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Fitch duvida de moratória da Marfig esperada por investidores
Exame 05.10.2011 - Disparada do rendimento de seus títulos mostra que investidores não concordam com a agência de classificação de risco.
A Marfrig Alimentos SA está conseguindo manter a confiança das agências classificadoras de crédito ao mesmo tempo em que a disparada do rendimento de seus títulos indica que investidores esperam uma moratória.
A taxa dos títulos da Marfrig em dólar e com vencimento em 2016 disparou 1.201 pontos-base para 20,34 por cento, desde o fim de julho, segundo dados compilados pela Bloomberg. Esse rendimento é 19,44 pontos percentuais superior ao que pagam os títulos com prazo similar do Tesouro dos Estados Unidos. Títulos mundiais de altíssimo risco, ou “distressed”, pagam em média 17,46 por cento, de acordo com dados do Bank of America Corp.
A 59,89 por cento do valor de face, o preço dos títulos da Marfrig que vencem em 2018 indica uma “alta probabilidade” de moratória nos próximos 12 meses, disse Eric Ollom, estrategista de crédito do Citigroup Inc.
Mesmo depois de ter terminado o segundo trimestre com o maior prejuízo em quatro anos, a Marfrig tem recursos suficientes em caixa para fazer frente ao pagamento de juros de sua dívida, disseram a Standard & Poor’s e a Fitch Ratings.
No último dia 18, a Marfrig anunciou a venda de uma unidade de distribuição por US$ 400 milhões. Os recursos serão usados para aumentar as disponibilidades de caixa que eram de R$ 4 bilhões no final de junho. Os vencimentos de curto prazo da empresa somam R$ 2,6 bilhões. A queda dos papéis da Marfrig faz parte de uma onda de vendas desencadeada pelo aprofundamento da crise de dívida na Europa.
“Nossa avaliação sobre a Marfrig é que eles resolveram se voltar para dentro e estão focados em corte de custos,” disse Viktoria Krane, analista da Fitch Ratings, em entrevista por telefone de Nova York. “Não será um céu de brigadeiro, é claro, mas a pergunta é: será que eles vão ser bem sucedidos? Sim. A Marfrig tem a estrutura de liquidez adequada, então não acreditamos que a empresa ofereça risco de moratória.”
Altíssimo risco: Os títulos da Marfrig para 2016 rendem 1.718 pontos-base, ou 17,18 pontos percentuais, acima da dívida soberana brasileira de prazo similar, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A Marfrig é uma das 10 empresas brasileiras cuja dívida é negociada em níveis de altíssimo risco, ou seja, a taxas mais de 1.000 pontos-base acima dos títulos do Tesouro americano. O frigorífico tem classificação de risco B+ pela S&P e pela Fitch, quatro níveis abaixo do grau de investimento. As duas agências mantém perspectiva estável para a nota de crédito da empresa.
A empresa sediada em São Paulo está vendendo sua unidade de distribuição nos EUA, Europa, Ásia e Oceania para a Martin- Brower Co., de Rosemont, no estado americano de Illinois. A Marfrig também pode vender seu terminal no porto de Itajaí, para se concentrar nos ativos de carne e frango, disse o presidente da companhia, Marcos Antonio Molina dos Santos, durante teleconferência com analistas em 20 de setembro.
“A Marfrig possui fundamentos solidos, estratégia corporativa bem formada e alta posição de caixa”, disse Ricardo Florence, diretor de relações com investidores da Marfrig, em e- mail de resposta à Bloomberg.
O salto de 24,7 por cento por cento no preço do milho nos 12 meses até ontem elevou o custo com ração animal e colaborou para corroer as margens de lucro da Marfrig. A empresa divulgou em 15 de agosto prejuízo de R$ 91 milhões no segundo trimestre, a maior perda desde pelo menos o último trimestre de 2006.
‘Liquidez confortável’: A venda da unidade de distribuição da Marfrig “deve contribuir para sustentar uma posição confortável de liquidez e sinalizar o compromisso da direção em reduzir a alavancagem”, escreveu Flavia Bedran, analista da S&P em São Paulo em relatório de 22 de setembro. “A posição confortável de liquidez da Marfig vai proteger a empresa durante alguns trimestres de forte volatilidade de margens e necessidades de capital de giro, e até que a empresa possa implantar algumas estratégias de redução de dívida.”
Milena Zaniboni, diretora-gerente da S&P em São Paulo, não retornou telefonemas e e-mails da reportagem solicitando mais comentários.
A relação entre a dívida líquida da Marfrig e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização vai cair de 3,9 vezes no segundo trimestre para cerca de 3,6 vezes após a venda da unidade à Martin-Brower, disse Ricardo Boiati, analista do Banco Bradesco SA.
A queda “não é muito significativa”, disse Boiati em entrevista por telefone de São Paulo. “O grande tema para a Marfrig continua sendo alavancagem.”
A Marfrig disse ontem em comunicado que não está em negociações para fusão de suas operações com as de outras empresas. A Marfrig foi alvo de especulações depois de a revista Veja ter publicado em 1º de outubro que a JBS SA, maior frigorífico do mundo, estava conversando com bancos locais e estrangeiros para financiar uma aquisição da Marfrig ou da rival menor Minerva SA. A JBS negou o conteúdo da reportagem em comunicado enviado às autoridades reguladoras.
BTG Pactual compra gestora de créditos
Valor 05.10.2011 - De olho na expansão do crédito habitacional no Brasil, o banco BTG Pactual comprou uma participação de 30% na Vivere Brasil, empresa que faz gestão de contratos de financiamentos imobiliários a partir de programas de computador.
O serviço da Vivere é administrar por meio de softwares todas as etapas de um contrato de financiamento imobiliário, indo da entrega das propostas até o fechamento da operação.
Mas as atividades da empresa não devem ficar limitadas a isso no médio prazo. Segundo o Valor apurou, a Vivere deve começar a atuar na securitização de recebíveis imobiliários.
Cada vez mais, incorporadoras e bancos estão vendendo suas carteiras de crédito imobiliário para investidores do mercado de capitais, por meio de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). Essa é uma forma de reciclar os recursos para a concessão de novos empréstimos.
Outro negócio que poderá ser explorado pela Vivere é a própria oferta do crédito, atuando como um correspondente bancário. Procurado pela reportagem, o BTG Pactual afirmou que não comentaria a aquisição da Vivere.
O banco controlado por André Esteves vinha analisando o setor de securitização de recebíveis e de gestão de carteiras de créditos imobiliário há quase dois anos. O BTG Pactual chegou a travar negociações, por exemplo, com a Gaia, securitizadora que criou um braço para gerenciar recebíveis imobiliários e para também controlar o fluxo de pagamento dos contratos por parte dos tomadores do crédito, a GaiaServ.
Atualmente, são poucas as empresas especializadas em fazer a gestão de contratos de financiamento imobiliário. Uma das mais antigas é a Montreal. Apesar de ter conquistado espaço entre os bancos, muitas instituições acabaram substituindo o sistema da Montreal pelo software da Vivere.
Mais voltadas para as carteiras de recebíveis das incorporadoras, há a GaiaServ e a AZTronic, que passou a ter a construtora PDG como sócia no ano passado.Entre os atuais investimentos do BTG Pactual, o banco acumula alguns do setor imobiliário. É o caso, por exemplo, da WTorre, que deve ser incorporada pela BR Properties. Ambas são voltadas para imóveis comerciais.
Além disso, o banco tem participações minoritárias em shoppings e prepara-se para estruturar negócios no segmento residencial, entrando como sócio de alguns empreendimentos. Para reforçar o time imobiliário, o BTG trouxe Celso Minoru, fundador da Abyara.
Região Sul atrai capital para centros logísticos
DCI 05.2011 - A Região Sul do País experimenta fortes investimentos na construção de galpões logísticos. Na região, a expansão deste setor se dá em função da força das exportações e da sofisticação do parque fabril local. Para aproveitar este bom momento, empresas como a Capital Realty e a Localfrio anunciaram seus projetos de construção de condomínios logísticos e o apoio a eventos do setor na região.
E motivos para investir ali não faltam: os estados sulistas contam com um setor agrícola que exporta grãos e carne para todo o mundo, por exemplo. Para atender esta demanda, a Capital Realty anunciou a construção de um condomínio logístico no Paraná ao custo de R$ 160 milhões. "A região está próxima de importantes mercados, como o sudeste e o centro-oeste. Tal localização faz com que a presença de centros logísticos por ali seja essencial", afirma Rodrigo Demeterco, presidente da empresa.
Decisão antitruste reduz sinergia de fusão de LAN e TAM em 2,5%
Reuters 04.10.2011 - As medidas antitruste impostas pelo Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC) em relação à fusão entre as companhias aéreas brasileira TAM e chilena LAN reduzirão em cerca de 2,5 por cento as sinergias esperadas com o negócio.
"A partir da análise realizada, estima-se que o impacto nas sinergias esperadas não seria maior que 10 milhões de dólares por ano, reduzindo nesse montante os 400 milhões de dólares anuais anunciados anteriormente", informou a TAM em comunicado nesta terça-feira.
As empresas aéreas avaliam que as exigências impostas pelo tribunal antitruste chileno "não afetam significativamente as sinergias geradas pela fusão e não modificam de maneira substancial o plano de desenvolvimento estratégico conjunto".
Ainda assim, as companhias áreas informaram que recorreram da decisão na Suprema Corte do Chile por considerarem três ressalvas feitas pelo órgão regulador chileno "ilegais e inconstitucionais", entre elas a renúncia de algumas frequências em Lima, no Peru. O recurso foi registrado na segunda-feira.
As companhias informaram ainda que a petição não impedirá o andamento das etapas restantes para o processo de fusão, ainda que a decisão da Suprema Corte chilena esteja pendente.
"LAN e TAM confirmam, dessa forma, seu compromisso de concretizar a fusão o mais breve possível, o que esperam realizar no fim do primeiro trimestre de 2012", segundo o documento.
As ações da TAM na Bovespa recuavam quase 1 por cento às 11h52. As da LAN perdiam perto de 3 por cento na Bolsa de Santiago.
As duas empresas anunciaram plano de fusão em agosto de 2010 para formar o maior grupo aéreo da América Latina.
Construtora JHSF quer construir aeroporto para jatos executivos
Folha 05.10.2011 - Com investimento de R$ 400 mi, aeroporto privado em São Paulo teria pista de 2.700 metros. Novo empreendimento depende de autorização do governo e estaria a cerca de 60 km da capital paulista.
A construtora JHSF, especializada no mercado de luxo e dona do shopping Cidade Jardim, negocia com o governo a construção de um aeroporto privado internacional para a aviação executiva.
O investimento é de R$ 400 milhões e prevê, além do aeroporto, o desenvolvimento imobiliário do entorno, com shopping center e escritórios comerciais.
O terreno pertence à JHSF e está localizado depois de Araçariguama, a quase 60 km do centro de São Paulo, sentido sul, pela rodovia Castello Branco. Fica no caminho da Fazenda Boa Vista, empreendimento da mesma construtora, de casas de fim de semana para endinheirados.
A área total é de mais de 7 milhões de metros quadrados, mas apenas uma parte seria usada para o aeroporto. Procurada, a JHSF não quis se pronunciar sobre o empreendimento.
A Folha teve acesso ao projeto: com uma pista de 2.700 metros de cumprimento e 45 metros de largura, o aeroporto terá capacidade para 200 mil movimentos (pousos e decolagens) por ano. Isso equivale à soma dos movimentos da chamada aviação geral (aviões privados e táxi aéreo) nos aeroportos de Cumbica, Congonhas e Campo de Marte em 2010.
O projeto já foi apresentado à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e à SAC (Secretaria de Aviação Civil). O projeto é uma parceria da JHSF com a consultoria da C>Fly Aviation.
Um documento obtido pela Folha mostra que a Anac já deu o sinal verde no que tange às competências da própria agência. É preciso ainda negociar o modelo de autorização e de cobrança de tarifas, no âmbito da SAC. O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) também precisa dar sua autorização.
Tendencia Global: Os investidores defendem um modelo tarifário diferente do praticado pela aviação comercial, que não atende às particularidades do segmento. Eles também querem a sinalização, do governo, de que o projeto se enquadraria em uma solução geral para os problemas de infraestrutura do setor.
"A separação dos dois segmentos em aeroportos diferentes é uma tendência global", diz Érico Santana, consultor de aeroportos do Dorsch Gruppe em Abu Dhabi. "Já acontece em Nova York, Paris, Tóquio, Londres, Abu Dhabi e outras cidades."
A consultoria McKinsey, em estudo encomendado pelo BNDES, recomenda a retirada da aviação executiva de Congonhas e sugere ao governo considerar a autorização para a construção de um novo aeroporto exclusivo.
"Tanto Congonhas como Campo de Marte não possuem condições para suportar os novos voos e também os aviões que estão chegando", diz Santana.
Ele afirma que, nos próximos anos, o Brasil deve receber 75 aviões do porte do Gulfstream G550, que permitem fazer voos intercontinentais.
A aviação geral ocupa hoje 4 dos 34 movimentos por hora em Congonhas.
A transferência desses movimentos para a aviação regular poderá representar receita extra de R$ 72 milhões para a Infraero só com tarifas de embarque. Há ainda receitas com as demais taxas e tarifas e o aumento dos voos regulares em Cumbica.
Ocean Rig surpreende e vence licitação
Valor 05.10.2011 - A operadora Ocean Rig surpreendeu concorrentes ao apresentar a melhor proposta, em termos de preço, na licitação da Petrobras para contratar serviços de afretamento de 21 sondas de perfuração marítima a serem construídas no país. No mercado, quase ninguém apostava que algum operador entrasse na disputa sem parceria com a Sete Brasil (Sete BR), empresa da qual a Petrobras é sócia com bancos e fundos de pensão.
Mas a Ocean Rig apresentou, na segunda-feira, proposta independente para construir e afretar cinco sondas à Petrobras por taxa média, trazida a valor presente, equivalente a US$ 584 mil por unidade por dia. A Ocean Rig tem acordo com os estaleiros do grupo Synergy, do empresário German Efromovich, para construir as sondas. Se ficar com a encomenda, a Ocean Rig começaria construindo as unidades no estaleiros Mauá e Ilha S.A. (EISA), do grupo Synergy, no Rio.
A Sete BR apresentou duas propostas em parceria com vários operadores de plataformas: uma para construir 15 navios-sonda e outra para fazer seis unidades do tipo semi-submersível. Para os 15 navios-sonda, a proposta da Sete foi de taxa média diária, trazida a valor presente, de US$ 619 mil. Uma fonte disse que essas unidades seriam construídas em três estaleiros: da Odebrecht, na Bahia; do Jurong, no Espírito Santo; e da Engevix, no Rio Grande do Sul.
Já para as seis unidades semi-submersível a proposta da Sete BR foi pouco acima dos US$ 619 mil por dia. Uma fonte disse que essas seis unidades seriam construídas no estaleiro Bras Fels, da Keppel Fels, em Angra dos Reis (RJ), mas afirmou que se a classificação de preço for mantida essas unidades deixariam de ser contratadas. As operadoras associadas à Sete BR são Queiroz Galvão Óleo e Gás, Odebrecht Óleo e Gás, Etesco / OAS, Petroserv, Odjfells e Seadrill.
Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da Sete BR, João Carlos Ferraz, disse ver com bons olhos a apresentação de propostas pela concorrente Ocean Rig. "É uma empresa estrangeira e está competindo pela construção de bens no Brasil", disse Ferraz.
No mercado, comentava-se ontem que a proposta da Ocean Rig tornou-se mais competitiva por ter oferecido uma tecnologia nova conhecida como "dual drilling", que aumenta a velocidade de operação da sonda. Procurada, a Petrobras disse, via assessoria, que não iria comentar a licitação enquanto o processo não estiver concluído.
Endesa apresentará pedido de oferta para comprar Ampla
Brasil Econômico 05.10.2011 - A Ampla Energia comunicou que sua controladora indireta, a espanhola Endesa, vai solicitar à CVM um pedido para a realização de uma oferta pública visando a compra de todas as ações da empresa na bolsa.
A Endesa já adquiriu as 302.176.533.045 ações ordinárias de propriedade da EDP Energias do Brasil, que representam 7,7% do capital social da companhia.
A consumação do negócio está prevista para ocorrer no quarto trimestre deste ano, mas a transação precisa de aprovação de algumas autoridades regulatórias no exterior.
Preço da geração eólica vai manter tendência de queda no próximo leilão
Valor 05.10.2011 - O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, prevê nova queda no preço médio cobrado pelos geradores eólicos no leilão A-5 (para entrega a partir de 2016), que será realizado em dezembro. Ele não espera redução tão acentuada quanto as registradas nas últimas disputas, mas acredita que pode chegar a R$ 1,50 por megawatt/hora (MWh), para valor médio em torno de R$ 98 o MWh.
Para Perrelli, a maior competitividade da eólica permitirá ao setor responder por 11% a 12% da matriz de geração elétrica do país em 2020, com parque instalado de 20 mil MW. Hoje, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o segmento tem pouco menos de 1,2 mil MW distribuídos em 60 usinas e representa 0,94% da potência instalada total de 124,1 mil MW. Em 2014, devido aos leilões desde 2009, esta fatia já chegará a 5,6%, com 7,2 mil MW instalados em 271 usinas, prevê a ABEEólica.
Nos leilões de reserva e A-3 de agosto, os preços médios da energia eólica fecharam em R$ 99,54 e R$ 99,58 por MWh, respectivamente, ante R$ 130,86 em agosto de 2010, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do governo federal. Segundo Perrelli, que fez palestra ontem na Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), "a compressão do preço está chegando ao final", mas ainda assim a próxima disputa terá condição "favorável" para uma nova redução.
De acordo com o executivo, como o prazo de construção de um parque eólico é bem inferior aos cinco anos previstos para a entrega da energia ao Sistema Interligado Nacional, as vencedoras poderão antecipar a amortização dos investimentos com a venda no mercado livre até 2016. Dos 377 projetos cadastrados na EPE para o leilão de dezembro, 296 são eólicos, que representam 7,5 mil megawatts (MW), do total inscrito de quase 24,3 mil MW.
Até agora, segundo Perrelli, os preços da energia eólica vêm caindo devido ao maior interesse dos investidores no mercado brasileiro, causado pela interrupção de projetos na Europa e nos Estados Unidos e pela "ligeira redução" do ritmo de crescimento do setor na China. O câmbio e a confiança em relação ao cumprimento dos contratos de longo prazo no Brasil também contribuíram, disse o executivo. Segundo ele, na época do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), lançado em 2002, o MWh foi vendido em média a R$ 298.
Atraídas pela expansão do setor, multinacionais fabricantes de equipamentos para eólicas estão anunciando investimentos no país e ajudando a reduzir os preços, explicou Perrelli. A ABEEólica já conta com onze associadas com fábricas em operação, em construção ou em estudos. O grupo inclui Alstom, Clipper, Fuhrländer, Gamesa, GE, Impsa, Suzlon, Siemens, Vestas, WEG e Wobben /Enercon.
Conforme o executivo, o volume de contratações de energia eólica desde 2009 (sem contar o próximo leilão de dezembro), próximo dos 2 mil MW por ano, oferece demanda suficiente para a expansão da indústria de equipamentos.
ANP planeja dois leilões do pré-sal até 2015
Estadão 04.10.2011 - De acordo com a diretora da agência, Magda Chambriard, os leilões que estão previstos serão realizados com o novo modelo de partilha
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) espera promover até 2015 pelo menos dois leilões com áreas do pré-sal, já sob o novo modelo de partilha, disse a diretora da agência Magda Chambriard, na abertura da Offshore Technology Conference, nesta terça-feira, 4, no Rio.
A edição brasileira do principal evento mundial do setor de petróleo, que ocorre anualmente em Houston, nos Estados Unidos, não contou com a participação da Petrobrás nem do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).
Em apresentação a um público formado por representantes da cadeia fornecedora de óleo e gás, Magda estimou negócios de US$ 400 bilhões a serem encomendados até 2020 no Brasil, estimulados pelo pré-sal. Desse montante, segundo ela, US$ 9 bilhões serão investidos em Planejamento e Desenvolvimento, volume que praticamente triplica o investido entre 1998 e 2010, que atingiu US$ 3,2 bilhões.
A diretora não quis comentar o adiamento da 11.ª Rodada da ANP - com áreas do pós-sal e ainda sob o antigo modelo de concessão - que estava previsto para ocorrer até o fim do ano. Ela lembrou que a ANP havia entregado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em abril, a relação das áreas a serem ofertadas, portanto em tempo hábil para o leilão. "Foi uma decisão do governo e não da ANP."
Sobre os leilões do pré-sal, ela destacou que a primeira área a ser leiloada deverá ser Libra, na Bacia de Santos, em que a ANP prospectou até 15 bilhões de barris. "A área havia sido desprezada pela Petrobrás e pelas outras empresas em leilões passados e coube à ANP ir lá, furar e encontrar este mega campo, assim como havia sido com Franco (área também em Santos, que a União repassou para a Petrobrás no ano passado, por meio da cessão onerosa, durante o processo de capitalização da estatal)", alfinetou Magda.
Essa não foi a única provocação da diretora, bastante crítica tanto em sua apresentação quanto em entrevista, ao comentar que as empresas agora estão "muito criativas", buscando alternativas para cumprir as regras de contratação de conteúdo local, depois que foram aplicadas multas pela reguladora. "Faço um mea-culpa. A gente deveria ter aplicado essas multas antes, para ver se a indústria se mexia antes para cumprir as exigências", disse, referindo-se à multa aplicada a seis companhias, entre elas a Petrobrás, pelo não cumprimento de metas de conteúdo local acertados em contratos para a concessão de áreas na quinta e sexta rodadas.
A primeira safra nacional da Bonduelle
Valor 05.10.2011 - Quase um ano após inaugurar sua fábrica de legumes em conserva em Cristalina (GO), a multinacional francesa Bonduelle prepara-se para comercializar sua primeira "safra" de ervilhas frescas produzidas no país. A colheita do vegetal, concluída no fim de setembro, marca uma nova fase para a unidade goiana, a única da Bonduelle em toda a América Latina. "É nossa primeira campanha efetiva de ervilha fresca", diz o diretor industrial da empresa no Brasil, João Alves Neto.
Efetiva porque, no ano passado, a múlti chegou a plantar, em campanha teste, 150 hectares, que renderam 900 toneladas do alimento. Neste ano, a produção já alcançou 3,5 mil toneladas, distribuídas em 500 hectares.
A produção de ervilhas frescas em território nacional não é novidade apenas na Bonduelle, mas no país. "O consumo atual é basicamente de ervilha reidratada", explica o diretor industrial da companhia. Ao contrário das reidratadas, as ervilhas frescas são colhidas e diretamente enlatadas. O processo de envase imediato, diz o executivo, torna o alimento mais saboroso. "No processo convencional, você primeiro seca, perdendo muito dos nutrientes".
Produzidas a partir de uma semente com alto índice de açúcar trazida da Argentina - nos próximos anos, a semente deverá ser produzida no Brasil -, as ervilhas frescas da Bonduelle precisam de água abundante.
E Cristalina, com suas mais de 240 nascentes e rios, tem a maior área irrigada por pivôs centrais da América Latina, o que permite a realização de colheitas por mais tempo. No caso das ervilhas, é possível plantar durante 18 semanas (entre junho e setembro) na região de Cristalina. Na França, principal país produtor, o período é de apenas seis semanas.
"No Brasil, podemos produzir mais com menos área", diz o diretor da Bonduelle. Segundo ele, a produção nacional é feita por cerca de 20 produtores integrados, instalados num raio de 25 quilômetros da fábrica da companhia.
O alto potencial de produção no país - a empresa prevê produção anual de 17,5 mil toneladas de ervilhas frescas em um prazo de três anos - será vital para a estratégia de exportações da multinacional.
Além de suprir o mercado brasileiro, as ervilhas frescas da fábrica de Cristalina vão abastecer o mercado argentino, anteriormente atendido pela Europa. O primeiro embarque, aliás, já tem data marcada. "Já está tudo pronto. O embarque está previsto para o fim da primeira quinzena de novembro", revela Alves Neto. Segundo ele, as exportações do vegetal para a Argentina deverão representar cerca de 10% da produção brasileira.
Com a nova fase inaugurada pela colheita nacional, a receita proporcionada pela fábrica de Cristalina, que atualmente emprega 150 funcionários, deverá alcançar R$ 50 milhões em 2011 e saltar para R$ 150 milhões no próximo exercício, segundo Alves Neto. A unidade também deverá começar a produzir milho doce no vapor neste mês, com oferta estimada em 16 mil toneladas até junho de 2012.
Na próxima etapa do projeto, prevista para 2015 e com faturamento anual de R$ 170 milhões, a fábrica produzirá legumes congelados destinados aos mercados interno e externo. Num próximo capítulo, programado para 2018, a companhia avalia exportar enlatados para a Europa e América do Norte. Se tudo der certo, o faturamento da fábrica de Cristalina poderá chegar a R$ 250 milhões por ano.
Com 8,4 mil funcionários e 43 unidades espalhadas pelo mundo, a líder mundial em vegetais processados encerrou o exercício 2011, em junho, com faturamento global de € 1,1 bilhão.
TIM: oferta Sai a R$ 8,6 por ação e soma até R$ 1,722 bi
Estadão 04.10.2011 - A TIM deve captar até R$ 1,722 bilhão por meio de sua oferta primária de ações. O preço por ação foi definido em R$ 8,6, levemente abaixo da cotação de fechamento do papel no pregão de hoje, de R$ 8,68, quando registrou queda de 3,56%.
Conforme dados registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia conseguiu vender a totalidade das ações do lote principal, de 190.796.858 de ações ordinárias. Também foi registrado o lote suplementar, de 9.461.510 ações, que, se não for exercido, reduz a oferta em R$ 81,369 milhões.
A Telecom Itália (TI), que controla a TIM, havia informado, na ocasião do anúncio da oferta, que não pretendia diluir sua presença no Brasil, de modo que deveria subscrever 66,94% das ações. Esse é o porcentual que a TIM Brasil Serviços e Participações S.A. detém na operadora de telefonia brasileira.
O início da negociação com as ações da oferta na BM&FBovespa está previsto para a próxima quinta-feira. Já a data de liquidação está marcada para a próxima segunda-feira. A operação tem coordenação do Itaú BBA (líder) e Morgan Stanley.
Global Crossing abre mercado da AL para Level 3
Valor 05.10.2011 - Hector Alonso, que assume o comando da companhia combinada na América Latina: "Claramente, será uma região de importante crescimento para a Level 3".
A operadora de telecomunicações Level 3 não tinha, até agora, infraestrutura própria na América Latina. Mas essa situação acaba de mudar: desde ontem, a companhia passou a contar com 16 mil quilômetros de redes de fibras ópticas nos países da região, inclusive no Brasil. Os ativos pertencem à Global Crossing, adquirida pela Level 3 em abril. Só ontem, porém, as companhias anunciaram a conclusão do processo de fusão, que envolve US$ 2 bilhões em troca de ações. Os órgãos reguladores dos Estados Unidos, onde estão baseadas as sedes das duas companhias, e também a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no Brasil, aprovaram a transação, segundo o presidente da Level 3 para América Latina, Hector Alonso.
As duas companhias operam redes de fibras ópticas terrestres e submarinas para prestação de serviços de acesso à internet por banda larga para voz e dados, basicamente para o mercado empresarial, via IP (protocolo de internet). Com 82 mil quilômetros de redes ópticas na América do Norte, na Europa e na América Latina, a Global Crossing abre caminho para a Level 3 estrear na região. Combinadas, as duas empresas contam com mais de 173 mil quilômetros de fibras ópticas e quase 47 mil quilômetros de cabos submarinos. A rede própria combinada e suas conexões atingem mais de 70 países. No processo de consolidação prevaleceu a marca Level 3.
Em entrevista exclusiva ao Valor, a partir de seu escritório em Buenos Aires, Alonso disse que o Brasil terá participação "extremamente relevante" no novo cenário da companhia, porque tem a maior receita e rentabilidade do bloco latino-americano. Dentro da operação da Global Crossing, a América Latina participa com 20% a 30% da receita total da empresa, percentual que passa para 3% a 4% das companhias integradas.
Presente no Brasil desde 1995, a Global Crossing, que há três anos comprou a Impsat, tem centros de dados no Rio de Janeiro, em Curitiba e em São Paulo, além das redes metropolitanas e dos cabos submarinos em Fortaleza, no Rio e em Santos (SP).
Para posicionar a nova marca na região, começa agora uma ação de marketing que vai prosseguir pelos próximos 15 meses. Alonso não revela investimentos porque a empresa vai publicar resultados financeiros no início de novembro e está em período de silêncio.
O executivo, que antes da fusão era diretor-geral da Global Crossing para América Latina, disse que os clientes da Level 3 passarão a ter acesso aos mercados latino-americanos, usando de ponta a ponta a rede das empresas integradas, sem precisar passar por infraestrutura de terceiros. Clientes da Global Crossing no Brasil - empresas de médio e grande portes - também terão acesso à nova rede mundial. O executivo disse que é difícil estimar a queda de custo para esses clientes, mas afirma que haverá uma melhor relação custo-benefício, com maior capacidade, alcance e qualidade de serviços.
Entre os projetos para o Brasil estão a oferta de infraestrutura para operadoras que vão participar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e a possibilidade de comprar licenças para atuar como operadora móvel de rede virtual. Alonso disse que ainda não tem licença de MVNO na América Latina, porém a considera uma opção interessante não só para o Brasil, mas também para o Chile e a Colômbia, e analisa planos para 2012. Os consumidores residenciais continuam fora dos planos.
O executivo destaca como vantagem da fusão o fato de os ativos das companhias serem complementares. Na América do Norte, a Global Crossing tem uma "importante infraestrutura entre cidades" e extensas áreas locais nos Estados Unidos. "Claramente, a América Latina será uma região de importante crescimento para a Level 3, afirmou. "Teremos uma plataforma importante de crescimento para o próximo ano."
As duas empresas têm cerca de 400 escritórios e quase 11 mil funcionários. Não estão descartadas demissões, principalmente nas áreas em que houver duplicidade de cargos. O prazo total para integração é de três anos, mas pode ser menor em regiões onde há poucos escritórios, como a América Latina.
Com a integração das empresas, a expectativa é obter um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em torno de US$ 300 milhões e uma redução das despesas anualizadas de capital de US$ 40 milhões. Em 2010, as receitas combinadas pro forma foram de US$ 6,26 bilhões, com Ebitda ajustado combinado de US$ 1,27 bilhão, antes das sinergias, e US$ 1,57 bilhão depois das sinergias previstas.
Pelo acordo de aquisição firmado em abril, os acionistas da Global Crossing devem receber 16 ações ordinárias da Level 3 em troca de cada ação ordinária ou preferencial da Global Crossing. A Level 3 também concordou em assumir dívidas da Global Crossing estimadas em US$ 1,1 bilhão.
Moody's rebaixa nota de crédito da Itália em três níveis, para "A2"
Reuters 04.10.2011 - A agência de classificação de risco Moody's Investors Service cortou nesta terça-feira o rating da Itália em três níveis, afirmando ter visto um "aumento concreto" nos riscos de financiamento para países da zona euro com altos níveis de dívida.
A Moody's rebaixou a nota de crédito soberano da Itália de "Aa2" para "A2", menor que a da Estônia, e manteve a perspectiva negativa para o rating, sinal de que novos cortes são possíveis dentro dos próximos anos.
A decisão ocorre após outra agência, a Standard and Poor's, cortar a nota da Itália para "A/A-1", contra "A+/A-1+", em 19 de setembro, e ressalta a crescente incerteza dos investidores com a terceira maior economia da zona do euro, que está agora firmemente no centro da crise de dívida.
"A perspectiva negativa reflete os riscos econômicos e financeiros em curso na Itália e na zona do euro", disse a Moody's em comunicado.
"O ambiente incerto do mercado e o risco de uma maior deterioração no sentimento dos investidores pode limitar o acesso do país aos mercados de dívida pública", acrescentou a agência.
A Moody's também disse que o rating da Itália pode "transitar para níveis de classificação substancialmente mais baixos" se, no longo prazo, houver incerteza sobre a disponibilidade de fontes externas oferecerem liquidez.
O "mix" italiano de crescimento cronicamente baixo, uma enorme dívida pública de 120 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e uma coalizão de governo em dificuldades tem aumentado o alarde nos mercados financeiros.
A decisão da Moody's não foi uma grande surpresa, após a agência dizer em 17 de setembro que concluiria uma revisão para um possível rebaixamento do rating italiano dentro de um mês.
"Não é que era inesperado, mas isso não ajuda a situação geral", disse o presidente da Equity Research, Robbert Van Batenburg, na Louis Capital, Nova York.
"Eles já estavam operando como se houvesse de alguma forma um rebaixamento, então isso provavelmente forçará os políticos italianos a embarcarem em mais programas de austeridade. Isso vai colocar outra camisa de força fiscal sobre eles", disse.
A Moody's disse que a probabilidade de um calote pela Itália é "remota", mas a mudança geral no sentimento no mercado de dívida com relação à zona do euro implicou uma maior vulnerabilidade à perda de acesso ao mercado com taxas de juros acessíveis.
Os custos de financiamento da Itália dispararam nos últimos três meses e só foram mantidos sob controle pela compra de títulos públicos nos mercados secundários pelo Banco Central Europeu (BCE).
Num leilão de títulos de longo prazo realizado no mês passado, os juros pagos saltaram para 5,86 por cento, nível mais alto desde a adoção do euro, há mais de dez anos.
O governo de centro-direita do primeiro-ministro Silvio Berlusconi tem estado sob forte pressão sobre a sua gestão da crescente crise, que cortou recentemente suas previsões para o crescimento do país até 2013.
A expectativa agora é de que a economia se expanda apenas 0,6 por cento no próximo ano, ante projeção anterior de 1,3 por cento.
MDIC investigará se China burla medida anti-dumping brasileira
Há suspeita de circunvenção nas importações de calçados da Indonésia e Vietnã e de partes e componentes - solados e cabedais - provenientes da China
O Globo 04.10.2011 - Diante da suspeita de que os fabricantes chineses estejam burlando uma medida antidumping aplicada pelo Brasil contra os calçados importados da China, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), abriu uma investigação para apurar o caso. A circular da Secex determinando a investigação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).
Segundo o MDIC, há suspeita de circunvenção - termo usado para designar a tentativa de burlar uma medida de defesa comercial - nas importações de calçados da Indonésia e Vietnã e de partes e componentes - solados e cabedais - provenientes da China. Caso a investigação comprove as suspeitas, a medida antidumping poderá ser aplicada para os calçados indonésios e vietnamitas e os componentes chineses.
Atualmente, o governo brasileiro aplica uma medida antidumping contra a China, cobrando US$ 13,85 por calçado importado. Para evitar a cobrança, acredita-se que esteja ocorrendo a importação de solados e cabedais, havendo no Brasil a mera montagem dos calçados. O mesmo estaria acontecendo na Indonésia e Vietnã, que importariam os componentes da China para depois montar os calçados e exportá-los ao Brasil.
Por estar sob investigação, a importação desses produtos passa a estar sob licenciamento não-automático. Isso permite o monitoramento dos fluxos de importação e que a Secex tenha até 60 dias para conceder a licença de importação.
Esta é a segunda vez que o MDIC abre investigação do tipo. O ministério também está apurando a suspeita de circunvenção de cobertores do Paraguai e do Uruguai e de partes e componentes da China. A suspeita é de que se trata de uma possível tentativa de burla a um direito antidumping contra cobertores chineses.
Abertura de capital global cai 57% no 3º tri
Folha 05.10.2011 - IPOs globais recuaram 57% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre deste ano, segundo levantamento da empresa de auditoria e consultoria Ernst & Young.
A sigla IPO designa ofertas públicas iniciais, de empresas que abrem capital. A média global do tamanho dessas ofertas recuou para US$ 100 milhões. Era de US$ 204,8 em 2010. Emissores asiáticos continuam a dominar a atividade de IPO, com 47% dos recursos globais levantados.
"Por que a China está tão forte e o Brasil, não?", pergunta Paulo Sérgio Dortas, sócio da Ernst & Young Terco, no Brasil. "Na China, o comprador é mais local, e o chinês tem muito pouca alternativa. Nosso grande comprador, porém, é o americano", diz Dortas.
Muitas empresas chegaram a acessar a Bolsa brasileira, mas apenas 11 venderam ações no mercado. Das emissões globais, 87% saíram pelo preço inicial, enquanto no Brasil, das 11 operações, apenas duas foram negociadas pelo valor estipulado no lançamento.
"As outras nove, foram para a frente com preço inferior", segundo o sócio da Ernst & Young Terco. "Ainda há espaço para IPOs na China, mas, para o Brasil, o ano acabou", afirma o executivo. "Começamos 2011, com a expectativa de 30 operações, tivemos 11", lembra.
"Há ainda três em processo de registro, mas acreditamos que nenhuma delas irá adiante. Se forem, terão valor mais baixo."
"Ainda há espaço para IPOs na China. Para o Brasil, o ano acabou. Começamos com expectativa de 30 operações, tivemos 11. Há três em processo de registro, mas não devem ir adiante. E se forem, terão valor mais baixo" Paulo Sérgio Dortas sócio da Ernst & Young Terco.
Avanço depende de políticas de financiamento
Valor 05.10.2011 - De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27 milhões de trabalhadores estavam na informalidade em 2009, antes da criação do EI. Desse total, cerca de 13 milhões eram considerados empreendedores e 7 milhões tinham capacidade de contribuir com a previdência - registrando uma renda superior ao salário mínimo.
"Ainda há um grande potencial de crescimento do número de EIs", afirma Leonardo Rolim, secretário de políticas de previdência social do Ministério da Previdência. Mas para que o aumento do volume de trabalhadores formalizados seja sustentável, os especialistas aconselham uma maior ênfase em políticas públicas de crédito e capacitação profissional.
O custo do crédito para o setor informal costuma ser caro, de acordo com Rolim. "Com esforço, vamos conseguir que os formalizados passem a ter linhas de financiamento com juros menores do que em outras opções do mercado", explica.
Para o secretário, a experiência do governo com o EI mostrou que a desburocratização e a atuação conjunta de diversos atores podem gerar bons resultados. "Pesquisas indicam que a simplificação de procedimentos e a solução ágil de gargalos, pela atuação e monitoramento de órgãos públicos e não-governamentais, têm sido a chave do sucesso do EI."
Segundo o presidente do Sebrae-Nacional, Luiz Barretto, o bom momento econômico que o Brasil atravessa também foi decisivo para melhorar a qualidade do empreendedorismo no país. "Anteriormente, o brasileiro tornava-se empreendedor por necessidade, por causa do desemprego", afirma. "Hoje, o principal motivo para empreender é a oportunidade de fazer negócios."
A cada dois novos empreendimentos abertos por oportunidade, um é criado por necessidade. "O reflexo desse cenário é um empreendedor mais preparado e com mais chances de sucesso." De acordo com Fernando Serra, diretor da HSM Educação e autor do livro "Ser Empreendedor", com novas linhas de crédito, consultorias e treinamentos, haverá, entre os empreendedores, um aumento de produtividade e do sentimento de cidadania. Para ele, o problema da mortalidade prematura de negócios pode ser suavizado com a adequação de produtos e serviços, com maior foco no cliente, planejamento e ações de divulgação.
"Uma dona de casa que aproveita dotes culinários para vender refeições pode conhecer aspectos sanitários, de embalagem e logística de entrega, que melhorem sua atividade e aumentem a base de clientes."
Quando os empreendedores trabalham de acordo com a lei, há um reflexo positivo de auto-estima, concorda Nelson Benseny, professor de administração de negócios da FIAP. "Mas não existe empreendedorismo sem investimentos", diz. O especialista lembra que adquirir uma máquina ou tecnologia para deixar a empresa mais competitiva exige recursos.
Para o especialista, a fórmula é oferecer juros baixos e prazos longos de financiamento para que o empreendedor tenha condições de desenvolver o negócio. "Programas de treinamentos, cursos, oficinas e palestras também contribuem para melhorar a capacidade de gestão", afirma o professor.
TST faz audiência pública para debater terceirização de mão de obra
JCRJ 04.10.2011 - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) debate nesta terça-feira (04) e amanhã (05) a terceirização de mão de obra. Para alguns magistrados, essa forma de contratação pode servir para transformar o empregado em prestador de serviço, o que consideram um disfarce ilegal adotado pelos empregadores. A ideia é que as discussões da audiência pública ajudem os ministros a esclarecerem dúvidas antes de julgar os mais de 5 mil processos de terceirização que estão na corte. A terceirização é um processo relativamente novo, se comparado à legislação trabalhista em vigor no Brasil – a Consolidação das Leis do Trabalho, de 1940.
As empresas defendem a terceirização afirmando que ela reduz gastos, ajuda na modernização da gestão e simplifica processos administrativos. Mas, entidades ligadas aos trabalhadores alegam que a prática enfraquece as categorias profissionais. Hoje há, inclusive, sindicatos que reúnem diversas categorias sob a classificação de prestadores de serviços.
Desde o anúncio da realização da audiência pública, o TST recebeu 221 pedidos de especialistas e instituições para exporem suas teses, dos quais 49 foram aceitos. Cerca de 700 pessoas deverão participar como ouvintes. Quem ainda não fez credenciamento, pode comparecer ao local do evento a partir das 8h.
O TST adotará, pela primeira vez, essa prática que já foi usada pelo Supremo Tribunal Federal em várias ocasiões, como o debate sobre o uso de células tronco em pesquisas científicas.
Ex-executivos são recrutados para trazer resultados rápidos
Valor 05.10.2011 - A escassez de talentos no mercado e a necessidade de encontrar profissionais que deem resultados rápidos estão fazendo as empresas saírem à caça de seus ex-funcionários. Familiarizados com a cultura organizacional, eles se adaptam com mais agilidade ao ritmo do negócio. Para retornar, esses executivos são atraídos por propostas agressivas de carreira e remuneração.
A recontratação é parte da estratégia até de organizações que não tinham essa política no passado. "Companhias que nunca admitiam funcionários de volta estão começando a reavaliar essa determinação", afirma Marcelo Santos, CEO da consultoria doers.
Segundo Felipe Assumpção, sócio da A2Z Consultores, o que tem pesado na decisão das organizações são os benefícios que esses profissionais podem proporcionar numa segunda contratação. "Na maior parte dos casos, se a empresa aceita uma pessoa de volta é porque não queria tê-la perdido. Além disso, elas estão mais experientes e podem aplicar seus conhecimentos em um negócio que já conhecem."
Na D-Link Brasil, indústria de equipamentos de infraestrutura com 200 funcionários no país, a orientação para contratar ex-executivos veio da matriz, em Taiwan. Ao assumir a operação da empresa no Brasil no início deste ano, o presidente Victor Proscurchin obteve carta branca para recontratar pessoas que poderiam ajudar a companhia a cumprir suas metas de crescimento. "Criamos novos cargos e trouxemos três profissionais que já haviam passado pela empresa para assumir postos de liderança", afirma. Segundo ele, a estratégia está alinhada aos objetivos de curto prazo do negócio.
Recontratado pela D-Link há pouco mais de um mês como diretor de uma unidade de negócios, Adriano Luz, 30 anos, voltou com cargo e salário mais altos. Esses, porém, não foram os principais motivos para que ele trilhasse o caminho de volta. Ele pediu demissão da companhia em 2009 para participar do início das atividades de uma multinacional do mesmo setor. A oportunidade de retornar para a empresa onde havia iniciado a carreira há dez anos tocou seu lado emocional. "O período em que fiquei fora me ajudou a perceber os valores da D-Link. Esses aspectos foram importantes no momento de aceitar a proposta, hoje me sinto em casa", afirma.
Marcelo Santos, da doers, explica que entender o motivo da saída de um funcionário é mais importante do que buscar as justificativas para o seu retorno. "Não importa quem tomou a decisão, é preciso saber se a demissão não foi motivada por problemas de relacionamento, performance ou por outras questões que possam se repetir nessa nova experiência", diz. O consultor alerta que as companhias também devem pesar o impacto que a recontratação de um profissional pode ter sobre a equipe. "Não é bom criar uma percepção de que para crescer é preciso sair da companhia. Por isso, é importante analisar cada caso separadamente".
O executivo Mario Roberto Pepi, gerente de vendas e projetos da fabricante de sistemas para motores Honeywell, saiu no ano passado porque sentiu necessidade de atuar em uma outra área. Após 15 anos na empresa, o engenheiro que construiu sua carreira na área técnica quis exercer outras atividades dentro da indústria. Como não havia posições em aberto na companhia, Pepi aceitou o convite de um dos clientes da Honeywell, a fabricante de motores MWM International, para assumir um cargo de engenheiro de desenvolvimento. "Era um pouco parecido com o que eu fazia, mas o aprendizado era outro. Nessa função, tive a oportunidade de olhar o negócio como cliente", diz.
Depois de um ano na companhia, Pepi foi convidado a participar de um processo seletivo na Honeywell para uma nova vaga na gerência de vendas. "Desta vez, o que me atraiu foi a possibilidade de trabalhar com a gestão de pessoas", afirma o executivo, recontratado há poucos meses.
A experiência de ir e voltar, segundo ele, veio acompanhada de novos conhecimentos. "O período que passei na MWM foi uma espécie de treinamento, que me ajudou a aprimorar a minha capacidade de negociação", ressalta.
Para Felipe Assumpção, da A2Z Consultores, ao voltar para uma empresa, o profissional precisa enxergar alguma evolução na carreira, seja assumindo cargos maiores ou desafios mais complexos. "Sem esse 'algo a mais', o mercado pode interpretar esse retorno como um passo para trás", alerta.
Ambiente inspirador e flexibilidade são atrativos
Valor 05.10.2011 - Cláudio Garcia: "Essas questões inspiram e fazem o funcionário se engajar e a crescer junto com a empresa". Cláudia Neufeld foi oito vezes para a Índia, em um ano e meio. Zarpou para regiões da Ásia e do Oriente Médio. Aos trinta e poucos anos, teve a chance de conhecer alguns exóticos roteiros de viagens e sem pagar um tostão. Estava a trabalho. A oportunidade de ver, viver e experimentar outras culturas mundo afora foi algo proporcionado pelos doze anos que passou na multinacional anglo-holandesa Unilever. "Foi maravilhoso", diz hoje, aos 35 anos. Desde janeiro, porém, Cláudia encara uma rotina bem diferente na Digipix, uma pequena empresa paulista especializada em soluções para imagens digitais, onde a carga horária é menor e o dia a dia passa longe dos aeroportos. "Quando entrei de licença maternidade, parei para pensar na vida, na carreira, no futuro e achei que era hora de desacelerar", conta. Antes de tomar a decisão, ela ouviu consultores, headhunters, amigos e executivos para entender quais as vantagens e desvantagens de sair de uma empresa global para uma regional. Na ponta do lápis, mais do que um bônus ou um salário sedutor, houve um ingrediente fundamental: flexibilidade de horário. Além de ter mais tempo para o filho pequeno, a ex-executiva enumera as vantagens. "Os processos são mais rápidos, ágeis."
Com diploma carimbado pela FGV e com MBA Executivo pela Business School São Paulo, Claudia acredita que o trabalho na Digipix poderá vir a despertar nela o desejo de eventualmente empreender seu próprio negócio. E a executiva não está sozinha nessa toada.
Cláudio Garcia, presidente da DBM na América Latina e Líder Global da prática de Desenvolvimento de Talentos, diz que nos tempos de hoje nota-se, cada vez mais, a coragem dos profissionais de encarar um negócio ou se associar a empresas menores em vez de simplesmente buscar uma vaga num grande corporação. Segundo ele, em 2000, apenas 5% dos executivos que saíam de um emprego optavam por empreender. Este ano, o percentual subiu para 28%. O motivo? "Sonho", resume. "As pessoas estão em busca de sonho."
Garcia é um dos colaboradores do Instituto Empreender Endeavor - uma organização global, presente no Brasil desde 2000, que identifica e viabiliza a continuidade sustentada dos negócios de empreendedores com alto potencial de crescimento.
Um deles é a Poit Energia, que nasceu em 1999 como empresa de aluguel de geradores elétricos silenciados para shows, torres de telefonia celular, emergências, empresas e concessionárias de energia. E cresceu fazendo exatamente isso. "O dono (o engenheiro Oswaldo Cruz) percebeu que era um grande negócio alugar esses equipamentos. E deu certo."
Nos últimos anos, a Poit ganhou corpo e reconhecimento no mercado. É uma empresa com faturamento na casa dos US$ 100 milhões, mais de 400 funcionários no Brasil e mais quatro países da América Latina. E, em 2009, o fundador ganhou um prêmio da Frost & Sullivan, uma conceituada empresa internacional de inteligência de mercado, pelo uso de melhores práticas corporativas e de gestão. "Essas questões inspiram e fazem o funcionário se engajar, acreditar na empresa e crescer junto com ela", observa Garcia. Na sua opinião, "cases" como esse seduzem funcionários e os levam a deixar as grandes corporações. "Quando se torna conhecido, um modelo de liderança saudável desperta o interesse de profissionais de fora", diz o "coach" Eduardo Cupaiolo, da Peopleside. Para ele, as pequenas e médias empresas precisam acreditar que, hoje, elas são tão atraentes quanto as grandes. Até porque, como gosta de ressaltar ele, atualmente, "nem todas as pessoas estão atrás, apenas, de remuneração. Uma grande parte quer significado e ter prazer no que faz e com quem faz". Uma de suas dicas é que, além de um salário interessante, essas empresas busquem novos talentos em universidades de médio porte e também em executivos que já se aposentaram e ainda querem contribuir com suas ideias e experiências profissionais.
"O ambiente de trabalho mais saudável também conta pontos", nas palavras de Cláudia.
Dexia, primeiro banco europeu vítima da crise da dívida
Exame 04.10.2011 - O banco franco-belga está prestes a sofrer uma cisão do grupo. Acionistas do banco, França e Bélgica tentaram tranquilizar os mercados.
O banco franco-belga Dexia, à beira da asfixia três anos depois de escapar da falência graças à ajuda pública, está prestes a sofrer uma cisão do grupo, o que o converteria na primeira entidade europeia a ser vítima da crise da dívida.
Acionistas do banco, França e Bélgica tentaram tranquilizar os mercados, assegurando que garantirão com seus bancos centrais os depósitos e os empréstimos necessárias para salvar do grupo. "Os Estados belga e francês responderão como em 2008", assegurou o ministro francês das Finanças, François Baroin, em Luxemburgo.
"Tanto França quanto Bélgica estão dispostas a fornecer uma garantia para os financiamentos da Dexia, qualquer que seja a forma que adote", disse o ministro das Finanças Belga, Didier Reynders, ao anunciar uma reunião de emergência do governo de seu país na noite desta terça-feira. Após seis horas de um conselho de administração de maratona, Dexia abriu o caminho, em um comunicado publicado na madrugada desta terça-feira, para novas cessões e alianças com o objetivo de resolver os "problemas estruturais".
O conselho de administração encarregou o administrador delegado Pierre Mariani de "preparar, em consulta com os Estados e as autoridades de controle, as medidas necessárias para resolver (estes) problemas".
"O conjunto do grupo Dexia está a venda", indicou à AFP Jean-Michel Cappoon, responsável sindical belga, ao fim de uma reunião de representantes da direção e dos funcionários do banco em Bruxelas.
"É o fim da linha (...) Os funcionários estão preocupados", resumiu Pascal Cardineaud, representante do sindicato francês CFDT ao comitê de empresa europeu da Dexia.
"A este ponto, desconhecemos os impactos sociais", ressaltou, criticando a ausência de detalhes fornecidos pelos dirigentes.
Em seu comunicado, o Dexia deu a entender que iria isolar uma carteira com 95 bilhões de euros em ativos de risco da qual tenta se livrar há anos e que "pesa estruturalmente no grupo".
A criação de um "bad bank" (banco ruim), uma estrutura para absorver os ativos depreciados, é "uma das possibilidades", reconheceu o ministro belga das Finanças.
Mais além, o conselho do Dexia deseja "abrir novas perspectivas de desenvolvimento" para as filiais francesa e belga.
Segundo o jornal francês Le Figaro, o Dexia deveria ceder sua filial turca Denizbank, as atividades de gestão de ativos do banco privado, assim como da filial do banco de varejo na Bélgica, apoiada no velho Crédit Comunal da Bélgica. Quanto à carteira de empréstimos às comunidades locais na França, que pesam cerca de 70 bilhões de euros, será absorvida por uma sociedade criada pela Caisse de Dépôts e pelo Banco Postal.
As duas entidades já trabalham na recuperação das atividades do Dexia, segundo fontes próximas a estas entidades.
"Não há razões para uma preocupação maior sobre este grupo se continuar a acelerar a cessão de ativos", assegurou Reynders, que rejeitou falar de desmantelamento. "O banco caminha em direção a um reforço da atividade bancária, é o objetivo", afirmou.
Interrogado sobre a forma de apoio que Paris e Bruxelas podem adotar, Reynders respondeu que as "ajudas financeiras passam por garantias, recapitalização, empréstimos" e que "tudo dependerá do esquema apresentado pela direção da Dexia".
BNDES aprova R$ 297,4 milhões para cinco parques eólicos
Valor 04.10.2011 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 297,4 milhões para instalação de cinco parques eólicos no interior da Bahia. As unidades fazem parte do complexo de 14 centrais eólicas vencedoras do 2º Leilão de Energia de Reserva, em 2009, controladas pela Renova Energia S/A, e nove já haviam obtido financiamento do BNDES em 2010. As novas usinas, instaladas nos municípios de Igaporã e Guanambi, terão potência total de 98,8 MW. O apoio do BNDES responderá por 70% do valor total do projeto, de R$ 423,3 milhões. Considerando-se os cinco novos parques baianos, o BNDES já aprovou projetos para 70 parques eólicos, no valor de R$ 4,5 bilhões e capacidade instalada de 1,5 mil MW.
O financiamento será concedido a cinco Sociedades de Propósito Específico (SPEs), responsáveis pela operação de cada um dos parques. Ao todo, o Grupo Renova está realizando investimentos que levarão à instalação de um total de 294,4 MW, com entrada em operação programada para julho de 2012 na Bahia. As SPEs realizarão investimentos socioambientais, além das exigências do licenciamento ambiental, no valor de R$ 3 milhões, totalmente financiados pelo BNDES, que integram a política do Banco de desenvolvimento sustentável no entorno dos projetos. Incluem formação profissional, com cursos nas comunidades locais.Voltar
Anadarko deixará o país, confirma ANP
Valor 04.10.2011 - A diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, confirmou hoje que a petroleira Anadarko informou ao órgão regulador que deixará o Brasil. Segundo a diretora, tratam-se de questões “negociais”. Magda lembrou que o processo é bastante semelhante ao já realizado pela Devon, que saiu do país ao optar pela concentração de atividades nos Estados Unidos. A Devon cedeu seus direitos e obrigações através de um data room, em que a empresa vencedora do processo de negociação foi a BP. “Eu fico com pena, a Anadrako vinha atuando no Brasil de forma muito competente, mas é uma opção de negócio deles”, disse a diretora. Ela lembrou que a Anadarko ajudou a desenvolver o campo de Peregrino. “Já fez descobertas em áreas exploratórias que parecem que vão ser importantes no Brasil”, disse.
Grupo Libra compra Aeroporto Internacional de Cabo Frio
JCRJ 04.10.2011 - O Grupo Libra concluiu as negociações para a aquisição de 60% das ações da Costa do Sol Operadora Aeroportuária S.A., controladora do Aeroporto Internacional de Cabo Frio. Um dos primeiros aeroportos públicos com gestão privada no Brasil, Cabo Frio está habilitado a movimentar cargas e passageiros nacionais e internacionais. O processo está em análise final pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com essa aquisição, Libra torna-se o único grupo brasileiro a oferecer logística internacional completa, com soluções portuárias, de transporte interno e aeroportuária.
“A compra marca a entrada do Grupo no segmento aeroportuário e fortalece sua posição na operação de carga aérea alfandegada, permitindo a integração com os nossos demais negócios, oferecendo ao nosso cliente uma malha intermodal completa”, comenta o CEO do Grupo Libra, Marcelo Araujo,um dos maiores players brasileiros em operação portuária e logística de comércio exterior. Segundo ele, a gestão dos negócios será compartilhada entre a Libra e a Costa do Sol, promovendo a sinergia entre os profissionais e ao mesmo tempo ampliando a expertise das operações.
Além da operação aeroportuária em si, servida pela segunda maior pista de pouso do Estado do Rio de Janeiro, atrás apenas do Aeroporto Internacional do Galeão, duas outras importantes linhas de negócios da empresa são a movimentação de cargas alfandegadas e a base aérea para helicópteros offshore, que operam principalmente nas bases de petróleo nas Bacias de Campos e de Santos. Além disso, o aeroporto nacionaliza cargas aéreas que chegam de aviões cargueiros e também de outros terminais. O Terminal de Cargas possui 60.000 m², sendo 18mil m² cobertos, e está qualificado para atender todos os regimes aduaneiros. Com uma localização geográfica privilegiada, o aeroporto fica na região da Costa do Sol, em Cabo Frio, entre as cidades do Rio de Janeiro, Macaé, principal pólo petrolífero brasileiro, se encontra ainda na área de influência de carga área de São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, e fica próximo às bases de petróleo nas Bacias de Campos e de Santos.
Em setembro, depósitos em poupança na Caixa superaram saques em R$ 1,83 bilhão
MonitorMercantil 04.10.2011 - Os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 1,83 bilhão na Caixa Econômica Federal, em setembro. Segundo o banco, o resultado é o segundo maior em 2011 e a captação positiva acumulada no ano chega a R$ 7,83 bilhões. O saldo da Caixa ficou em R$143,9 bilhões, com crescimento de 17,03% em 12 meses, e um total de 42,7 milhões de contas ativas.
De acordo com a Caixa, o banco tem mais de um terço de participação de mercado. No início deste mês, o Banco Central vai divulgar o resultado consolidado de setembro da poupança dos bancos.
Biomm conclui projeto para produção de insulina no Brasil
Brasil Econômico 04.10.2011 - Empresa de biotecnologia Biomm é listada na bolsa com as ações BIOM3 e BIOM4. A empresa Biomm Technoly, especializada em biotecnologia, comunicou nesta terça-feira (4/10) que concluiu o estudo para a construção e operação de uma planta biofarmacêutica no Brasil.
O projeto será destinado à produção e comercialização de insulina e outras proteínas terapêuticas por engenharia genética.
Para viabilizar o plano, foi celebrado um acordo entre investidores, a Biopart - um dos controladores da Biomm - e demais sócios do bloco do controle para realizar um investimento exclusivamente para o projeto.
Com a implantação, a empresa informa que fará uma reorganização societária em que a Biopart deterá 77,6% das ações ordinárias e 9,9% das ações preferenciais, contemplando fatia de 39,9% do total de ações emitidas pela Biomm.
"A reorganização societária não implicará na alienação do controle da companhia, representando apenas a adequação da participação dos controladores na companhia à recepção do investimento e ao desenvolvimento do projeto", informa o comunicado da Biomm.
Odebrecht Transport apresentará estudo de PPP para metrô de São Paulo
Valor 04.10.2011 - O governo de São Paulo autorizou a Odebrecht Transport, empresa de investimentos da Odebrecht, a apresentar um estudo de viabilidade econômica para a construção e operação de uma linha do metrô de São Paulo. O projeto compreende a linha 6-laranja, cujo traçado previsto vai de Brasilândia a São Joaquim, passando por estações como Água Branca, Perdizes e SESC Pompeia.
De acordo com a legislação que rege as parceiras público-privadas (PPPs), uma empresa pode fornecer os estudos necessários para o projeto. Na posterior licitação para escolher a empresa que vai construir e operar a linha, a empresa que forneceu os estudos pode ser ressarcida pelos custos que teve caso não seja a vencedora do processo.
Essa é apenas mais uma de uma série de concessões que o governo do Estado de São Paulo pretende fazer com o sistema de transporte. Em entrevista ao Valor em julho, o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, revelou que o Metrô pretende conceder a operação de pelo menos mais uma linha à iniciativa privada: a esperada 17-Ouro, que terá uma estação no aeroporto de Congonhas. A linha funcionará com o sistema de monotrilho, um trem que roda com pneus de borracha e tem implantação mais barata que o trem tradicional.
Segundo Avelleda, o modelo adotado seria uma PPP e lembraria o adotado na Linha 4-Amarela — única linha atualmente não operada pelo Metrô.
Governo de SP muda concessão do metrô
Folha 04.10.2011 - Construção e operação de linha ficarão com o mesmo concessionário, ao contrário do modelo separado da linha 4. Parceria público-privada autoriza estudo de viabilidade a Odebrecht; vencedora deverá remunerar empresa. Obras no túnel de acesso entre as estações Luz e República da recém-inaugurada linha amarela, a primeira em PPP. O governo do Estado pretende utilizar o mecanismo das PPPs (parcerias público-privadas) para ampliar a rede de trens e metrô na região metropolitana de São Paulo. Na semana passada, o conselho gestor do programa de PPP do Estado autorizou a Odebrecht a apresentar um estudo de viabilidade econômica para a construção e operação da linha 6-laranja.
No início, essa linha liga Brasilândia à estação São Joaquim, passando por bairros como Lapa e Higienópolis. Depois, haverá uma extensão até a rodovia dos Bandeirantes e outra em direção à zona leste, até Cidade Líder. Será a maior linha, com 34,1 km de extensão. A Odebrecht tem 90 dias para apresentar o estudo. O governo vai abrir licitação para a escolha da empresa que vai construir e operar a linha. A empresa vencedora deverá remunerar a Odebrecht pelo custo do estudo. Caso a própria Odebrecht vença a licitação, não pagará nada. Nas próximas semanas, o governo deve autorizar também o início dos estudos da futura linha 20-rosa, entre a Lapa e Moema passando pela avenida Faria Lima. Também está prevista uma PPP para o chamado Expresso ABC, uma linha em sistema de monotrilho que vai ligar Mauá à Luz, no centro de São Paulo, passando por Santo André e São Caetano.
Esse é o único projeto com modelagem já definida: R$ 1,27 bilhão para 30 anos de contrato. O vencedor será quem oferecer melhor tarifa de remuneração.
"Chegou a hora da caça ao tesouro", disse o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), coordenador do programa estadual de PPP. Para ele, com a crise econômica, "o mundo está parado" e, como São Paulo tem projetos a apresentar, esse é o momento de buscar investidores, com prioridade para projetos de mobilidade. "Vamos colocar todas as linhas de uma só vez [para projetos de PPP]", afirmou Afif.
O plano plurianual do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para o período 2012-2015 prevê investimentos de R$ 45 bilhões -R$ 30 bilhões de recursos do próprio Tesouro e R$ 15 bilhões de PPP. Com recursos do Tesouro, o governo está construindo a linha 5-lilás e o prolongamento da linha 2-verde até Cidade Tiradentes. Também contratou as linhas 15-branca, entre Vila Prudente e Tiquatira, e 17-ouro (Congonhas ao Morumbi passando pelo Jabaquara) e está comprando novos trens. A linha 4 está em obras. A previsão é que a segunda etapa seja concluída até 2014.
Em nota, o governo do Estado afirmou que não descarta nenhuma modalidade de contratação.
Preços dos imóveis avança 1,9% em setembro
Brasil Econômico 04.10.2011 - No Rio de Janeiro, o Leblon, onde o metro quadrado custa por R$ 16.347, lidera a lista dos maiores preços. O preço dos imóveis no país avançou, em média, 1,9% em setembro, frente ao mês anterior. O dado mostra aceleração em relação a agosto, quando a alta foi de 1,7%.
O levantamento, realizado em sete capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em pareceria com a Zap Imóveis, mostra que o preço dos imóveis avançou em média 29% nos últimos 12 meses.
No período, as maiores variações acumuladas ocorreram no Rio de Janeiro (41%) e no Recife (30%). Em São Paulo, os preços anunciados subiram em média 21% em 2011, sendo que desde janeiro de 2008, a alta foi de 113%. A região do Ibirapuera e Vila Nova Conceição, na Zona Sul da cidade, é de líder no preço por metro quadrado, com R$ 8.837.
No Rio de Janeiro, o Leblon, onde o metro quadrado custa por R$ 16.347, lidera a lista dos maiores preços. Já a região de Anchieta apresentou novamente o menor valor, a R$ 1.058 por metro quadrado.
Teste de nova empresa de pagamento de pedágio começa neste mês
Valor 04.10.2011 - Na próxima segunda-feira (dia 10), começa a ser testado o sistema de serviço de pagamento eletrônico de pedágios Auto Expresso, da DBTrans. É o primeiro concorrente da Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) – dona dos sistemas de captura eletrônica de pagamento Sem Parar e Via Fácil –, que teve monopólio do serviço durante 12 anos. A concessionária Rota das Bandeiras, que administra a Rodovia Dom Pedro I, será a primeira a fazer os testes, que terão integração de softwares e tags (equipamento eletrônico instalado no veículo, que permite a cobrança do pedágio). O objetivo da concessionária é iniciar operação do sistema Auto Expresso no início de 2012. Segundo o governo de São Paulo, o Auto Expresso terá mensalidade de R$ 6, frente os R$ 11,90 cobrados atualmente pala STP
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