas de fora do próprio Ibama para fazer uma força tarefa para estudos técnicos como aconteceu no licenciamento de Belo Monte", afirma Gisela.
Segundo Gisela, as alterações nas regras não deixam de responder a uma demanda maior por licenças ambientais em função do ritmo de desenvolvimento do país. "Em 2000, tínhamos uma carteira de 251 processos de licenciamento ambiental, hoje são 1829 em análise", diz. Na conta estão, 150 usinas de energia elétrica.
As mudanças também seriam necessárias não apenas para avaliar projetos que ainda serão construídos, como também para regularizar obras que já estavam finalizadas quando foi estabelecida a lei, em 1981.
"As novas medidas visam tratar de empreendimentos já existentes antes da legislação e que obviamente ficaram sem licenças sobre as regras atuais e de empreendimentos novos, como os de petróleo e gás, que não foram contemplados pelas regras atuais", explica Trennepohl.
No caso dos portos, o Ibama avalia que existe um total de 40 portos, a maioria pertencente ao setor público, sem licenciamentos ambientais por terem sido construídos antes da entrada em vigor da legislação. Nesta conta estão alguns dos maiores portos do país, como os de Santos e Paranaguá que já iniciaram processo de regularização.
Outros como os das Companhias das Docas do Estado da Bahia (Codeba) ainda estão totalmente irregulares. Os empreendimentos contarão com programas de regularização ambientais específicos e com o apoio do órgão.
Petróleo e gás: Uma das principais novidades se dará sobre a produção de petróleo. O Ibama poderá fazer até um processo de licenciamento integrado de empreendimentos estabelecidos em um polígono de produção. O tratamento individual para projetos que podem ser avaliados conjuntamente pela proximidade. As medidas também funcionam na mesma direção para as rodovias e linhas de transmissão de energia elétrica. Estas, quando tiverem níveis de tensão pequenos e não atravessarem áreas de preservação ambiental ou de terras indígenas, por exemplo, passarão por um processo mais simplificado de análise técnica.
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